sábado, 13 de julho de 2013

José Ricardo denuncia descaso do Estado em serviços públicos de Caapiranga

O deputado José Ricardo Wendling (PT) denunciou quinta-feira (11) o descaso do Governo do Estado com relação aos serviços públicos prestados no Município de Caapiranga (a 134 quilômetros de Manaus). Ele esteve no local no último final de semana, onde visitou as escolas estaduais, o hospital, a delegacia e o posto policial. “Um Governo que não tem controle e não acompanha os serviços pelo interior. Um abandono”.
Na área da segurança, ele presenciou a delegacia e o posto da PM com problemas estruturais para abrigar grande quantidade de presos; falta de funcionários para atendimento ao público, bem como de policiais civis e militares; viaturas danificadas e falta de lancha para atender a área ribeirinha. “Mas, apesar das dificuldades, os policiais estavam fazendo o seu trabalho”, contou.

Ele esteve ainda na Escola Estadual Hermogenes Saraiva, onde o laboratório de informática nunca funcionou, estando as máquinas “jogadas” num canto da sala; não tem quadra de esporte e somente uma merendeira por turno, que serve a merenda escola num local improvisado; não tem pedagogo e apenas uma servente. Já na Escola Estadual Carmina de Castro, que existe no local há 22 anos, sofre com sérios problemas elétricos e hidráulicos; há somente dois funcionários para fazer a limpeza; apesar de ter uma quadra de esporte, as obras de ampliação ainda não foram concluídas; o refeitório é improvisado, além de não ter auditório.

E no Hospital Estadual Odilon Alves, funcionários, a maioria da Prefeitura, atendem pacientes num prédio em situação caótica, com sérios problemas estruturais; a ambulância fica quase abandonada numa praça, doação feita pela Fundação Boas Novas; o aparelho de RX está com problemas, sem previsão para manutenção; o gerador de energia não funciona e a água é “emprestada” da casa do juiz, já que no local não tem poço artesiano.

Todas essas demandas serão encaminhadas para as Secretarias de Estado de Segurança Pública (SSP), da Educação (Seduc) e da Saúde (Susam). “Quero acreditar que os secretários não têm conhecimento desta triste realidade. É um absurdo o que acontece em Caapiranga”.