CONHEÇA OS ACORDOS INTERNACIONAIS DO INSS

Há direitos que existem, mas, infelizmente, não usurfruímos por desconhecê-los. Um deles é o "Seguro Saúde" para os contribuintes ou beneficiários do INSS quando em viagem para: PORTUGAL, ESPANHA, ITÁLIA, GRÉCIA, ARGENTINA, CHILE e URUGUAI.

Antes da viagem é necessário requerer no Setor de Acordos Internacionais do INSS o formulário apropriado. Com esse documento, no caso de acidentes, você poderá ser socorrido e medicado pelo serviço público do país que enviará a conta para o INSS pagar. É bom lembrar que em alguns desses países a saúde pública é de excelente qualidade e que, não tomando essas providências, quem pagará a conta poderá ser você.
 
Mais informações em: http://www.previdenciasocial.gov.br/conteudoDinamico.php?id=111

8 de Março: conquistas a comemorar e grandes desafios pela frente

Meus cumprimentos a todas as mulheres brasileiras neste 8 de Março, Dia Internacional da Mulher. Data que exige uma profunda reflexão sobre as conquistas e, principalmente, os desafios que ainda temos na construção de um país realmente justo e com direitos iguais entre os gêneros.

Meta perseguida pelo PT e pelo nosso governo que, há quase uma década, vem realizando no poder aquilo que defendíamos nas ruas e nas urnas. Um governo que torna realidade os direitos da mulher à igualdade, defendendo-a da violência e da desigualdade, seja por meio da Secretaria de Mulheres ou da de Direitos Humanos.

Um governo fértil em políticas públicas e ações que visam dar condições para que a mulher trabalhe sem dupla ou tripla jornada, com creches e escola integral, mudando leis e costumes para que, em pé de igualdade com os homens, elas possam exercer seus direitos.

Exemplos de ações no governo do PT não faltam. Elas vão desde o Minha Casa, Minha Vida, em que os imóveis em caso de divórcio ou dissolução de união estável ficam com as mulheres; passando pelo Rede Cegonha; pela prioridade concedida a elas no Bolsa Família; pelas conquistas obtidas em relação ao financiamento da agricultura e à ampliação do acesso ao crédito e ao microcrédito.

Ações que passaram a existir para fazer justiça às brasileiras – em especial, para as chefes de família, guerreiras anônimas que impulsionam este Brasil. E, sobretudo, políticas que protegem e defendem, no dia a dia, os direitos da mulher na família e na comunidade. Políticas públicas e leis de combate à violência física e psicológica contra as mulheres, à exploração sexual e ao machismo que, lamentavelmente, ainda persiste em nosso país.

Ligue 180: dois mil atendimentos/dia


 
Eleonora MenicucciBasta observarmos os dados apresentados hoje pela ministra Eleonora Menicucci (Secretaria Nacional de Mulheres) sobre o Ligue 180. Com uma média de dois mil atendimentos/dia e 61 mil/mês, o sistema é atualmente "a porta de entrada das mulheres para acesso a direitos e serviços de segurança pública, saúde e justiça", afirmou a ministra.

Segundo Menicucci, a Lei Maria da Penha trouxe "consciência do direito das mulheres a ter uma vida sem violência e vontade, inclusive naquelas pessoas que veem o drama individual das vítimas, a acessar a justiça e os serviços públicos". Nesta 6ª, ela assinou um acordo de cooperação com o ministério da Justiça e a Defensoria Pública da União para dar acesso à justiça a brasileiras em situação de violência no exterior e a estrangeiras no país.

Sim, temos conquistas. Mas, há muito a percorrer. A desigualdade salarial entre os gêneros, em muitos setores da economia, ainda varia de 65% a 94%. O espaço concedido às mulheres para crescer profissionalmente ainda é menor. E o que falar da representação delas na política, nos postos de comando das empresas e na sociedade em geral? Um desafio que está aí para todos nós enfrentarmos, homens e mulheres.

PT trouxe mais oportunidades para as mulheres


Neste Dia Internacional das Mulher, é importante avaliar as conquistas e os desafios na construção de um Brasil realmente igualitário em suas relações de gênero. Esta sempre foi uma das metas do PT que, em seu último Congresso, aprovou a paridade entre homens e mulheres para ampliar a participação feminina nos quadros de direção.

