Com a semana reduzida devido ao feriado de Tiradentes e do aniversário de Brasília, a agenda dos Poderes tem como principal foco a tramitação da proposta que altera a jornada de trabalho no país. O presidente da Câmara, Hugo Motta, marcou uma sessão para destravar o andamento da matéria após reunião com o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães. O encontro buscou alinhar pontos centrais do texto e reduzir divergências entre governo e Congresso, em meio a uma disputa de estratégias: enquanto a Câmara prioriza a PEC já em tramitação, o governo sinaliza preferência por um projeto de lei enviado em regime de urgência, considerado mais simples.
A movimentação ocorre após um pedido de vista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que interrompeu a análise imediata da proposta. Motta afirmou que não pretende “procrastinar” a tramitação e indicou que o texto deve ser votado nesta semana. A proposta busca extinguir o modelo atual de escala 6×1, reduzindo a jornada semanal de 44 horas para 40 ou até 36 horas, dependendo da versão final. O tema tem mobilizado diferentes setores: defensores apontam ganhos na qualidade de vida dos trabalhadores, enquanto críticos alertam para possíveis impactos econômicos. Se aprovada na CCJ, a PEC ainda precisará passar por comissão especial antes de ir ao plenário em dois turnos.










