A fumaça provocada pelas queimadas voltou a comprometer a qualidade do ar em municípios do Amazonas neste sábado (24 de outubro). Em Parintins, os indicadores atingiram níveis classificados como péssimos, enquanto Itacoatiara enfrenta uma nova piora da poluição atmosférica.
As informações foram divulgadas pelo g1 Amazonas, com base no monitoramento da qualidade do ar realizado pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
Em Parintins, a situação é especialmente preocupante na região da Vila Amazônia, onde a fumaça dos incêndios florestais tem prejudicado a rotina dos moradores. Levantamento publicado pela Folha de Parintins aponta que sensores do Selva registraram, na madrugada deste sábado, concentrações de partículas finas de 680,2 microgramas por metro cúbico (µg/m³) na cidade e 692 µg/m³ na Vila Amazônia.
Os valores são extremamente elevados e representam riscos à saúde, sobretudo para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias e cardiovasculares.
Incêndios persistem em Itacoatiara
Em Itacoatiara, a fumaça continua associada aos incêndios florestais que atingem extensas áreas de vegetação, especialmente na região do Rio Urubu.
Um dos incêndios permanece ativo há mais de 50 dias e já atingiu uma área superior a 4 mil hectares, incluindo parte da Terra Indígena Paraná do Arauató, território do povo Mura.
Equipes de combate ao fogo, com apoio de aeronaves, atuam na região, mas as dificuldades de acesso e a extensão das áreas atingidas tornam o trabalho mais complexo.
Na sexta-feira (23), Itacoatiara chegou a registrar concentração de 250 µg/m³ de partículas finas, índice classificado como péssimo.
Fonte: https://bncamazonas.com.br/municipios/fumaca-das-queimadas-deixa-ar-pessimo-em-parintins-e-itacoatiara/

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