Justiça de São Paulo suspendeu as regras de comportamento dos alunos das escolas cívico-militares.


A Justiça de São Paulo suspendeu as regras de comportamento dos alunos das escolas cívico-militares, implementadas pelo governador, atendendo a pedido do Ministério Público e da Defensoria Pública. A juíza Paula Narimatu, da 13ª Vara de Fazenda Pública da capital, considerou as normas potencialmente discriminatórias contra grupos minoritários.

Na decisão, a magistrada destacou que exigências sobre “cores naturais” e “tonalidades discretas” nos cabelos, além da proibição de “adereços do estilo terêrê”, podem impactar indiretamente manifestações culturais afro-brasileiras, como tranças tradicionais. As normas também afetariam desproporcionalmente estudantes LGBT+, violando o princípio constitucional da não-discriminação e o Estatuto da Igualdade Racial.

A juíza criticou a elaboração das diretrizes pela Secretaria da Educação sem participação da comunidade escolar, contrariando normas do Conselho Estadual de Educação que reservam ao Conselho de Escola a elaboração do regimento. A Seduc-SP tem 48 horas para suspender as regras sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

A decisão também proibiu militares de ministrarem aulas nas escolas cívico-militares, restringindo-os a atividades de monitor: apoio em programas como Conviva e Proerd, orientação em segurança escolar, promoção de cultura de paz e acionamento da PM quando necessário. Qualquer extrapolação dessas competências configura ilegalidade, segundo a juíza.

A Seduc informou que ainda não foi notificada, mas que a suspensão não afeta a lei que criou o programa nem impede as atividades dos monitores militares. A secretaria nega atuação pedagógica dos militares e afirma que a implantação seguiu consultas públicas com as comunidades escolares.

AÇÃO ANTRÓPICA CAUSA TRAGÉDIA AMBIENTAL NA ÁSIA.


Até poucas décadas atrás, este era o quarto maior mar (lago) interior do planeta, um gigante que sustentava cidades pesqueiras inteiras e recebia turistas em balneários movimentados. O Mar de Aral, que se estendia entre o Cazaquistão e o Uzbequistão, praticamente desapareceu, transformando-se num deserto salgado onde navios enferrujam em meio às dunas.

Por séculos, suas águas foram vitais para o comércio regional e para o equilíbrio ecológico da Ásia Central. Mas, na década de 1960, a União Soviética decidiu desviar os dois rios que o alimentavam, o Amu Dária e o Syr Dária, para irrigar plantações de algodão em áreas áridas. Esse “ouro branco”, como era chamado, tornou-se prioridade econômica, enquanto o mar secava em silêncio.

O impacto foi devastador. Em poucas décadas, o nível do Aral caiu mais de 20 metros, sua superfície reduziu em mais de 90% e a salinidade aumentou tanto que os peixes desapareceram. As cidades pesqueiras, como Moynaq, no Uzbequistão, perderam milhares de empregos. Onde antes se capturavam mais de 40 mil toneladas de peixe por ano, restou apenas poeira.

A catástrofe não foi apenas econômica. Com o recuo das águas, o leito seco expôs toneladas de sedimentos impregnados por fertilizantes e pesticidas usados nas lavouras. O vento espalhou essa poeira tóxica pela região, causando problemas respiratórios, cânceres e complicações na gravidez entre as populações locais. A biodiversidade também colapsou: espécies de peixes endêmicas foram extintas e aves migratórias abandonaram a região.

Nos anos 2000, esforços internacionais tentaram reverter parte do desastre. O Cazaquistão, com apoio do Banco Mundial, construiu a barragem de Kok-Aral, que conseguiu recuperar uma fração do norte do mar, reduzindo a salinidade e trazendo de volta algumas espécies de peixe. Mas a maior parte do Aral, especialmente no lado uzbeque, segue perdida, um cemitério salgado onde barcos enferrujados se tornaram monumentos de uma tragédia ambiental feita pelo homem.

Hoje, o Mar de Aral é lembrado como um dos maiores desastres ecológicos do século XX e um alerta sobre como decisões políticas e econômicas podem redesenhar um ecossistema inteiro em poucas décadas, deixando cicatrizes que talvez nunca desapareçam.

PRIMEIRA CONSTITUIÇÃO DO MUNDO: assinada contra a vontade do rei.


Em 1215, na Inglaterra medieval, um rei foi forçado a assinar um documento contra a própria vontade. Ele não imaginava, mas aquele documento mudaria o mundo, o nome dele era Magna Carta, que limitou o poder do rei e influenciou constituições posteriores.

