Avião DO-X 1929 sobrevoa a Enseada de Botafogo, no Rio de Janeiro


Não, não é OVNI. É um hidroavião de 30 toneladas e 12 motores (eu disse 12!) o que vocês estão vendo sobre a Enseada de Botafogo. O flagrante foi obtido durante a escala no Rio de Janeiro do histórico voo experimental alemão por 45.000 quilômetros da África e Américas do Sul e do Norte, em 1931.

Fabricado pela Dornier alemã, o protótipo DO-X era o maior avião do mundo e jamais entrou em operação comercial, apesar de ter sido testado pela Lufthansa. Tinha três andares com cabine-dormitório, sala de estar, biblioteca, restaurante e bar. Um navio voador de luxo, com tapetes persas, sofás de couro e porcelana fina.

Na primeira foto, o avião parece ter "apenas" seis hélices porque os motores são duplos, isto é, para cada um que você está vendo na frente da asa, tem outro na parte de trás. Não creio que exista outro avião com tantos propulsores. A tripulação era de 14 pessoas e a lotação, de 70 passageiros.
 
Sua velocidade de cruzeiro era de 175 km/h, autonomia de 2.300 km e levava 23 mil litros de combustível. Media 40 metros de comprimento e 10 m de largura.
 
Como o projeto não teve prosseguimento comercial, este famoso DO-X 1929 foi desativado em 1934 e levado para o Museu da Aviação em Berlin, onde terminou destruído num bombardeio durante a 2ª Guerra Mundial, em 1945.

Repare, nas fotos, a estátua do Cristo Redentor ainda com andaimes, recebendo os retoques finais para sua inauguração em 12 de outubro daquele ano.

Quinze municípios do Amazonas receberão água potável, por meio do programa “Água para Todos” do governo federal


Nove mil e quinhentas moradias de 15 municípios do Interior do Amazonas terão acesso à água potável, nos próximos meses. O Comitê Estadual do programa foi instalado nessa quinta-feira (23), por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS).

O objetivo do “Águas para Todos”, vinculado ao programa Brasil Sem Miséria do Governo Federal, é ampliar serviços, visando a melhoria da qualidade de vida dos moradores das comunidades beneficiadas.

Para a secretária estadual do Meio Ambiente, Nádia Ferreira, o projeto é mais uma solução sustentável que o governo viabiliza para as populações do Interior, levando água potável como via de inclusão social.

O projeto – uma parceria do Governo do Amazonas, por meio da SDS, com o Governo Federal, surgiu a partir de um convênio, no valor de R$ 40 milhões, em abril deste ano, e será executado nas calhas dos rios Purus, Solimões, Negro e Amazonas.

Os municípios beneficiados serão Beruri, Tapauá, Canutama, Lábrea, Pauini, Anamã, Anori, Caapiranga, Manacapuru, Manaquiri, Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira, Careiro e Itacoatiara.

Há 58 anos o tiro que mudou o curso da nossa história


Getúlio Vargas

Há 58 anos, na madrugada de 24 de agosto de 1954, no bojo de uma das mais graves crises políticas registradas em nossa história, o presidente Getúlio Vargas se matava com um tiro no coração. O presidente deu com a vida o troco que desnorteou por completo a oposição golpista que tentara derrubá-lo e sua morte desencadeou, então, um dos momentos mais cruciais da nossa vida institucional republicana.

Nos meses seguintes, o Brasil viveu a mais conturbada instabilidade institucional de sua história, quando teve nada menos que cinco presidentes no curto interregno de pouco mais de um ano - Getúlio, seu vice, Café Filho, o presidente da Câmara dos Deputados, Carlos Luz, e o presidente do Senado, Nereu Ramos, até a posse do presidente eleito, Juscelino Kubitschek, no dia 31 de janeiro de 1956.

Brasil Carinhoso retira mais de 2 milhões de famílias da extrema pobreza em dois meses


Entre as ações do Brasil Carinhoso, está o aumento da oferta de vagas em creches públicas

Além da transferência de renda, há ações de educação e saúde 

A ação Brasil Carinhoso retirou mais de 2 milhões de famílias da situação de extrema pobreza nos dois primeiros meses após o lançamento, em maio deste ano. Com isso, foi alcançada metade da meta do Plano Brasil Sem Miséria . Isso foi possível graças ao pagamento da complementação do Bolsa Família, garantida às beneficiárias com filhos até seis anos e que continuavam com renda per capita inferior a R$ 70 mensais. Em julho, o benefício complementar do Brasil Carinhoso representou investimento de R$ 169,8 milhões. As informações são do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). 

