ENTREVISTA COM LEONARDO BOFF - OS CATÓLICOS DIVORCIARAM DO MUNDO E OS EVANGÉLICOS UTILIZARAM OS INTRUMENTOS DO MERCADO


O teólogo Leonardo Boff é um dos maiores críticos brasileiros ao comportamento recente da Igreja Católica. Expoente da Teologia da Libertação, foi expulso da Igreja nos anos 80, por criticar sistematicamente a hierarquia da religião. Doutor em Filosofia e Teologia pela Universidade de Munique, Boff falou a ÉPOCA sobre os principais motivos da grande perda de fiéis da Igreja Católica para as evangélicas e pentecostais no Brasil e fez críticas ao movimento carismático, comandado pelos padres Marcelo Rossi e Fábio de Melo. “Eles são animadores de auditório. Isso não leva ninguém à transformação. É um Lexotan”.


ÉPOCA – O Papa Bento XVI reconheceu, no último dia 10, a enorme perda de fiéis da Igreja Católica no Brasil e a rápida expansão das evangélicas e pentecostais. A que se deve isso?

Leonardo Boff - São três causas. Primeiro, a Igreja não consegue ter padres suficientes pra atender fiéis, por causa do celibato. São 17 mil, e teriam de ser uns 120 mil. As pentecostais ocupam esse vazio. Elas vão ao encontro das demandas do povo. O povo não é dogmático, vai pro centro espírita, vai pra macumba… Em segundo lugar, a grande desmoralização que a igreja sofreu com os padres pedófilos. É a maior crise desde a Reforma Protestante. É uma crise grave, porque se desmoralizou e perdeu o conteúdo ético. A maneira como o Vaticano se comportou foi desastrosa. Tentou encobrir e depois disse que era um complô internacional. Só quando começaram a aparecer muitos casos que o papa disse que tinha que punir. Mas, mesmo assim, não mostrou solidariedade com as vítimas e nem como mudar isso. Só pensa na Igreja. Em terceiro lugar, o fato de a Igreja ter uma visão muito abstrata da realidade. Uma linguagem que o povo não entende direito.

ÉPOCA – O senhor acredita que nas últimas décadas houve um retrocesso na modernização da Igreja Católica?

Boff - João Paulo II e Bento XVI abortaram as inovações de João Paulo I e afastaram a Igreja do mundo. A Igreja não tem dialogo com as outras igrejas. Falta uma reconciliação com o mundo moderno. Desde o século XVI que a Igreja vive em briga com ele. A igreja se abriu a isso e João Paulo II, com sua visão medieval, abortou tudo isso. A Igreja não tem mais poder político. Só tem poder moral. Reforçou a estrutura hierárquica tradicional. Marginaliza mulheres, e os fiéis têm a representatividade de garis. A igreja dos anos 60 aos 80, quando surgiram a Teologia da Libertação e os movimentos de base, foi abortada. Isso tornou a igreja antipática.

ÉPOCA – O que os católicos encontram nas outras igrejas que não encontram na Católica?

Boff - O povo quer uma mensagem compreensível e simples. As evangélicas utilizam os instrumentos do mercado e são muito calcadas em cima da prosperidade. Há uma grande manipulação das expectativas e do sentimento religioso do povo. Mas, ao mesmo tempo, elas são formas de ordenar a sociedade. Muitas famílias que viviam nas drogas e na bebedeira se estruturaram, se inseriram na sociedade. Fator de ordem..


ÉPOCA – Bento XVI disse que os padres não estão evangelizando suficientemente os fiéis e que as pessoas se tornam influenciáveis e com uma fé frágil. O senhor concorda?

Boff - O problema não é evangelizar. É a maneira como se faz. O catecismo e outros símbolos imutáveis são engessados, não falam no fundo das pessoas. É um cristianismo fúnebre. O padre Marcelo Rossi está imitando as pentecostais. Há um vazio de evangelização, é a relação pessoa e Deus. É melhor escutar o padre Rossi do que escutar a Xuxa, mas é a mesma coisa. Eles são animadores de auditório. Isso não leva ninguém à transformação. É um Lexotan. Depois volta a lógica dura da vida. É uma evangelização desgarrada da vida concreta.

