Ministérios ressaltam importância da Conab


Representantes dos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), do Desenvolvimento Agrário (MDA) e da Agricultura (Mapa) estiveram reunidos, ontem, com o presidente Evangevaldo Moreira dos Santos e os diretores da Conab, para discutir as ações de política pública relativas ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o papel da Companhia no Plano Brasil sem Miséria. O debate aconteceu no terceiro dia do Encontro de Superintendentes e Gerentes da Conab, que segue até sexta-feira, em Brasília.

Durante sua exposição, o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Mapa, Erikson Chandoha, ressaltou a importância da Conab para a agricultura brasileira. A opinião foi seguida também pela secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Maya Takagi, e pelo secretário Nacional de Agricultura Familiar do MDA, Laudemir Muller. A Conab é considerada estratégica para que algumas metas do Plano Brasil Sem Miséria sejam alcançadas. Uma delas, por exemplo, é aumentar em quatro vezes o número de produtores rurais atendidos pelo PAA.

MONALE realiza o 3º Festival de Música Popular Canta Tarumã

O MONALE estará realizando o 3º FESTIVAL DE MÚSICA POPULAR CANTA TARUMÃ, no Ginásio da Escola Estadual Waldocke Lyra, no Parque São Pedro. Muitos artistas da música popular amazonense estarão participando, além de muitas outras atrações. Sua presença neste evento é imprescindível, PARTICIPE!

WALDEMIR JOSÉ QUER CADASTRO PÚBLICO DOS BENEFICIADOS DOS PROGRAMAS SOCIAIS DA PREFEITURA

Com objetivo de dar mais transparência aos atos públicos, o vereador Waldemir José (PT), vai apresentar projeto de lei obrigando o Executivo Municipal a disponibilizar no Portal da Transparência da Prefeitura, o nome, número do CPF e endereço de todos os beneficiários dos projetos sociais promovidos pela Prefeitura de Manaus. Entre eles estão o Bolsa Universidade; o Bolsa Família Municipal; o Leite para o Meu Filho; e os programas habitacionais.

Para o vereador petista, o Projeto de Lei visa uma fiscalização dos atos do Poder Público pela sociedade e acompanhar melhor a efetivação dos critérios para concessão de benefícios aos mais carentes, evitando assim, fraudes e apadrinhamentos. “A sociedade precisa acompanhar de perto quem são as pessoas que estão sendo beneficiadas de forma a evitar fraudes e tornar transparente o processo de seleção e escolha”.

José Ricardo apresenta projeto que proíbe nome de pessoas vivas em prédios públicos

O deputado José Ricardo Wendling (PT) apresentou nesta quinta-feira (25) Projeto de Lei que proíbe atribuir nome de pessoa viva, nacional ou estrangeira, a bem público pertencente ao Estado ou à pessoa jurídica da administração indireta. Também veda a inscrição dos nomes de autoridades ou administradores em placas indicadoras de obras ou em veículos de propriedade ou a serviços da administração estadual.

De acordo com o parlamentar, esse projeto está em sintonia com a legislação federal (nº 6.454, de 24 de outubro de 1977), justificando-se por princípios que regem a administração pública: da legalidade, uma das principais garantias de respeito aos direitos individuais; da supremacia, no qual o interesse público sobrepõe-se ao direito privado ou particular; e da moralidade e da impessoalidade, conforme o artigo 37 da Constituição Federal, que visam proteger a administração pública frente ao interesse particular.

“Além disso, o uso de nomes de pessoas vivas em prédios públicos é típico ato de improbidade, porque atenta contra os princípios da administração pública por se tratar de propaganda ostensiva e permanente”, declarou José Ricardo, lembrando que recentemente esteve no Município de Boa Vista do Ramos (a 269 quilômetros de Manaus), onde denominaram de Amazonino Mendes uma escola estadual da cidade. “Uma completa irregularidade”, afirmou o deputado.
Fonte: Assessoria de Comunicação

Populações ribeirinhas terão unidades fluviais de saúde

Foto: Eletrobrás Termonuclear

Municípios da Amazônia Legal e do Mato Grosso do Sul já podem se cadastrar para receber uma unidade 

