Relatório do PNUD sobre IDH no Brasil tem de ser lido com cuidado


Todo cuidado é pouco com a leitura desse relatório de índice de desenvolvimento humano (IDH) divulgado nesta 5ª feira (ontem) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Cuidado porque ele se fundamenta em dados até de 2005, o que, reconheçamos, são antigos e de uma realidade muitíssimo mudada nos últimos oito anos.

Por isso credito inteira razão aos ministros do governo que protestaram contra as conclusões do documento. "A questão é: os dados brasileiros estão incorretos. A avaliação é injusta com o Brasil", ponderou a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, uma das que reclamaram.

Também está coberto de razão o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, ao apontar que o PNUD não considerou a aumento do tempo de ensino fundamental de 8 para 9 anos no Brasil. Ao desconsiderar esse dado, o PNUD simplesmente deixou de fora do relatório a contabilização de nada menos que 4,8 milhões de crianças, entre 5 e 6 anos, que já iniciaram sua atividade escolar por causa da mudança nesse ciclo de ensino.

O levantamento do ministro indica que, se esse dado tivesse sido considerado, o Brasil subiria 20 posições no ranking de desenvolvimento humano mundial.

Educação é um dos indicadores de maior peso

Um dos indicadores de educação considerados pelo ranking do IDH-PNUD são os anos esperados de estudo da população. No caso brasileiro, a base para esse cálculo utilizada no IDH ontem divulgado foi 2005. Além disso, a média de anos de escolaridade utilizada foi calculada com dados de 2010. A parada na melhoria dos dados de educação segundo o cálculo oficial - eles vinha em ritmo mais forte no início da década de 2000 - é um dos principais fatores que seguram o desenvolvimento humano brasileiro.

Mesmo assim, o relatório mostra que, com um crescimento de 24% no IDH desde 1990, o Brasil está entre os 15 países que mais conseguiram reduzir o déficit no índice. O Brasil manteve a colocação de 2011, ficando em 85º lugar, entre os 187 países avaliados, mas a posição situa o Brasil entre os países com desenvolvimento humano elevado, com um IDH de 0,730. A classificação no IDH vai de 0 a 1 - quanto mais perto de 1, maior é o desenvolvimento humano no local.

Noruega, Autrália e EUA são os primeiros colocados. Na outra ponta aparecem a República Democrática do Congo e o Níger, na África. O ranking avalia o desenvolvimento humano dos países em três dimensões: vida longa e saudável, acesso à educação e padrão decente de vida. Esta última versão do relatório destaca a ascensão dos países aqui do Sul, com destaque para Brasil e Chile, e ainda, Índia e China.

Quem adotou desenvolvimento com participação do Estado melhorou

De acordo com o estudo, estes países estão “remodelando a dinâmica mundial no contexto amplo do desenvolvimento humano”. Para o representante do PNUD no Brasil, Jorge Chediek, “o relatório mostra que alguns países adotaram modelos de desenvolvimento com maior destaque para a participação do Estado e políticas de transferência de renda que tiveram um resultado histórico”. Ele classifica o o Brasil como um dos protagonistas dessa mudança.

No tocante ao Brasil, o que julgo mais preocupante é a situação quando se olha a desigualdade. Apesar da queda recente, o Brasil ainda é o 97º país mais desigual do mundo, no ranking de IDH sobre esse ponto específico. "O Brasil já esteve em 73º lugar no ranking de IDH, em 2010, e agora está em 85º.

Assembleia Legislativa festeja o Dia das Mulheres e discute suas conquistas e desafios


A Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) promoveu nesta sexta-feira (15) Sessão Especial em homenagem ao Dia Internacional da Mulher e aos 81 anos do voto feminino. O evento comemorativo teve como autores o deputado José Ricardo Wendling (PT) e a deputada Conceição Sampaio (PP) e aconteceu no plenário da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam).

