José Ricardo, Luiz Castro e Tony Medeiros promovem Audiência Pública para discutir sobre o funcionamento do Incra e o fechamento dos postos avançados no interior do Amazonas

Às 10h desta sexta (22), os deputados estaduais José Ricardo Wendling (PT), Luiz Castro (PPS) e Tony Medeiros (PSL) promovem Audiência Pública para discutir sobre o funcionamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Amazonas, bem como sobre a situação dos funcionários e o fechamento dos postos avançados nos municípios amazonenses. O debate acontece no plenário da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam).

Em maio deste ano, o Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Amazonas realizou manifestação em frente ao prédio do Incra, denunciando à sociedade os graves problemas enfrentados pelos servidores desse órgão. São eles: redução do quadro de servidores, de 9 mil para 5,7 mil, de 1985 a 2011, sendo que nesse mesmo período sua atuação territorial foi acrescida em 32,7 vezes, saltando de 61 para 2 mil municípios em todo o Brasil; aumento do número de projetos geridos, passando de 67 (1985) para 8,7 mil; e aumento do número de famílias assentadas pelo órgão, passando de 117 mil para cerca de um milhão.

E mais: nos concursos realizados pelo Incra na última década, cerca de 30% dos servidores pediram exoneração, como ainda no último concurso, apenas 51% dos profissionais convocados assumiram, devido aos baixos salários. “Uma situação preocupante, que envolve a falta de valorização profissional, implicando na qualidade do serviço prestado na área da reforma agrária. E esta Casa não pode ficar de fora desses debates que influenciam diretamente na vida da população”.

Foram convidados para essa Audiência Pública, dentre outros órgãos e instituições: Incra, Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Estado do Amazonas, Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Ministério Público Federal, Comissão Pastoral da Terra, Centro de Direitos Humanos (CDH) da Arquidiocese de Manaus, Serviço de Ação, Reflexão e Educação Social (Sares), Programa Terra Legal, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Sustentável (SDS), bem como sindicatos rurais e prefeituras de vários municípios amazonenses.
 
Fonte:Assessoria de Comunicação

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