Estão definidos os nomes dos sete integrantes que vão tocar os trabalhos da Comissão da Verdade. Eles foram anunciados nesta quinta-feira, após terem aceito convites feito pessoalmente pela presidenta Dilma Rousseff para compor a Comissão. Com posse marcada para o próximo dia 16, eles terão como missão trazer à luz a verdade sobre os casos de violações de direitos humanos ocorridos em nosso país durante a ditadura militar.
Integram a Comissão juristas, advogados, intelectuais e ex-ministros: Cláudio Fonteles, ex-procurador-geral da República (2003-2005); Gilson Dipp, ministro do Supremo Tribunal de Justiça (STJ); José Carlos Dias, conselheiro da Comissão de Justiça e Paz de São Paulo e ex-ministro da Justiça do governo FHC; José Paulo Cavalcante Filho, ex-ministro interino da Justiça e ex-secretário-geral do ministério da Justiça no governo José Sarney; Maria Rita Kehl, psicanalista e ex-editora do jornal Movimento; Paulo Sérgio Pinheiro, relator da Infância da Comissão Interamericana de Direitos Humanos e ex-secretário especial de Direitos Humanos no governo FHC; e Rosa Maria Cardoso da Cunha, advogada criminalista, especialista em defesa de crimes políticos. (Saiba mais sobre os indicados)
Empossada, a Comissão da Verdade pode começar a trabalhar imediatamente. E já há um bom material à disposição. Além de muitas matérias em jornais e revistas, livros e depoimentos que vieram à luz ao longo de todos estes anos, na semana passada os jornalistas Rogério Medeiros e Marcelo Netto lançaram o livro "Memórias de uma Guerra Suja" que traz o depoimento do ex-delegado de polícia Cláudio Guerra, responsável por vários assassinatos cometidos enquanto integrava a polícia política durante a ditadura militar.
Livro é importante subsídio na luta pela verdade
Em seu artigo, "Considerações preliminares sobre o ´livro-bomba´ do ex-delegado Cláudio Guerra, assassino confesso", o jornalista Pedro Pomar conta que após ler a obra, convenceu-se "de que se trata de importantíssimo subsídio para uma investigação acurada de diversos episódios-chave da repressão política levada a cabo pelo regime militar".
Ressalvas feitas quanto à confiabilidade de algumas versões apresentadas por Guerra, Pomar afirma que "parcela substancial das suas narrativas parece crível e merece, no mínimo, uma apuração séria de órgãos como Polícia Federal, Ministério Público Federal, Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos e, finalmente, da Comissão Nacional da Verdade, quando constituída".
Dentre as revelações de maior impacto, segundo o jornalista, está a incineração de onze corpos de militantes de esquerda no forno da usina de açúcar Cambahyba, em Campos (RJ). Leiam o artigo de Pedro Pomar, publicado hoje no blog O Escrevinhador, de Rodrigo Vianna.
Integram a Comissão juristas, advogados, intelectuais e ex-ministros: Cláudio Fonteles, ex-procurador-geral da República (2003-2005); Gilson Dipp, ministro do Supremo Tribunal de Justiça (STJ); José Carlos Dias, conselheiro da Comissão de Justiça e Paz de São Paulo e ex-ministro da Justiça do governo FHC; José Paulo Cavalcante Filho, ex-ministro interino da Justiça e ex-secretário-geral do ministério da Justiça no governo José Sarney; Maria Rita Kehl, psicanalista e ex-editora do jornal Movimento; Paulo Sérgio Pinheiro, relator da Infância da Comissão Interamericana de Direitos Humanos e ex-secretário especial de Direitos Humanos no governo FHC; e Rosa Maria Cardoso da Cunha, advogada criminalista, especialista em defesa de crimes políticos. (Saiba mais sobre os indicados)
Empossada, a Comissão da Verdade pode começar a trabalhar imediatamente. E já há um bom material à disposição. Além de muitas matérias em jornais e revistas, livros e depoimentos que vieram à luz ao longo de todos estes anos, na semana passada os jornalistas Rogério Medeiros e Marcelo Netto lançaram o livro "Memórias de uma Guerra Suja" que traz o depoimento do ex-delegado de polícia Cláudio Guerra, responsável por vários assassinatos cometidos enquanto integrava a polícia política durante a ditadura militar.
Livro é importante subsídio na luta pela verdade
Em seu artigo, "Considerações preliminares sobre o ´livro-bomba´ do ex-delegado Cláudio Guerra, assassino confesso", o jornalista Pedro Pomar conta que após ler a obra, convenceu-se "de que se trata de importantíssimo subsídio para uma investigação acurada de diversos episódios-chave da repressão política levada a cabo pelo regime militar".
Ressalvas feitas quanto à confiabilidade de algumas versões apresentadas por Guerra, Pomar afirma que "parcela substancial das suas narrativas parece crível e merece, no mínimo, uma apuração séria de órgãos como Polícia Federal, Ministério Público Federal, Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos e, finalmente, da Comissão Nacional da Verdade, quando constituída".
Dentre as revelações de maior impacto, segundo o jornalista, está a incineração de onze corpos de militantes de esquerda no forno da usina de açúcar Cambahyba, em Campos (RJ). Leiam o artigo de Pedro Pomar, publicado hoje no blog O Escrevinhador, de Rodrigo Vianna.

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