Começou ontem (24) o cadastramento das propostas de adesão dos municípios da Amazônia Legal e do Mato Grosso do Sul às primeiras unidades fluviais de saúde. Até 2014, serão entregues 32 embarcações - 16 delas devem estar em funcionamento até 2012. De acordo com o Ministério da Saúde, as unidades, que prestarão assistência integral e contínua, contarão com equipes formadas por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e de laboratório e também agentes comunitários que atuam na Estratégia Saúde da Família. As embarcações terão consultório médico, odontológico e de enfermagem, além de ambiente para armazenamento de medicamentos, laboratório e sala de vacina. Também poderão contar com dentista e auxiliar ou técnico de saúde bucal. 

Uma das principais ações das unidades é levar um pré-natal de qualidade às gestantes, o que contribui diretamente e de forma significativa para a redução das mortalidades materna. As embarcações prestarão assistência - desde o pré-natal e até os dois anos de vida do bebê - e reforçarão as ações de planejamento familiar e de prevenção e controle de câncer de mama e de colo do útero, da hipertensão e do diabetes.

As unidades fluviais serão implementadas a partir da adesão dos municípios do Mato Grosso do Sul e dos estados que compõem a Amazônia Legal (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Tocantins, Maranhão, Roraima, Rondônia e Mato Grosso). Os convênios serão firmados entre as secretarias municipais de saúde e o Ministério da Saúde.

Para a construção das embarcações, o governo federal garantiu investimento de R$ 38,4 milhões. E, quando as unidades estiverem instaladas, poderão receber até R$ 40 mil mensais equivalentes a recursos de manutenção/custeio das unidades fluviais. 

Cadastro 
Os pedidos de adesão poderão ser feitos até 30 de setembro, por meio do Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse do Governo Federal (Siconv).

Depois deste prazo, as propostas serão analisadas e publicadas, quando serão informados os locais onde as 16 primeiras unidades serão instaladas.

‘Não saiam do armário’

Por: Matheus Pichonelli

Carlos Apolinário é uma espécie de Harvey Milk às avessas. Ao contrário do político americano, que nos anos 1970 instigou a comunidade gay de São Francisco a assumir a homossexualidade como parte de um processo de afirmação (e sobrevivência), o vereador paulistano, eleito pelo DEM, acredita que a aceitação, nos novos tempos, passa pelo caminho inverso: “Se o cara não quiser sair do armário, deixa ele no armário, pô. Hoje em dia a pessoa vai para a televisão e só falta dizer: ‘não basta ser gay, tem que participar’”.
O vereador Carlos Apolinário, que propõs o Dia do Orgulho Hétero em SP.

A tese é rabiscada ao telefone poucas horas após a Câmara Municipal aprovar, na terça-feira 2, um projeto de lei de sua autoria que institui, em São Paulo, o Dia do Orgulho Heterossexual. O “Dia” ainda não tem data nem comemoração previstas, diferentemente do que ocorre com a versão homossexual do evento. Mas o vereador garante que, ao aprovar a lei, conseguirá instituir também um dia de reflexões sobre o que chama de “excesso de privilégios” acumulado pela comunidade gay na maior cidade do País. Ele explica: “hoje em dia, se você anda na rua e arruma briga, você sai e xinga. Você não quer saber se o sujeito é hétero ou gay. Você só quer xingar. Se você xingar um hétero, tudo bem. Mas se der o azar e xingar um gay, você vai ser chamado de homofóbico e vai causar uma baita confusão”.

Mas não é apenas a ausência do direito de xingar democraticamente as pessoas na rua que tem tirado o orgulho de ser hétero do vereador. Outro perigo, aponta ele, é um dono de um estabelecimento censurar manifestações públicas de afeto entre “bigodudos” e ter de aturar um “beijaço” de 20 bigodudos, no mesmo local, como protesto, no dia seguinte. “Eu sofro também discriminação por ser evangélico. Imagina se o cara brigar comigo porque sou religioso e, no dia seguinte, eu levar um grupo para fazer um culto lá no restaurante do cara”.