ÉPOCA – O papa já se mostrou não ser muito favorável aos líderes mais carismáticos, como Marcelo Rossi e Fábio de Melo. Isso não complica as coisas?

Boff - O Vaticano e os bispos não gostam de ter sombra ao lado deles. E Roma não gosta disso. Por isso quer enquadrá-los. Eles são modernos e mercadológicos. Por outro lado, não levam as pessoas a refletirem sobre os problemas do mundo. O padre Rossi nunca fala dos desempregados e da fome. Só convida a dançar. Ele louva as rosas, mas esquece o jardineiro que as rega.

ÉPOCA – Qual seria a melhor forma de atrair quem anda distante da Igreja Católica?

Boff - A melhor forma é aquilo que a Igreja da Libertação faz desde os anos 70. Reunir cristãos pra confrontar a página da Bíblia com a da vida. Uma evangelização ligada ao cotidiano e às culturas locais. Uma coisa no Nordeste, outra na Coreia. Essa visão proselitista é ofensiva à liberdade humana.]

ÉPOCA – Essa tendência de crescimento das outras igrejas se reflete em outros países tradicionalmente católicos. Ela é universal?

Boff - É um fenômeno mundial chamado imigração interna do cristianismo. Muitos cristãos da Europa que estudaram estão migrando de igreja. Não aceitam esse tipo de igreja. O cristianismo na Europa é agônico. A Alemanha, por exemplo, que tem o imposto religioso, o destina para a luta contra a aids. É outra visão. Tanto que a maior religião do mundo já é a mulçumana, que cresce muito na África. É simples. Não tem padre, nem bispo. Atrai muito mais as pessoas.

Fonte: Revista Época

Média do Enem passa de 501 para 511 pontos


Foto: Governo do Estado do Espírito Santo

Com o resultado, MEC acredita que meta de chegar a 600 pontos pode ser atingida em dez anos e não mais em 15. 

A média nacional nas quatro provas objetivas dos alunos que terminaram o ensino médio em 2010 e que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi de 511 pontos, nota acima da registrada em 2009, que marcou 501 pontos.

Se a melhora na média se mantiver semelhante à obtida nos últimos dois anos, será possível antecipar a meta de atingir a média de 600 pontos em dez anos, de acordo com o Ministério da Educação (MEC). A expectativa oficial do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pelo exame, é que ela seja obtida em 15 anos. 

O Enem de 2010 avaliou as áreas de conhecimento de ciências da natureza, ciências humanas, códigos e matemática e suas respectivas tecnologias, além de linguagens e redação. 

Em 2009, a média da prova objetiva era de 501,58 e a da redação, 585,06. Em 2010, elas passaram a ser de 511,21 e de 596, 25, respectivamente. A comparação entre as provas é possível porque as questões seguem o modelo TRI (teoria de resposta ao item). Segundo esse método, as provas recebem uma quantidade igual de questões de dificuldade semelhantes. As questões são testadas previamente e, quanto mais estudantes acertam uma delas, menor peso ela terá na prova.

A teoria de resposta ao item é um sistema de avaliação utilizado em todo o mundo desde os anos 50. A nota média da redação não pode ser comparada.

Consulta - Escolas, gestores, estudantes, pais e pesquisadores já podem consultar, na página eletrônica do Inep, as médias obtidas pelos participantes do Enem em 2010, por estabelecimento de ensino. 

Participação cresce de 45,8% para 56,4%

Em 2010, houve aumento da participação dos estudantes que estão concluindo os cursos nas escolas públicas e particulares, passando de 824 mil em 2009 para 1 milhão em 2010. “Saímos de 45,8% para 56,4%”, afirma o ministro da Educação, Fernando Haddad.

Participaram das provas mais de 3,2 milhões de estudantes, dos quais, 1 milhão de concluintes do ensino médio regular. Os resultados são calculados a partir do desempenho dos alunos concluintes. “Estamos confiantes que o Enem represente para o ensino médio aquilo que a Prova Brasil vem representando para o ensino fundamental. Ou seja, um instrumento que auxilia a organização racional do currículo e que orienta o trabalho dos professores na sala de aula”, avalia Haddad.

