Sublegenda tucana, o PV alinhado ao serrismo

O serrismo divulga com certo alarde o fato de o PV ser o 1º partido a aderir formalmente à campanha de José Serra à Prefeitura de São Paulo este ano. É a 4ª vez que José se candidata ao cargo e, na única em que ganhou (2004), renunciou antes de cumprir a metade do mandato, apesar de ter registrado documento em cartório prometendo que não o faria.

O anúncio ocorrerá quando o PV, por seus presidentes municipal, Carlos Camacho, e nacional, José Luís Penna, apresentarem documento assinado pela bancada de vereadores e dirigentes da sigla formalizando o apoio. A "atração fatal" foi apadrinhada pelo prefeito paulistano Gilberto Kassab (ex-DEM-PSDB, agora PSD), cuja base na Câmara o PV já integra.

Em troca do apoio o PV apresentou um nome como opção de vice na chapa de José, o do secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente da capital, Eduardo Jorge. Ele está entre os indicados por Kassab para a vice na chapa de José, mas suas chances de emplacar estão na razão direta da continuidade da briga entre DEM e PSD pela indicação deste vice.

Até aí, nenhuma novidade. O PV é há muito - ou sempre foi - uma sublegenda tucana e kassabista em São Paulo, sem vida própria. Como o PPS. Ambos serristas de quatro costados. Em São Paulo, é modo de dizer.

O PV já apoia tudo quanto é governo estadual e municipal de grande cidade. Hay governo ele é a favor. Desde sempre. Nem a ex-senadora presidenciável Marina Silva e seu grupo político, quando passaram por lá, conseguiram conter a vocação adesista do PV e desalojá-lo dos governos.

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