Xântipe: a esposa de Sócrates.



A mulher de Sócrates foi Xântipe. Ela é frequentemente retratada na tradição filosófica como uma esposa de temperamento forte e difícil.

Quem teria imaginado que o filósofo Sócrates, conhecido pela sua sabedoria, inteligência e palavras poderosas, vivia num ambiente repleto de gritos, ignorância e hostilidade por parte da sua mulher? Esta mulher era conhecida por ter palavras afiadas, ser forte e dominadora, forçando o seu marido a sair de casa ao amanhecer e a não voltar antes do pôr do sol todos os dias.

Uma mulher difícil - Apesar do seu comportamento difícil, Sócrates sempre falou da sua mulher com respeito e gratidão. Ele dizia mesmo que lhe devia uma boa parte do seu conhecimento, pois sem ela nunca teria aprendido que a sabedoria reside no silêncio e a felicidade no sono.

Um homem sábio e paciente - Sócrates era conhecido pela sua sabedoria e paciência. Ele sempre respondia às investidas da sua mulher com calma e dignidade. Um dia, enquanto estava sentado com os seus estudantes, a sua mulher começou a gritar e a insultá-lo, como era habitual. Mas, desta vez, para surpresa de todos, ela despejou água sobre a cabeça dele. Sócrates enxugou o rosto com espanto e comentou calmamente: "Deveríamos ter esperado chuva depois de todo este trovão."

A morte da mulher de Sócrates - A mulher de Sócrates acabou por falecer de um ataque cardíaco, depois de mais uma vez provocar uma discussão com o marido. Enquanto Sócrates permanecia silencioso, pacífico e imperturbável, ela explodiu como um vulcão. A raiva intensa provocou dores agudas no seu coração e ombro, levando à sua morte na mesma noite.

Um legado duradouro - A história da mulher de Sócrates recorda-nos a importância da paciência, da sabedoria e da dignidade face à adversidade. Sócrates deixou um legado duradouro como filósofo e como homem, e a sua história continua a inspirar pessoas hoje em dia.

ASPECTOS FÍSICOS E GEOGRÁFICOS DE ITACOATIARA.


Itacoatiara é um município brasileiro localizado na Região Metropolitana de Manaus, no estado do Amazonas. É a segunda cidade mais populosa do estado, com 112.520 habitantes, de acordo com estimativas de 2024 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
  • Localização: Situado na 8ª Sub-Região – Região do Médio Amazonas. 
  • Limites: Itapiranga Silves, Urucurituba, Boa Vista do Ramos, Maués, Nova Olinda do Norte, Autazes, Careiro, Manaus e Rio Preto da Eva. 
  • Área Territorial: 8.910 Km².
  • Distância da sede municipal para Manaus: Em linha reta 175 km, Via fluvial 201 km e 270 via rodoviária.
  • Rios Principais: Amazonas e Urubu. 
  • Povos Indígenas: Mura. Clima: 
  • Clima: Equatorial (Tropical úmido).
  • Temperatura: Máxima de 40ºC.
  • Mínima: 23º C.
  • Média: 27ºC.

Terremoto em Mianmar e Tailândia: mais de 1.600 mortos.

Subiu para 1.654 o número de mortos em Mianmar e Tailândia após o terremoto que atingiu a Ásia. Segundo a última atualização, 3.408 pessoas ficaram feridas e mais de 180 continuam desaparecidas.
A maioria dos mortos está na cidade de Mandalay. 

O terremoto superficial de magnitude 7,7 atingiu o noroeste da cidade de Sagaing, no centro de Mianmar, no início da tarde dessa sexta-feira (28/3), seguido minutos depois por um tremor secundário de magnitude 6,7.

O terremoto destruiu prédios, derrubou pontes e danificou estradas em áreas de Mianmar, com danos graves relatados na segunda maior cidade, Mandalay.

Porque Itacoatiara é conhecida por ser a cidade da pedra pintada.


O nome Itacoatiara é originário da língua indígena Tupi-Guarani ou nheengatu: itá (pedra) e coatiara (pintado, gravado, escrito, esculpido). Mas por que a cidade amazonense recebeu esse nome?

