Hospital Getúlio Vargas, em Manaus, começa a ser demolido para a reforma

As obras tem prazo de 36 meses para serem concluídas, a partir da data de início da construção.


No final da manhã desta segunda-feira (17), professores, estudantes e funcionários do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) abraçaram simbolicamente o local, dando início ao processo de demolição do prédio para que se inicie a obra da construção da nova unidade.

A nova sede do hospital terá área construída de34.660 metros quadrados, com 13 pavimentos, com heliporto, garagens com capacidade para 420 veículos e está orçada em R$ 83 milhões, com recursos provenientes do Programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), vinculado ao Ministério da Educação (MEC).

Simbolicamente, a demolição foi realizada com a retirada das letras que formam a sigla do hospital por personalidades que contribuíram com o HUGV, dentre elas, o médico mais antigo da unidade, Cleomir Matos, que atua há quase 34 anos na instituição e sente que seu dever ainda não está cumprido.

“Parte da minha história se vai, fisicamente, hoje. Há uma necessidade de mudar a estrutura para oferecermos qualidade aos pacientes. E eu espero que os futuros jovens que aqui adentrarem tenha uma formação não somente médica, mas humanística”, destacou o médico.

Representando os vereadores da CMM, Isaac Tayah destaca que a obra fará com que a cidade de Manaus dê um salto rumo ao modernismo. O mesmo fundamento foi destacado pelo deputado federal Francisco Praciano, que afirma que o novo hospital será um referencial na qualidade de atendimento aos pacientes e de ensino aos acadêmicos de medicina.


“Ele (o hospital) vem para cobrir a deficiência que temos no setor da saúde e será referência para que os amazonenses não precisem se deslocar para outros estados em busca de atendimento”, disse o deputado federal.

Em relação à busca de recursos e investimentos, o deputado estadual José Ricardo assegurou que a Assembleia Legislativa não medirá esforços para que a saúde seja priorizada em todo o Estado.

Representando toda a sociedade civil que já passou pelo HUGV, a dona de casa Solange Siqueira da Costa, ressaltou a importância de se reconstruir um espaço que ofereça dignidade aos funcionários e pacientes.

Discursaram na cerimônia, emocionados, o médico e ex-diretor do HUGV, Marcus Barros, o atual vice-diretor Rubens Junior e a reitora da Ufam, Márcia Perales. Esta, ao fazer uma cronologia de tudo que vivenciaram até chegarem ao dia de hoje, destacou a união da comunidade médica e acadêmica diante dos obstáculos que surgiam durante todo o processo e destacou a importância do pensamento positivo.

“Em relação à infraestrutura estamos numa posição indesejada, mas hoje estamos dando um passo adiante para melhorarmos isso. É importante acreditar que os sonhos valem a pena. Eles são a primeira condição para que nós o persigamos”, declarou a reitora, agradecendo aos presentes.

O HUGV, com a capacidade ampliada, o número de internações passará a ser de 300 pacientes atendidos simultaneamente, sendo 30 leitos destinados a pacientes em regime de terapia intensiva.

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