Para debatermos o Brasil e o nosso PT, conversamos com a Secretária Nacional de Mulheres do PT, Laisy Moriére, que destaca aspectos fundamentais para a mudança da cultura machista no país e dentro do partido.

Em termos de ações e políticas públicas, como você avalia a última década para as mulheres brasileiras?


 
Laisy Moriére[ Laisy Moriére ] As mulheres passaram a ter mais oportunidades a partir do governo do PT. Em 2003, uma série de políticas públicas começou a ser concretizada. É um longo caminho que abriu e vem abrindo mais oportunidades em áreas fundamentais, como emprego e combate à violência doméstica e que fizeram com que a vida das mulheres mudasse.

Basta ver os números. Hoje, temos menos mulheres trabalhando em casa e mais no comércio, nas empresas, o que mostra que o país está mudando. Temos, ainda, um grau altíssimo de mulheres fazendo pós-graduação. Veja que a maior parte das inscrições do Brasil Sem Fronteiras é de mulheres. Estamos, portanto, caminhando a passos largos.

E os desafios?

[ Laisy Moriére ] Nós temos muito pela frente. As mulheres ainda ganham 70% do que recebem os homens para realizar uma mesma função. Em termos de representação feminina na política, a democracia brasileira não irá se aprofundar com o déficit que temos. Nós vivemos no mais longo período democrático da história do país, mais da metade da população é composta por mulheres, mas quando olhamos as instituições do Legislativo – Senado e Câmara – nós não atingimos sequer 30% de representação nos parlamentos. No Judiciário acontece a mesma coisa.

É evidente que termos uma presidenta no comando do país é um motivo de orgulho para brasileiras e brasileiros, mas isso não é suficiente. Existe uma barreira às mulheres para o acesso à política. Além de trabalhar fora, a mulher brasileira tem de cuidar da casa, do marido e dos filhos. Essa parte do “cuidado” é culturamente destinada às mulheres e isso demanda grande parte do tempo. A política fica, portanto, para depois. Além disso, culturalmente, a sociedade cria suas mulheres para o âmbito privado.

Há uma experiência muito interessante no Paraguai. A ministra da Saúde do governo Lugo fundou um partido só de mulheres. É interessante observar como é a dinâmica. As reuniões duram exatas duas horas, começam e terminam no horário e são bastante objetivas. As mulheres organizam seu tempo, programam a vida, para participar politicamente e estar naquele horário ali, por inteiro. É uma experiência nova. Quero muito acompanhar as eleições presidenciais no Paraguai.

Quais mudanças a paridade promoverá no PT?
[ Laisy Moriére ] O PT deu um grande passo em 2011, aprovando a paridade no IV Congresso. Agora, paridade tem de ser para o PT além do número. A questão central é mudar a cultura e o padrão da militância do partido. O povo brinca com esses números, muitos achavam que não iríamos cumprir. Mas o que está por trás disso é um novo aprendizado que terá reflexos no nosso partido. O grande desafio é mudar a cultura. Isso não é fácil. Mudar se adaptando a novas formas de fazer política, como essa questão do horário, de ser mais direto nas coisas, mais prático.

As mulheres pensam o mundo e tem muito a dizer, a questão –s util, mas não menos importante – é que nós temos que aprender a existir na fala, na produção. As mulheres não são criadas para se expor, pelo contrário. O homem é criado para a vida pública. As mulheres observam mais, muitas vezes acham que o que têm para dizer não tem relevância, o que é uma mentira. Muitas vezes observamos em uma plenária que, quando uma mulher começa a falar, os homens passam a conversar. Além do desrespeito e da má educação que isso significa, fica evidente a reação machista dos companheiros. Essa cultura vai mudar dentro do partido. Nós estamos no início de um longo processo.

Uma conquista recente foi a introdução da questão da paridade no texto da reforma política. Um avanço que gera discussão política. Vamos trabalhar duro para que isso aconteça. A questão com essas proporções é que para as mulheres entrarem os homens precisam desocupar os lugares. Esse é o xis da questão, o problema político que está por trás de outros discursos.