O perseguido Apolinário lembra que até tinha vergonha de usar a Bíblia quando criança, época em que os colegas o chamavam de “crente da bunda quente”, mas que a discriminação foi diminuindo conforme descobria que havia também jogadores de futebol e políticos que pertenciam à mesma igreja, no caso a Assembleia de Deus, que frequenta há 52 anos. Ele garante, porém, que nunca teve a orelha arrancada ao ser reconhecido como um ser diferente ao abraçar o filho em público. Até porque, conforme conta, até mesmo à mulher, com quem é casado há 38 anos, as manifestações públicas são restritas – do mesmo jeito que não admite casais extravagantes na piscina de seu prédio, também evita promover cenas picantes em público. “Não preciso fazer demonstrações de amor à sociedade”.

O excesso de afeto é justamente o problema – já que os “animais” que provocam agressões pelas ruas sempre existirão, segundo Apolinário. “O que faz um gay ser discriminado? Você põe um camarada gay para trabalhar no gabinete do vereador. Chega lá, ele faz uma voz que não é a dele, anda de um jeito que não é o jeito dele andar…É que nem um cara que corta o cabelo igual ao do Ronaldinho: ele passa e você olha. Ou uma mulher que sai com o busto de fora, ou bota minissaia. A pessoa vai olhar e fazer comentário. Mas se o gay tem um procedimento normal, fala e anda do jeito dele, ninguém vai estranhar”, afirma.
A parada gay, exemplo de privilégios da comunidade homossexual em SP apontados pelo vereador

Outro resultado da chamada migração dos armários para a rua, na visão de Apolinário, é que hoje em dia os gays estão de tal forma protegidos que não podem sequer ser demitidos sem justa causa sem que o empregador seja acusado de homofobia. Se bater num carro de gay, então, já era: é cadeia na certa. “Hoje o gay é sempre vítima de tudo”, costuma repetir o vereador.

“Na Paulista, as grandes manifestações estão proibidas por causa dos hospitais. Mandaram a festa da CUT e a Marcha para Jesus para outros lugares. Mas a Parada Gay pode. Por que só ela? É um privilégio inaceitável. Por que não fazem a Parada em Interlagos?”, sugere. Outro exemplo do excesso de privilégios, lembra Apolinário, é que durante as festas sindicais de 1º de Maio não há distribuição gratuita de camisinha; já na Parada Gay, elas são jogadas às centenas graças à ajuda do contribuinte. “Eles estão querendo defender direitos como o de adotar criança ou trabalhar na polícia ou estão só ‘pensando naquilo’?”, questiona ele, que não esquece o “agarra-agarra” no metrô a caminho da festa popular.

Um pouco envergonhado, ele exemplifica a que ponto a situação privilegiada da comunidade gay chegou: “Aqui na Câmara, tinha um projeto em que o funcionário público municipal poderia colocar o companheiro gay no plano de saúde como dependente. Eu fiz um projeto igualzinho ao dele, mas em vez de colocar companheiro gay, indiquei que poderia ser um dependente, que não precisava ser gay. Poderia ser a mãe, o pai, o irmão, a avó, um amigo dele. Imagina o seguinte: você é hétero e eu sou hétero. Suponha que vamos morar na mesma casa: nós compramos a casa, cada um paga a metade, todas as nossas despesas a gente divide. A única coisa que a gente não faz é sexo. Aí nós não temos direito nenhum”.

Apesar da irritação, Apolinário garante que, diferentemente do colega de política, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), não tem problemas em conviver com a comunidade gay. Se os filhos seguissem esse caminho, garante, ele pediria apenas que eles mantivessem a discrição.

Prova de que não tem “nada contra o ser humano homossexual”, diz o vereador, é que até mesmo o cabelereiro, “alto, bonitão, de barba e um desperdício”, que corta seus cabelos pretos, sempre entupidos de gel, é gay. “Meu cabelereiro é gay. Tem até um camarada que ele chama de marido. É um cara normal: eu beijo ele, ele me beija. Não tenho nenhum problema. Na minha campanha, meu maquiador era um gay. E já tive dois funcionários gays que eram chefes do telemarketing”, gaba-se.

Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário do Amazonas divulga as entidades escolhidas para Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária

A Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário (DFDA-AM) divulgou os empreendimentos escolhidos para a 8ª. Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária.

