NOVAÇÃO, O QUE PODEMOS APRENDER COM A FINLÂNDIA?

I niciaremos nossa décima segunda coluna refletindo sobre as práticas de sucesso adotadas por um país Nórdico.
N osso caso agora é Finlândia, considerado pela Boston Consulting Group (2009), o sétimo país mais amigável à inovação:

Tabela 1: Ranking dos Países Mais Amigáveis à Inovação – 2009

Ranking

País

Pontuação Total
Pontuação
Input em Inovação
Pontuação
Desempenho em Inovação
1º
Cingapura
2,45
2,74
1,92
2º
Coréia do Sul
2,26
1,75
2,55
..
..
..
..
..
7º
Finlândia
1,87
1,76
1,81
..
..
..
..
..
72º
Brasil
-0,59
-0,62
-0,51
Fonte: ANDREW et al (2009 - http://www.bcg.com/documents/file15445.pdf)

O ficialmente a República da Finlândia (http://www.government.fi/etusivu/en.jsp) é um país nórdico situado na região da Fino-Escandinávia, no norte da Europa: (1) com cerca de 5,3 milhões de habitantes vivendo em uma área equivalente a 338145 km², sendo o oitavo maior país da Europa em termos de área e o país menos densamente (17 habitantes/ km²) povoado da União Européia; (2) que tem uma economia de mercado livre altamente industrializada, com um PIB per capita igual ao de outras economias européias, como França, Alemanha, Bélgica ou Reino Unido; (3) onde cerca de 33% dos moradores do país têm grau superior, semelhante a de outros países nórdicos e mais que a maioria dos outros países da OCDE, exceto o Canadá (44%), Estados Unidos (38%) e Japão (37%); (4) Mais de 30% dos licenciados são em áreas relacionadas com a Ciência. Os pesquisadores finlandeses estão levando contribuintes para áreas como melhoramento florestal, novos materiais, meio ambiente, redes neurais, a física de baixa temperatura, a pesquisa do cérebro, biotecnologia, engenharia genética e das comunicações; (5) Sendo considerado como um dos países com maior intensidade de realização de pesquisas no mundo, com um investimento nacional em P&D chegando na casa dos 6,8 bilhões de Euros, o que representou cerca de 3,9% do seu PIB em 2009 (http://tilastokeskus.fi/til/tkke/2009/tkke_2009_2010-10-28_tie_001_en.html);
V erificando esses números e o desempenho competitivo da Finlândia no cenário Global (http://www.imd.org/research/publications/wcy/upload/scoreboard.pdf), aprendemos que este é um dos países que se destaca na capacidade de criar um ambiente de negócio altamente favorável à inovação, graças ao bom funcionamento do seu sistema de educacional, ao bom desempenho da administração pública (É um dos países com menor índice de corrupção do planeta) e o forte clima de cooperação entre as universidades e indústrias.
A Finlândia tem uma longa tradição de educação de adultos e na década de 80 quase um milhão de finlandeses estavam recebendo algum tipo de instrução por ano. Quarenta por cento deles o fizeram por razões profissionais. A educação de adultos apareceu em uma série de formas, tais como escolas secundárias à noite, cívica e institutos de trabalhadores, centros de estudo, centros de curso profissionalizante e escolas secundárias. Os centros de estudo permitiram grupos para acompanhar os planos de estudo de sua própria autoria, com apoio educacional e financeiro prestado pelo Estado. As escolas secundárias populares são uma instituição marcadamente nórdica. Originárias da Dinamarca, no século XIX, as escolas superiores populares tornaram-se comuns em toda a região. Atualmente, o sistema educacional de nível superior da Finlândia é composto por 21 Universidades e 30 escolas politécnicas, estrategicamente localizadas, cuja rede cobre as diferentes partes do país. Em 2009, 1642 estudantes concluiram o grau de doutorado, o que representou 100 doutores a mais do que no ano anterior. Além disso, o forte investimento do Estado em parceria com as empresas ajudou a triplicar o número de doutores quando comparamos com o início dos anos 90.
N este país, há cerca de 21 Institutos de Pesquisas Públicos, destacando-se entre eles: o VTT Technical Research Center of Finland (http://www.vtt.fi/?lang=en); The Finnish Forest Research Institute (http://www.metla.fi/index-en.html); The MTT Agrifood Research (http://www.mtt.fi/english/); The National Public Health Institute (http://en.wikipedia.org/wiki/National_Public_Health_Institute_of_Finland) ; The Institute of Ocuppational Health (http://www.ttl.fi/en/Pages/default.aspx) e The Finnish Environment Institute (http://www.ymparisto.fi/default.asp?node=5297&lan=EN).
D entro da concepção Filandesa de fazer ciência, a formação de Redes é uma elemento considerado estratégico para o florescimento da inovação tecnológica. Neste sentido, o Governo deste país estimula a criação de numerosos programas de pesquisa e tecnológicos entre as universidades, as empresas e os institutos de pesquisas, contribuindo assim para que o país tenha mais de 82000 pessoas empregadas e desenvolvendo alguma atividade de P&D, sendo que mais da metade delas trabalha em empresas privadas.

O bservando estas experiências nos perguntamos:
Como anda nossa Administração Pública? Nossa Educação? Nossa Capacidade de Trabalhar em Rede?

Jonas Gomes da Silva – Dr. Em Engenharia de Produção e Professor da UFAM. Foi pesquisador no Japão apoiado pelo Governo Japonês entre 1997 e 2003.
E-mail:
gomesjonas@hotmail.com

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