A estiagem de 2026 preocupa agricultores de Novo Remanso, Engenho e outras comunidades rurais de Itacoatiara. O solo ressecado e as plantações de abacaxi com folhas amareladas e avermelhadas evidenciam os efeitos da falta de chuva, enquanto as queimadas agravam o cenário.
Mas os prejuízos vão além da agricultura. Quando o fogo avança sobre a vegetação, animais silvestres podem morrer queimados ou intoxicados pela fumaça, enquanto outros são obrigados a abandonar seus habitats. Insetos importantes para o equilíbrio ambiental, como abelhas e outros polinizadores, também são atingidos, comprometendo processos naturais essenciais à reprodução de diversas plantas.
A combinação de estiagem e queimadas levanta outra preocupação: como será a safra de frutas em 2027? Ainda não é possível prever a dimensão dos impactos na próxima colheita, mas plantas submetidas a forte estresse hídrico podem ter seu desenvolvimento e sua produtividade comprometidos. Caso as condições adversas persistam, a região poderá enfrentar uma oferta menor de frutas, com reflexos na renda dos agricultores e na economia local.
Em Novo Remanso, onde o abacaxi tem grande importância econômica, o cenário exige atenção. Para muitas famílias, a agricultura representa a principal fonte de sustento, e uma safra fraca pode dificultar a manutenção das propriedades e o investimento em novos plantios.
COMSAJE cobra medidas emergenciais
A Comunidade Sagrado Coração de Jesus do Engenho (COMSAJE) informa que pelo menos 20 produtores rurais receberam visitas técnicas do IDAM de Novo Remanso para o levantamento e registro dos prejuízos causados pela estiagem.
A entidade reconhece a importância desse trabalho, mas cobra que as informações coletadas se transformem em ações concretas de assistência aos produtores, especialmente aos pequenos agricultores sem recursos para irrigar suas lavouras.
Entre as medidas necessárias estão o apoio técnico, alternativas para acesso à água, ações de recuperação das áreas produtivas e iniciativas de prevenção às queimadas.
O alerta para 2027
A expressão popular “ano da vaca magra” resume o temor de agricultores diante da possibilidade de uma próxima safra difícil. Se os efeitos da seca persistirem, a redução na produção de frutas poderá atingir não apenas quem planta, mas também o comércio, o abastecimento e a circulação de renda em toda a região.
O alerta não significa que uma quebra de safra esteja confirmada, mas reforça a necessidade de prevenção, planejamento e acompanhamento técnico desde agora.
Em Novo Remanso, no Engenho e nas demais comunidades rurais de Itacoatiara, proteger a floresta, prevenir incêndios e apoiar os produtores são medidas fundamentais para reduzir os riscos e preservar a capacidade produtiva da região.
Que 2027 não entre para a história como o ano da vaca magra, mas como o ano em que a prevenção e o apoio chegaram a tempo.
Fonte: Joilson Souza - Remanso Digital.

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