A terra dos coronéis de barranco



A notícia estampada nas páginas do jornal Acritica da nomeação de cinco candidatos reprovados no concurso para delegado realizado em 2009 pelo delegado delegado-geral da Polícia Civil, Mário César Nunes, entre eles, o próprio filho, Caio César Medeiros Nunes; mostra que algumas autoridades do estado do Amazonas, agem como se o estado fosse seu seringal, com suas ações de coronéis da borracha. E assim tem sido desde que fomos anexados ao Brasil.

Segundo o jornal além do filho, Mário César nomeou o irmão de um desembargador, a prima de um deputado federal, uma assessora e o atual secretário-executivo de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública, Thomaz Vasconcellos Dias. O “Quinteto Fantástico” como é conhecido é formado por: "Caio César Medeiros Nunes (filho de Mário César), Laura Câmara (prima do deputado federal Silas Câmara), Herbert Ferreira Lopes (irmão do desembargador Flávio Pascarelli), Indra Celani Leal (assessora de Mário César) e Thomaz Vasconcellos".

Se necessitamos dos serviços do Estado no Amazonas, procurando as instituições públicas, vamos começar a percebermos que os sobrenomes que estão no comando desses órgãos não são muitos. Quase sempre os mesmos. Isso também acontece na construção das obras do governo. O exemplo mais real é a construção da "arena desnecessária", é a mesma construtora que construiu a ponte.

Podemos perguntar se são só esses mesmos sobrenomes que passam nos conscursos para os melhores cargos públicos e se não há outras construtoras participando das licitações?

Uma resposta para essas perguntas está nas notícias do jornal Acritica desses dias. Eles nomeiam quem eles querem, passando ou não nos concursos. É filho desse, é filho daquele. Assim, os cargos vão girando sempre entre eles. Uma elite política que protege a si mesmo e isso em cargos menores e médios, porque devem estar a serviço dos que estão no topo da pirâmide econômica e política. Da mesma forma que estavam os coronéis de barranco aos serviços dos ingleses que faziam girar a grande roda do capital da borracha.

Me impressionou o Acritica colocar a boca no trombone, este jornal sempre esteve a serviço dessas elites, vive delas e está com elas. Dando a entender que até através da imprensa essa turma sempre esteve acima de qualquer suspeita e muito, muito acima da lei.

Se vai acontecer alguma coisa com os reprovados? Duvido muito. O mais provável é que nada!
 
Fonte: http://ragavid.blogspot.com.br/

Um comentário:

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