Nos anos 2004, 2005, 2006 e 2007, o Ministério de Desenvolvimento Agrário – MDA realizou a Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária em Brasília/DF. Nos anos de 2008 e 2009, a feira aconteceu no Rio de Janeiro/RJ e em 2010 retornou para Brasília/DF. O evento tem por objetivo a promoção, divulgação e comercialização dos produtos da agricultura familiar brasileira.
 
Assim, diante dos bons resultados do evento, o MDA está organizando a 8ª edição da FENAFRA, que acontecerá de 30/11 a 04/12/11 na Praça do Povo (ao lado do Teatro Nacional) em Brasília. 

Os(as) expositores(as) têm a oportunidade de vender seus produtos e de realizar diversos negócios com comerciantes, varejistas, proprietários(as) de supermercados, lojas de produtos naturais, restaurantes, hotéis e similares, seja diretamente nos estandes ou nas rodadas de negócios. Grandes volumes de negócios foram realizados durante todas as edições da FENAFRA. 

Nesta edição o tema será: Um país rico se faz com agricultura familiar fortalecida, diversificada e organizada. 

Empreendimentos selecionados para representar o Amazonas na 8ª Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária

Artesanato:
  1. ASSAI – Associação dos Artesãos Indígenas - São Gabriel da Cachoeira;
  2. ASTA – Rio Arari - Itacoatiara;
  3. AMA – Associação de Mulheres Artesãs - Boa Vista do Ramos;
  4. ASIBA – Artesanato dos Extrativistas Indígenas - Barcelos. 

Agroindústria:
  1. ASPRONE - Associação dos produtores rurais da Comunidade Nova Esperança - Rio Preto da Eva;
  2. ASPACS – Associação dos Produtores Agroextrativistas da Colônia Sardinha - Lábrea;
  3. Agrofrutas - Manaus;
  4. CPU-Uatumã - Presidente Figueiredo;
  5. Coopfitos da Amazônia - Manaquiri;
  6. Associação Agrícola do Projeto de Assentamento Panelão - Careiro;
  7. Associação de produtores e criadores do Paraná de Serpa - Itacoatiara.

José Ricardo denuncia desmandos e abandono em Boa Vista do Ramos

Após visitar o Município de Boa Vista do Ramos (a 269 quilômetros de Manaus), no último final de semana, o deputado José Ricardo Wendling (PT) denunciou nesta quarta-feira (24) que a população dessa cidade está sofrendo com os desmandos do poder público municipal, com funcionários públicos sendo perseguidos e até afastados de suas funções. “Em manifestação na cidade, eles pediam providências, já que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) condenou a atual administração”, declarou ele, ressaltando que há várias situações de irregularidade e abandono nas estruturas públicas, envolvendo tanto a Prefeitura e quanto o Governo do Estado.

Ele contou que a saúde está abandonada: desde o dia 10 de dezembro, não há médicos no local, já que só existem dois plantonistas que se revezam em períodos específicos; não há profissionais bioquímicos, como ainda faltam aparelhos de Raio X; no local, não há o devido cuidado com o lixo hospitalar, sendo removido pelo carro coletor do Município, além do repasse do Governo do Estado (cerca de R$ 15 mil/mês) ser insuficiente para a manutenção de toda a estrutura da unidade hospitalar. “Até uma gestante morreu recentemente pela precariedade no atendimento”, completou.

Já na área da segurança, o deputado confirmou que a situação crítica e de descaso é a mesma de outros municípios: naquele momento, era uma escrivã quem tomava conta da delegacia (delegado estava ausente); somente três PMS faziam o trabalho ostensivo na cidade, que contavam com o apoio dos guardas municipais (desvio de função) atuando como carcereiros. “E os relatos é que a população do Município convive constantemente com problemas de violência”, disse o parlamentar, enfatizando que há carência de juiz e de promotor e que não há defensor público para atender os mais pobres.


