O deputado José Ricardo Wendling (PT) voltou a falar do transporte coletivo, na manhã desta terça-feira (12), afirmando que é um problema recorrente que afeta a vida do povo de Manaus. Para ele, a Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) deve promover uma nova Audiência Pública, desta vez na Comissão de Finanças Públicas, para reavaliar a renúncia que o Estado concede às empresas do transporte sobre o ICMS do combustível dos ônibus, que já renderam R$ 105 milhões de 2008 a 2011; bem como outra discussão na Comissão de Transporte para tratar de outros assuntos da área, como os R$ 0,05 pagos a mais pelos usuários (mais de R$ 8 milhões nos últimos oito meses) e que deveriam ser destinados à modernização do sistema.
“O problema do transporte está na gestão, ou seja, na Prefeitura, que mantém os mesmos empresários prestando um serviço que é essencial à população. Empresários esses que estão muito bem e obrigado, quando não pagam dívidas trabalhistas e quando não cumprem obrigações contidas em contrato. Empresas assim deveriam estar fora de circulação, não participando mais de licitações”, declarou ele, ressaltando que a cidade merece um empresariado que honre o compromisso com o seu trabalhador e com o cliente dele, que é o povo.
De acordo com o deputado, é preciso avaliar se vale a pena continuar concedendo incentivo fiscal a essas empresas. “Um dinheiro que está entrando no bolso dos empresários e que não tem contrapartida para a sociedade. Porque o serviço está caótico e caro e continua do mesmo jeito. É dinheiro que poderia está indo para a educação, para a saúde e para a segurança pública”.
Além disso, ele lembra que se cobra da população R$ 0,05 a mais no valor da tarifa de ônibus, que deveria ser para a modernização do sistema. “Mas, até hoje, nenhum centavo foi repassado para a Prefeitura. E não temos modernização. Os abrigos de ônibus estão sucateados, bem como os terminais. Uma verdadeira indecência e imoralidade. Na verdade, um roubo para o povo. E a Prefeitura finge que não é com ela e não aciona juridicamente”.
Fonte: Assessoria de Comunicação
Nenhum comentário:
Postar um comentário