José Ricardo cobra atuação unificada da bancada do Amazonas

O deputado José Ricardo Wendling (PT) fez duras críticas na manhã de ontem (31) sobre a coordenação da bancada federal do Amazonas, que vem atuando individualmente em defesa dos interesses do Estado. Ele chegou, inclusive, a propor a troca de comando da bancada. “Essa atuação desarticulada vem prejudicando a relação do Amazonas com o Governo Federal”, declarou.

E citou o episódio que aconteceu nesta terça, quando não aconteceu reunião em Brasília porque o coordenador da bancada não compareceu alegando ter outra agenda com o ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. “O assunto era de interesse do Estado, como energia elétrica, todos os parlamentares amazonenses deveriam estar juntos nessa reunião”, completou José Ricardo, ressaltando que é preciso unir forças para pensar no desenvolvimento do Amazonas, ampliando e cobrando os investimentos federais na região.

O deputado destacou ainda algumas propostas do deputado Praciano, que defende as discussões desses assuntos na bancada para que o Governo Federal tenha um olhar diferenciado para o Amazonas, em virtude da sua dimensão territorial e da sua riqueza natural: discussão do Plano Plurianual e da Lei Orçamentária Anual; implantação do Pólo Naval de Manaus; efetiva operacionalização do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA); instalação, em Manaus, de órgãos federais importantes para o funcionamento da ZFM, como Receita Federal, Ministério da Agricultura, Sudam, Banco Central, como ainda agências da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil ou do Banco da Amazônia em municípios amazonenses que não dispõem dessas instituições financeiras federais.

Além disso, Praciano propõe a instalação de mamógrafos nos municípios do Amazonas; a necessidade de ações efetivas por parte do poder público para evitar o crescente número de mortes entre a população indígena; e o incentivo à transferência e à permanência de profissionais da educação no Amazonas, por meio de concessão de gratificação de localidade e de outras vantagens cabíveis, pecuniárias ou não.
Fonte: Assessoria de Comunicação

Professora Angélica Cavicchioli deixou a Coordenação do Curso de Geografia da UFAM

A professora Maria Angélica Bizari Cavicchioli deixou ontem (31), a Coordenação do Curso de Geografia da UFAM, sendo substituída pelo Professor Ricardo Nogueira. A comunidade universitária agradece o  empenho da Professora Angélica e desejamos sucesso ao Professor Ricardo.

Juros caem pela 1ª vez no governo Dilma e vão a 12%

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidiu ontem (31) cortar a taxa básica de juros (a Selic) em 0,5 ponto percentual, indo de 12,5% para 12% ao ano. Depois de cinco altas seguidas, esta é a primeira vez no governo Dilma, iniciado em janeiro deste ano, em que a taxa é reduzida. De qualquer forma, ela continua sendo a maior desde janeiro de 2009, quando era de 12,75%.

Analistas esperavam uma parada na alta dos juros, mas uma queda de 0,5 ponto surpreendeu. A Selic é usada pelo BC para tentar controlar o consumo e a inflação. O Copom ficou dividido: foram cinco votos pela redução e dois pela manutenção da taxa em 12,5%.

Vejam a resposta do Movimento ao DEM

José Ricardo quer concurso público na Seduc e cobra ação do Ministério Público

Em pronunciamento nesta quarta-feira (31), na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), o deputado José Ricardo Wendling (PT) cobrou que o Ministério Público do Estado (MPE) posicione-se quanto às sucessivas contratações temporárias da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), que poderiam resultar em Ação Civil Pública. Ele informou que já ingressou com representação no MPE contra Processos Seletivos realizados pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), e também pela Secretaria de Educação do Governo.

“Já enviei, inclusive, ofício ao Ministério Público solicitando informações sobre essas representações, reiterando o meu pedido, sugerindo um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) ou a instauração de Ação Civil Pública. Porque é de se lamentar a postura do Governo do Estado, ferindo um dos princípios da Constituição Federal (CF)”, declarou José Ricardo.

De acordo com o artigo 37 da CF, a investidura em cargo público depende da aprovação prévia em concurso público de provas e títulos, de acordo com a natureza e complexidade do cargo ou emprego, ressalvadas as nomeações para cargos em comissão, que é de livre nomeação e exoneração.

O deputado relatou que na ocasião da análise das contas do governo passado, o MPE ressalvou a contratação de funcionários públicos sem concurso, mas mesmo assim o Tribunal de Contas do Estado (TCE) aprovou as contas do executivo estadual.

