O deputado federal Francisco Praciano (PT) disse ontem que se mantém favorável à candidatura limpa do Partido dos Trabalhadores. Ele, que estava a caminho da reunião com os membros “Contra a Corrupção”, que ora acontece no sindicato dos Jornalistas, afirma que as pesquisas ainda lhe são favoráveis. “Numa pesquisa tinha 20 pontos à frente do prefeito Amazonino Mendes e numa outra ele aparece com 30% de rejeição, enquanto eu tinha três por cento”, enumera, lembrando que essa última pesquisa, que incluía a deputada federal Rebecca Garcia (PP), “foi uma ‘fajutada’”. Noutro ponto Praciano lamenta a falta de união entre os partidos de esquerda. “Podíamos estar juntos, para combater essa escola que está se reestruturado para retomar o Poder”, critica.
Procurador denuncia Tibiriçá por corrupção passiva e pede seu afastamento da Defensoria

O procurador Geral de Justiça, Francisco Cruz, denunciou ontem o defensor -geral Tibiriçá Holanda, por corrupção passiva, quebra de sigilo funcional e tráfico de influência, ao tempo em pediu o seu afastamento cautelar, até o fim das investigações de fraude no concurso da Defensoria Pública do Amazonas.
Foram denunciados ainda o filho do defensor, que se chama Tibiça Holanda, o empresário Leonardo Chaves, proprietário do Instituto Cidades, e os candidatos Newton Sampaio de Melo, Américo Gorayeb Neto e Luiz Domingos Zahluth Lins, supostamente beneficiados pelo esquema de corrupção no concurso recentemente realizado pela Defensoria e anulado pelo governador Omar Aziz.
Estudantes do Iranduba ficam sem alimentação escolar: contas reprovadas
A reprovação das contas relativas à merenda escolar de uma administração passada pelo TCU, deixou a prefeitura de Iranduba sem condições de renovar os estoques para a alimentação dos alunos na rede municipal de ensino. A solução que a prefeitura está examinando no momento é a de decretar férias a todos os alunos, até que os problemas possam ser resolvidos no ministério da Educação e a merenda escolar possa voltar a ser oferecida aos alunos.
Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) denunciou Edir Macedo
O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) denunciou o bispo Edir Macedo e três pessoas ligadas à Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) por evasão de divisas e lavagem de dinheiro, entre outros crimes.
A Justiça Estadual de São Paulo já tinha aceitado denúncia contra o fundador e líder da igreja neopentecostal em 2009, mas o processo foi encaminhado à Justiça Federal devido à natureza dos crimes.
A nova denúncia do MPF usa elementos da acusação do Ministério Público paulista e inclui informações novas, como a participação de doleiros no esquema criminoso. Outra diferença entre as denúncias é a redução do número de acusados, de dez para quatro.
De acordo com a assessoria do MPF-SP, os seis suspeitos que ficaram fora da acusação do MPF continuam sendo investigados pela Polícia Federal.
Além de Edir Macedo, foram denunciados o ex-deputado federal João Batista Ramos da Silva (que foi detido com R$ 10 milhões no Aeroporto de Brasília, em 2005), o bispo da Iurd Paulo Roberto Gomes da Conceição e a diretora financeira Alba Maria Silva da Costa.
Eles responderão por lavagem de dinheiro, estelionato, falsidade ideológica, evasão de dividas e formação de quadrilha.
De acordo com o procurador Sílvio de Oliveira, o grupo cometia estelionato contra os fiéis da Iurd, oferecendo “falsas promessas e ameaças de que o socorro espiritual e econômico somente alcançaria aqueles que se sacrificassem economicamente pela igreja”.
O procurador só denuncia crimes ocorridos entre 1999 e 2005, uma vez que foi só em 1998 que o crime de lavagem de dinheiro passou a integrar o ordenamento jurídico brasileiro.
No entanto, ele cita vários episódios anteriores a esse período para explicar a estruturação do grupo e como o esquema foi montado.
ENTREVISTA COM LEONARDO BOFF - OS CATÓLICOS DIVORCIARAM DO MUNDO E OS EVANGÉLICOS UTILIZARAM OS INTRUMENTOS DO MERCADO
O teólogo Leonardo Boff é um dos maiores críticos brasileiros ao comportamento recente da Igreja Católica. Expoente da Teologia da Libertação, foi expulso da Igreja nos anos 80, por criticar sistematicamente a hierarquia da religião. Doutor em Filosofia e Teologia pela Universidade de Munique, Boff falou a ÉPOCA sobre os principais motivos da grande perda de fiéis da Igreja Católica para as evangélicas e pentecostais no Brasil e fez críticas ao movimento carismático, comandado pelos padres Marcelo Rossi e Fábio de Melo. “Eles são animadores de auditório. Isso não leva ninguém à transformação. É um Lexotan”.