Em relação à violência contra a mulher, quais são os desafios?
[ Laisy Moriére ] Violência doméstica é um mal da humanidade. A Lei Maria da Penha é uma das melhores do mundo, foi sancionada pelo presidente Lula em 2006. E lembrem-se que o Brasil recebeu uma sanção da Comissão Interamericana e foi obrigado a fazer uma lei que tratasse dessa questão. Até hoje é uma Lei que pegou, todos conhecem, mas temos ainda muita dificuldade para executá-la até porque o Judiciário não cumpre o seu papel. Muitas vezes os juízes demoram 15 dias para dar uma medida de proteção à mulher. Nesse meio tempo ela acaba sendo morta. Precisamos urgentemente aperfeiçoar o aparato policial.

Os governadores precisam assumir essa atribuição porque a maioria do Judiciário é estadual. Sem falar na própria delegacia de mulher que fica aberta de segunda à sexta, das 8 às 18h, quando todos sabem que a maior incidência de violência é nos finais de semana ou à noite, quando a delegacia está fechada. É uma discussão que precisamos aprofundar até porque o Ligue 180, que cumpre uma tarefa importantíssima no país, sozinho não dá conta. Só poderá atender com mais qualidade e mais eficácia uma rede em que funcionemo Judiciário e o aparelho policial.

Um retrocesso e tanto na Câmara

Protesto contra indicação do deputado Marco Feliciano
A partir de agora, com a eleição do deputado Marco Feliciano (PSC-SP), pastor da igreja Assembleia de Deus, à presidência da Comissão de Direitos Humanos na Câmara, é grande a responsabilidade dos partidos de esquerda e daqueles que defendem os direitos humanos e o Estado laico – como manda a Constituição.

Feliciano foi eleito em sessão com portas fechadas - os dois acessos à sala permaneceram bloqueados - para impedir a entrada de manifestantes. Alguns parlamentares, inclusive, tentaram cancelar a sessão alegando que isso é contra o regimento interno da Câmara. “É isso que vocês querem? Polícia de um lado e do outro? Isso aqui é ditadura: colocar barreira de um lado e do outro nos Corredores da Câmara”, afirmou Erika Kokay (PT-DF).

“Essa Comissão não foi criada para fazer ligação com nenhuma religião, muito menos com fundamentalistas que são contra negros, contra índios, contra homossexuais e contra o povo brasileiro. Decidimos nos retirar”, afirmou Domingos Dutra (PT-MA) antes de abandonar a sessão. Ele foi acompanhado por parlamentares do PT e do PSOL.

Assim, nestas condições, o deputado Feliciano tomou posse e discursou, reafirmando suas convicções contra o aborto, o casamento entre os homossexuais e a adoção de crianças por casais do mesmo sexo. Um retrocesso e tanto, mais um. Um erro evidente da bancada do PT. Não podiam, em hipótese alguma, permitir que o PSC presidisse a Comissão permanente da Casa. Seria muita ingenuidade imaginar que o partido indicaria um parlamentar ligado à luta pelos direitos humanos.

O resultado era esperado. E como o acordo tem de ser cumprido, restou aos parlamentares do PT e de outros partidos não participar da eleição do novo presidente.

Enquanto isso...
Em um auditório lotado de militantes dos direitos humanos, Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, não apenas anunciou a continuidade da Lei da Violência Contra a Mulher de 1994, como a ampliou. Agora, homossexuais, imigrantes, indígenas e vítimas do tráfico sexual passarão a contar com a proteção desta Lei.

As mudanças, lembrou Obama em seu discurso, puderam acontecer “porque membros dos dois partidos trabalharam juntos”. Graças ao trabalho de 87 deputados e 18 senadores republicanos, além das bancadas democratas, os líderes republicanos foram convencidos e apoiaram as alterações.

Relator da ONU defende papel da mulher na Segurança Alimentar

O relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o Direito à Alimentação, Olivier de Schutter, afirmou que o mundo tem que repensar o papel de mulheres e homens na segurança alimentar.

Segundo ele, as mulheres podem ajudar a reduzir a fome caso recebam mais poder político. Oliver de Schutter citou um estudo que comprova a cooperação feminina na redução da fome entre 1970 e 1995.

