A Nasa afirmou na quinta-feira (15) que a seca associada ao El Niño já deixa a Amazônia mais propensa a queimadas. Segundo a agência, cientistas apontam a possibilidade de o bioma enfrentar uma temporada de incêndios longa e severa.
Os satélites começaram a detectar aumentos consideráveis de fumaça e fogo na região. A agência cita Manaus, onde a fumaça deixou a qualidade do ar péssima e levou à suspensão de aulas em escolas e universidades e de atividades ao ar livre.
Para o cientista Douglas Morton, da Nasa, o fogo perto de Santarém (PA) e de Manaus faz parte de uma cascata de queimadas nos trópicos. Na Indonésia, seca, fogo e fumaça sufocam partes do país desde agosto, com centenas de casas destruídas pelas chamas em outubro. "Agora, na Amazônia, estamos vendo cair o segundo dominó dessa reação em cadeia", disse.
O padrão já foi visto no El Niño de 2015-16, em estudo de Morton, e se repetiu em 2023, quando a seca histórica na Amazônia reduziu rios e isolou comunidades.
Para os próximos meses, a previsão da Nasa é de mais fogo em novembro e dezembro em Roraima, no norte do Pará, no Amapá e em países vizinhos, como Venezuela, Guiana e Suriname. Em agosto e setembro do ano que vem, o risco se desloca para o sul da Amazônia e para o Paraguai.
Na Amazônia, o fogo raramente surge de forma natural. A causa é, em geral, humana, seja para limpeza de terreno, seja em atividades criminosas ligadas ao desmatamento. Por isso, segundo Morton, este é o ano de evitar queimadas a todo custo
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Fonte: Folha de S.Paulo, com informações da Nasa.

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