SENAES divulga resultado de Chamada Pública

A Secretaria Nacional de Economia Solidária torna público o resultado da Chamada Pública SENAES/MTE nº 02/2011 – Promoção de Ações Integradas de Economia Solidária para o Desenvolvimento Local e Territorial Visando a Superação da Extrema Pobreza, conforme relatório final do Comitê de Avaliação instituído pela Portaria SENAES/MTE nº 101, de 30 de agosto de de 2011 e retificada pela Portaria SENAES/MTE nº 102, de 01 de setembro de 2011.

Região Norte: 04 de um total de 7 Estados
Região Nordeste: 07 de um total de 9 Estados
Região Sudeste: 02 de um total de 4 Estados
Região Centro-Oeste: 03 de um total de 4 Estados
Região Sul: 03 de um total de 3 Estados

Colocação:

1º Minas Gerais - SECRETARIA DE ESTADO DE TRABALHO E EMPREGO - Nota 98

2º Rio Grande do Norte - SECRETARIA DE ESTADO DO TRABALHO, DA HABITAÇÃO E DA
ASSISTÊNCIA SOCIAL-SETHAS - Nota 96

3º Bahia - SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE A POBREZAS - Nota 79,5

4º Pernambuco - SECRETARIA DE TRABALHO, QUALIFICAÇÃO E EMPREENDEDORISMO DE
PERNAMBUCO - Nota 78

5º Mato Grosso do Sul - FUNDAÇÃO DO TRABALHO DE MATO GROSSO DO SUL - Nota 73

6º Paraíba - SECRETARIA DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO HUMANO - Nota 68

7º Santa Catarina - SECRETARIA DE ESTADO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL, TRABALHO E
HABITAÇÃO - Nota 63

8º Ceará - SECRETARIA DO TRABALHO E DESENVOLVIMENTO SOCIAL - Nota 63

9º Rondônia - SECRETARIA DE ESTADO DE AÇÃO SOCIAL - Nota 60

10º Espírito Santo - SECRETARIA DE ESTADO DE ASSISTENCIAL SOCIAL, TRABALHO E
DIREITOS HUMANOS - Nota 59

11º Distrito Federal - SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA DO DISTRITO FEDERAL - Nota 53

12º Alagoas - SECRETARIA DE ESTADO DE EMPREGO, RENDA E RELAÇÕES DE TRABALHO - Nota 51

13º Rio Grande do Sul - SECRETARIA DA ECONOMIA SOLIDARIA E APOIO A MICRO E
PEQUENA EMPRESA - Nota 51

14º Acre - GOVERNO DO ESTADO DO ACRE - Nota 45

15º Piauí - SECRETARIA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL E CIDADANIA - Nota 44

16º Tocantins - SECRETARIA DO TRABALHO E DA ASSISTÊNCIA SOCIAL - Nota 43

17º Amazonas - SECRETARIA DE ESTADO DE ARTICULAÇÃO DE POLITICAS PUBLICAS AOS MOVIMENTOS SOCIAIS E POPULARES - SEARP - Nota 41

18º Mato Grosso - MATO GROSSO GOVERNO DO ESTADO - Nota 32

19º Paraná - SECRETARIA DE ESTADO DO TRABALHO, EMPREGO E ECONOMIA
SOLIDARIA - SETS - Nota 28

Amazonas realizou a 4ª Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional


A 4ª Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional do Amazonas começou na noite da última quinta-feira (8). A solenidade de abertura do encontro contou com a participação do conselheiro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Pedro Kitoko, do representante da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), Arnoldo Campos, e da representante da Secretaria Geral da Presidência da República, Vera Lúcia Barreto.

A apresentação de abertura foi realizada por Pedro Kitoko, que falou sobre o tema da conferência, “Alimentação Adequada e Saudável: Direito de Todos”. Para o conselheiro, é necessário que a sociedade entenda e celebre esse direito. “Direito não se pede, exigi-se”, disse o conselheiro, que lembrou ainda da conquista da inclusão do direito à alimentação no artigo sexto da Constituição Federal.