O município de Itacoatiara, localizado na Região Metropolitana de Manaus, no estado do Amazonas, é considerado o terceiro mais populoso do Estado, com 104.046 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Fundado em 1683 por padres jesuítas, a cidade antes de receber o nome Itacoatiara, era chamada de Velha Serpa.

Os registros de início de povoamento datam do ano de 1655, quando o Padre Antônio Vieira criou a Missão dos Aroaquis na Ilha de Aiibi, próximo da boca do Lago do Arauató.

O núcleo urbano da cidade foi fundado em 8 de setembro de 1683, por padres jesuítas, na calha do Rio Madeira, que depois foi transferida para as margens do Rio Amazonas, onde a cidade de Itacoatiara está localizada.

Anteriormente, o aniversário era comemorado no dia 25 de abril, em alusão à emancipação e reconhecimento como cidade em 1874, entretanto, documentos históricos indicam que a cidade foi fundada no dia 8 de setembro. Em 2020, o então prefeito Antônio Peixoto sancionou a lei n°. 404/2019, reconhecendo como a data da fundação.

O município ganhou este nome, pois na margem da cidade, em período de vazante, foi encontrada uma pedra pintada com uma figura rupestre intrigante. A ponta de pedra possui na face principal desenhos, símbolos religiosos e inscrições em português. Entre elas, contém a palavra 'TROPA', além de uma cruz sobre uma escada e as datas 1744 e 1754, que foram gravadas em ferro e fogo para marcar a passagem de Mendonça Furtado pelo lugar, em 1754, e o sargento-mor Francisco Xavier de Moraes (1700-c. 1788) em 1744, que chefiando uma bandeira, passou pelo local e acabou deixando o seu registro.

A pedra foi removida na década de 1970 e está exposta da praça da cidade, como ponto turístico.

De acordo com o Sistema de Gerenciamento do Patrimônio Arqueológico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), 46 sítios arqueológicos estão registrados no município, divididos nas categorias: Histórico, Pré-colonial e de contato.

Uma tese de mestrado realizado pela pesquisadora e arqueóloga Marta Sara Cavallini, pela Universidade de São Paulo (USP), em 2021, aponta que o sítio Ponta do Jauary mostra não apenas uma, mas várias rochas com figuras gravadas que ficam submersas e aparecem na época de vazante do rio. De acordo com o estudo, a primeira descrição das gravuras de Itacoatiara foi realizada pelo Padre João Daniel, durante a segunda metade do século XVII:

"Nas margens do Amazonas ha ûa paragem, entre Pauxi e a foz do rio Madeira, chamada na língoa dos índios natuares - ita cotiará - que quer dizer pedra pintada ou debuxada [;] venm-lhe o nome de várias figuras e pinturas delineadas naquelas pedras; e pouco mais acima estão estampadas em outras pedras alguas pegadas de gente. O que suposto, discorrem alguns, que tanto uns como outros serãp signaes misteriosos, como as pegadas esculpidas no pavimento do altar, que dissemos no Rio Xingu; porque não parecem feitas por engenho da arte. Outros porém concedendo a causal, dizem, que estas podem ser por causa natural, que pode ser, que passando por ali algum curioso índio, quando ainda aquelas pedras estivessem barro brando. debuxaria por divertimento as taes pinturas e figuras; e pela mesma razão de brandas, passando por cima das outras, deixaria estampadas nelas os pés, e ao depoes fazendo-se pelo decurso dos tempos aqueles barros petrefactos, conservam as mesmas figuras. "(Daniel, 1976:61-62)

O sítio arqueológico é caracterizado como um sítio de arte rupestre a céu aberto na beira do rio e possui além de símbolos, o registro de rostos humanos "picoteados". O local fica à margem da cidade, no porto de Itacoatiara, no bairro Jauary.
Foto: Reprodução / Tese de Mestrado da Marta Sara Cavallini

Além deste sítio arqueológico, existem mais outros dois localizados em Itacoatiara que são registrados como concentração de arte rupestre: Sítio Sangáua II e o Sítio São José da Enseada.