Para o deputado José Ricardo, o Dia da Mulher é todo dia, quando se deve discutir seus direitos, conquistas e desafios, como ainda lembrar da conquista do direito de votar. “Esse dia é para refletir a luta das mulheres, em função das mais de 120 mulheres que morreram nos Estados Unidos, reivindicando melhores condições de trabalho. Uma exploração que ainda se repete. É honrando essas vidas que celebramos esta data”, declarou ele, ressaltando as tristes estatísticas atuais, que mostram discriminações ainda presentes, como no mercado de trabalho, além de violência doméstica e sexual.

Ele lembrou de mulheres que marcaram a história, como a revolucionária Anita Garibaldi, que lutou na Revolução Farroupilha; a princesa Izabel, que decretou o fim da escravidão; a escritora Raquel de Queiroz, que muito bem destacou a dor social do povo brasileiro; e as duas mulheres que hoje ocupam, pela primeira vez, cargos importantes no País: Dilma Rousseff, presidenta do Brasil; e Ellen Gracie, no Supremo Tribunal Federal.

Mas o parlamentar afirmou que a melhor maneira de homenagear as mulheres é lutar por seus direitos e pela efetivação das políticas públicas, seja na saúde (ainda sofrem pelos corredores dos hospitais e das maternidades), na educação (as professoras não têm direitos trabalhistas garantidos, como auxílio-alimentação, vale-transporte e plano de saúde), na área social e no transporte (com uma das tarifas mais caras do País e de péssima qualidade). A primeira Lei de José Ricardo, quando ainda era vereador, foi a implementação do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, em condições paritárias e com objetivos claros.

Já para a deputada Conceição Sampaio, esse momento é de partilha, democrático e especial. “Nossa luta não deve parar no mês de março. Queremos um País democrático e não se faz democracia sem a mulher ocupando os espaços de poder. Devemos lutar para garantir que possamos ir ao pleito eleitoral com as mesmas oportunidades dos homens. Porque lugar de mulher é na política brasileira. O comando maior do Brasil está nas mãos de uma mulher. Homens e mulheres compartilhando das mesmas oportunidades”.

Mulheres de luta

Representando o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, Dora Brasil disse que as mulheres vieram hoje para comemorar, apesar de muitas das suas bandeiras continuarem erguidas e em marcha. “Hoje, já podemos começar a comemorar, com muitos avanços, principalmente, vindos do Governo Federal”, afirmou.

“Temos no Amazonas uma rede atuante de atendimento às mulheres. E agora com a Secretaria Executiva de Mulheres faremos muito mais”, declarou a secretária executiva da Secretaria de Estado da Assistência Social (Seas), Graça Prola, ao fazer um balanço das ações do Estado na área, e citando ainda que há desafios, principalmente, com a interligação com o interior do Amazonas.

A ex-deputada estadual Beth Suely lamentou que as mulheres estejam participando menos da política do Amazonas. “Mas digo que as que passaram pela nossa política fizeram história. Para chegar ao parlamento, não é fácil, tem que dar o melhor de si. Temos que continuar a luta. Parabéns, a nós, mulheres”, conclamou a ex-parlamentar.

Duas datas marcantes

O Dia Internacional da Mulher é comemorado no dia 8 de março, em homenagem a 129 operárias que morreram queimadas durante ação da polícia para conter uma manifestação numa fábrica de tecidos, em 1857, na cidade de Nova Iorque (EUA). Essas mulheres estavam pedindo a diminuição dfa jornada de trabalho de 14 para 10h por dia e o direito à licença-maternidade.

Já no Brasil, considera-se o dia 24 de fevereiro de 1932 como um marco na vida de todas as mulheres. Pois, nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e de serem eleitas ara cargos no executivo e no legislativo.

Participaram da Sessão Especial, mulheres representantes de vários órgãos e instituições do Amazonas, como: secretária de Estado de Governo, Rebeca Garcia; secretária executiva de Estado da Assistência Social (Seas), Graça Prola; vereadora Socorro Sampaio; delegada de Mulher, Kethleen Calmon; ex-deputadas estaduais Beth Suely e Vera Edwards; coordenadora Municipal da Pastoral da Criança, Zilda Avelino; como ainda diversas representantes de movimentos sociais de mulheres, como Francy Guedes, da Secretaria de Mulheres do PT; e Marta Helena, da Associação de Mulheres Jasmim.

