Pastor é preso por estuprar filha e transmitir HIV.


Um homem de 53 anos, portador de HIV, foi preso suspeito de estuprar a filha de 16 anos de idade. O pai ,que também seria pastor de uma igreja evangélica, abusava da garota desde os 7 anos de idade. O caso aconteceu em Brasília (DF).

De acordo com a Polícia Civil, todas as vezes que a mãe saía para trabalhar, a adolescente era violentada. A garota tinha medo e vergonha de contar o que acontecia, mas há dois meses confessou para uma amiga que incentivou a contar para família o que estava acontecendo.

A mãe levou a adolescente para registrar o caso na polícia, e após exame de corpo de delito foi constatado que ela contraiu o vírus HIV. Ainda segundo a PC, o suspeito já sabia que era portador do vírus há 10 anos, a mãe também adquiriu nesse meio tempo.

O suspeito vai responder por estupro de vulnerável e lesão corporal devido a transmissão de HIV.

‘Fora Temer’ interno gera exonerações no governo.



O presidente em exercício Michel Temer determinou que o processo de exonerações fosse acelerado na última semana após informações de que está sendo chamado de “golpista” dentro de alguns ministérios. Segundo interlocutores do presidente, além de desconfiar de “sabotagem”, Temer considerou “inaceitável” a existência de relatos de que integrantes de algumas pastas usavam salas de reunião oficiais para criticá-lo.

A ordem de Temer foi para que ocupantes de cargos de confiança, acima de DAS 3 (Direção e Assessoramento Superior), sem vínculo, nomeados anteriormente a sua posse, fossem desligados.

Uma das primeiras medidas anunciadas por Temer quando assumiu o poder com o afastamento da presidente Dilma Rousseff foi justamente a previsão de eliminar 4.307 cargos em comissão, funções e gratificações e a transformação de outros 10.462 cargos comissionados de Direção e Assessoramento Superior (DAS) para servidores concursados.

A medida, que tinha como objetivo mostrar austeridade econômica, estava andando a passos lentos, mas, com a ordem de Temer, segundo uma fonte do Ministério do Planejamento, uma “grande fila já está pronta para sair e vai sair rápido”.

Na Casa Civil, comandada por Eliseu Padilha, segundo uma fonte, a estimativa é de que cerca de 100 cargos sejam extintos nos próximos dias. Na última semana foi publicada edição extra do Diário Oficial dando poderes a Padilha para promover mudanças nas pastas.

O desabafo de Dilma Rousseff: “Queria deixar um legado mais positivo para as mulheres”.

Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada (Foto: Bob Wolfenson)

Primeira mulher a ocupar o cargo, recebeu Marie Claire no Palácio da Alvorada para uma entrevista em que admitiu ter cometido erros políticos, inclusive na falta de medidas feministas. Falou também sobre suas maiores dores pessoais: a morte do pai, a tortura, o câncer. Disse que tem dificuldade de chorar em momentos extremos e quer deixar, como contribuição para a história, a força da resistência feminina.


O Brasil será um país diferente no fim deste mês, depois que o Senado decidir se Dilma Rousseff deve, ou não, deixar definitivamente a Presidência da República.

Marie Claire foi a primeira revista feminina a falar com a primeira presidente mulher do Brasil. O ano era 2009 e Dilma, então ministra da Casa Civil do governo Lula, despontava como a provável sucessora do presidente da República. Sua candidatura não tinha sido anunciada e, naquela conversa, ela se apresentou como uma defensora da legalização do aborto, dizia que sentia culpa de sair para trabalhar e deixar a filha, Paula, em casa quando a menina era pequena e se enchia de orgulho ao detalhar sua atuação contra a ditadura militar. Sete anos, dois mandatos presidenciais e um processo de impeachment depois, Marie Claire voltou a falar com a presidente (afastada) da República.

Dilma recebeu nossa equipe no fim do mês de junho, no Palácio da Alvorada. Na garagem, duas bicicletas remetiam à moradora. Ao entrar em uma ampla sala de conferências onde a aguardávamos, a mineira de 68 anos vestia preto, meias finas, sapato de salto baixo, trazia um olho grego no pulso esquerdo, bijuterias douradas, e agiu como de hábito.

