Por: RAIMUNO BARBA - rayfilosofo@hotmail.com
Quando falamos em controle social, vem a nossa memória um montão de coisas relacionadas ao tema, porém com resultados não satisfatórios. Não que tudo esteja errado, ou que queremos mudar toda essa estrutura social que está ai, apenas queremos dar um passo à frente e dar um rumo mais adequado a toda essa evolução emancipatória que vivenciamos ao longo dos anos.
Para mudarmos essa concepção de movimentos imediatista, que hoje prevalece em nosso meio, devemos buscar novos caminhos e novas perspectivas. Sempre numa dinâmica existencial o ser humano é capaz de mudar o mundo, como disse certa vez o nosso inesquecível Raul Seixas em uma de suas musicas.
Portanto, esses novos caminhos, propostos para fazer essa mudança no seio da cultura imediatista, não é uma tarefa fácil. Precisamos buscar, através da emancipação, qualquer coisa que viabilize esse novo paradigma que será proposto a essa sociedade, que procura o seu nivelamento e sua condição de agente multiplicador como forma de igualizar as ações, contra essa regulação que é imposta pelo econômico.
Sempre o econômico si sobrepõe ao social, devido o poder do capital ser uma mola mestra dentro das sociedades neoliberal. Que condiciona o ser humano a viver de acordo com as regras impostas por esse modelo de democracia, que nos aprisiona através do marketing político de que as coisas estão bem e que o desenvolvimento e o progresso sozinhos irão resolver todos os problemas da sociedade,mas todos nós sabemos que não é verdade.
No entanto a sociedade imediatista, que congrega vários atores para lutar por alguma causa não consegue manter-se em pé por muito tempo, devido o seu fraco desempenho diante do poder dominante. Que muitas vezes desmobiliza os levantes, apenas oferecendo vantagens aos seus participantes,que por serem vulneráveis em todos os sentidos, não conseguem si manter coeso na defesa da causa que estão pleiteando.
Para haver uma mudança de atitude dentro dessa sociedade paralisada, que ai está, temos que oferecer um caminho não largo, mas estreito que passa por vários meios,a começar pelo pedagógico,ou seja,não dá mais para a sociedade conviver com atitudes imediatistas,sem que para isso haja uma determinação e um comprometimento com a causa social e que não tenha a interferência do poder dominante sobre os grupos de resistência.
Como será feito isso? É uma questão de organização dos grupos existentes, para poder fazer frente ao dominador e começar a trilhar novos caminhos que o levem a plenitude do bem estar, ou seja, os direitos dos cidadãos devem sempre ser respeitados para que haja uma participação efetiva nas políticas publicas de estado.
Daí, podemos partir para um enfrentamento com novos olhares da realidade, porque passamos por um processo de re-construção dos grupos que se fortaleceram e conseguem agora manter-se em pé, frente ao poder dominante. Essa nova postura dos grupos deve passar por três fazes que são: AUTONOMIA FINANCEIRA,AUTONOMIA INTELECTUAL E AUTONOMIA POLITICA.
A partir desses processos de organização pedagógica, a sociedade civil organizada deve-se colocar em pé de igualdade frente ao dominador. Não mais como uma sociedade imediatista, mas, sim como uma sociedade que quer ver os seus problemas solucionados de maneira satisfatória e com um aval de liberdade em termos existencial, que pode congregar valores e lutar por melhores dias sem que para isso tenha que sofrer baixas.
Evocando Alex de Toqueville ele disse: “É preciso também que os homens tenham um certo gosto pela independência,um certo sentido da resistência ao poder, para que a liberdade possa ser autentica.”

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