Em janeiro deste ano, a Seduc publicou edital com os nomes de 9.660 pessoas aprovadas no Processo Seletivo, sendo convocados 5.062 mil. “Não sou contra a contratação de pessoal, mas defendo que seja por meio de concurso público, forma legal para ingresso ao serviço público. Da forma como o Governo está fazendo, só gera insegurança jurídica, deixando o problema para o próximo gestor. Já para o trabalhador, esse tipo de contratação gera instabilidade, uma vez que esses contratos têm prazo de validade e num curto prazo pode haver novos desempregos”, disse ele, que tem a área da educação como uma das prioridades de seu mandato.

Enem será aplicado a 5,3 milhões de pessoas em outubro

Foto: Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do Mato Grosso

Foram considerados isentos do pagamento da taxa de inscrição 70,8% dos inscritos

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011 será aplicado a 5.366.780 pessoas em todo o País. O número corresponde ao total de participantes que tiveram a inscrição confirmada. As provas serão realizadas em 22 e 23 de outubro, sob a responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) do Ministério da Educação (MEC). Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (31).

Foram considerados isentos do pagamento da taxa de inscrição 3.798.874 (70,8%) dos inscritos. Entre os estudantes matriculados no último ano do ensino médio (concluintes), 1.224.157 são oriundos de escolas públicas e 276.465 informaram vínculo com instituições da rede particular de ensino. Em busca do certificado de conclusão do ensino médio, registraram-se 545.798 inscrições.

Pedidos de atendimento especial para a realização da prova foram apresentados por 60.543 inscritos, dos quais 33.328 são pessoas que guardam o sábado. Em 22 de outubro, elas farão o exame em horário diferente - começarão a responder o caderno de provas após o pôr-do-sol, mas devem chegar aos locais de prova no mesmo horário dos demais inscritos - entre 12h e 13h. Eles ficarão em salas específicas, à espera do momento de iniciar o exame, e terão o mesmo tempo (quatro horas e meia) que os demais para fazer a prova.

Pediram salas de mais fácil acesso 11.606 participantes; sala hospitalar, 842. Os pedidos de prova com letras ampliadas foram feitos por 5.994 pessoas; outras 325 farão o exame em braile e 3.079, com um auxiliar para a leitura (ledor). Vão precisar de ajuda para a transcrição 3.867 candidatos; 1.502 necessitarão de intérprete da língua brasileira de sinais (libras).

Regiões - Entre as regiões, o Sudeste registrou o maior número de participantes, com 1.971.958 inscrições. A seguir, Nordeste (1.692.830), Sul (667.581), Norte (552.511) e Centro-Oeste (481.900). Por faixa etária, o exame deste ano tem a maior concentração de inscritos entre 21 e 30 anos (1.704.820 estudantes).

Saiba mais em: http://enem.inep.gov.br

Campanha do Desarmamento recolhe 17,6 mil armas em 3 meses


A Campanha Nacional do Desarmamento - Tire uma arma do futuro do Brasil, lançada em maio, já recolheu 17,6 mil armas de fogo e cadastrou mais de 1,4 mil postos de coleta por todo País, até o início de agosto. Os revólveres foram os tipos recolhidos mais comuns (cerca de 10 mil), especialmente os de calibre 38. Também foram entregues 2.132 espingardas e 1.728 pistolas, além de 53 fuzis. São Paulo é o estado que lidera a lista de recolhimento, com 4.906 entregas, seguido por Rio de Janeiro (2.457) e Rio Grande do Sul (2.362). De acordo com o Mapa da Violência 2011, elaborado em parceria pelo Ministério da Justiça e o Instituto Sangari, o número de mortes por armas de fogo caiu 11% nos anos de 2004 e 2005, quando 500 mil unidades foram recolhidas. Informações da Polícia Federal mostram que 80% das armas apreendidas com criminosos são de fabricação nacional. Na maioria das vezes, têm origem legal e, posteriormente, são desviadas para o crime. Mesmo dentro de casa, as armas representam perigos. Com frequência, provocam acidentes com crianças ou são utilizadas em situações de descontrole. A ação de prevenção é realizada em paralelo à atuação das polícias, do monitoramento de fronteiras, de políticas contra a violência e o crime organizado.