Foi dura com um funcionário que interrompeu a entrevista. “Presidenta, ganhamos em Porto Alegre”, disse ele na porta da sala, com relação à medida que devolvia a Dilma o direito de usar, ainda que com restrições, um avião das Forças Armadas do Brasil para se locomover pelo país. “E o que é que você quer que eu faça com essa informação?”, respondeu. “É que é uma boa notícia, presidenta”, justificou-se o assessor. “Ocê sabe que eu não ligo muito para essa coisa”, rebateu ela.

Durante a conversa, Dilma estava relaxada e bem-humorada. Falou sobre política mas esquivou-se de responder às dúvidas que rondam sua campanha na operação Lava Jato. Admitiu que cometeu erros políticos – da aliança com Michel Temer à demora em agir diante da resistência de parlamentares, então aliados, no Congresso. Indagada sobre aborto e equiparação salarial entre gêneros, fez um mea-culpa.

Da vida pessoal, lembrou a morte do pai (o advogado búlgaro Pedro Rousseff, falecido em 1962), a maior dor de sua vida. Riu das puladas de cerca do ex-marido, Carlos Araujo, seu amigo até hoje e com quem foi casada por 30 anos, e disse que, afastada do governo, pôde ficar mais perto da filha, Paula, 37 anos, e dos netos, Gabriel, 5 anos, e Guilherme, 6 meses, que vivem em Porto Alegre. A seguir, os melhores trechos da conversa.

Marie Claire - A senhora foi a primeira presidente mulher do país e ficou no poder cinco anos e meio. Por que não trouxe para o debate a questão da equiparação salarial e do aborto?

Dilma Rousseff - Cumprimos a legislação e levamos o SUS a fazer o aborto previsto em lei: quando a gravidez coloca em risco a vida da mãe, em caso de estupro e por anencefalia, o que já é dificílimo no Brasil. Não é papel do Estado brasileiro discutir a lei. Quem tem que colocar essa matéria em discussão é o movimento feminino. A grande questão nesse período foi a violência contra mulher, de estupro a assassinato. Ganhamos a Lei Maria da Penha novamente, que havíamos perdido, fizemos a Lei do Feminicídio – que tornou crime hediondo e inafiançável o assassinato da mulher pelo fato de ser mulher – e as Casas da Mulher Brasileira, que são centros de assistência e acolhimento a vítimas de violência. Além disso, quem recebe o Bolsa Família é a mulher, quem é dono do imóvel no Minha Casa Minha Vida, prioritariamente, é a mulher. É uma segurança e uma riqueza. Agora, vocês têm razão, a discussão do trabalho igual para salário igual cabe sim. É algo que tem que ser feito. Nesse sentido, atuamos na PEC das Domésticas. Nós regulamentamos a maior profissão feminina que existe hoje no Brasil e demos a ela o direito de receber contribuição.

MC - A presidente do Chile, Michele Bachelet, em seu primeiro mandato (2006-2010), criou uma lei que dava estímulo fiscal para empresas que pagavam salários iguais para homens e mulheres. Isso poderia ser feito no Brasil?

DR - Acho que sim. Essa hipótese é muito interessante. Tem de ver qual é o custo dela. A questão feminina e da diversidade já é e será uma das que vão mobilizar as pessoas para uma atuação pública. Não é trivial, é tão importante quanto o clima.

MC - Em entrevista à Marie Claire em 2009, a senhora disse que o aborto deveria ser legalizado por ser uma questão de saúde pública. No ano seguinte, em campanha contra o então candidato José Serra, mudou o discurso. Afinal, o que pensa?

DR - Como presidente não posso falar sobre isso. O dia em que sair, dou minha opinião pessoal. Agora, nessa questão, nas condições do Brasil hoje, não cabe ao Estado interferir na lei.

MC - Mas o Estado interfere na medida em que proíbe a mulher de arbitrar sobre o próprio corpo.

DR - O espaço de debate é o Parlamento ou o Judiciário. No Brasil, há uma visão do Estado de que é algo que você acorda de manhã e fala: vou mudar isso. Na democracia não é assim.