Fonte: Assessoria de Comunicação


DEPUTADO PRACIANO PROPÕE DEBATE SOBRE O FRACASSO DO ENSINO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA NO ENSINO MÉDIO


O deputado federal Francisco Praciano (PT/AM), membro titular da Comissão Especial que foi criada na Câmara dos Deputados para promover estudos, debater com a sociedade apresentar propostas para a reformulação do ensino médio, teve aprovada ontem (terça-feira), pelos demais membros dessa Comissão, uma solicitação de Audiência Pública para debater o que o deputado chamou de “notório fracasso do processo de ensino-aprendizagem de língua estrangeira nas escolas do ensino médio do nosso país”.

No seu Requerimento de Solicitação da Audiência Pública, Praciano transcreve alguns trechos dos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, dentre os quais o que diz: “Entender-se a comunicação como uma ferramenta imprescindível no mundo moderno, com vistas à formação profissional, acadêmica ou pessoal, deve ser a grande meta do ensino de Línguas Estrangeiras Modernas no Ensino Médio”.

Para o deputado Praciano, contudo, “apesar do que dispõem os referidos documentos norteadores da educação básica nacional, é público e notório o descaso com que o ensino de língua estrangeira nas escolas do ensino médio é tratado. Na verdade, encontra-se o ensino de uma língua estrangeira, presentemente, reduzido – no tocante aos currículos das séries do ensino médio – a mero “acréscimo” dentro das condições de cada estabelecimento de ensino, sendo oferecido, ainda, principalmente nas escolas da rede pública, nas seguintes condições: reduzidíssima carga horária; deficiência quanto à formação de professores; ausência de um ambiente propício para o aprendizado da Língua (em razão, principalmente, da superlotação das salas de aula) e material didático reduzido, em regra, a giz e livro didático”.
Um dos debatedores convidado por Praciano para a Audiência que deverá ocorrer ainda neste mês de março é o professor Almeida Filho, famoso professor de Linguística aplicada da UnB. “O objetivo principal da audiência é ouvir, dos palestrantes convidados, quais as alternativas de soluções para esse fracasso”, diz o deputado.

Fonte: Assessoria de Comunicação

Comissão da Verdade do Rio supera resistência e começa a funcionar

Passado quase meio ano depois de a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovar a lei que criou a Comissão Estadual da Verdade, o governador Sérgio Cabral (PMDB) publicou nesta 4ª feira (ontem) no Diário Oficial o decreto que oficializa e regulamenta o seu funcionamento. Ainda assim, sem a nomeação dos sete membros integrantes do colegiado. Alvíssaras! E assim a Comissão fluminense já realizou sua primeira reunião, na sede da OAB-RJ.

Aliás, o edifício-sede da OAB-RJ é o mesmo onde, no último dia 7, uma bomba explodiu, num suposto atentado contra o presidente da Comissão e ex-presidente da seccional fluminense da Ordem, Wadih Damous. A bomba explodiu depois que ele sofreu ameaça de morte. O caso está sendo investigado pela Polícia Federal (PF) e precisa mesmo ser apurado em profundidade.

"Na Assembleia, houve obstrução durante meses de parlamentares que não queriam a Comissão da Verdade. Essa é uma resistência política e cultural que existe no Brasil, mas que foi enfrentada. A Comissão já começou a funcionar hoje (ontem). Logo depois das nomeações, começaremos a trabalhar. Isso é o que importa. Esse atraso é de natureza política. Já foi contornado e agora vamos cumprir nossa missão", afirmou Damous.