O representante da Caisan, Arnoldo Campos, abordou a importância de se cultivar os hábitos e a cultura alimentar típicos de cada região para o fortalecimento da segurança alimentar e nutricional. Ele também acredita que um trabalho de intersetorialidade trará grandes resultados para o estado. “Implantar a Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan) no Amazonas fará com que se cumpram as políticas e o Direito Humano à Alimentação Adequada”, afirmou.

Na ocasião, o presidente do Consea-AM, Marc Storck, celebrou a participação da sociedade na conferência. “Temos hoje uma população com a autoestima diferente, portadora de direitos. E essa é uma oportunidade de se firmar o Plano e o Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional no estado com uma visão regionalizada”, disse Marc Storck.

A Conferência do Amazonas ocorreu no Auditório da Assembleia Legislativa e encerrou-se sábado (10), com a eleição de delegados e delegadas para a Conferência Nacional.

Seguro Várzea é justo e necessário na Região Norte


Por Thomaz Meirelles 

No último sábado, nas dependências da Assembleia Legislativa, encerrou a 4ª Conferência Estadual de Segurança Alimentar. Pela extrema importância do assunto, penso que o evento poderia ter sido mais prestigiado por todas as classes. Contudo, várias propostas foram discutidas e sugeridas para melhorar a SAN em nosso estado. Dessa forma, não poderia deixar de resgatar e defender a implantação do SEGURO VÁRZEA para os produtores que perdem a produção agrícola nas grandes enchentes. Volto a socializar, abaixo, artigo de minha responsabilidade publicado no Jornal do Comércio, em junho passado.


Seguro Várzea é justo e necessário na Região Norte

Em janeiro passado, atendendo pedido do colega de trabalho, Eduardo Soares, assessor do diretor Silvio Porto (Diretor de Política Agrícola e Informações da Conab), apresentei algumas sugestões que foram levadas ao governo da presidenta Dilma Roussef (equipe do MDS) e que tinham como foco a população pobre da área rural da Região Norte. Entre os assuntos sugeridos destaco, neste momento, a justa e necessária implementação do seguro várzea exclusivamente para os agricultores familiares que tiverem as áreas agricultáveis alagadas pelas grandes enchentes. De acordo com informações recebidas do Eduardo Soares, que participou das reuniões com o MDS, fiquei sabendo que a idéia foi bem recebida pela equipe de governo, mas que não foi, até a presente data, incorporada ao plano de combate a extrema pobreza no Brasil, mas tenho a firme convicção que, num futuro próximo, fará parte das ações de governo da presidenta Dilma.


Quando aplicar o Seguro Várzea

No Amazonas, e em outros estados do Norte, temos áreas de terra firme (que não são alagadas nas cheias dos rios) e de várzea (áreas alagadas nas grandes enchentes). Em determinados anos, quando a cheia atinge grandes proporções, vários ribeirinhos que vivem em terras de várzea perdem a produção e ficam sem poder cultivar durante 4/6 meses, ou seja, ficam sem renda, sem alimento. Hoje, já temos o seguro-defeso que contempla os pescadores artesanais em decorrência da proibição da pesca de algumas espécies de peixe. Pergunto: E os ribeirinhos que não estão inseridos no seguro-defeso, mas que são agricultores e não podem plantar em função das terras alagadas. Qual o amparo que recebem? Pelo que sei, recebem apenas cestas de alimentos da Defesa Civil (Estadual ou Federal), cuja operação de entrega é complexa e nem sempre chega no momento certo. A proposta seria implementar o seguro várzea para os ribeirinhos que ficam impedidos de cultivar alimentos, por um período de 4/6 meses, em decorrência das grandes enchentes. Entendo que, no lugar das cestas de alimentos, o governo federal pagaria um salário mínimo durante esses meses. Seria mais eficiente e justo.