Além da complementação do Bolsa Família, a ação contempla a educação, com o aumento da oferta de vagas em creches públicas ou conveniadas, e a saúde, oferecendo suplementação de vitamina A, ferro e medicação gratuita contra asma. 

O valor do benefício complementar depende da renda declarada no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e do número de membros de cada família. O cálculo do Brasil Carinhoso garante que todos os integrantes da família tenham renda acima de R$ 70 mensais. “Essa foi uma opção de governo. Se havia uma chance de tentar erradicar a extrema pobreza no curtíssimo prazo, por meio de transferência de renda, a prioridade deveria ser dada a essas famílias e foi dada”, diz o secretário nacional de Renda de Cidadania do MDS, Luís Henrique Paiva.

De acordo com o secretário, não há nenhuma faixa etária em que a extrema pobreza tenha efeitos tão duradouros quanto a primeira infância, que é uma fase de desenvolvimento físico, psíquico e emocional. “Se a criança está num universo de extrema pobreza, ela não tem acesso à alimentação adequada e aos estímulos necessários para se desenvolver”. 

Números regionais - O Nordeste foi a região com maior número absoluto de beneficiados pela ação, com a retirada de 52% dos nordestinos que estavam nessa situação em junho de 2011, quando o Plano Brasil Sem Miséria foi lançado. Proporcionalmente, no entanto, a região Sul foi a que mais diminuiu os índices de extrema pobreza: 59,9% de quem tinha renda inferior a R$ 70 mensais, nos três estados do Sul, foram alcançados pela ação Brasil Carinhoso. 

No Sudeste, 105,6 mil famílias com crianças até seis anos receberam a complementação (R$ 8,9 milhões). Na região Centro-Oeste, em julho, 73,7 mil famílias receberam a complementação. No norte do País, 276,7 mil famílias saíram da extrema pobreza até julho deste ano, por meio do Brasil Carinhoso. 

Além da concentração no Nordeste em termos quantitativos, proporcionalmente, há forte concentração também na região Norte. “Nas duas regiões, a pobreza tem caído mais do que em todas as outras, mas ainda existe essa concentração”, assinala o secretário.

José Ricardo promove Sessão Especial em homenagem aos 50 anos da Cáritas Arquidiocesana de Manaus


A Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) foi palco, nesta sexta-feira (24) de Sessão Especial em homenagem aos 50 anos da Cáritas Arquidiocesana em Manaus, tendo como autor o deputado José Ricardo Wendling (PT).

Para o parlamentar, essa homenagem justifica-se pela importante atuação da Cáritas em situações de emergência, junto a organismos e instituições sociais e movimentos populares, na promoção da qualidade de vida dos amazonenses em situação de vulnerabilidade e na superação de toda forma de exclusão. “Um trabalho de transformação e de promoção da justiça e da paz, que merece as nossas homenagens e o nosso reconhecimento ao longo dessas cinco décadas”.

O bispo auxiliar de Manaus, Dom Mário Pascoaloto, disse que essa homenagem é aceita de coração pelo reconhecimento de um trabalho que é feito com fé e por amor. “Essa é a grande diferença de uma ação social feita por qualquer pessoa, sem fé e amor, do trabalho desempenhado pela Cáritas, um exercício do amor da igreja para o mais necessitado”, afirmou ele, ressaltando que a palavra Cáritas quer dizer “caridade e amor ao próximo”.

De acordo com o vice-presidente da Cáritas, Pe. Isaías Júnior de Andrade, a história da entidade está junto às comunidades de maior vulnerabilidade social, sempre presente na vida das pessoas mais necessitadas para trazer vida integral e com abundância. “Promovemos a solidariedade e acreditamos no amor. Somos movidos por algo muito maior porque acreditamos no mundo novo, num mundo melhor”.

E completa o Pe. Guilherme Cardona, do Serviço de Ação, Reflexão e Educação Social (Sares): “A Cáritas cumpre a sua responsabilidade social com libertação e autonomia, praticando a religião e a fé na construção de uma sociedade com valores, mais igualitária, maios justa e fraterna”.

Durante a Sessão Especial, além da própria Cáritas, foram homenageados ainda dirigentes de entidades que atuam junto a essa instituição, comoCoordenadação Pastoral da Arquidiocese de Manaus, Rede de Educação Cidadã (Recid), Pastoral da Arquidiocese de Manaus, Pastoral da Comunicação, Área Missionária São Lucas e Sares.

