STF começa a julgar 'kids pretos'; grupo é acusado de planejar matar Lula e Moraes.



A 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) retoma nesta 3ª feira (11.nov.2025), a partir das 9h, o julgamento dos acusados de participar da tentativa de golpe de Estado de 2022. Desta vez, será analisado o chamado núcleo dos “kids pretos”, grupo formado majoritariamente por militares. 

Segundo a PGR (Procuradoria Geral da República), eles foram responsáveis por planejar e executar ações para manter o então presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder. Conhecido também como “forças especiais”, o grupo reúne militares da ativa e da reserva, especializados em operações táticas. Os réus são citados na denúncia da PGR como envolvidos na operação Copa 2022, ligada ao plano Punhal Verde e Amarelo.

A Copa 2022 foi uma operação de caráter tático e coercitivo, considerada o ponto culminante da execução do plano de tentativa de golpe de uma organização criminosa que pretendia romper a ordem democrática no Brasil. Segundo a denúncia, a ação tinha como objetivo a “neutralização” de autoridades centrais do regime democrático.

A operação estava vinculada a um plano mais amplo, denominado Punhal Verde Amarelo, de natureza violenta e coordenada. O documento propunha o assassinato do ministro do STF Alexandre de Moraes, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin (PSB).

Fazem parte do núcleo 3: Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército; Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, general da reserva; Fabrício Moreira de Bastos, coronel do Exército; Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel do Exército; Márcio Nunes de Resende Jr., coronel do Exército; Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel do Exército; Rodrigo Bezerra de Azevedo, tenente-coronel do Exército; Ronald Ferreira de Araújo Jr., tenente-coronel do Exército; Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel do Exército; Wladimir Matos Soares, agente da Polícia Federal.

Crimes e penas: Nove dos dez réus respondem por organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio público e dano a patrimônio tombado. Apenas Ronald Ferreira teve a denúncia atenuada.

A PGR afirma que os “kids pretos” formaram uma célula militar clandestina e mantinham contato com o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, considerado peça central na articulação golpista.

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