ÉPOCA – O Papa Bento XVI reconheceu, no último dia 10, a enorme perda de fiéis da Igreja Católica no Brasil e a rápida expansão das evangélicas e pentecostais. A que se deve isso?
Leonardo Boff - São três causas. Primeiro, a Igreja não consegue ter padres suficientes pra atender fiéis, por causa do celibato. São 17 mil, e teriam de ser uns 120 mil. As pentecostais ocupam esse vazio. Elas vão ao encontro das demandas do povo. O povo não é dogmático, vai pro centro espírita, vai pra macumba… Em segundo lugar, a grande desmoralização que a igreja sofreu com os padres pedófilos. É a maior crise desde a Reforma Protestante. É uma crise grave, porque se desmoralizou e perdeu o conteúdo ético. A maneira como o Vaticano se comportou foi desastrosa. Tentou encobrir e depois disse que era um complô internacional. Só quando começaram a aparecer muitos casos que o papa disse que tinha que punir. Mas, mesmo assim, não mostrou solidariedade com as vítimas e nem como mudar isso. Só pensa na Igreja. Em terceiro lugar, o fato de a Igreja ter uma visão muito abstrata da realidade. Uma linguagem que o povo não entende direito.
ÉPOCA – O senhor acredita que nas últimas décadas houve um retrocesso na modernização da Igreja Católica?
Boff - João Paulo II e Bento XVI abortaram as inovações de João Paulo I e afastaram a Igreja do mundo. A Igreja não tem dialogo com as outras igrejas. Falta uma reconciliação com o mundo moderno. Desde o século XVI que a Igreja vive em briga com ele. A igreja se abriu a isso e João Paulo II, com sua visão medieval, abortou tudo isso. A Igreja não tem mais poder político. Só tem poder moral. Reforçou a estrutura hierárquica tradicional. Marginaliza mulheres, e os fiéis têm a representatividade de garis. A igreja dos anos 60 aos 80, quando surgiram a Teologia da Libertação e os movimentos de base, foi abortada. Isso tornou a igreja antipática.
ÉPOCA – O que os católicos encontram nas outras igrejas que não encontram na Católica?
Boff - O povo quer uma mensagem compreensível e simples. As evangélicas utilizam os instrumentos do mercado e são muito calcadas em cima da prosperidade. Há uma grande manipulação das expectativas e do sentimento religioso do povo. Mas, ao mesmo tempo, elas são formas de ordenar a sociedade. Muitas famílias que viviam nas drogas e na bebedeira se estruturaram, se inseriram na sociedade. Fator de ordem..
ÉPOCA – Bento XVI disse que os padres não estão evangelizando suficientemente os fiéis e que as pessoas se tornam influenciáveis e com uma fé frágil. O senhor concorda?
Boff - O problema não é evangelizar. É a maneira como se faz. O catecismo e outros símbolos imutáveis são engessados, não falam no fundo das pessoas. É um cristianismo fúnebre. O padre Marcelo Rossi está imitando as pentecostais. Há um vazio de evangelização, é a relação pessoa e Deus. É melhor escutar o padre Rossi do que escutar a Xuxa, mas é a mesma coisa. Eles são animadores de auditório. Isso não leva ninguém à transformação. É um Lexotan. Depois volta a lógica dura da vida. É uma evangelização desgarrada da vida concreta.
ÉPOCA – O papa já se mostrou não ser muito favorável aos líderes mais carismáticos, como Marcelo Rossi e Fábio de Melo. Isso não complica as coisas?
Boff - O Vaticano e os bispos não gostam de ter sombra ao lado deles. E Roma não gosta disso. Por isso quer enquadrá-los. Eles são modernos e mercadológicos. Por outro lado, não levam as pessoas a refletirem sobre os problemas do mundo. O padre Rossi nunca fala dos desempregados e da fome. Só convida a dançar. Ele louva as rosas, mas esquece o jardineiro que as rega.
ÉPOCA – Qual seria a melhor forma de atrair quem anda distante da Igreja Católica?