Histórico da Cáritas

A Cáritas Arquidiocesana de Manaus festeja este ano 50 anos de atuação. No Brasil, é um organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) criado em 1956, reconhecida como uma instituição de Utilidade Pública Federal. Está em nove regiões do País, e no Amazonas denomina-se Arquidiocesana, tendo sua fundação em 1º de maio de 1962, quando atuava somente em situações emergenciais dentro de um programa internacional de alimentos.

Mas a partir de 1998, a Cáritas começou a atuar numa perspectiva de viabilizar os centros comunitários das áreas missionárias para espaços não somente religiosos, mas também sociais e comunitários. Logo depois, passou a atuar no Conselho Nacional de Direitos da Pessoa Humana, no Fórum Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, no Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, na formação dos primeiros conselhos tutelares da cidade, na organização do Movimento de Mulheres “Maria Sem Vergonha”, no trabalho com meninos e meninas de rua com a Pastoral do Menor. E em 2002, iniciou a articulação para a campanha da erradicação da fome, por meio do Mutirão pela Superação da Miséria e da Fome.

Hoje, a Cáritas também faz parte de uma rede internacional preocupada pela construção de uma sociedade mais justa e que reconhece a importância das pessoas no mundo, independente de religião. Uma das ações, realizada pela instituição em Manaus, é o Projeto “Reconstruindo Nossa História”, que tira das ruas os filhos de catadores de lixo, dando formação às crianças, em salas da igreja de Nossa Senhora dos Remédios.

E em maio deste ano, lançou a Campanha ‘SOS Ribeirinhos’, que logo na primeira semana já arrecadou 95 toneladas de alimentos não-perecíveis, além de material de limpeza, redes, filtros e água mineral que foram distribuídos às vítimas da cheia em Manaus e em 12 municípios do interior do Amazonas, conforme dados do balanço da Arquidiocese de Manaus e da própria Cáritas Arquidiocesana.

Para a Sessão Especial, estiveram presentes, dentre outros órgãos e entidades: Administração da Arquidiocese de Manaus, Pastoral da Criança, Pastoral da Comunicação, Pastoral da Pessoa Idosa, Pastoral do Menor, Pastoral da Juventude Arquidiocesana, Pastoral da Sobriedade Arquidiocesana, Paróquia Menino Jesus de Praga, Paróquia Divino Espírito Santo, Associação de Educação Comunitária do Amazonas, Rede de Educação Cidadã, Área Missionária de Ponta Negra, Comitê Popular da Copa e Fórum de Mulheres, Centro dos Direitos Humanos e Colégio La Salle.

Fonte: Assessoria de Comunicação.

Waldemir José quer concursados trabalhando


O vereador Waldemir José ( PT) vai protocolar requerimento na Mesa Diretoria da Câmara Municipal de Manaus - CMM, nesta segunda-feira (27), solicitando a convocação do secretario municipal de administração da prefeitura de Manaus, Sr. José Antônio Ferreira de Assunção, para explicar as razões que levaram o Poder Executivo a não convocar os candidatos que foram aprovados nos concursos realizados pela prefeitura no anos últimos. “ Quem fez concurso público e foi aprovado tem que assumir o cargo”, disse Waldemir José.

Água mais cara - José Ricardo Wendling*


A empresa Manaus Ambiental, além de não cumprir as cláusulas do contrato de concessão, deixando milhares de pessoas sem água nas torneiras e saneamento básico, e de cobrar uma das tarifas mais caras do País, ainda oferece um dos piores serviços dentre as cidades brasileiras. E agora, juntamente com a Prefeitura Manaus, age contra o povo ao aumentar o preço da água em 5,95%! 

Em dezembro do ano passado, eu e o vereador Waldemir José (PT) conseguimos, por meio do Ministério Público, a suspensão desse reajuste. Motivo: o não cumprimento do contrato de concessão, a falta de transparência sobre os custos da tarifa e os últimos reajustes bem acima da inflação. Na ocasião, a Justiça barrou esse aumento, que foi suspenso até agosto. Agora, por pressão jurídica da empresa, a Justiça do Amazonas autorizou o aumento da água. Mas vamos recorrer dessa decisão! 

Uma das metas da empresa era abastecer 98% da cidade com água 24h/dia, bem como com 50% de tratamento de esgoto até o final de 2011, o que não foi cumprido até hoje! 