MC - A sua chegada à Presidência e o fato de ter nomeado nove ministras foram considerados avanços para o movimento feminista. A sua saída representa um retrocesso?

DR - Não. Tenho tido o cuidado de mostrar que, mesmo quando nos atacam, temos coragem para resistir. O que vivi foi reflexo de uma grande misoginia. Ou eu era muito dura e por isso não me abatia, ou vivia no mundo da lua. A mulher é sempre histérica ou descontrolada. Se você não é nenhuma dessas coisas, é um trator, não uma mulher. Isso é machismo. A mensagem por trás disso tudo é a de que a mulher é frágil. Se fosse um homem, diriam: “Ele é firme”. Tenho de mostrar que coragem não nos falta. Acho que minha missão [de vida], além de lutar pela democracia, é deixar claro que a mulher, nas piores condições, não se curva nem se entrega. Não tenho dúvidas de que queria deixar um legado mais positivo. Mas deixo o legado da resistência feminina. Vou resistir até o último momento. Não pensem que me atemorizam. Não estou embaixo da cama nem morrendo de tristeza, como gostariam. Morro é de injustiça.

MC - Como esse “morrer de injustiça” se manifesta em sua vida?

DR - Ao contrário do que possa parecer, isso me dá mais ânimo. Até por velhice [risos], estou com 68 anos. Não acredito que a vida, na real, seja um lago tranquilo. Enfrentei dois golpes no Brasil e em ambos tive uma participação efetiva. No primeiro, lutei e fui presa por três anos. Agora, estou resistindo. Também tive um câncer [linfático]. Sempre achei que a boa vida é feita de lutas que valem a pena. Claro que todo mundo fantasia: vai chegar uma hora que vai ser mais fácil, mas não é.

MC - Dá para dizer que algumas dessas situações que a senhora enumerou são piores que outras?

DR - [Faz uma pausa e pensa]. A ditadura. A tortura e a prisão daquela forma tiram a dignidade. [Os torturadores] te impõem dor para arrebentar sua dignidade. A doença, de certa forma, também faz isso, mas dentro da sua humanidade, não tentando te tirar a dignidade.

MC - Quando foi que a senhora percebeu que o presidente interino, Michel Temer, deixou de ser seu aliado?

DR - Quando ele começou a se manifestar, a fazer suas cartas e declarações. Era tudo muito óbvio. Lamento muito que ele tenha usado a estrutura da vice-presidência para percorrer o Brasil inteiro articulando uma conspiração. Fazendo um paralelo com a situação atual: sou presidente eleita, tenho todo o direito de usar o avião [das Forças Armadas do Brasil]. Quem não tinha o direito de usar o avião para ir a todos os estados conspirando contra mim era ele.

Leias mais em: http://revistamarieclaire.globo.com/Mulheres-do-Mundo/noticia/2016/07/o-desabafo-de-dilma-rousseff-queria-deixar-um-legado-mais-positivo-para-mulheres.html

Justiça condena revista 'Isto É': direito de resposta a Dilma.


Publicação terá de ceder mesmos espaços e destaques com que ofendeu a presidenta afastada e sua família. Advogados de Dilma pretendem mover outras ações contra a revista por outras publicações consideradas ofensivas.

A presidenta Dilma Rousseff ganhou o direito de resposta na Justiça Cível de Brasília, em ação movida pela Advocacia-Geral da União, contra a revista Isto É. Trata-se da primeira vitória da presidenta Dilma contra a revista, que em 1º de abril deste ano deu capa para a reportagem “Uma presidente fora de si”, assinada por Débora Bergamasco e Sérgio Pardellas. O processo corre no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios.

A revista ainda publicou, na mesma edição, o editorial “Hora da xepa no Planalto”, em que consta que a presidenta teria transformado o Planalto “numa casa de tolerância”, e que “a mandatária já havia transferido informalmente suas funções ao padrinho investigado Lula”. A revista terá de conceder o mesmo destaque, espaço, diagramação e publicidade, conforme o dispositivo da Lei 13.188/15.

