Um recente estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) e divulgado na última sexta-feira pelo Jornal da Globo mostra que o nível de riqueza das cidades paulistas foi determinado feito pelo investimento em ensino primário há 100 anos.
Para ilustrar a conclusão a que chegaram os pesquisadores da USP, a reportagem exibida pela TV fez comparações entre duas das cidades pesquisadas: Indaiatuba e Natividade da Serra, cidades do interior do estado de São Paulo que ficam a uma distância de 272 quilômetros uma da outra. Em 1905, a cidade de Indaiatuba, que foi fundada por imigrantes suíços, gastou quase 18% do orçamento em educação primária, um percentual muito superior aos 8% que eram gastos pelo próprio estado. De acordo com a matéria jornalística, em 1888, antes mesmo de construírem a igreja ou as casas onde iriam morar, os suíços que fundaram a cidade construíram uma escola primária. Enquanto isso, a cidade de Natividade da Serra, no mesmo ano de 1905, gastou menos do que 3% do seu orçamento no ensino até a 4ª série.
As situações das duas cidades, hoje, conforme mostradas pelo Jornal, são as seguintes: Indaiatuba é uma cidade rica do interior paulista, com taxa de desemprego de 1% e renda per capta anual acima de R$ 28 mil. Por outro lado, a cidade de Natividade da Serra é uma cidade com quase metade de sua população vivendo na pobreza e cuja renda per capta anual é de R$ 5,8 mil.
O resultado da pesquisa da USP é bem claro: o investimento em ensino primário determina a riqueza de uma cidade 100 anos depois. O problema é: Como convencer os nossos governantes desse fato, isto é, de que só seremos um país rico se investirmos maciçamente nos níveis básicos da educação, inclusive, e principalmente, valorizando melhor os nossos professores? É possível que só consigamos isso quando nós mesmos nos convencermos de que educação é mais importante do que uma Copa do Mundo de Futebol, ou ainda quando – conforme costuma dizer o senador Cristovam Buarque – tivermos mania de educação.
Para ilustrar a conclusão a que chegaram os pesquisadores da USP, a reportagem exibida pela TV fez comparações entre duas das cidades pesquisadas: Indaiatuba e Natividade da Serra, cidades do interior do estado de São Paulo que ficam a uma distância de 272 quilômetros uma da outra. Em 1905, a cidade de Indaiatuba, que foi fundada por imigrantes suíços, gastou quase 18% do orçamento em educação primária, um percentual muito superior aos 8% que eram gastos pelo próprio estado. De acordo com a matéria jornalística, em 1888, antes mesmo de construírem a igreja ou as casas onde iriam morar, os suíços que fundaram a cidade construíram uma escola primária. Enquanto isso, a cidade de Natividade da Serra, no mesmo ano de 1905, gastou menos do que 3% do seu orçamento no ensino até a 4ª série.
As situações das duas cidades, hoje, conforme mostradas pelo Jornal, são as seguintes: Indaiatuba é uma cidade rica do interior paulista, com taxa de desemprego de 1% e renda per capta anual acima de R$ 28 mil. Por outro lado, a cidade de Natividade da Serra é uma cidade com quase metade de sua população vivendo na pobreza e cuja renda per capta anual é de R$ 5,8 mil.
O resultado da pesquisa da USP é bem claro: o investimento em ensino primário determina a riqueza de uma cidade 100 anos depois. O problema é: Como convencer os nossos governantes desse fato, isto é, de que só seremos um país rico se investirmos maciçamente nos níveis básicos da educação, inclusive, e principalmente, valorizando melhor os nossos professores? É possível que só consigamos isso quando nós mesmos nos convencermos de que educação é mais importante do que uma Copa do Mundo de Futebol, ou ainda quando – conforme costuma dizer o senador Cristovam Buarque – tivermos mania de educação.
* Deputado Federal pelo PT (Artigo publicado em 12 de junho de 2012 no Jornal Dez Minutos).

Nenhum comentário:
Postar um comentário