Boff - A melhor forma é aquilo que a Igreja da Libertação faz desde os anos 70. Reunir cristãos pra confrontar a página da Bíblia com a da vida. Uma evangelização ligada ao cotidiano e às culturas locais. Uma coisa no Nordeste, outra na Coreia. Essa visão proselitista é ofensiva à liberdade humana.]
ÉPOCA – Essa tendência de crescimento das outras igrejas se reflete em outros países tradicionalmente católicos. Ela é universal?
Boff - É um fenômeno mundial chamado imigração interna do cristianismo. Muitos cristãos da Europa que estudaram estão migrando de igreja. Não aceitam esse tipo de igreja. O cristianismo na Europa é agônico. A Alemanha, por exemplo, que tem o imposto religioso, o destina para a luta contra a aids. É outra visão. Tanto que a maior religião do mundo já é a mulçumana, que cresce muito na África. É simples. Não tem padre, nem bispo. Atrai muito mais as pessoas.
Média do Enem passa de 501 para 511 pontos
Foto: Governo do Estado do Espírito Santo
Com o resultado, MEC acredita que meta de chegar a 600 pontos pode ser atingida em dez anos e não mais em 15.
A média nacional nas quatro provas objetivas dos alunos que terminaram o ensino médio em 2010 e que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi de 511 pontos, nota acima da registrada em 2009, que marcou 501 pontos.
Se a melhora na média se mantiver semelhante à obtida nos últimos dois anos, será possível antecipar a meta de atingir a média de 600 pontos em dez anos, de acordo com o Ministério da Educação (MEC). A expectativa oficial do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pelo exame, é que ela seja obtida em 15 anos.
O Enem de 2010 avaliou as áreas de conhecimento de ciências da natureza, ciências humanas, códigos e matemática e suas respectivas tecnologias, além de linguagens e redação.
Em 2009, a média da prova objetiva era de 501,58 e a da redação, 585,06. Em 2010, elas passaram a ser de 511,21 e de 596, 25, respectivamente. A comparação entre as provas é possível porque as questões seguem o modelo TRI (teoria de resposta ao item). Segundo esse método, as provas recebem uma quantidade igual de questões de dificuldade semelhantes. As questões são testadas previamente e, quanto mais estudantes acertam uma delas, menor peso ela terá na prova.
A teoria de resposta ao item é um sistema de avaliação utilizado em todo o mundo desde os anos 50. A nota média da redação não pode ser comparada.
Consulta - Escolas, gestores, estudantes, pais e pesquisadores já podem consultar, na página eletrônica do Inep, as médias obtidas pelos participantes do Enem em 2010, por estabelecimento de ensino.
Participação cresce de 45,8% para 56,4%
Em 2010, houve aumento da participação dos estudantes que estão concluindo os cursos nas escolas públicas e particulares, passando de 824 mil em 2009 para 1 milhão em 2010. “Saímos de 45,8% para 56,4%”, afirma o ministro da Educação, Fernando Haddad.
Participaram das provas mais de 3,2 milhões de estudantes, dos quais, 1 milhão de concluintes do ensino médio regular. Os resultados são calculados a partir do desempenho dos alunos concluintes. “Estamos confiantes que o Enem represente para o ensino médio aquilo que a Prova Brasil vem representando para o ensino fundamental. Ou seja, um instrumento que auxilia a organização racional do currículo e que orienta o trabalho dos professores na sala de aula”, avalia Haddad.
SENAES divulga resultado de Chamada Pública
A Secretaria Nacional de Economia Solidária torna público o resultado da Chamada Pública SENAES/MTE nº 02/2011 – Promoção de Ações Integradas de Economia Solidária para o Desenvolvimento Local e Territorial Visando a Superação da Extrema Pobreza, conforme relatório final do Comitê de Avaliação instituído pela Portaria SENAES/MTE nº 101, de 30 de agosto de de 2011 e retificada pela Portaria SENAES/MTE nº 102, de 01 de setembro de 2011.