De acordo com a tese, no rio que banha a região de Itacoatiara, estudos apontam que essas figuras rupestres tenham sido feitas dentro do milênio depois de Cristo (d.C.), sendo relacionado à ocupação indígena do período pré-colonial tardio.

"No baixo rio Urubu, estudos sugerem a data de 2.000 AP para o surgimento dos primeiros assentamentos sedentários associados à fase Itacoatiara e o começo da parábola de incremento demográfico que teria seu ápice em torno do ano 1.000 d.C. Em tal época, o aumento da interação entre grupos indígenas teria levado à formação de comportamentos territorialistas, possivelmente representados na relação entre a variabilidade formal e a homogeneidade temática do registro rupestre." (CAVALLINI, Sara Marta. 2014. p.200)

Fontes de referências:

CAVALLINI, Marta Sara. As gravuras rupestres da bacia do baixo rio Urubu: levantamento e análise gráfica do sítio Caretas, Itacoatiara - Estado do Amazonas. Uma proposta de contextualização. 2014. Dissertação (Mestrado em Arqueologia) - Museu de Arqueologia e Etnologia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2014. doi:10.11606/D.71.2014.tde-21102014-161559. Acesso em: 2022-04-25.

SILVA, Francisco Gomes da. Fundação de Itacoatiara (1º volume da Trilogia Itacoatiara 330 anos) - 2ª edição revista e ampliada. Manaus: Governo do Estado do Amazonas - Secretaria de Estado de Cultura, 2017.

Ufam concede primeiro título de doutorado a uma mulher indígena.


Além de ser a primeira mulher indígena a obter o título de doutorado pela Ufam, a professora Alva Rosa Lana Vieira, da terra indígena do Alto Rio Negro de São Gabriel da Cachoeira, é a primeira doutora em Educação do povo Tukano.

Ao defender a tese intitulada “Política dos territórios etnoeducacionais no Amazonas: perspectiva para efetivação da Educação Escolar Indígena”, a professora Alva Rosa Lana Vieira tornou-se a primeira doutora indígena em educação pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

A defesa foi realizada no último dia 30 de janeiro, na Casa dos Saberes da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), em São Gabriel da Cachoeira, município amazonense considerado o de maior predominância de indígenas no Brasil.

Território indígena na Universidade

A doutora em Educação, que é liderança do povo Tukano, afirma que seu trabalho aponta a necessidade de se elaborar urgentemente uma efetiva política de Educação Escolar Indígena no Amazonas.

"Há mulheres indígenas no Amazonas que obtiveram o título de doutorado em Universidades de outras partes do Brasil, mas ter o título de doutorado em Educação pela Ufam significa marcar território indígena na universidade, significa mostrar que nós, indígenas, existimos, somos resistentes, mesmo com toda política anti-indígena sofrida nos últimos quatro anos do governo federal", afirma Rosa.

Ela lembra que cursou o doutorado no mandato de Jair Bolsonaro (PL), denunciado na Justiça brasileira e na ONU pelo descaso e omissão com os povos indígenas. "Acompanhei de perto todo o desmonte dos direitos indígenas em todos os âmbitos, especialmente, no que tange à política de Educação Escolar Indígena no MEC. Minha pesquisa faz um raio-x da Educação Escolar Indígena nos nove (09) Territórios Etnoeducacionais do Amazonas e apresenta a necessidade de se pensar, urgentemente, em uma política, de fato, de Educação Escolar Indígena no Amazonas", explica.

Segundo a professora, o resultado da política de desmonte da Educação Escolar Indígena da gestão Bolsonaro atingiu, diretamente, as escolas indígenas. Sua tese, afirma ela, ao mesmo tempo em que é uma proposta teórica apresentada para obtenção de um título, aponta as ações práticas que devem ser adotadas para que a Educação Escolar Indígena seja implementada.

"Como lutadora e defensora da causa de Educação Escolar Indígena, estarei ajudando na discussão da construção dessa política, de fato, junto aos povos indígenas, no movimento indígena e também como professora indígena”, declarou ela.

