Volta e meia a política implementada pelo governo da presidenta Dilma de reduzir a taxa de juros é criticada pelos jornalões, ventrílocos dos que lucram com as aplicações financeiras e os juros elevados. A elevação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, que ficou em 0,64 em abril, contra 0,21% em março, deu o pretexto do momento para a retomada da campanha contra a queda dos juros.
As manchetes e títulos das notícias não deixam dúvidas: Inflação sobe e ameaça estratégia do BC, na Folha. Em O Globo, o título é IPCA triplica para 0,64%, levantando dúvidas sobre continuidade de cortes na Selic. O Estadão vem com uma manchete mais neutra (Inflação oficial, IPCA triplica em abril), mas na página seguinte o título deixa claro qual é a linha de análise da edição: Inflação em alta pode afetar redução do juro.
Embora no condicional, o recado é sempre no sentido de questionar a política de redução dos juros. No entanto, a leitura das matérias revela um tom bem menos alarmista e indica que a taxa Selic pode e deve continuar caindo. Está no título mesmo da análise do professor PUC-Rio, Luiz Roberto Cunha, no Estado, que é: Dá para continuar reduzindo a taxa Selic.
Também na Folha, uma leitura da matéria indica que as opiniões colhidas contrariam a manchete. Um trecho da reportagem: “na avaliação de especialistas, os números de abril não chegam a ser, ao menor por enquanto, motivo para mudar a expectativa de que o BC continue reduzindo a taxa básica de juros (Selic) dos atuais 9% para 8% ao ano”.
Alarde
Ante a forte sinalização das autoridades monetárias de que a trajetória de queda da taxa Selic de juros irá continuar, para estimular o crescimento e ampliar o espaço para mais investimentos no país, convém se preparar: o surgimento de eventuais campanhas de alarde em relação a altas inflacionárias não será mera coincidência.
O que importa é o governo se manter firme no rumo do crescimento. Para isso, os juros no Brasil têm que chegar ao nível do que são pelo mundo afora. Insisto que nosso objetivo maior deve ser manter o crescimento com geração de empregos e distribuição de renda, ampliando os investimentos produtivos e em infraestrutura. Reduzir a Selic é também condição para dar um salto em Educação, tecnologia e inovação. Esses são os itens fundamentais de nossa pauta na próxima década.
O Brasil já foi o paraíso dos esculadores, e está deixando de ser. Se quisermos ter um futuro – e o PT assumiu o governo para ser parte ativa na busca por um presente e um futuro melhores para o nosso país – os juros devem manter sua tendência de queda. É natural que aqueles que vivem apenas de aplicações financeiras resistam. O que não é tão natural assim, mas infelizmente é o que acontece, é que boa parte do jornalismo econômico da grande mídia dê ouvidos a apenas essa pequena parcela ínfima mas poderosa da nossa sociedade.
As manchetes e títulos das notícias não deixam dúvidas: Inflação sobe e ameaça estratégia do BC, na Folha. Em O Globo, o título é IPCA triplica para 0,64%, levantando dúvidas sobre continuidade de cortes na Selic. O Estadão vem com uma manchete mais neutra (Inflação oficial, IPCA triplica em abril), mas na página seguinte o título deixa claro qual é a linha de análise da edição: Inflação em alta pode afetar redução do juro.
Embora no condicional, o recado é sempre no sentido de questionar a política de redução dos juros. No entanto, a leitura das matérias revela um tom bem menos alarmista e indica que a taxa Selic pode e deve continuar caindo. Está no título mesmo da análise do professor PUC-Rio, Luiz Roberto Cunha, no Estado, que é: Dá para continuar reduzindo a taxa Selic.
Também na Folha, uma leitura da matéria indica que as opiniões colhidas contrariam a manchete. Um trecho da reportagem: “na avaliação de especialistas, os números de abril não chegam a ser, ao menor por enquanto, motivo para mudar a expectativa de que o BC continue reduzindo a taxa básica de juros (Selic) dos atuais 9% para 8% ao ano”.
Alarde
Ante a forte sinalização das autoridades monetárias de que a trajetória de queda da taxa Selic de juros irá continuar, para estimular o crescimento e ampliar o espaço para mais investimentos no país, convém se preparar: o surgimento de eventuais campanhas de alarde em relação a altas inflacionárias não será mera coincidência.
O que importa é o governo se manter firme no rumo do crescimento. Para isso, os juros no Brasil têm que chegar ao nível do que são pelo mundo afora. Insisto que nosso objetivo maior deve ser manter o crescimento com geração de empregos e distribuição de renda, ampliando os investimentos produtivos e em infraestrutura. Reduzir a Selic é também condição para dar um salto em Educação, tecnologia e inovação. Esses são os itens fundamentais de nossa pauta na próxima década.
O Brasil já foi o paraíso dos esculadores, e está deixando de ser. Se quisermos ter um futuro – e o PT assumiu o governo para ser parte ativa na busca por um presente e um futuro melhores para o nosso país – os juros devem manter sua tendência de queda. É natural que aqueles que vivem apenas de aplicações financeiras resistam. O que não é tão natural assim, mas infelizmente é o que acontece, é que boa parte do jornalismo econômico da grande mídia dê ouvidos a apenas essa pequena parcela ínfima mas poderosa da nossa sociedade.

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