Região Norte: 04 de um total de 7 Estados
Região Nordeste: 07 de um total de 9 Estados
Região Sudeste: 02 de um total de 4 Estados
Região Centro-Oeste: 03 de um total de 4 Estados
Região Sul: 03 de um total de 3 Estados
Colocação:
1º Minas Gerais - SECRETARIA DE ESTADO DE TRABALHO E EMPREGO - Nota 98
2º Rio Grande do Norte - SECRETARIA DE ESTADO DO TRABALHO, DA HABITAÇÃO E DA
ASSISTÊNCIA SOCIAL-SETHAS - Nota 96
3º Bahia - SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE A POBREZAS - Nota 79,5
4º Pernambuco - SECRETARIA DE TRABALHO, QUALIFICAÇÃO E EMPREENDEDORISMO DE
PERNAMBUCO - Nota 78
5º Mato Grosso do Sul - FUNDAÇÃO DO TRABALHO DE MATO GROSSO DO SUL - Nota 73
6º Paraíba - SECRETARIA DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO HUMANO - Nota 68
7º Santa Catarina - SECRETARIA DE ESTADO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL, TRABALHO E
HABITAÇÃO - Nota 63
8º Ceará - SECRETARIA DO TRABALHO E DESENVOLVIMENTO SOCIAL - Nota 63
9º Rondônia - SECRETARIA DE ESTADO DE AÇÃO SOCIAL - Nota 60
10º Espírito Santo - SECRETARIA DE ESTADO DE ASSISTENCIAL SOCIAL, TRABALHO E
DIREITOS HUMANOS - Nota 59
11º Distrito Federal - SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA DO DISTRITO FEDERAL - Nota 53
12º Alagoas - SECRETARIA DE ESTADO DE EMPREGO, RENDA E RELAÇÕES DE TRABALHO - Nota 51
13º Rio Grande do Sul - SECRETARIA DA ECONOMIA SOLIDARIA E APOIO A MICRO E
PEQUENA EMPRESA - Nota 51
14º Acre - GOVERNO DO ESTADO DO ACRE - Nota 45
15º Piauí - SECRETARIA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL E CIDADANIA - Nota 44
16º Tocantins - SECRETARIA DO TRABALHO E DA ASSISTÊNCIA SOCIAL - Nota 43
17º Amazonas - SECRETARIA DE ESTADO DE ARTICULAÇÃO DE POLITICAS PUBLICAS AOS MOVIMENTOS SOCIAIS E POPULARES - SEARP - Nota 41
18º Mato Grosso - MATO GROSSO GOVERNO DO ESTADO - Nota 32
19º Paraná - SECRETARIA DE ESTADO DO TRABALHO, EMPREGO E ECONOMIA
SOLIDARIA - SETS - Nota 28
Amazonas realizou a 4ª Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional
A 4ª Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional do Amazonas começou na noite da última quinta-feira (8). A solenidade de abertura do encontro contou com a participação do conselheiro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Pedro Kitoko, do representante da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), Arnoldo Campos, e da representante da Secretaria Geral da Presidência da República, Vera Lúcia Barreto.
A apresentação de abertura foi realizada por Pedro Kitoko, que falou sobre o tema da conferência, “Alimentação Adequada e Saudável: Direito de Todos”. Para o conselheiro, é necessário que a sociedade entenda e celebre esse direito. “Direito não se pede, exigi-se”, disse o conselheiro, que lembrou ainda da conquista da inclusão do direito à alimentação no artigo sexto da Constituição Federal.
O representante da Caisan, Arnoldo Campos, abordou a importância de se cultivar os hábitos e a cultura alimentar típicos de cada região para o fortalecimento da segurança alimentar e nutricional. Ele também acredita que um trabalho de intersetorialidade trará grandes resultados para o estado. “Implantar a Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan) no Amazonas fará com que se cumpram as políticas e o Direito Humano à Alimentação Adequada”, afirmou.
Na ocasião, o presidente do Consea-AM, Marc Storck, celebrou a participação da sociedade na conferência. “Temos hoje uma população com a autoestima diferente, portadora de direitos. E essa é uma oportunidade de se firmar o Plano e o Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional no estado com uma visão regionalizada”, disse Marc Storck.
A Conferência do Amazonas ocorreu no Auditório da Assembleia Legislativa e encerrou-se sábado (10), com a eleição de delegados e delegadas para a Conferência Nacional.
Seguro Várzea é justo e necessário na Região Norte
Por Thomaz Meirelles
No último sábado, nas dependências da Assembleia Legislativa, encerrou a 4ª Conferência Estadual de Segurança Alimentar. Pela extrema importância do assunto, penso que o evento poderia ter sido mais prestigiado por todas as classes. Contudo, várias propostas foram discutidas e sugeridas para melhorar a SAN em nosso estado. Dessa forma, não poderia deixar de resgatar e defender a implantação do SEGURO VÁRZEA para os produtores que perdem a produção agrícola nas grandes enchentes. Volto a socializar, abaixo, artigo de minha responsabilidade publicado no Jornal do Comércio, em junho passado.