Empresa condenada por crime de racismo

Extrafarma condenada por fazer escala de turnos baseada na cor do empregado

O Juízo da 4ª Vara do Trabalho de Macapá (AP) condenou a rede de farmácias Extrafarma (Imifarma Produtos Farmacêuticos e Cosméticos S/A) a pagar R$ 30 mil por danos morais decorrentes de discriminação racial contra ex-funcionária.
 
Na inicial, ela afirmou que a gerente dizia fazer as escalas de trabalho de acordo com a cor de cada empregado, e que ela, negra, devia trabalhar no turno noturno porque “combinava com a escuridão”.

A funcionária ingressou na Justiça com pedido de reconhecimento da dispensa indireta, verbas rescisórias e a condenação da empresa a indenização por danos morais sob a alegação de que, dois meses depois da contratação, passou a ser discriminada e humilhada em seu local de trabalho, a ponto de sentir-se obrigada a parar de trabalhar. A primeira testemunha confirmou as informações prestadas e acrescentou outras. Segundo seu depoimento, em certa ocasião um cliente confundiu a empregada com a gerente, e esta reagiu com indignação por ser confundida com uma pessoa negra. Segundo esta e outra testemunha, os comentários racistas eram feitos na frente dos clientes e dos demais colegas. 

A empresa alegou que a ex-funcionária não se conformou em ser mantida no turno da noite e deixou de comparecer ao emprego, e juntou documentos a fim de comprovar a alegação. Entretanto, a documentação não convenceu o juízo, pois foi emitida em data posterior ao ajuizamento da ação. Analisando os autos, o magistrado ainda constatou que a ex-funcionária não teve falta injustificada até a data de início do processo.
 
Com farta fundamentação legal, o juiz invocou o princípio constitucional que define racismo como delito inafiançável, pois “desqualifica um ser humano em relação a outro em virtude da simples pigmentação da pele”. Aplicou também o princípio da isonomia previsto no artigo 5º da Constituição Federal, que dispõe que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. 

Normas internacionais 
A decisão considerou, ainda, o previsto na Convenção nº 111 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que trata da formulação de política nacional que elimine toda discriminação em matéria de emprego, formação profissional e condições de trabalho por motivos de raça, cor, sexo, religião, opinião política, ascendência nacional ou origem social, no sentido de promover a igualdade de oportunidades e de tratamento.
 
Outra norma internacional que serviu de fundamentação para a decisão foi a Declaração da OIT sobre os Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho, que prevê a promoção e a aplicação de boa-fé dos princípios fundamentais do Direito no Trabalho, inclusive o da não-discriminação em matéria de emprego e ocupação. 

Com base nesses fundamentos, e ainda na Lei nº 9.029/95, que proíbe práticas discriminatórias para efeitos admissionais ou de permanência da relação jurídica de trabalho, o juiz da 4ª Vara do Trabalho de Macapá concluiu pela responsabilidade da empresa por indenizar o empregado, pois esta “tinha o dever de evitar que seus representantes cometessem abusos na condução dos serviços de seus subordinados, ato a que se furtou, ao permitir que se discriminasse a funcionária”.
 
Uma vez evidenciados os fatos, além de reconhecer a rescisão indireta do contrato de trabalho, a sentença determinou a anotação da baixa na CTPS e o pagamento de todas as verbas rescisórias devidas. “O dano moral se caracteriza pela violação de um direito de personalidade, e é dispensável sua demonstração, caso provado o fato e demonstrada a culpa do agressor, já que o dano é presumido”, afirmou o juiz. Observando que o valor da indenização não está tarifado na legislação, e que cabe ao julgador sua fixação equitativa, a sentença definiu o montante em R$ 30 mil.
 
O magistrado determinou, ainda, a expedição de ofícios ao Ministério Público Estadual, para avaliar a possibilidade de abertura de inquérito policial em razão da possível existência de crime de racismo, à Superintendência Regional do Trabalho e ao Ministério Público do Trabalho, com cópias do processo para as providências cabíveis.

Herdeiros da Cidade Industrial continuam ocupando o Plenário da Assembleia Legislativa de MG

Por: WILLIAM DOS SANTOS - CDH DA OAB/MG.

Comissão de Direitos Humanos da OAB/MG acompanha o caso e esteve a parte do dia junto a membros da família Abreu. Estaiveram na parte da manha, o Presidente da CDH da OAB/MG, o Conselheiro da OAB/MG Daniel Dias Moura, e o tesoureiro do Sindicato dos advogados e membro da CDH da OAB/MNG Vinicius Nonato da Silva.