Compromisso com a formação

Ao cumprimentar a professora Alva Rosa pela conquista do título e os profissionais e departamentos da Ufam que viabilizaram a formação, o reitor da Ufam, professor Sylvio Puga, anunciou que no próximo mês de março iniciam as aulas da primeira turma de mestrado em Sociedade e Cultura no município de São Gabriel da Cachoeira.

"Parabéns à professora Alva Rosa Lana Vieira, primeira mulher indígena a receber o título de doutorado em Educação pela Ufam; à professora doutora Valéria Weigel, pela orientação, e ao PPGE/Faced, pela formação. No mês de março, iniciaremos a primeira turma de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Sociedade e Cultura no município de São Gabriel da Cachoeira, o que demonstra o compromisso da instituição com a formação indígena no campo da pós-graduação", informou Puga.

Marco histórico

A pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação da Ufam, professora Selma Baçal, classificou a diplomação da professora Alva Rosa como um marco histórico resultante da política institucional da Ufam voltada aos povos indígenas. "Para a Ufam, a titulação da nossa mais recente doutora, a indígena Alva Vieira, é um marco histórico. Ela é a primeira doutora em Educação do povo Tukano e a primeira doutora indígena formada pela Ufam. Estamos muito alegres porque isso faz parte de uma política institucional que a Propesp vem desenvolvendo para intensificar a participação das comunidades indígenas nas mais diversas esferas de formação, especialmente nos níveis de mestrado e doutorado, o que é muito importante para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia nas próprias comunidades indígenas", declarou a gestora da Propesp.

Banca examinadora

A banca de avaliação do trabalho foi presidida pela professora Valeria Weigel, do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Amazonas. Além dela, compuseram a banca de avaliação do trabalho da professora Alva Rosa os professores indígenas Edilson Martins Melgueiro Baniwa (Ifam/SGC) e Gersen José dos Santos Luciano Baniwa (UnB) e as professoras Jonise Nunes Santos (Ufam), Célia Aparecida Bettiol (UEA), Eulina Maria Nogueira (Ufam) e Arminda Rachel Botelho (Ufam).

Fonte: UFAM.

Morre quinta vítima de explosão em clube de tiros de Manaus


O homem que sobreviveu a uma explosão em um clube de tiros de Manaus morreu na manhã desta segunda-feira (16), em um hospital. O acidente, ocorrido no domingo (15), matou quatro pessoas na hora.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), a vítima que morreu nesta segunda-feira teve 90% do corpo queimado. Ainda no domingo, o homem passou por cirurgia de emergência e estava sob os cuidados da equipe médica do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital 28 de Agosto.

O Instituto Médico Legal (IML) de Manaus confirmou que o casal dono do estabelecimento e dois funcionários morreram durante a explosão.

Nardier Pinheiro de Araújo e a esposa Ursula Rodrigues Macedo de Araújo, eram proprietários do clube de tiros. Os funcionários foram identificados como Dangelo da Silva e Silva e Francisco Torres e Silva.

Segundo os bombeiros, a explosão ocorreu na área em que eram realizados os treinamentos de tiro, no clube. A corporação informou, ainda, que os quatro mortos tiveram os corpos carbonizados.

Bolsonaro gastou R$ 38,8 mil em hotel de Manaus sem se hospedar no local.


Os valores foram revelados após o governo federal divulgar o detalhamento dos gastos em cartões corporativos da Presidência da República durante o governo de Bolsonaro. No seu mandato, o ex-presidente gastou R$ 27,6 milhões.

Na visita a Manaus nos 26 e 27 de outubro de 2021, o maior gasto foi de R$ 38,8 mil, em um hotel situado no bairro Crespo, na Zona Sul de Manaus. Na época, após eventos, Bolsonaro não seguiu para o local dos gastos, e sim para o Hotel de Trânsito do Exército Brasileiro, no bairro São Jorge, onde ficou hospedado. A Panificadora e Confeitaria Serpan aparece em segundo lugar, com R$ 12,2 mil. Também aparecem na lista de gastos durante a viagem uma produtora de eventos que recebeu R$ 6 mil, e um autoposto no bairro São Jorge, Zona Centro-Oeste, onde foram gastos R$ 858.