Seguro Várzea é justo e necessário na Região Norte
Em janeiro passado, atendendo pedido do colega de trabalho, Eduardo Soares, assessor do diretor Silvio Porto (Diretor de Política Agrícola e Informações da Conab), apresentei algumas sugestões que foram levadas ao governo da presidenta Dilma Roussef (equipe do MDS) e que tinham como foco a população pobre da área rural da Região Norte. Entre os assuntos sugeridos destaco, neste momento, a justa e necessária implementação do seguro várzea exclusivamente para os agricultores familiares que tiverem as áreas agricultáveis alagadas pelas grandes enchentes. De acordo com informações recebidas do Eduardo Soares, que participou das reuniões com o MDS, fiquei sabendo que a idéia foi bem recebida pela equipe de governo, mas que não foi, até a presente data, incorporada ao plano de combate a extrema pobreza no Brasil, mas tenho a firme convicção que, num futuro próximo, fará parte das ações de governo da presidenta Dilma.
Quando aplicar o Seguro Várzea
No Amazonas, e em outros estados do Norte, temos áreas de terra firme (que não são alagadas nas cheias dos rios) e de várzea (áreas alagadas nas grandes enchentes). Em determinados anos, quando a cheia atinge grandes proporções, vários ribeirinhos que vivem em terras de várzea perdem a produção e ficam sem poder cultivar durante 4/6 meses, ou seja, ficam sem renda, sem alimento. Hoje, já temos o seguro-defeso que contempla os pescadores artesanais em decorrência da proibição da pesca de algumas espécies de peixe. Pergunto: E os ribeirinhos que não estão inseridos no seguro-defeso, mas que são agricultores e não podem plantar em função das terras alagadas. Qual o amparo que recebem? Pelo que sei, recebem apenas cestas de alimentos da Defesa Civil (Estadual ou Federal), cuja operação de entrega é complexa e nem sempre chega no momento certo. A proposta seria implementar o seguro várzea para os ribeirinhos que ficam impedidos de cultivar alimentos, por um período de 4/6 meses, em decorrência das grandes enchentes. Entendo que, no lugar das cestas de alimentos, o governo federal pagaria um salário mínimo durante esses meses. Seria mais eficiente e justo.
O Nordeste questionou, mas já tem o Garantia-Safra
Fiquei sabendo que, nas reuniões com o MDS, o Nordeste questionou o “seguro várzea” passando a reivindicar, também, o “seguro seca”. Entendo e respeito todos os pleitos, mas, na condição de caboclo do Norte, sou obrigado a lembrar da existência do Garantia-Safra, que é uma ação do Pronaf voltada para os agricultores e as agricultoras familiares localizados na região Nordeste do país, na área norte do Estado de Minas Gerais, Vale do Mucuri, Vale do Jequitinhonha e na área norte do Estado do Espírito Santo que sofrem perda de safra por motivo de seca ou excesso de chuvas. Os agricultores que aderirem ao GS nos municípios em que forem detectadas perdas de, pelo menos, 50% da produção de algodão, arroz, feijão, mandioca, milho ou outras atividades agrícolas de convivência com o Semiárido, receberão a indenização prevista pelo Garantia-Safra diretamente do governo federal, em até seis parcelas mensais, por meio de cartões eletrônicos disponibilizados pela Caixa Econômica Federal. O Nordeste já possui o amparo do Garantia-Safra. E a Região Norte?
Entidades lançam Campanha "Agrotóxico MATA" no Amazonas
Dia 16 de setembro, no auditório da Assembleia Legislativa, acontece o Lançamento da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, enfatizando que "cada brasileiro consome em média 5,2 litros de agrotóxicos por ano". Além disso, faz uma reflexão: até quando vamos engolir veneno? Durante o evento, além de debates e depoimentos de vítimas do uso e consumo, será apresentado o filme "O Veneno está na Mesa" de autoria de Silvio Tendler denunciando os malefícios dos agrotóxicos e mostra a viabilidade da produção de alimentos saudáveis por meio da agroecologia. No Amazonas, o tema vem sendo debatido e coordenado pela CPOrg, SINPAF, APOAM e o Fórum Permanente de Agroecologia no Amazonas.
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