O Nordeste questionou, mas já tem o Garantia-Safra

Fiquei sabendo que, nas reuniões com o MDS, o Nordeste questionou o “seguro várzea” passando a reivindicar, também, o “seguro seca”. Entendo e respeito todos os pleitos, mas, na condição de caboclo do Norte, sou obrigado a lembrar da existência do Garantia-Safra, que é uma ação do Pronaf voltada para os agricultores e as agricultoras familiares localizados na região Nordeste do país, na área norte do Estado de Minas Gerais, Vale do Mucuri, Vale do Jequitinhonha e na área norte do Estado do Espírito Santo que sofrem perda de safra por motivo de seca ou excesso de chuvas. Os agricultores que aderirem ao GS nos municípios em que forem detectadas perdas de, pelo menos, 50% da produção de algodão, arroz, feijão, mandioca, milho ou outras atividades agrícolas de convivência com o Semiárido, receberão a indenização prevista pelo Garantia-Safra diretamente do governo federal, em até seis parcelas mensais, por meio de cartões eletrônicos disponibilizados pela Caixa Econômica Federal. O Nordeste já possui o amparo do Garantia-Safra. E a Região Norte?

Entidades lançam Campanha "Agrotóxico MATA" no Amazonas

Dia 16 de setembro, no auditório da Assembleia Legislativa, acontece o Lançamento da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, enfatizando que "cada brasileiro consome em média 5,2 litros de agrotóxicos por ano". Além disso, faz uma reflexão: até quando vamos engolir veneno? Durante o evento, além de debates e depoimentos de vítimas do uso e consumo, será apresentado o filme "O Veneno está na Mesa" de autoria de Silvio Tendler denunciando os malefícios dos agrotóxicos e mostra a viabilidade da produção de alimentos saudáveis por meio da agroecologia. No Amazonas, o tema vem sendo debatido e coordenado pela CPOrg, SINPAF, APOAM e o Fórum Permanente de Agroecologia no Amazonas.

Programação do Tacacá na Bossa do mês de setembro


Defronte ao Tacacá da Gisela,
no Largo de São Sebastião - Teatro Amazonas – Manaus

Dia

Hora

Apresentação

21
quarta –
feira
18 às 19h
Ketlen Nascimento
2o. lugar Festival 2010
22
Quinta - feira
18 às 19h
Nícolas Júnior
3o. lugar no Festival 2010
23
Sexta - feira
18 às 19h
Salomão Rossy
1o. lugar Festival 2010
25
Domingo
18 às 18h50
Serginho Queiroz
2o. lugar Festival 2010

Fazendeiros destroem aldeia e expulsam indígenas Guarani-Kaiowá em MS

Fazendeiros da região de Iguatemi, em Mato Grosso do Sul, atacaram violentamente mais de 125 famílias de indígenas Guarani-Kaiowá, que haviam retomado suas terras tradicionais no último dia 9 de agosto e estabelecido no local a aldeia Pyelito Kue /Mbarakay. A notícia é da APIB – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil.
Desde a ocupação da região os indígenas têm sido vítimas de terror constante por parte dos empregados das fazendas, que durante a noite circundavam as barracas e atiravam para o alto além de ameaçarem as pessoas, inclusive idosos e crianças. No último dia 23 de agosto houve um confronto e os indígenas foram atacados pela primeira vez resultando em diversos líderes feridos, sendo que os indígenas Silvio Benites, Luiz Velario, Ramão Fernandes e o idosoArturo Fernandes, de 78 anos, ficaram gravemente feridos.

Na noite desta segunda-feira, dia 5, os fazendeiros, fortemente armados, voltaram novamente ao local e expulsaram com extrema violência, aqueles que ainda resistiam destruindo todas as barracas e expulsando os indígenas para a margem de um rio próximo a uma estrada da região. Cerca de 50 lideranças continuam no local sob risco de serem novamente agredidas.

Os Guarani-Kaiowá entraram em contato com a coordenação da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), responsável pela área, mas tiveram resposta de que a instituição não dispunha de carro e combustível para irem ao local prestar assistência aos índios, que além das agressões sofrem com a falta de alimentos e assistência médica.

Os indígenas também procuraram o procurador da República, Marco Antonio Delfino, o qual afirmou que solicitaria apoio da polícia para impedir os ataques dos fazendeiros.