Continua resistência à criação e trabalhos das comissões da verdade

Na verdade, sua declaração e a bomba que explodiu constituem uma denúncia das resistências que a instalação e o trabalho das comissões da verdade ainda enfrentam no Brasil. Ontem, durante a 1ª reunião da Comissão da Verdade fluminense, ficou decidido que ela vai se concentrar na investigação de 164 casos de mortos e desaparecidos no Estado durante a ditadura militar (1964-1985).

"Este número - explicou Damous - foi levantado pela Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos (do governo federal), mas precisa ser confirmado. Aí estão incluídos Rubens Paiva, Mario Alves, e Stuart Angel. Vamos procurar saber o que aconteceu com essas pessoas, como foram assassinadas e a mando de quem."

O presidente Wadih Damous adiantou que a Comissão decidiu priorizar a análise de casos emblemáticos como a bomba que em 1980 matou a secretária da OAB nacional Lyda Monteiro e a bomba que no 1º de maio de 1981 explodiu no colo de militares que iriam praticar um atentado num show no Riocentro.

Sob investigação financiamentos privados à repressão

"Também vamos investigar os mecanismos de que a repressão se valia, como financiamentos privados. Vamos lembrar da casa da morte de Petrópolis, uma propriedade privada cedida à ditadura para assassinatos. De lá quase ninguém saiu vivo. Só uma pessoa (Innês Etienne Romeu) conseguiu sobreviver", completou Damous.

Embora conhecida e já vivida em outras ocasiões, essa resistência politica e cultural à criação da Comissão da Verdade leva a uma pergunta inevitável: quem tem medo da verdade? O início do funcionamento da Comissão fluminense é de extrema importância porque o Rio era então (1964) o principal centro de guarnições militares do país e, tendo à frente a figura do governador Carlos Lacerda, foi o maior foco de conspiração e oposição ao governo constitucional do presidente João Goulart, o Jango, que conseguiram derrubar.

Avanço da luta das mulheres e suas conquistas nos governos do PT


Ainda que, do anúncio feito ontem pela presidenta Dilma Rousseff à mudança da realidade, tenhamos um longo caminho a percorrer, as medidas de combate à violência contra a mulher adotadas ontem por seu governo são extremamente válidas. Elas demonstram a posição ativa da chefe de Estado brasileira e a prioridade que sua gestão, em todas as ações, confere à luta em defesa das mulheres.

Ao lançar o Programa Mulher: Viver sem Violência, a presidenta Dilma cobrou que o país, a sociedade e os governos se aproximem, cada vez mais rapidamente, da tolerância zero em relação à violência contra a mulher. “Esse crime envergonha a humanidade. Queremos que o Brasil seja um país com tolerância abaixo de zero, porque esse crime envergonha a sociedade, as famílias, os homens e mulheres”, disse a presidenta.

A chefe do governo fez a cobrança no lançamento do programa no qual estão previstos investimentos de R$ 265 milhões neste ano e no próximo para atender mulheres em situação de violência. O Programa Mulher: Viver sem Violência prevê a construção de centros chamados Casa da Mulher Brasileira em todas as 27 capitais. O local contará com serviços públicos integrados de segurança, justiça, saúde, assistência social, acolhimento, abrigo e orientação para o trabalho, emprego e renda.

Casas de luta

E a presidenta recomendou que o programa tenha, também, um forte componente cultural, mudando valores e reforçando a autonomia da mulher. “É uma casa de abrigo e de apoio, mas é uma casa de luta”, disse. De acordo com o Mapa da Violência, publicado em 2012, pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (CEBELA) e pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO), mais de 92 mil mulheres foram assassinadas no país entre os anos de 1980 e 2010. Quase metade dessas mortes se concentrou apenas na última década.

Segundo a Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), no ano passado 10 mulheres foram vítimas de maus-tratos a cada hora. Pelo programa, o governo vai, também, combater mais os crimes de estupro e humanizar o atendimento às vítimas de violência sexual. O governo pretende ainda fazer com que a Central de Atendimento à Mulher passe a ser um disque-denúncia com acionamento imediato da PM.