“Sem prejuízo do direito inalienável à opinião e à crítica, quando a imprensa divulga, em seu espaço destinado a notícias, informações fidedignas e previamente verificadas, presta um serviço fundamental à democracia e à cidadania. No entanto, quando distorce ou inventa fatos e ofende pessoalmente aqueles que acusa, incorre em crime contra a honra e, no limite, contra o Estado Democrático de Direito”, afirma a presidenta Dilma Rousseff eu seu site.

“É o que julgo ter acontecido com a ‘reportagem’ veiculada pela revista IstoÉ, em sua edição que veio a público no dia 1º de abril de 2016. Utilizo aspas na palavra reportagem porque entendo que aquilo que foi publicado é menos do que isso. O texto, a edição e a escolha das fotos revelam uma estória falsa, eivada de agressões misóginas e machistas”, critica a presidenta.

“A ‘reportagem’ de capa desta revista me ofende, sem dúvida, por me atribuir comportamento que não condiz com minha atitude pessoal e meu temperamento. Insulta a figura institucional da Presidência da República. Estende a agressão a todas as mulheres brasileiras, guerreiras que, no seu dia a dia, enfrentam duras batalhas, muitas vezes em jornadas de trabalho duplicadas pela necessidade de cuidar da família e dos filhos, em busca de sua autonomia e de seu justo espaço na sociedade”, afirma Dilma Rousseff.

A juíza Tatiana Dias da Silva, da 18ª Vara Cível de Brasília, deu ganho de causa à presidenta Dilma Rousseff, reconhecendo o direito de resposta que a revista será obrigada a conceder. “O direito de resposta é garantido constitucionalmente no art. 5º, V: ‘é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem’”, destaca a juíza.

Na sentença, a juíza Tatiana Dias da Silva destaca que embora o alvo de IstoÉ seja a presidenta da República, isso “não autoriza qualquer meio de comunicação a divulgar deliberadamente quaisquer informações escondendo-se sob o manto do direito de informação, uma vez que tal direito tem que ser guiado pela veracidade do conteúdo publicado”. Segundo a juíza, “o direito de resposta é pautado tanto pela ampla defesa quanto pelo direito público à informação verídica”.

Os advogados da presidenta pretendem mover outras ações contra a revista IstoÉ, por novas publicações consideradas ofensivas contra a honra de Dilma e da família Rousseff, que foram alvo de duas outras reportagens publicadas em julho sobre supostas mordomias. Segundo a revista, a família de Dilma Rousseff teria recebido ilegalmente segurança e carros, no que consistira um abuso.

Na realidade, o dispositivo de segurança extensivo à família da presidenta e do vice-presidente da República é uma exigência da lei. Por conta dessas duas últimas reportagens, Isto É será processada cível e criminalmente por ofensa, infâmia e calúnia, infâmia, ofensa e calúnia.

Justiça manda Arthur Neto retirar propaganda ilegal do Facebook.



A juíza Coordenadora da Propaganda Eleitoral, Lídia Carvalho Frota, concedeu liminar considerando irregular as postagens do pré-candidato à reeleição, Arthur Neto, visitando obras e publicando informações institucionais na página oficial na rede social Facebook. A magistrada considerou propaganda eleitoral antecipada “explícita”, ultrapassando os limites do oculto, ao utilizar a legenda @SouArthur45 tendo a intenção, sem sobrar margem de dúvidas, de criar na mente do eleitorado a pretensão do voto”. 

A juíza ordena a imediata retirada de toda a propaganda de Artur no Face, sob pena de pagamento de multa e caracterização de abuso de poder econômico. A representação foi impetrada pelo Diretório Municipal do PR e assinada pelo advogado João Bosco Lopes Maia Junior. “A Justiça deu as primeiras mostras que não tolerará o uso descarado da máquina pública a serviço da campanha de reeleição”, disse João Bosco Júnior.

A renda cidadã: uma saída viável da crise mundial - Por Leonardo Boff*


A crise econômico-financeira de 2007-2008 estremeceu os fundamentos da economia capitalista (este é seu modo de produção) e o neoliberalismo (este é sua expressão política). A tese básica era dar primazia ao mercado, à livre iniciativa, à acumulação privada, a lógica da competição em detrimento da lógica da cooperação e a um Estado mínimo. O lema em Wall Street de Nova York era: greed is good, traduzindo, a cobiça é boa. Quem olha numa perspectiva minimamente ética já podia saber que um sistema montado sobre um vício (cobiça) e não sobre uma virtude (bem comum), jamais poderia dar certo. Um dia iria implodir.