Quanto à lixeira, José Ricardo relatou que o lixo da cidade fica a céu aberto, na beira de uma estrada, sendo uma agressão à natureza e à saúde pública. “O lixo comum é misturado ao hospitalar, uma completa irregularidade”. E na educação, escola estadual tem nome de político vivo e no exercício do mandato (Amazonino Mendes), que foi construída sem quadra poliesportiva. “Além da irregularidade do nome da escola, não priorizaram a prática do esporte, por meio de disciplina obrigatória da educação física”, completou o deputado.
Fonte: Assessoria de Comunicação

Em 2011, Minha Casa, Minha Vida já financiou 122 mil lares e gerou 520 mil empregos com recursos do FGTS

Foto: Prefeitura Municipal de Juazeiro (BA)

Investimento no primeiro semestre deste ano atendeu 500 mil brasileiros
No primeiro semestre de 2011, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) liberou R$ 1.998.319.000 para o programa Minha Casa, Minha Vida. Com o valor, serão contratadas cerca de 122 mil unidades de moradia, beneficiando aproximadamente 500 mil brasileiros e gerando empregos para mais de 520 mil trabalhadores, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). 

A maior liberação do fundo foi para a região Sudeste, com R$ 732,3 milhões, beneficiando quase 135 mil pessoas e empregando mais de 143 mil trabalhadores. Em seguida está o Sul, com R$ 521,3 milhões, o Nordeste, com R$ 422,8 milhões, e o Centro-Oeste, com R$ 277,4 milhões. Para a região Norte foi liberado R$ 92,2 milhões.

Foram contratados, nos seis primeiros meses do ano, mais de R$ 13,5 bilhões para as áreas de Habitação Popular, Habitação - Operações Especiais, Infraestrutura Urbana, Saneamento Básico e Fundo de Arrendamento Residencial. Com esse valor, mais de cinco milhões de brasileiros foram beneficiados com as obras e foram gerados aproximadamente 435 mil empregos. Do orçamento de contratações de 2011, com valor de R$ 34,9 bilhões, quase 62% já foi demandado pelos agentes financeiros, sendo a maior parte dele - R$ 23 bilhões - para Habitação Popular.

Arrecadação e saques - Entre janeiro e junho deste ano, a arrecadação bruta do FGTS totalizou R$ 34,9 bilhões, com um aumento de 18% em relação ao mesmo período de 2010, quando foram arrecadados R$ 29,7 bilhões. A arrecadação líquida registrou um crescimento de 21%, chegando a R$ 6,99 bilhões em 2011 ante R$ 5,86 bilhões no ano anterior. 

O montante de saques ficou em R$ 4,9 bilhões, registrando uma elevação de 17% se comparado aos seis primeiros meses de 2010. O principal motivo para os saques é a demissão por justa causa, que representa mais de 62% das retiradas do fundo. No primeiro semestre, mais de 9,4 milhões de trabalhadores realizaram o saque dentro dessa modalidade, retirando cerca de R$ 8,5 bilhões, com um crescimento de 17% em relação ao ano anterior.

Os saques por aposentadoria, nesse período, tiveram uma evolução de 26% se comparado aos seis primeiros meses de 2010. Com um total de R$ 1,9 bilhões, sacados por 2,4 milhões de aposentados, o valor representa um volume superior aos saques por moradia. Nessa modalidade, foram mais de 521 mil saques em contas vinculadas, com valor de R$ 3,6 bilhões. O principal motivo do saque foi para pagamento total ou parcial do preço de aquisição de imóvel residencial, em um total de R$ 2,1 bilhões. Logo após está a liquidação ou amortização de saldo devedor do financiamento habitacional, com R$ 697,8 milhões. O menor valor foi para pagamento de parte das prestações decorrentes de financiamento habitacional, com R$ 144,2 milhões.

PRACIANO PEDE INSTALAÇÃO DE AGÊNCIAS DA CAIXA E BANCO DO BRASIL NOS MUNICÍPIOS DO AMAZONAS


O deputado Francisco Praciano (PT/AM) sugeriu, através de indicação parlamentar, ao Ministério da Fazenda adoção de medidas visando a instalação de agência da Caixa Econômica Federal, de agência do Banco do Brasil ou de agência do Banco da Amazônia em cada um dos municípios amazonenses que não dispõem, em seus territórios, de agências dessas instituições financeiras federais.

O Estado do Amazonas possui 62 municípios (incluindo a capital). Desses, apenas 21 possuem alguma agência do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal ou Banco da Amazônia instalada ou em fase de instalação, restando, portanto, 41 municípios sem qualquer agência de Banco Oficial Federal.