Aliás, Manaus está exposta num triste ranking nacional: 82ª pior cidade do País em serviços de água e esgoto, deixando de fora mais de 187,8 mil manauenses, além de ser a 22ª que mais cobra caro pela conta de água. 

Outra promessa não cumprida pelos governantes foi a implementação do Programa Água para Manaus (Proama), no valor de R$ 375 milhões, dinheiro dos governos Federal e Estadual para levar água para as zonas Norte e Leste. Mas, até hoje, não entrou em funcionamento por conflitos entre a Prefeitura, a empresa e o Estado, ficando o povo sem água! 

Por isso, defendo a proposta do vereador Waldemir: que os serviços de água e tratamento de esgoto voltem a ser executados pela Prefeitura de Manaus, assim como acontece na maioria das cidades do País. 

Hoje, o que temos é um péssimo serviço, tarifa cara, sem fiscalização da Prefeitura e pessoas andando quilômetros com “lata d’água na cabeça”, sofrendo em filas de poços artesianos. 

*José Ricardo Wendling, economista e deputado estadual pelo PT

Revolução na educação começa com os 10% do PIB


Fico feliz que a presidenta Dilma tenha tomado essa decisão: propor ao Congresso, aos governadores e prefeitos, que 100% dos recursos oriundos dos royalties do petróleo e do pré-sal, mais 50% do Fundo Social do Petróleo sejam destinados à educação. É a forma que a presidenta encontrou para viabilizar os 10% do PIB para a educação, aprovada pela Comissão Especial do Congresso para o Plano Nacional de Educação em julho pp.

A decisão da presidenta foi tornada pública em audiência ocorrida nesta quarta (22.8) com o presidente da UNE, Daniel Iliescu, e outros representantes dos estudantes, com a participação do ministro da Educação, Aloizio Mercadante. 

Se o Brasil quer ser um país desenvolvido, precisa revolucionar sua educação nos próximos 5 anos. Não há tempo, tem que ser agora. Para isso, precisa de recursos vinculados e obrigatórios dos municípios, dos estados e da União: 10% do PIB; 50% dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal. 

Merece uma campanha nacional

Não será fácil colocar em prática a decisão. Depende do Congresso, de governadores e prefeitos nas áreas em que há exploração do pré-sal. Na verdade, precisa da concordância e do envolvimento dos brasileiros em geral, pois do contrário não será possível destinar o dinheiro da exploração do petróleo para a Educação.

Dinheiro que deve ser usado para pagar um piso de pelos menos 4 salários mínimos para os professores de ensino fundamental, informatizar a educação, ter escolas em tempo integral, com esportes, lazer e cultura. Universalizar o ensino médio e profissional. Expandir o ensino universitário ainda mais. 

Investir pesado em ciência e tecnologia, em inovação, sem o que não chegaremos lá. Coisas necessárias para que o Brasil seja mais do que um país desenvolvido. O Brasil que vemos à nossa frente tem que um país de igualdade e justiça. Nós não podemos aceitar e não vamos nos satisfazer com menos.

(Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

José Ricardo diz que Governo insiste no monotrilho sem discutir com Prefeitura e sem planejamento urbano


Ao participar do Seminário “Mobilidade urbana, monotrilho como alternativa ao transporte de massa”, promovido na tarde de ontem (22) pelo Governo do Estado, no auditório da reitoria da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), o deputado José Ricardo Wendling (PT) concluiu que o monotrilho parece não ser a solução mais viável para melhorar a vida da população da cidade e que o Governo vai fazer um grande investimento sem saber quem será o responsável por gerir essa modalidade de transporte. 

“Fazer esse debate sem a participação da Prefeitura e sem o planejamento de mobilidade urbana é falar ao vento e querer vender um produto, afirmando que ele é bom, apenas citando como exemplo cidades com alto poder aquisitivo, o que não dá para comparar com Manaus”, declarou ele, ressaltando que a maioria dos palestrantes presentes no seminário organizado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) era de representantes de empresas.

De acordo com o deputado, o Estado quer convencer a todos que o monotrilho é viável em Manaus, mesmo que tenha que subsidiar parte da passagem, como ocorre em outros países, ficando para a população o restante dessa tarifa (valor ainda indefinido, mas indicando que será mais cara do que o do transporte convencional). Ele enfatizou que um dos palestrantes, que veio da cidade de São Paulo, foi muito bem orientado para dizer que o monotrilho é a melhor alternativa para a região. “Mas o que ele não esclareceu é por que em São Paulo não escolheram o monotrilho como a principal modalidade de transporte? Lá tem corredor exclusivo e metrô. E as outras sedes da Copa, por que não estão com esse projeto?”.