Dezenas de pessoas das famílias Abreu e Hilário, que há 70 anos foram expulsas de suas terras para que o Estado de Minas Gerais implantasse a Cidade Industrial nos municípios de Belo Horizonte e Contagem, ocuparam ontem, pela manhã, dia 29/08/2011 (Segunda-feira) o Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Elas prometem não deixar o local, até que o governador Antônio Augusto Anastasia agende uma reunião para discutir o pagamento de indenização aos herdeiros dos fazendeiros desapropriados.

Desde 1957 há sentença transitada em julgada para que o governo estadual pague as indenizações. São mais de 1.300 os herdeiros famílias Abreu e Hilário que estão esperando a indenização. Muitos já morreram e muitos sobrevivem em condições precárias. A maioria é pobre. Uns moravam na Vila Itaú e estão sendo desapropriados pela 2ª vez. É um absurdo o governo protelar por tanto tempo o pagamento das indenizações. As famílias foram expulsas de suas terras com violência e deixadas à própria sorte. “Muitos dos que faziam jus à indenização morreram na miséria e vários herdeiros vivem em condições muito difíceis, inclusive em favelas. Além de ser imoral, é um afrontoso desrespeito a decisão judicial, pois”, protestou o dep. Durval Ângelo.

É a 1ª vez que o plenário da ALMG foi ocupado pelo povo que luta por um direito, uma causa justa. Idosos que participam da ocupação passaram mal. A direção da ALMG proibiu os ocupantes de sair para tomar água, não podem usar o bebedouro. Estão proibidos de usar o banheiro da ALMG. Está proibida a entrada de alimentação. Nem remédio está podendo entrar. Proibiram a entrada de cobertores à noite. Durante a noite abaixaram a temperatura do ar condicionado o máximo que puderam. À noite deixaram as luzes do plenário acesas e agora pela manhã apagaram as luzes.

Os ocupantes reivindicam uma agenda com o Governador Antonio Anastasia para discutir o problema da indenização.

Na parte da tarde, com a presença de deputados e do Presidente da Assembleia Legislativa e de membros da CDH da OAB/MG, foi feito acordo que consistiu da retirada das familias do Plenario da Assembleia Legislativa e sera agendada amanha em hora a ser anunciada reunião com membros do Poder Legislativo comandados pelo vice governador Alberto Pinto Coelho visando a resolução do problema que se attasta há mais de 70 anos.

Câmara absolve deputada flagrada recebendo dinheiro em vídeo

Por 265 contra, 166 a favor e 20 abstenções, a Câmara rejeitou nesta terça-feira (30) o pedido de cassação da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), apesar de pesarem contra ela as imagens de 2006 em que recebe dinheiro do pivô do recente escândalo do mensalão do DEM no Distrito Federal. Para a deputada ser cassada, eram necessários 257 votos a favor --a votação foi secreta.

A maioria dos parlamentares adotou a tese de que a colega somente poderia ser julgada por atos cometidos durante seu mandato na Casa, iniciado em fevereiro deste ano.

A manutenção do mandato de Jaqueline acontece depois de o Conselho de Ética da Casa produzir um relatório que pedia a cassação da deputada. A parlamentar e seu pai, o ex-governador Joaquim Roriz, passaram os últimos dias telefonando para aliados em busca de suporte para evitar a cassação. Se ela perdesse seus direitos políticos, não disputaria eleições até 2022 –oito anos a partir da próxima votação, em 2014.

Jaqueline saiu 20 minutos antes do anúncio do resultado. O advogado dela, José Eduardo Alckmin, afirmou que a decisão foi justa e que a denúncia oferecida pela Procuradoria Geral da República contra a deputada “padece” de grave inépcia por atribuir a Jaqueline o crime de peculato. “Essa só cabe a quem tem função pública e não era essa a condição dela na época.”

No fim da semana passada, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma denúncia contra a deputada. Ele já tinha pedido abertura de inquérito sobre o caso assim que o vídeo foi divulgado para apurar as denúncias de Barbosa.

Um grupo de aproximadamente dez pessoas celebrou, nas galerias, o absolvição da deputada. Outro grupo, formado por estudantes, protestaram com narizes de palhaço. “Nós somos os palhaços e vocês são os artistas”, gritaram.

Conheça a primeira promotora de justiça quilombola do Brasil.

Karoline Bezerra Maia, natural do Maranhão, fez história ao se tornar a primeira promotora de Justiça quilombola do Brasil. Karoline é origi...