A implosão começou com a falência de um dos maiores bancos norte-americanos, o Lehman Brothers, levando todo o sistema bancário e financeiro numa incomensurável crise. Em poucos dias pulverizaram-se trilhões de dólares. Parecia o fim deste tipo de mundo. Oxalá fosse.

Curiosamente, os que desprezavam o Estado, reduzindo-o ao mínimo, tiveram que recorrer a ele, de joelhos e mãos juntas. Os bancos centrais dos Estados tiveram que despejar trilhões de dólares para salvar as instituições financeiras falidas. A máquina de fazer dinheiro rodava em máxima velocidade, dia e noite.

Houve como consequência da crise, até hoje ainda não superada, também entre nós, a quebra de milhares de empresas e até de países como a Grécia com altíssimo grau de desemprego. Destruiram-se fortunas mas mais que tudo se criou um mar de sofrimento humano, suicídios e até de fome no mundo inteiro. Dados recentes referem que nos USA uma sobre sete pessoas passa fome. Imaginemos o resto do mundo.

Ninguém seguiu a sábia sentença atribuída a Einstein: “o pensamento que criou a crise não pode ser o mesmo que nos vai tirar da crise”. Temos que pensar e agir diferente. Foi exatamente o que não se fez. Piamente se acredita ainda que este sistema continua bom e válido, a despeito da devastação ecológica que produz, pondo em risco as bases que sustentam a vida. Ele é bom e válido para os especuladores que estão acumulando uma riqueza absurda. Nos USA o 1% dos mais opulentos acumula rendas equivalentes àquela de 90% dos demais norte-americanos.

A despeito de todas as reuniões dos G-8 e G-20 para buscar alternativas, a política ecocômico-financeira continua a mesma: fazer mais do mesmo. Isso está desestruturando os países e poderá levar à uma revolta popular mundial com consequências funestas.

Duas estratégias foram usadas. A primeira foi a injeção de trilhões de dólares por parte dos Estados para impedir a falência total do sistema. Alem dos trilhões de moeda física lançada no mercado, criou-se um ocmplemento chamado quantitative easing. Na definição que me parece correta da Wikipedia:“é a flexibilização quantitative que quer dizer, a criação de quantidades significativas de dinheiro novo (geralmente electronicamente) por um banco, autorizado pelo Banco Central dentro de determinadas condições”.

Ocorre que este dinheiro novo, ao invés de ser investido na produção e na criação de empregos, foi jogado na corrente especulativa das finanças mundiais. Aqui se ganha muito mais, imediatamente, do que no investimento produtivo que demora muito mais tempo. Desta forma os ganhos vão para os já bilionários, sem solucionar a crise, ao contrario, agravando-a.

O outro expediente foram as políticas de ajustes, vindo sob o nome de austeridade. Para garantir os ganhos dos capitais, organizou-se um ataque sistemático aos direitos sociais, aos serviços públicos de saúde e de educação, ao sistema da providência e às aposentadorias. Isso se inaugurou primeiro na zona do euro e agora na mesma lógica no Brasil. Fragilizou-se a já frágil democracia e a diminuição do gasto publico está provocando recessão e desemprego.

Se tivesse havido pensamento e um mínimo de senso humanitário, uma possível saída poderia ser, aquilo que incansavelmente, vem propondo há muitos anos, o ex-senador Eduardo Matarazzo Suplicy: a renda minima cidadã. Pelo fato de alguém ser humano, tem direito a uma renda cidadã que lhe garanta uma vida digna, embora frugal. Diz um estudioso Antonio Martins:”Um cálculo do site Swiss Info, ainda em 2009, mostrou que só nos primeiros meses de socorro aos bancos, os Estados gastaram 10 trilhões de dólares; seria suficiente para pagar a cada habitante do planeta US 1422, aproximadamente R$ 4,5 mil”(cf. site Outras Palavras de 14;07/16). Seria o “quantitative easing for People” proposto pele líder trabalhista britânico Jeremy Corbyn. Esse dinheiro circularia no consumo, nos benefícios públicos e superaria o grave padecimento humano pelo desemprego e pela fome. Esta seria uma solução viável, mais ética e mais humana . Ela pode ser ainda realizada. Quem sabe, com o agravamento da crise mundial, não sejamos obrigados a esta solução verdadeiramente salvadora.