A Aty Guassu, a Articulação dos Povos indígenas do Brasil (APIB) e demais organizações indígenas estão monitorando a situação e exigem providências urgentes da FUNAI, Ministério Pública e outras autoridades responsáveis, para que mais uma tragédia não se repita em Mato Grosso do Sul.

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18

Com excesso de chuvas, Santa Catarina tem 14 cidades em emergência e mais de 480 mil pessoas afetadas

A chuva que castiga Santa Catarina desde a última terça-feira (6) já afeta mais de 489 mil pessoas em ao menos 59 cidades do Estado até a noite desta quinta-feira (8). Os números aumentaram substancialmente ao longo do dia de hoje, segundo os boletins divulgados pela Defesa Civil estadual.

Quatorze cidades decretaram oficialmente situação de emergência. São elas: Angelina, Caçador, Ituporanga, José Boiteux, Leoberto Leal, Pouso Redondo, Rio das Antas, Rio dos Cedros, Tijucas, Witmarsum, Navegantes, Brusque, Bocaina do Sul e Correia Pinto. De acordo com o relatório, mais de 18 mil pessoas estão desalojadas (na casa de parentes ou amigos) e mais de 1.300, desabrigadas (em abrigo público). Não há registro de mortos.

O acumulado de chuva em 72 horas no Estado já passa de 100mm na maioria dos municípios, segundo o Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Ciran). O valor está próximo do esperado para o mês inteiro.

A principal região atingida é o Vale do Itajaí, com mais de 400 mil pessoas afetadas. A região foi a mais afetada pela tragédia climática ocorrida em novembro de 2008 –quando 135 pessoas morreram devido às fortes chuvas. No município de Itajaí, a Defesa Civil alertou a população para os estragos, que poderão ser maiores que os registrados em 2008.

Cidades atingidas
O primeiro município a decretar situação de emergência no Estado foi o de Rio dos Cedros, que tem mais de 10 mil pessoas afetadas. As regiões norte e a Grande Florianópolis também registraram ocorrências em alguns dos municípios.

Blumenau, a cidade mais atingida –com 280 mil moradores afetados–, deve decretar emergência em breve. Os hospitais atendem apenas casos de urgência; os postos de saúde estão fechados devido às enchentes. “Viemos levantar as informações e ver como está a cidade. A situação realmente é negativa e o Estado vai dispor toda a sua estrutura para ajudar tanto Blumenau como as outras cidades”, disse o governador Raimundo Colombo (DEM) em visita à cidade hoje.

O governador também esteve em Rio do Sul, onde o prefeito Milton Hobbus quer decretar estado de calamidade pública pelas inundações e deslizamentos de terra. A expectativa é que o rio Itajaí-Açu chegue ao nível de até 12 metros, causando problemas em vários bairros da cidade.

“O nível do rio Itajaí-Açu obrigou 15 mil moradores a se deslocarem para casa de familiares ou amigos e 41 pessoas estão desabrigadas. A previsão é de que o rio chegue a 14 metros às 5h da manhã de sexta-feira (9)”, afirma a Defesa Civil em nota.

A barragem de Ituporanga transbordou na manhã desta quinta-feira (8). O rio Itajaí-Açu, que corta vários municípios na região, já ultrapassa o limite de emergência.

No Morro do Baú, em Ilhota, uma das áreas com mais risco de deslizamentos, existem acessos prejudicados. As aulas foram suspensas na cidade, assim como em Santo Amaro da Imperatriz, na região da Grande Florianópolis.

Na capital Florianópolis, 426 pessoas estão desalojadas e 118 residências foram danificadas. A cidade é atingida por enxurradas e tem os sistemas de água e energia com problemas em alguns bairros. No bairro Rio Vermelho, uma operação foi montada para drenar a grande quantidade de água que atingiu aproximadamente 200 residências.
Estradas

Por causa das chuvas, que provocaram deslizamentos de terra, várias rodovias estaduais e federais tiveram trechos totalmente interditados, entre elas a BR-470. No quilômetro 114 há risco iminente de queda de barreira, com precipitação atingindo o acostamento.

Mera coincidência!