Na época, o rei João Sem Terra governava de forma autoritária, cobrando impostos abusivos e prendendo pessoas sem julgamento, a nobreza se rebelou e exigiu limites ao poder do rei.

A Magna Carta estabeleceu princípios inéditos:
— Ninguém estaria acima da lei, nem o rei
— Impostos não poderiam ser criados sem consentimento
— Ninguém poderia ser preso sem julgamento justo

Embora inicialmente limitada aos nobres, a ideia se espalhou, séculos depois, esses princípios influenciaram a criação do Parlamento inglês, da Constituição dos Estados Unidos e de conceitos básicos do Estado moderno, como direitos individuais e devido processo legal.

Quando você ouve falar em “direitos”, “limites do governo” ou “justiça”, está lidando com ecos desse documento medieval.

D. PEDRO II: Recusou pensão vitalícia e no seu travesseiro tinha solo do Brasil.


Quando a monarquia brasileira foi derrubada por um golpe militar em 1889, Dom Pedro II não reagiu com resistência, nem convocou o Exército. Ele apenas aceitou o exílio, sem discurso, sem luta pelo poder, sem barganha.

Pouca gente sabe, mas anos depois da proclamação da República, o novo governo brasileiro tentou comprar o silêncio do antigo imperador, foram oferecidos dinheiro, conforto e até a possibilidade de um retorno discreto ao país.

A condição era simples: que ele aceitasse o acordo e encerrasse qualquer símbolo vivo da monarquia. Dom Pedro II recusou tudo.

No exílio, viveu de forma extremamente simples, morou em hotéis modestos na Europa, vendeu parte de seus livros para pagar despesas e recusou pensões que considerava injustas.
Para um homem que governou o Brasil por 49 anos, a vida final foi marcada por sobriedade, não por luxo.

Mesmo longe, nunca deixou de se considerar brasileiro, em seu quarto de hotel, em Paris, mantinha terra do Brasil guardada sob o travesseiro, um gesto silencioso de pertencimento, não era nostalgia performática, era identidade.

Quando morreu, em 1891, não houve honras oficiais brasileiras, o país que ele ajudou a consolidar como nação preferiu esquecê-lo naquele momento.

Apenas anos depois seus restos mortais foram trazidos de volta, já com o reconhecimento tardio de sua importância histórica.

Dom Pedro II não morreu rico, nem poderoso. Morreu coerente.

Em uma era em que cargos são trocados por silêncio e memória vira moeda política, sua escolha ainda ecoa: há coisas que não se vendem nem por uma fortuna.

Naufrágio no Amazonas deixa dois mortos e sete pessoas desaparecidas.


Uma lancha naufragou na tarde de sexta-feira (13) próximo a Manaus, no Amazonas, deixando dois mortos e sete pessoas desaparecidas. O governo do Amazonas montou uma força-tarefa para o resgate das vítimas e a busca pelos desaparecidos segue neste sábado (14).

Os passageiros viajavam na lancha rápida Lima de Abreu XV, que saiu de Manaus com destino ao município de Nova Olinda do Norte. O naufrágio ocorreu na região do encontro dos rios Negro e Solimões e 71 pessoas foram resgatadas por outra embarcação que passava pelo local.

O Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil, a Marinha e equipes de assistência social e segurança foram mobilizados nas buscas, no resgate e no apoio às vítimas. Mergulhadores iniciaram imediatamente as buscas na área do acidente.

Os dois mortos são uma mulher de 22 anos e uma criança do sexo feminino de aproximadamente três anos. A criança chegou a ser resgatada pelas equipes de salvamento e encaminhada para o Hospital e Pronto-Socorro da Criança, da zona leste de Manaus, mas deu entrada na unidade já sem vida. Os dois corpos foram encaminhados para o Instituto Médico-Legal (IML), para identificação e liberação às famílias.

As 71 pessoas resgatadas com vida também foram levadas para Manaus. Quatro adultos deram entrada em unidades da rede estadual de saúde. Dois pacientes fizeram exames e permanecem sob acompanhamento da equipe multidisciplinar, com quadros estáveis. Mais dois adultos receberam atendimento, passaram por avaliação clínica, exames e receberam alta hospitalar com orientações médicas.

O condutor da embarcação foi detido no início da noite e as investigações estão sendo feitas para apurar as causas do naufrágio.

Fonte: Agência Brasil

Dias Toffoli deixa relatoria do caso Master no STF; Mendonça assume.


O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), deixou quinta-feira (12) a relatoria de investigações relativas ao Banco Master. O ministro André Mendoça assume a relatoria, após sorteio no sistema interno do tribunal.