* Leonardo Boff é teólogo, filósofo.

José Ricardo visita Sindicato dos Jornalistas para solicitar propostas e sugestões para compor Plano de Governo para Manaus.


O pré-candidato a prefeito de Manaus, José Ricardo (PT), visitou na manhã de hoje (28) o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Amazonas (SJPAM). Em conversa com o presidente da entidade, Wilson Reis, solicitou propostas na área da comunicação e sugestões a fim de serem incorporadas ao seu Plano de Governo para a Prefeitura de Manaus.

José Ricardo relembrou que, nos últimos três anos (2013-2015), a Prefeitura de Manaus gastou mais de R$ 198 milhões em publicidade, com recursos da comunicação, enquanto foram gastos pelo Governo do Estado cerca de R$ 167 milhões nesse mesmo período, apesar de ter orçamento três vezes menor do que o executivo estadual.

"O prefeito gasta muito dinheiro com publicidade, com poucas obras nas ruas. Ele não faz propaganda de campanhas de conscientização e de prevenção, como no combate ao mosquito transmissor da dengue, da zika e da chikungunya. São apenas repasses a empresas de comunicação”, declarou o parlamentar, destacando que o gestor municipal poderia também utilizar parte desses recursos para apoiar premiações jornalísticas que incentivem reportagens sobre a cidade, sua área turística e divulgação de direitos, ajudando a melhorar a qualidade de vida da população.

Para o presidente do Sindicato, Wilson Reis, há muitas lutas da categoria que podem ser incorporadas a esse Plano de Governo, mas que ainda serão entregues posteriormente ao pré-candidato, juntamente com propostas para a melhoria da cidade. "Parabéns ao José Ricardo pela iniciativa. Temos nossas lutas, como a aprovação na Câmara dos Deputados da PEC que trata da obrigatoriedade do diploma de ensino superior para jornalistas, a criação do Conselho Federal dos Jornalistas, além de mais apoio para implementar projetos que tragam os profissionais para perto do Sindicato".

O pré-candidato ressaltou que quer construir um projeto de Governo compartilhado com a sociedade civil e as diversos órgãos, entidades e movimentos sociais. "Estamos chamando os gestores, os trabalhadores, os cidadãos para participar desse processo por querer realizar uma campanha transparente, onde todos possam definir quais as suas prioridades", declarou.

Fonte: Assessoria de Comunicação

Cardozo entrega alegações da defesa de Dilma

cardozo

Faltavam poucos minutos para o fim do expediente do Senado quando o advogado da presidenta afastada Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo, entregou à Comissão Especial do Impeachment as alegações da defesa de Dilma. Cardozo não deu entrevistas nem se manifestou perante os jornalistas. A data de entrega foi adiada em um dia em atendimento a pedido feito pela equipe da presidenta.

O relator do processo, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), tem prazo até terça-feira (2) para apresentar seu relatório sobre a acusação. Com o cumprimento de mais esse rito, senadores contrários ao impeachment se articulam para ler, no dia da apresentação do relatório oficial no âmbito da comissão, votos em separado contestando a admissibilidade do processo.

A estratégia está sendo montada porque já espera, desde o início dos trabalhos da comissão no Senado, parecer pela admissibilidade do impeachment por parte de Anastasia. Os votos em separado serão apresentados por senadores do PT, PCdoB, PDT e Rede na próxima segunda-feira (1º). Nos dois documentos, segundo explicaram alguns deles, serão contestados os motivos alegados para o impedimento, citados vícios no processo e desvio de finalidade no pedido.

