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| José Ricardo Wendling (PT) |
A 3ª posição do Estado do Amazonas no ranking de violação dos direitos humanos, de acordo com pesquisa da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, divulgada nesta segunda-feira (10), foi lembrada pelo deputado estadual José Ricardo Wendling (PT), da Tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM).
Segundo o parlamentar, esse é o resultado de denúncias, onde o Estado oferece instrumentos e amplia a percepção em relação à violação dos direitos humanos. “É mais um dado negativo para o Estado do Amazonas”, disse, ressaltando, ainda o fato do Estado não garante defensor público.
O deputado também fez um balanço da visita em três municípios — Borba, Manicoré e Novo Aripuanã —, onde fez questão de ir às delegacias e penitenciárias verificar a situação dos presos. “Em todas, sem exceção, encontrei celas superlotadas e situação desumana, alguns cometeram crimes gravíssimos e outros não tão graves, esperando por uma decisão do juiz ou defensor”, disse ele. “Como não tem defensor, as pessoas ficam a mercê de advogados, a mercê de tráfico de drogas e coma dívidas para pagar posteriormente”, afirmou.
O parlamentar citou que relatos encontrados nas sedes dos municípios são encaminhados à Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) e à Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (Sejus). “Vamos encaminhar também em nível nacional”, informou.
De acordo com o parlamentar, em Borba (a 151 quilômetros de Manaus), por exemplo, quem estava cuidando da delegacia era um funcionário da Prefeitura Municipal, um guarda municipal. “Não tinha policial civil ou militar cuidando das celas. Também não há lanchas para a Polícia Militar trabalhar nas cidades ribeirinhas.
Em Manicoré (a 332 quilômetros de Manaus) o deputado visitou a delegacia, onde os funcionários fizeram questão de mostrar as instalações precárias, quase caindo na cabeça dos funcionários. “Não tinha nenhum PM de plantão e quem nos recebeu foi um preso com o molho de chaves na mão”, afirmou José Ricardo.
Já em Novo Aripuanã (a 227 quilômetros), existia apenas um policial civil para cuidar de tudo, e a recepção também foi feita por um preso, cuidando da delegacia.
Fonte: Diretoria de Comunicação

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