Visita a Manaus

Durante a sua passagem por Manaus em outubro de 2021, Bolsonaro chegou à capital amazonense às 20h, do dia 26, e participou do baile de formatura de 404 novos policiais militares que foram aprovados em concurso realizado em 2011, no Centro de Convenções Vasco Vasques.

Após a cerimônia de formatura, o presidente seguiu em comitiva para um jantar, sediado na residência do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Depois do encontro, ele seguiu para o Hotel de Trânsito do Exército Brasileiro.

No dia 27 de outubro, o ex-presidente participou de eventos com líderes religiosos evangélicos. O primeiro, que aconteceu durante a manhã, foi um encontro com pastores da igreja evangélica. Durante a noite, ele participou de um evento em uma igreja evangélica.

Fonte: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2023/01/13/bolsonaro-gastou-r-122-mil-em-padaria-na-zona-norte-de-manaus.ghtml

Posse de Guajajara e Anielle Franco como ministras vira ato pela democracia


A posse das ministras Sônia Guajajara (Povos Indígenas) e Anielle Franco (Igualdade Racial) ontem, quarta-feira (11), no Palácio do Planalto se transformou em um ato político contra bolsonaristas e golpistas que invadiram a sede dos três poderes no último domingo. O evento também encerra o ciclo de posse dos 37 ministros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Primeira a discursar, Guajajara reforçou a missão em demarcar territórios indígenas e ampliar a cobertura de saúde nas regiões. No Palácio do Planalto, a cerimônia contou com a presença de outros ministros, de Lula, da primeira-dama Janja e da ex-presidenta Dilma Rousseff. Guajajara citou os retrocessos do governo Jair Bolsonaro, e afirmou que haverá "resistência".

As prioridades da pasta são questões como o desmatamento, o garimpo ilegal e a grilagem de terras. E a ministra Guajajara anunciou a recriação do Conselho Nacional de Política Indigenista, que garante a participação paritária entre representações indígenas de todo o território brasileiro. A pasta será formada por um secretariado 100% indígena. Eloy Terena será secretário executivo; Jozi Kaigang, Chefe de Gabinete; Eunice Kerexu, Secretária de Direitos Ambientais e Territoriais; Ceiça Pitaguary, Secretária de Gestão Ambiental e Territorial Indígena; Juma Xipaia, Secretária de Articulação e Promoção de Direitos Indígenas; e Marcos Xucuru, Assessor Especial do MPI.

Crise humanitária

O trabalho será feito em parceria com outros ministérios, como o do da Saúde, que irá atuar em conjunto nas políticas de saúde indígena. Guajajara afirmou existir uma crise humanitária na terra indígena Yanomami. Os casos de intoxicação provocados pelo mercúrio do garimpo, o aumento da insegurança alimentar e a precarização dos serviços de saúde preocupam o novo governo. A ministra realizou, na última semana, um encontro com a Saúde e com lideranças do povo Yanomami.

Posse de Anielle Franco

Irmã da vereadora Marielle Franco, assassinada em no Rio em 2018, a ativista Anielle Franco tomou posse como ministra no Ministério da Igualdade Racial nesta quarta-feira. No discurso, ela se comprometeu a fortalecer a Lei de Cotas, aumentar a presença de servidores públicos negros em cargos altos e lançar ações com outros ministérios para redução da letalidade contra a juventude negra.

Marcado inicialmente para 9 de janeiro, o evento precisou ser adiado devido à destruição causada pelos atos antidemocráticos do dia 8. Das mais de 30 cerimônias, a posse de Guajajara e Anielle foi a segunda a ter a presença do chefe do Executivo. Antes, Lula havia prestigiado o vice-presidente Geraldo Alckmin, nomeado no dia 3 de janeiro no Ministério da Indústria e Comércio.

Assim como o evento de nomeação de pelo menos outros seis ministros, Anielle abriu o discurso com uso de linguagem com gênero neutro. A variação, criticada pelo governo Bolsonaro, busca contemplar pessoas que não se identificam com os gêneros masculino e feminino. Logo nos primeiros agradecimentos, relembrou da irmã, a ex-vereadora do Rio Marielle Franco, assassinada em março de 2018. A vereadora também foi homenageada em uma apresentação de samba-enredo.