Para que isso seja possível, no entanto, os senadores pretendem negociar com o presidente da comissão, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), e líderes partidários. É que o regimento interno do Senado só permite a apresentação de votos em separado no caso de rejeição do relatório. O objetivo desses parlamentares é fazer com que, mesmo que os votos em separado não sejam aceitos, sejam divulgados na comissão antes da leitura do relatório oficial – como forma de influenciar os demais integrantes antes de decidirem sobre o impeachment.

Um dos votos em separado será apresentado em conjunto por Lindbergh Farias (PT-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR), José Pimentel (PT-CE) e Telmário Mota (PDT-RR). O segundo voto terá como autores Vanessa Grazziottin (PCdoB-AM) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Num deles, o argumento será todo baseado em questões técnicas que reiteram o fato de a presidenta Dilma Rousseff não ter cometido crime de responsabilidade, conforme explicou hoje a senadora Vanessa Grazziotin. O outro abordará as questões políticas que interferiram no processo desde o início.

“Depois de tudo que foi apurado, não há mais dúvida. A própria perícia do Senado disse que a presidenta Dilma não atuou em pedaladas, o Ministério Público diz o mesmo sobre essa questão. E sobre os decretos, se a gente aplicar toda a legislação e a conduta dos anos anteriores, está claro, não houve dolo", afirmou a senadora.
Sem crimes

As principais alegações para sustentar o pedido de impeachment foram contestadas. Diz o documento: “Os decretos de abertura de crédito suplementar são atos comuns praticados dentro de uma rotina que existe há mais de uma década. Desde a entrada em vigor da Lei de Responsabilidade Fiscal (2001), todos os governos os praticaram, com as mesmas características com que foram editados pela nossa atual Presidenta da República. Nunca nenhum técnico ou jurista levantou a mais leve suspeita de que seriam ofensivos à lei”.

A defesa lista ainda fatos relacionados a vários atores envolvidos na crise política que desencadeou o processo de "impeachment sem crime", entre eles Eduardo Cunha, o ex-presidente de Câmara, responsável primeiro pelo início do processo, ao acolher o pedido por não ter obtido do Planalto compromisso de proteção nas ações que levaram á sua suspensão e podem levar à sua cassação e prisão.

PF prende mais um suspeito de terrorismo no Rio de Janeiro


A Polícia Federal (PF) deteve no Rio de Janeiro na noite da última quarta-feira (27), mais um homem suspeito de estar aliado ao Estado Islâmico (EI, ex-Isis), a menos de dez dias do início dos Jogos Olímpicos.

Kalauon tem 27 anos, é descente de libaneses e parece ter feito apologia ao terrorismo nas redes sociais. Ele foi detido na cidade de Nova Iguaraçu, no Rio de Janeiro.

Seu advogado, Edison Ferreira, negou as acusações. "Ele não tem ligações com grupos terroristas e não fez nada de errado contra a sociedade", disse.

Mais um suspeito

As forças de segurança brasileiras ainda estão a procura de Pouria Paykani, um iraniano de 27 anos suspeito de terrorismo que foi visto pela última vez no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre.

Ele chegou ao País em março, vindo do Uruguai, e foi visto em mais de uma ocasião tirando fotos do aeroporto.

Fla deslancha no 2º tempo, bate América-MG.


O Flamengo segue colado no G-4 do Campeonato Brasileiro. O Rubro-negro fechou a 16ª rodada com uma vitória por 2 a 1 sobre o América-MG nesta segunda-feira (25). Os gols de Guerrero e Alan Patrick - Juninho descontou - saíram apenas na segunda etapa, quando os cariocas deslancharam depois de esbarrarem na marcação dos mineiros. A torcida viu o time chegar aos 27 pontos e subir para a 6ª posição. São apenas dois pontos de diferença para o Santos, o quarto colocado.

Na próxima rodada, o Flamengo visita o Coritiba, domingo (31), às 16h, no Couto Pereira. Já o lanterna América-MG, com oito pontos, recebe no mesmo dia o Grêmio, às 18h30, no Independência.

Depois das eleições aumentou o ódio contra os indígenas no Brasil.

Uma onda de denúncias envolvendo ameaças, agressões, atropelamentos e ataques contra povos indígenas passou a mobilizar organizações indígen...