Por: Frederico A. Passos 

Eles conseguiram? Sim, caros leitores e únicos amigos, os EUA, a OTAN e a dita oposição ao Governo líbio estão dizendo que derrubaram o seu governante, o ditador Muammar Kaddafi! Foram quase sete meses de conflito, com milhões de dólares empregados para derrubar o líder de um dos principais países exportadores de petróleo, localizado na África. Justamente a África, berço de tantos regimes ditatoriais. Mas, que será do povo líbio? 

No final do mês de agosto, sabendo da possível vitória dos opositores, o Presidente dos EUA, Barack Obama, disse que “ajudaria o novo governo”, enviando os bilhões de dólares do Governo líbio congelados pelo Governo americano. É, caros leitores e únicos amigos, o governo do ditador Kaddafi tinha negócios com os americanos, com os franceses, com os ingleses e com os... Agora, os americanos irão usar o dinheiro do Governo líbio, que seria para pagar o petróleo importado daquele país pelos EUA, para “implantarem a democracia na Líbia”. Deve custar muito caro implantar uma democracia pelo mundo! Qual será o próximo país a receber tais benesses dos americanos?

Talvez, a Síria. O chamado modus operandi é o mesmo. Primeiro, eles satanizam o governo e seu governante. Em seguida, criam uma liderança de oposição, geralmente no exílio. Depois, colocam as grandes redes de comunicação para fazer o trabalho sujo: clamor nas ruas, falta de democracia, fome, perseguições, assassinatos de opositores, blá, blá, blá ... E depois? Depois levam o caso ao Conselho de Segurança da ONU, que, às vezes, permite intervenções, geralmente conduzidas pelos EUA. Mas, no caso líbio, os EUA ficaram distantes, deixaram a cargo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) o trabalho de “asfaltar” o caminho dos opositores, bombardeando “alvos militares” na Líbia.

Não foi isso que ocorreu com o Afeganistão, em 2001, quando os EUA derrubaram o regime dos talibãs, que antes haviam contribuído com os americanos na expulsão dos russos de seu território? E como está o Afeganistão hoje? Os afegãos estão muito bem, obrigado! As mulheres não usam mais a burca. Os homens podem tirar a barba. Existem shoppings sendo construídos em todos os lugares. O maior produto de exportação do país, o ópio, é legalizado. Não ocorrem atentados terroristas no País há pelo menos uma década. O biquíni e o topless foram liberados. E os talibãs? Desapareceram! São agora adeptos da não violência ativa. 

Também não foi a mesma coisa que ocorreu no Iraque, em março de 2003? Os EUA não assassinaram seu antigo aliado, o ditador Saddam Hussein? Depois, as companhias petrolíferas americanas não tomaram de assalto os poços de petróleo iraquianos porque os opositores não saberiam administrar tamanho tesouro negro? E o que mais aconteceu? O Iraque, hoje, é um país livre, democrático, com eleições periódicas, voto secreto, direto e universal. Lá também estão sendo construídos shoppings. O povo pode ir à feira, passear nas praças e caminhar nas ruas sem temor. Os críticos irão perguntar: e os atentados terroristas? Sim, ainda ocorrem alguns atentadozinhos, mas sem causar mal nenhum. As explosões são semelhantes às das bombas que jogamos, aqui no Brasil, nas noites de São João! São benéficas!

Agora, duvido que os EUA ocupem outros países do continente africano, que sofrem igualmente com ditaduras sanguinárias, como no Sudão, Uganda, Quênia, Zâmbia etc. Não, eles não fariam isso! Afinal, tais países são produtores de marfim, banana, milho, abóbora. Inclusive, existe um que é o maior exportador de maxixe e quiabo! Quem vai se importar com tais países? Só a Angelina Jolie, o Brad Pitt, o Bono Vox, a Cruz Vermelha... 

Um conselho: EUA, por favor, invadam Israel e libertem a Palestina! Aí sim, o ato não será mera coincidência!

Conheça a primeira promotora de justiça quilombola do Brasil.

Karoline Bezerra Maia, natural do Maranhão, fez história ao se tornar a primeira promotora de Justiça quilombola do Brasil. Karoline é origi...