A Secretaria de Mulheres da Presidência da República informa que o Disque 180 aumentará o atendimento à demanda. Para tanto, até o final de 2014, o Disque 180 estará disponível para atendimento a brasileiras em mais 10 países. Atualmente, está presente apenas na Espanha, na Itália e em Portugal, países onde há denúncias de que ocorre o maior número de casos de tráfico de brasileiros/brasileiras.

Aprovada PEC dos direitos sociais e trabalhistas das domésticas

Há que se comemorar, também, a aprovação, por unanimidade, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, da Proposta de Emenda constitucional que estende e garante aos empregados domésticos (a grande maioria, mulheres) os mesmos direitos sociais e trabalhistas assegurados aos demais trabalhadores.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), promete votar a matéria no plenário da Casa ainda este mês. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2011, há no Brasil 6,653 milhões de empregados domésticos e diaristas. Nesse grupo, 92,6% são mulheres e 7,4%, homens.

O programa contra a violência infringida à mulher é a mais eloquente demonstração da prioridade que o governo dá as mulheres em todas as suas ações.A violência e os assassinatos precisam parar e só uma ação das próprias mulheres e do Estado pode detê-los. Há que conscientizar as mulheres, e principalmente os homens quanto a isto. É todo um processo educativo e educacional que vai além da proteção às vítimas e tem de chegar à condenação dos responsáveis pelos crimes contra a mulher.

Na mesma linha, a PEC dos direitos da mulher empregada doméstica atesta os avanços conquistados nessa questão nos nossos governos. Com esta aprovação, afasta-se e combate-se, e cada vez mais, o eterno terrorismo de alguns setores do empresariado sobre o desemprego. Eles são contra com o argumento de medidas dessa natureza aumentam os custos do trabalho. Discutir isso, ainda hoje, século XXI, francamente, parece que estamos discutindo o fim da escravidão que o empresariado rural dizia que iria arruinar o Brasil e sua agricultura.

Camponesas pedem fim da violência contra a mulher

Na sexta-feira passada, aconteceu a 4ª Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia, que reuniu mais de três mil mulheres camponesas dos 15 municípios do Polo da Borborema e de várias regiões. A marcha foi organizada pela Articulação do Semiárido Paraibano (ASA Paraíba), Movimento das Mulheres Trabalhadoras Rurais (MMTR) e Coletivo Estadual de Mulheres do Campo e da Cidade, no munícipio de Solânea (PB).

Antes da caminhada ocorreu a apresentação da peça “Zefinha vai casar”, encenada pelo grupo de teatro do Polo da Borborema, na qual a personagem Zefinha sente a perpetuação das relações patriarcais nos caminhos previamente traçados para sua vida. Após a peça, mulheres agricultoras deram depoimentos, compartilhando suas histórias de vida e de superação.

O encerramento aconteceu por volta das 13h com a leitura da Carta Política da Marcha, reafirmou as bandeiras de lutas das mulheres camponesas e suas reivindicações.

Leia aqui a Carta Política da 4ª Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia.

Fonte: AS-PTA – Agricultura Familiar e Agroecologia

José Ricardo e Conceição Sampaio promovem Sessão Especial em homenagem ao Dia Internacional da Mulher e aos 81 anos do voto feminino

Às 10h desta sexta-feira (15), será realizada no plenário da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) Sessão Especial em homenagem ao Dia Internacional da Mulher e aos 81 anos do voto feminino. O evento comemorativo tem como autores os deputados José Ricardo Wendling, líder do PT na Aleam, e Conceição Sampaio (PP).

Na Semana da Mulher, o deputado José Ricardo cobrou do Governo do Estado políticas públicas efetivas para garantir os direitos das mulheres, como valorização para as professores, saúde pública eficiente, criação de clínicas de recuperação para dependentes químicas e discussão sobre os destinos do Orçamento Público, por meio de Audiências Públicas. “A melhor maneira de homenagear as mulheres é lutar pelos seus direitos. Por isso, precisamos cobrar as responsabilidades do poder público”.