Nesta segunda-feira (4), durante a apresentação do relatório sobre Gênero e Direito à Alimentação no Conselho de Direitos Humanos, o relator afirmou que os governos têm que dar maior autonomia à mulher.

Na semana passada, a encarregada do Setor de Gênero, Equidade e Trabalho Rural da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), Eve Crowley, comentou uma ação na Índia para dar mais poder às mulheres como parte da agenda de desenvolvimento pós-2015.

“Há trabalhos periódicos, mas precisamos buscar formas de garantir que haja alimentos de forma permanente todo o ano. A Índia tem exemplos muito interessante de trabalhos públicos criados, periodicamente, para favorecer os mais pobres, como exemplo interessante de base de proteção social.”

Oliver de Schutter mencionou a remoção de todas as leis e práticas discriminatórias que impedem as mulheres a ter acesso a recursos agrícolas como a terra, insumos e crédito.

O relator elogiou iniciativas como cotas para mulheres em obras no setor público na Índia, mas disse que as barreiras à participação feminina continuam na maioria dos casos.

Fonte: Radio ONU

Brasileiras ajudam a transformar a realidade onde vivem

Por Danyele Soares

Esforço e superação são os conceitos que marcam a trajetória de muitos brasileiros, mas para três mulheres essas palavras ganham um significado especial e mostram que é possível vencer as dificuldades. Uma líder comunitária, uma estudante e uma indígena, cada uma com uma história diferente, buscam o mesmo objetivo: fazer a diferença.

É assim que a líder comunitária e diarista Sueli Santos explica seu trabalho. Mãe de três filhos, Sueli divide a rotina entre a casa, as crianças, a comunidade e o trabalho. A baiana de 37 anos foi abandonada pela mãe e morou nas ruas de Xique-Xique (BA) até a adolescência. Sueli conta que dormia nas calçadas e pedia comida de porta em porta. “A vida nunca foi fácil. Eu sofri muito abuso, todo tipo de abuso que você puder imaginar. Isso foi o que mais me marcou e me marca até hoje. Eu achava que não ia conseguir ser mãe”, diz a diarista ao lembrar daquele período.

Hoje, Sueli mora no Distrito Federal e é líder comunitária de Buritizinho, vila próxima da região administrativa de Sobradinho, a 25 quilômetros da capital federal. A diarista está à frente de quase 200 famílias, que foram retiradas de uma área de risco e levadas para a comunidade. Agora, ela busca a regularização da terra, a pavimentação e o saneamento básico da área. Para Sueli, é possível mudar a realidade de onde se vive. “Quando a gente tem força de vontade de mudar, a gente consegue. Eu acredito, sim, que é possível fazer a diferença. E a mulher é fundamental para isso. A mulher tem garra, a mulher tem força, ela tem amor”.

Fazer a diferença também é o objetivo da estudante Camilla Matias. Cursando o terceiro ano de Engenharia no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), ela tem uma rotina diferente da maioria dos jovens de 22 anos. Divide o tempo entre estudo e projetos sociais, entre eles, o Curso Alberto Santos Dumont (Casd), um pré-vestibular gratuito destinado a estudantes de baixa renda. O curso tem 520 alunos, que recebem os livros também de graça, devido a parcerias com outras instituições, entre elas, a Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) e a Petrobras, além do apoio da Prefeitura de São José dos Campos (SP).

Camilla preside o Casd, que tem índice de aprovação de 35% em universidades públicas. “Durmo e acordo pensando no Casd. Tenho que mostrar os resultados não só para os parceiros, mas, principalmente, para os alunos e a família. Quando entro em sala, eu falo que o sonho não é só deles, é nosso. Por isso, sei da minha responsabilidade e é uma realização muito grande ver um aluno nosso passar no vestibular”.

Camilla é cearense, foi bolsista durante o ensino fundamental e médio e teve que estudar muito para manter a bolsa. No curso de inglês, foi a mesma coisa. Com mais facilidade na área de exatas, a jovem participava de olimpíadas de matemática, química e física e chegou a ir à Coreia do Sul para representar o Brasil com mais quatro estudantes no Torneio Internacional para Jovens Físicos em 2008.