José Ricardo afirmou que o Governo está tentando implantar uma modalidade de transporte fora da realidade de Manaus, fazendo um pequeno trajeto da Zona Norte até o Centro. “Todos que discursaram, inclusive, disseram que o BRT não é a solução. Então, será que a solução é implementar um projeto que atende pequena parcela da cidade, como é o caso do monotrilho, que por baixo já custa R$ 1,3 bilhão, deixando de priorizar as outras modalidades de transporte? Lamento que o governador esteja embarcando nessa “canoa, que parece ser furadíssima!”.

Fonte: Assessoria de Comunicação.

Brasil possui 1.838 comunidades quilombolas certificadas


Documento garante acesso a políticas públicas de transferência de renda e segurança alimentar

O País tem hoje 1.838 comunidades remanescentes de quilombos certificadas. O documento, emitido pela Fundação Cultural Palmares, garante às famílias quilombolas a regularização territorial junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). As comunidades certificadas têm acesso, por exemplo, às ações de transferência de renda e segurança alimentar, como a distribuição de alimentos que hoje contempla 114 mil pessoas, de 34,5 mil famílias quilombolas.

O processo de certificação é iniciado pelas próprias comunidades, que encaminham à Fundação os documentos sobre o quilombo: declaração de autodefinição de que são quilombolas, base territorial, dados da origem, número de famílias e certidões. Nessa fase, deve ser enviada toda prova considerada hábil para a instrução de um processo administrativo. A certificação gera um laudo antropológico, que dá origem ao Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) e só após a titulação a área quilombola torna-se propriedade coletiva, inalienável, impenhorável e imprescritível.

Neste ano, 18 comunidades já foram certificadas e 17 estão em processo de análise. As áreas quilombolas que já conseguiram o documento até agosto deste ano estão no Rio Grande do Sul (5), Ceará (4), Sergipe (3), Pará (3), Minas Gerais (1), Maranhão (1) e Espírito Santo (1). Em processo de certificação estão comunidades de Minas Gerais (12), Ceará (3), Mato Grosso do Sul (1) e Pará (1).

O Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-brasileiro (DPA) da Palmares é responsável por apoiar as comunidades nas ações de preservação, proteção, capacitação e difusão da expressão cultural. A Fundação também tem como atribuição garantir assistência jurídica, em todos os graus, na defesa da posse e integridade dos territórios.

Constituição - A garantia aos remanescentes das comunidades de quilombos do direito à propriedade das terras que ocupam está na Constituição Federal, artigo 68. O reconhecimento da propriedade definitiva e a regularização fundiária são atribuições do estado, que deve emitir os títulos respectivos. Os procedimentos foram regulamentados pelo Decreto nº 4.887, de 2003. A Fundação certifica como Território Cultural Afro-Brasileiro e o Incra dá continuidade à regularização fundiária até que seja titulada como propriedade coletiva da comunidade.

Seminário marca 24º aniversário da Fundação Cultural Palmares

O seminário internacional “Herança, Identidade, Educação e Cultura: gestão dos sítios e lugares de memória ligados ao tráfico negreiro e à escravidão”, que acontece até a próxima quinta-feira (23), em Brasília, é um dos marcos da celebração do 24º aniversário da Fundação Cultural Palmares. Entre os objetivos do evento está a elaboração de um guia conceitual e metodológico para gestores culturais, de forma a facilitar a instalação de turismo de memória em torno dos sítios, lugares, monumentos e museus ligados ao tráfico negreiro e à escravidão.

Outra meta é a criação de uma rede internacional de gestores de sítios de memória para desenvolver recomendações formuladas no seminário e reafirmar a troca de experiências entre os participantes.

O evento também é realizado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A organização internacional fez a convocação da iniciativa com base no projeto “A Rota do Escravo”, que desde o lançamento, em 1994, implementou um programa sobre o tráfico negreiro que marcou as relações entre África, Europa e Américas. O seminário conta ainda com o apoio dos ministérios da Cultura, Educação,Turismo e Relações Exteriores.

Conheça a primeira promotora de justiça quilombola do Brasil.

Karoline Bezerra Maia, natural do Maranhão, fez história ao se tornar a primeira promotora de Justiça quilombola do Brasil. Karoline é origi...