O Dia Internacional da Mulher é comemorado no dia 8 de março, em homenagem a 129 operárias que morreram queimadas durante ação da polícia para conter uma manifestação numa fábrica de tecidos, em 1857, na cidade de Nova Iorque (EUA). Essas mulheres estavam pedindo a diminuição da jornada de trabalho de 14 para 10 horas por dia e o direito à licença-maternidade.

Já no Brasil, considera-se o dia 24 de fevereiro de 1932 como um marco na vida de todas as mulheres. Pois, nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no Executivo e no Legislativo.

“Mas, apesar dos avanços na consolidação dos direitos da mulher no mundo, ainda é preciso efetivar e garantir plenamente políticas públicas que garantam uma melhor qualidade de vida para elas, seus filhos e suas famílias”, concluiu o parlamentar.

Para esse evento, foram convidados, dentre outros órgãos e entidades: Defensoria Pública, Vara Maria da Penha, Secretaria de Estado da Saúde (Susam), Instituto da Mulher, Secretaria de Estado da Assistência Social (Seas), União Brasileira de Mulheres, União Estadual dos Estudantes, Pastoral da Juventude, Movimento Jovens Feministas, Pastoral da Criança, Casa Mamãe Margarida, Associação Vida e Cidadania e Movimento Comunitário Vida e Esperança (MCVE).

Fonte: Assessoria de Comunicação

Relatório sobre segurança alimentar é aprovado em comissão na Câmara

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (13), por unanimidade, o relatório do deputado Nazareno Fonteles (PT-PI) que trata dos avanços e desafios das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional no Brasil.

O relatório apresenta fortes críticas aos agrotóxicos e organismos geneticamente modificados (OGM), os chamados transgênicos. O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) participou de todas as audiências públicas.

“Esperamos contribuir para que o Brasil, que hoje é referência no mundo nas questões dos direitos humanos e na alimentação, possa dar uma contribuição ainda maior. Agora que o país está vencendo a fome, esperamos que a questão do sobrepeso, da obesidade e as doenças que têm a ver com o uso do agrotóxico, façam parte da agenda Legislativa e do Executivo”, recomendou Nazareno.

Para o deputado, o relatório - que já havia sido aprovado na subcomissão criada para debater o tema – ganha maior relevância com a aprovação pela comissão de Seguridade Social e Família. “As propostas e sugestões, tanto para o Executivo (mais de 40) quanto para o Legislativo, que giram em torno de 15, passam a ter peso maior”, avaliou Nazareno, que é presidente da Frente Parlamentar de Segurança Alimentar e Nutricional no Congresso Nacional.

As principais recomendações foram feitas ao Executivo. O documento atribui à segurança alimentar e nutricional a mesma importância que tem a política energética, o uso industrial e a irrigação no contexto da política hídrica. O texto também recomenda a expansão do Programa Cisternas, de modo a torná-lo capaz de atender todas as famílias que preencham os requisitos do Programa Água para Todos, bem como o fortalecimento e expansão da Política Nacional de Agroecologia, entre outros.

Na área Legislativa, o documento sugere que a Câmara priorize algumas proposições, entre elas, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 618/98), do Executivo, que inclui o patrimônio genético, exceto o humano, nos bens da União; o projeto de lei (PL 6680/09), do deputado Marco Maia (PT-RS), que inclui produtos extrativos no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e autoriza a subvenção de preços em apoio à agricultura familiar.

Fonte: com informações do gabinete do deputado Nazareno Fontelles (PT-PI)

Assembleia Legislativa homenageia Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares

Nesta quinta-feira (14), foi realizada Cessão de Tempo na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) em homenagem aos cinco anos de falecimento da fundadora do Movimento dos Focolares, Chiara Lubich, uma proposta dos deputados José Ricardo Wendling (PT), Conceição Sampaio (PP), Luiz Castro (PPS) e Marcelo Ramos (PSB).