A nova gestão traçou cinco medidas prioritárias: fortalecer a Lei de Cotas e ampliar a presença de jovens negros e pobres nas universidades públicas, aumentar o número de servidores negros em cargos de tomada de decisão, melhorar a política nacional de saúde integral da população negra, retomar programas para comunidades quilombolas e ciganas e relançar o plano juventude negra viva, com foco na diminuição da mortalidade de jovens pretos e pardos.

Lula aproveitou a cerimônia para sancionar lei que tipifica injúria racial como crime de racismo. O que diferencia os crimes é o direcionamento da conduta: enquanto a injúria racial caracteriza ofensa direcionada a uma pessoa, no crime de racismo, a ofensa é contra uma coletividade. Até então, os dois atos possuíam penalidades diferentes, sendo o racismo inafiançável.

Cotas

Reforçada pela nova ministra, a manutenção da norma que estabeleceu cotas para ingresso nas universidades e institutos federais, reservando 50% das vagas a alunos de escolas públicas é defendida por Lula. Sancionada em 2012 pelo governo Dilma, a Lei de Cotas também impõe filtros para estudantes pretos, pardos, indígenas e deficientes. A ação afirmativa visa expandir o acesso de grupos sub-representados ao ensino superior. Para defensores dos direitos humanos, é uma medida de curto-prazo necessária no combate ao racismo e à desigualdade.

Em 2022, a política completou 10 anos, e, conforme prevê o texto, precisava passar por uma revisão até o mês de agosto, o que não foi feito pelo último governo. Cabe à nova gestão fazer o balanço para rever possíveis alterações ou ampliações na norma. O plano de governo de Lula defende que ela não só deve ser mantida, como ampliada à pós-graduação.

Fonte: O Globo.

Quedas de torres elétricas com indícios de vandalismo e sabotagem


Três torres de transmissão de energia elétrica caíram, com "indícios de vandalismo e sabotagem", em diferentes locais do país, de acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

As quedas ocorreram entre a noite de domingo (8/1) e a madrugada de segunda-feira (9/1), após as invasões e atos de vandalismo em Brasília, mas não está claro se as quedas têm relação com o ocorrido na capital.

Um gabinete de crise foi criado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), sob a coordenação da Aneel, para garantir a segurança do sistema elétrico após os episódios.

A primeira queda ocorreu em Rondônia, na linha de transmissão entre Samuel (AC) e Ariquemes (RO), operada pela Eletronorte, às 21h30 de domingo.

Houve ainda uma "torção" em duas torres adjacentes, segundo a Aneel. O boletim da agência afirma que "há indícios de vandalismo". Por sua vez, a Eletronorte afirmou que a torre foi "derrubada", com "indícios de sabotagem".

Senado vota decreto de intervenção federal após vandalismo no DF

Rodrigo Pacheco condenou as ações golpistas.

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (10) a intervenção federal na segurança do Distrito Federal, medida decretada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo (8), enquanto golpistas invadiam os prédios dos Três Poderes.

O decreto foi aprovado de forma simbólica, sem a contagem de votos, mas oito senadores bolsonaristas votaram contra, incluindo o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), líder do PL na Casa.

Os senadores Carlos Portinho (PL-RJ) -ex-líder do governo Bolsonaro--, Luiz Carlos Heinze (Progressistas-RS), Carlos Viana (PL-MG), Eduardo Girão (Podemos-CE), Plínio Valério (PSDB-AM), Styvenson Valentim (Podemos-RN) e Zequinha Marinho (PL-PA) também foram contra.

A votação foi semipresencial, mas líderes fizeram um apelo para que os senadores voltassem a Brasília e participassem da sessão presencialmente. Na avaliação do Senado, era importante ocupar o plenário e passar a mensagem de que a Casa não foi intimidada pela invasão.

JATO USADO POR FLÁVIO PERTENCE A UM CONDENADO NOS EUA.

O avião privado usado por Flávio Bolsonaro para deixar o Brasil tem conexões empresariais com um nome ligado a um caso de narcotráfico e cri...