Mesmo com o bom desempenho nos estudos, hoje Camilla tem outros sonhos fora da engenharia. A jovem quer usar o que aprendeu para ajudar outras pessoas. “Quando eu era mais nova, queria ser muito rica para ajudar as pessoas, hoje sei que não é preciso isso. É possível ajudar com muito pouco. Faço isso porque já recebi muito apoio durante minha vida. É uma forma de retribuir”.

Também foi por meio da educação que a índia kaiowá Elda Aquino conseguiu mudar sua realidade. Ela nasceu na aldeia de Amambai, em Mato Grosso do Sul, onde vive. Casada desde os 14 anos, ela decidiu voltar a estudar quando teve o primeiro filho. Desde então, não parou mais. Hoje, Elda é professora e é a única dentre os mais de 7 mil habitantes da aldeia que tem mestrado. Para chegar até aí, a professora enfrentou algumas barreiras, como, por exemplo, o preconceito. “Sofri muita discriminação. O meu povo falava que uma mulher devia cuidar do marido e dos filhos. Já a sociedade não indígena questionava por que o índio tinha que estudar. Mas esse preconceito me deu força para mudar a realidade”.

Elda optou pela área da educação para ajudar sua comunidade a resolver os problemas que os índios ainda enfrentam. E a professora argumenta que a mulher é peça fundamental para promover mudanças. “Hoje eu vejo que a mulher avançou muito, principalmente na comunidade indígena. Agora meu povo sabe que a mulher é capaz de transformar a realidade”. 
 
Fonte: Agência Brasil

Sem medo de ser mulher - Selvino Heck*

“Pra mudar a sociedade do jeito que a gente quer/ Participando sem medo de ser mulher”. Com o refrão desta música de Zé Pinto, muito conhecida nos movimentos sociais e pastorais populares, as mulheres do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) receberam a presidenta Dilma no seu 1º Encontro Nacional, em fevereiro, no Parque da Cidade em Brasília, com o lema: “Na sociedade que a gente quer, basta de violência contra a mulher”.

Foi emocionante ver a presidenta batendo palmas no ritmo alegre e festivo da música, que diz mais: “Porque a luta não é só dos companheiros/ participando sem medo de ser mulher/ Pisando firme sem medir nenhum segredo/ participando sem medo de ser mulher/ Pois sem mulher a luta vai pela metade/participando sem medo de ser mulher”.

A Declaração final do Encontro das Mulheres Camponesas reflete a letra da música, quando fala dos desafios colocados hoje: “O fim da violência exige a luta pela transformação da sociedade e das relações humanas. Mulheres e homens precisam reencontrar a dignidade e compreender sua ação como parte do universo; fortalecer e ampliar a organização dos grupos de mulheres como espaço de reflexão, conscientização de sua condição na sociedade e formulação de estratégias da luta camponesa e feminista; promover a autonomia econômica, política e social das mulheres e fortalecer a luta contra a violência; participar e assumir os espaços de decisão e poder”.

Estamos num tempo em que é preciso afirmar por inteiro o “sem medo de ser mulher”. Mulher participante, ativa, com vez e voz e ‘assumindo os espaços de decisão e poder’. Ou nas palavras da presidenta Dilma: “Eu fico feliz porque acredito que a ação associativa de uma cooperativa, ela também tem o poder imenso de organizar a participação, que foi o lema desse canto que escutei: ‘Participando sem medo de ser mulher’. E participando aqui é participando na cooperativa, é participando nas associações de mães, enfim, é participando”.

Mas é bem mais que isso. É ser agente da história por inteiro. De novo, nas palavras da presidenta Dilma: “O Brasil precisa da mulher camponesa na condição de cidadã, não é na condição de produtora somente, é na condição de cidadã. Precisa da sua inteligência, precisa da sua força, precisa da sua experiência, precisa da sua coragem, porque a gente sabe que na vida é preciso ter coragem. E também da sua mão incansável para continuar avançando na construção de uma sociedade em que a igualdade entre homens e mulheres seja regra e nunca exceção.”

Não é pouca coisa. É mais que sonhar. É ter projeto, é querer a transformação.