Para José Ricardo, é importante lembrar de Chiara Lubich e do trabalho iniciado por ela à frente dos Focolares, que prega a unidade pela fraternidade, principalmente, no mundo da política, que é o espaço das decisões. “Locais onde podemos fazer o bem comum e ajudar as pessoas. Aprendi isso ao longo da minha vida, na convivência da igreja, de que a política é fundamental na vida e que o cidadão cristão precisa estar inserido, entender o processo e a organização da sociedade, para que todos vivam bem”, destacou ele, ressaltando que Chiara descobriu nos evangelhos e na palavra de Deus o carisma pela unidade, e não pelas divisões, a vocação pela fraternidade universal, assim como a economia de comunhão.

Já o representante do Movimento dos Focolares, Cláudio Sampaio, falou em nome do presidente da Comissão Nacional do Movimento Político pela Unidade (MPPU), Sérgio Previdi, que agradeceu pela iniciativa da Aleam em prestar homenagem a uma grande mulher e religiosa que pregou a necessidade da fraternidade universal, como categoria política, ser cada vez mais presente nos dias atuais.

Lucila Simões, também membro do Movimento, enfatizou que Chiara sempre pregou o compromisso com a fraternidade que coloca o bem comum acima dos interesses particulares. E citou várias dos seus ensinamentos no contexto da fraternidade universal, oferece possibilidades sem precedentes: melhor compreensão do outro; valoriza as experiências humanas; favorece o desenvolvimento autêntico e humano do País; protege a dignidade da pessoa humana; estimula a harmonia entre os cidadãos, entre os políticos de situação e de oposição. “A fraternidade produz fraternidade. Não é fácil praticá-la, mas é um projeto de Deus para o homem”.

Chiara Lubich, de origem italiana, sempre defendeu uma política que tivesse um amor maior e que olhasse para todos os problemas sociais. Ao longo da sua vida, ela recebeu 15 títulos doutorado honoris causa e outros diversos títulos e prêmios. O Movimento dos Focolares foi fundado em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, e está presente hoje em 182 países, tendo como membro cerca de duas milhões de pessoas. Nascido dentro da Igreja Católica, atualmente, o movimento também integra cristãos de outras denominações, como ainda mulçumanos, budistas e hebreus.

Fonte: Assessoria de Comunicação

Argentina dá exemplo e pune criminosos da ditadura. E o Brasil?



Casa RosadaMais um exemplo vindo da Argentina em matéria de direitos humanos: a Justiça condenou à prisão perpétua o último ditador do país, Reynaldo Benito Bignone, que comandou o regime militar entre 1983 e 1983, e o ex-general Santiago Omar Riveros, que chefiava os campos de prisão ilegais e o roubo de bebês de desaparecidas políticas.

Eles foram responsabilizados por crimes de lesa-humanidade contra 20 vítimas - entre elas sete grávidas que deram à luz nos centros clandestinos da ditadura. Bignone já tinha outra condenação à pena máxima. Outros três repressores receberam pena máxima, e mais oito acusados pegaram até 25 anos de prisão.

Das 1.861 pessoas acusadas de envolvimento com o terrorismo de Estado argentino, 17% já foram julgadas, e 244 estão cumprindo pena.

Esse mais recente exemplo da Argentina deixa o Brasil mais exposto e torna a nossa Lei de Anistia mais anacrônica e injusta. Até quando?

É por isso que devemos aplaudir a decisão da Comissão Nacional da Verdade de enviar ao governo argentino um pedido de investigação sobre o desaparecimento de 15 brasileiros no país durante ações da Operação Condor, entre 1975 e 1981. Até hoje, o Brasil nunca pediu formalmente investigação à Argentina.

O pedido deve ser enviado até maio. Existe um grupo de trabalho na Comissão da Verdade que se dedica à Operação Condor – a aliança das ditaduras de Brasil, Chile, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai contra a esquerda.

Flávio Bolsonaro descumpre ordem de Moraes e não entrega passaporte à PF.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) descumpriu a decisão do do ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal ( STF ), e não entre...