O deputado disse que a situação já era um problema para a população do interior do Amazonas, com reflexo, inclusive, sobre o crescimento econômico desses municípios desfalcados de bancos oficiais, principalmente pelas taxas mais baixas cobradas por essas instituições nas concessões de créditos agrícolas, de empréstimos pessoais ou de financiamento de moradias, passou a ser, a partir da edição do Decreto nº 7.507, de 27 de junho de 2011, um sério problema para as administrações desses mesmos municípios.

O Decreto 7.507/2011 determina que os recursos do Sistema Único de Saúde, do Transporte Escolar, do Fundo Nacional de Educação Básica (FUNDEB), do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (PROJOVEM), da Merenda Escolar e do Dinheiro Direto na Escola sejam movimentados em conta específica, em instituições financeiras oficiais federais. O Decreto também obriga que a movimentação financeira dos recursos transferidos por órgãos e entidades da administração pública federal seja unicamente eletrônica, mediante crédito em conta corrente de titularidade dos fornecedores e prestadores de serviços e determina que os saques em dinheiro para pagamento de despesas de pequeno vulto não poderão ultrapassar R$ 8 mil ao ano.

“É forçoso admitir-se, Senhor Ministro, que, apesar da medida trazida pelo referido Decreto 7.507/2011 ser moralizadora e de grande importância para um maior controle dos repasses de recursos públicos, os 41 municípios amazonenses que não possuem agências de nenhum dos Bancos Oficiais encontrarão enormes dificuldades para cumpri-la, tanto pela falta de instituições financeiras oficiais federais quanto pela falta de acesso regular à internet em seus territórios”afirmar Praciano.

Na indicação parlamentar, o petista diz que a solução para o problema em questão não é a isenção do cumprimento, para os municípios amazonenses que não dispõe de agências de bancos oficiais, do que dispõe o mencionado Decreto 7.507/2011, mas a instalação, nesses mesmos municípios, de ao menos uma agência de qualquer dos Bancos Oficiais, pois é difícil aceitar-se que a Caixa Econômica Federal, por exemplo, que é o principal agente de políticas públicas do governo federal, só esteja presente em apenas oito dos municípios – em apenas 13%, portanto - do maior Estado da Federação.

Praciano lembrou que no censo 2010 do IBGE, alguns dos municípios para os quais se pede a instalação de uma agência da Caixa Econômica Federal, de uma agência do Banco do Brasil ou de uma agência do Banco da Amazônia possuem mais de 20 mil habitantes, a saber: Benjamin Constant (33.391 mil hab.); Careiro (32.631 hab.); São Paulo de Olivença (31.426 hab.); Nova Olinda do Norte (30.761 hab.); Barreirinha (27.361 hab.); Santo Antônio do Içá (24.487 hab.); Careiro da Várzea (23.963 hab.); Codajás (23.119 hab.); Manaquiri (22.807 hab.); Fonte Boa (22.659 hab.); Ipixuna (22.199 hab.) e Novo Aripuanã (21.839 hab.).

“Considerando a importância e a necessidade de agências de Bancos Oficiais Federais nos 41 (quarenta e um) municípios amazonenses que não dispõem dessas agências, solicito de Vossa Excelência a adoção das providências necessárias para a implantação de agências da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil ou do Banco da Amazônia nos seguintes municípios do Estado do Amazonas: Alvarães; Amaturá; Anamã; Anori; Apuí; Atalaia do Norte; Barreirinha; Benjamin Constant; Beruri; Boa Vista do Ramos; Caapiranga; Canutama; Careiro; Careiro da Várzea; Codajás; Envira; Fonte Boa; Guajará; Ipixuna; Itamarati; Itapiranga; Japurá; Juruá; Jutaí; Manaquiri; Maraã; Nhamundá; Nova Olinda do Norte; Novo Aripuanã; Pauini; Santa Izabel do Rio Negro; Santo Antônio do Içá; São Paulo de Olivença; São Sebastião do Uatumã; Silves; Tapauá; Tonantins; Uarini; Urucará e Urucurituba”, cobra o parlamentar Amazonense do deputado

Fonte: Assessoria de comunicação

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