Sem medo de ser mulher. Para isso, segundo as mulheres camponesas, “é indispensável a luta, a organização e formação, potencializando as experiências de resistência popular, onde as mulheres sejam protagonistas de sua história”.

Nas palavras da presidenta Dilma no 11º Congresso das Trabalhadoras e Trabalhadores da Contag esta semana: “Nós temos um papel tão importante na sociedade como temos nas nossas famílias. E esse papel, na sociedade, é aquele mesmo que nos transforma de guerreiras em mães, de lutadoras em companheiras. E eu considero muito importante a firmeza e a determinação que cada uma das mulheres brasileiras tem”.

E no Encontro Nacional do MMC, de novo a presidenta Dilma: “No refrão que vocês aqui repetiram, com muita força – para mudar a sociedade do jeito que a gente quer, participando sem medo de ser mulher -, é um refrão que mostra a força e o espírito deste encontro. De fato, a mulher brasileira, moradora no mundo rural, militante e participante da vida da sua família, dos seus, da sua comunidade, tem a necessidade de ter uma grande força. Uma força e, ao mesmo tempo, uma altivez, uma cabeça erguida, uma sensação forte de autoestima, e aquela teimosia, aquela tenacidade, aquela determinação que tem em cada mulher, em cada mulher jovem, em cada mulher mãe, e, eu sempre acrescento agora, em cada mulher avó”.

Não é fácil, há muito que caminhar. Poderíamos, e devemos, todas e todos cantar com Milton Nascimento a bela Maria Maria, neste Dia Internacional da Mulher: “Mas é preciso ter força/ É preciso ter raça/ É preciso ter gana sempre/ Quem traz no corpo a marca/ Maria, Maria/ Mistura a dor e a alegria./ Mas é preciso ter manha/ É preciso ter graça/ É preciso ter sonho sempre/ Quem traz essa marca/ Possui a estranha mania/ de ter fé na vida”. Viva as mulheres de coragem, que não têm medo de serem mulheres. E participam. E vão à luta. E têm fé na vida.

* Selvino Heck é assessor especial da Secretaria Geral da Presidência da República

As flores de plástico não morrem!

Por Frederico A. Passos

Caros leitores e únicos amigos, estou estupefato, boquiaberto, assombrado e, por que não dizer, extremamente admirado com as notícias que me chegam de Sampa. Segundo o jornal O Globo, um leilão na internet está causando o maior furor entre os homens com certo poder aquisitivo. Trata-se da venda da “virgindade” de Valentina.
 
O leilão teve início com um lance inicial de R$ 5 mil e, até o dia 27.08, já havia chegado a R$ 100 mil. O leilão será finalizado no dia 31.03.2013, quando o vencedor poderá passar uma noite com Valentina num motel da capital paulista, com direito a jantar à luz de velas, champanhe francesa, banho aromático com pétalas de rosas e translado. Caso o vencedor não more em Sampa, os organizadores do evento prometem passagem aérea.
 
Mas, afinal, quem é Valentina?
 
Valentina é uma “Real Doll”, uma boneca inflável da nova geração. Ela possui pele sintética, cabelos e peso similares ao de uma mulher. Além de olhos verdes, boca carnuda e seios fartos. Segundo O Globo, para uso, Valentina “deve ser colocada por alguns minutos em uma banheira quente para que ela fique com a temperatura próxima a do corpo humano”.
 
As bonecas “Real Doll” custam U$ 7 mil no mercado americano. E, Valentina, assim como outros tipos de bonecas infláveis, estará exposta na I Mostra Internacional de Bonecas Infláveis, que acontece no período de 6 a 9 de março, em São Paulo, com entrada gratuita.
 
Fiquei pensando com meus botões, quem não tem coragem de encarar uma mulher de carne e osso e prefere a companhia de uma boneca?
 
Alguns solitários e tímidos dizem que as bonecas infláveis levam algumas vantagens sobre as mulheres. Elas não gastam seu dinheiro, não reclamam da vida e estão sempre de cara boa. Além disso, são de grande serventia para aqueles homens que Deus desproveu de certa beleza. Já os críticos, dizem que elas não gemem, não lavam e não passam roupa!
 
Sinceramente, que maluquice essa de vender a “virgindade” de uma boneca! E o pior é a clientela disposta a pagar pelo feito. Estamos vivendo a era da solidão extrema, cada vez mais isolados do mundo. Chegará o momento em que não saberemos travar uma conversa com nossos amigos. Estamos sendo levados a matar silenciosamente o diálogo, a conversa, o abraço de amigo, o namoro, as carícias... Que será de nós?

Praciano pede que PT volte às ruas

Praciano pede que PT volte às ruas se quiser ser protagonista na história do Amazonas

O deputado federal Francisco Praciano (PT-Am), pediu ontem , durante sessão especial na Assembléia Legislativa do Amazonas (ALE) que comemorou os 33 anos de fundação do Partido dos Trabalhadores, que a militância do partido, principalmente a juventude, volte às ruas se quiser ver o PT protagonista na história do Amazonas. “ Entendo ser necessária a aliança para manter a governabilidade, mas o PT não pode se calar diante da ausência de médicos no interior do Estado, da falta de defensores públicos que ameaça a democracia, do caos na saúde pública”, disse o deputado.

A sessão especial em comemoração aos 33 anos de fundação do PT foi solicitada pelos parlamentares petista José Ricardo e Sinésio Campos e teve como objetivo homenagear os trabalhadores e militantes do Partido.

A sessão ocorreu em clima descontraído e contou com a presença de militantes históricos e políticos eleitos recentemente na capital e no interior do estado, como a prefeita de Novo Airão, Lindalva Silva, a primeira prefeita mulher e negra do Amazonas. O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Marcos Maia, também veio ao Amazonas prestigiar o evento.

Autor da proposta da sessão especial, o deputado estadual José Ricardo reforçou as palavras do deputado federal Praciano e lembrou que “só com ousadia, coragem e união, o PT poderá ser protagonista na história do estado.

A sessão encerrou com o PT reconhecendo o trabalho feito por trabalhadores que tombaram na luta como os companheiros Altemar, Jonas e Glória, e os que ainda hoje lutam como o psiquiatra Rogélio Casado, Egidio Swade, a professora Marilene Corrêa entre outros.

Fonte: Assessoria de Comunicação

Goleiro Bruno é condenado a 22 anos e 3 meses de prisão pelo assassinato de Eliza Samudio em 2010

Sentença aponta que, além de Macarrão, Bruno Fernandes é culpado pela morte da modelo
Bruno é condenado pelo assassinato da modelo e ex-amante Eliza Samudio
O goleiro Bruno Fernandes foi condenado a 22 anos e três meses de prisão pela morte de Eliza Samudio, morta em junho de 2010. A sentença do júri popular foi lida pela juíza Marixa Rodrigues pouco depois das 2h10 desta sexta-feira (8). Bruno foi considerado culpado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado.

A juíza começou a leitura do veredicto de Bruno, considerando o goleiro "mandante de trama diabólica", e ressaltou o envolvimento dele com tráfico de drogas.

— [Bruno tem] uma personalidade fria, violenta e dissimulada. É uma personalidade desvirtuada que foge dos padrões mínimos de normalidade. [Esses crimes de Bruno] Causam extremo temor ao seio da sociedade. A paz social deve ser preservada.

Antes mesmo da leitura do veredicto, o promotor Henry Vasconcelos afirmou que ficou satisfeito com a decisão do júri. Já o assistente de acusação, Cidney Karpinski, disse que a família de Eliza também estava satisfeita com a decisão do júri, composto por sete pessoas.

A defesa de Bruno pediu que não fosse feita nenhuma imagem do réu durante a leitura do sentença. O TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) acolheu o pedido. Em clima de revolta, todos os fotógrafos e cinegrafistas de emissoras de TV foram retirados do local. A Polícia Militar chegou a fazer um cordão de segurança em frente ao salão do júri para evitar a passagem dos profissionais de imagem da imprensa.

Fonte: http://noticias.r7.com/cidades/goleiro-bruno-e-condenado-a-22-anos-e-3-meses-de-prisao-pelo-assassinato-de-eliza-samudio-em-2010-08032013

Flávio Bolsonaro descumpre ordem de Moraes e não entrega passaporte à PF.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) descumpriu a decisão do do ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal ( STF ), e não entre...