A decisão, após reunião dos ministros da Corte, ocorre na esteira dos avanços da investigação da Polícia Federal sobre o caso. Em nota, o STF informou que o ministro – "considerados os altos interesses institucionais" – pediu que o tema fosse redistribuído para outro ministro relatar o caso.

No texto, os ministros do tribunal afirmaram "não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição", que reconhecem "a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli" e que expressam "apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento"

ARTIGO 248 DO CBT: Excesso de bagagem pode dar multa.


O Artigo 248 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) tipifica como infração grave o transporte de carga em veículos de passageiros que exceda os limites de peso ou esteja em desacordo com as normas do CONTRAN. A penalidade inclui multa de R$ 195,23, 5 pontos na CNH e retenção do veículo para transbordo. 

Onde a carga deve ir: Bagagens devem ser acomodadas preferencialmente no porta-malas ou bagageiro superior, respeitando os limites de altura (geralmente até 50 cm para bagageiros de teto).

O que é proibido: Carga solta dentro do carro, objetos que obstruam a visão do condutor, bagagens no colo ou entre as pernas, e carga excedente sobre o teto sem fixação adequada.

Medida Administrativa: Retenção do veículo até a regularização da carga (transbordo).

A segurança deve vir em primeiro lugar. Objetos grandes nos bancos podem aumentar o risco de lesões graves em caso de acidente.

Flávio Dino suspende os penduricalhos.


No despacho, Dino enumera uma série de auxílios, licenças e gratificações pagas sem critérios claros, muitas vezes tratadas como indenização, mesmo quando não há gasto comprovado nem previsão legal consistente. 

Veja a lista:
• Licença compensatória, concedida na proporção de um dia de folga a cada três dias trabalhados, com possibilidade de venda em dinheiro e acúmulo com fins de semana e feriados.
• Conversão de licenças-prêmio em pagamento, sem vínculo com necessidade do serviço.
• Férias acumuladas por decisão do próprio servidor, depois transformadas em parcelas indenizatórias.
• Gratificações por acúmulo de processos, usadas como incentivo financeiro pela quantidade de ações sob responsabilidade
Pagamento extra por acúmulo de funções, mesmo quando as atividades ocorrem na mesma jornada, em dias úteis e horário regular.
• Auxílio-locomoção, liberado inclusive a quem não demonstra deslocamento diário para o trabalho
• Auxílio-combustível, sem exigência de comprovação de gasto.
• Auxílio-educação, pago mesmo sem contratação efetiva de serviço educacional
Auxílio-saúde, concedido independentemente da existência de plano ou do valor gasto.
• Benefícios sazonais ou simbólicos, como auxílio-peru, auxílio-panettone e até auxílio-iPhone.

Para Dino, esse conjunto de pagamentos revela distorções graves. Em um dos trechos mais diretos da decisão, o ministro afirma que práticas desse tipo “comprometem ainda mais o decoro das funções públicas”.

Iniciativa da gestora escolar da Ilha de Marajó viralizou.


Na Ilha do Marajó (PA), longe de sinal de celular, longe de internet, longe de quase tudo, uma diretora decidiu que uma aprovação importante demais não podia esperar.

A estudante Jarina Serra, jovem ribeirinha, ainda não sabia que tinha conquistado uma vaga no curso de Letras – Língua Portuguesa da Universidade Federal do Pará. Não tinha como saber. Em casa, não há celular nem conexão.

Então a gestora fez o que poucos fariam: atravessou a distância para levar a notícia com a própria voz.

Quando chegou, não veio séria, nem formal. Veio cantando a “Marcha do Vestibular”, de Pinduca. A cena parecia festa antes mesmo de a jovem entender o motivo. E quando entendeu… travou. Riu, chorou, ficou sem saber o que fazer de tanta alegria.

O momento foi gravado por Lizandra Tuany, filha da gestora, e já passou de 1 milhão de visualizações nas redes.

O campus da universidade fica em outra cidade, o que significa mais um desafio pela frente.
Mas ninguém deixou ela sozinha.

A gestora e professores já estão se organizando para ajudar com a matrícula e moradia, para que o sonho continue.

Num país onde nem todo mundo tem sinal, ainda bem que existe gente que vira ponte.

Fonte: Só Notícia Boa

Tina Turner: exemplo de superação.


No dia 1º de julho de 1976, Tina Turner esperou que o marido, Ike Turner, adormecesse no quarto de hotel em Dallas. O rosto estava inchado. O corpo, marcado por mais uma agressão. A alma exausta — mas ainda viva.

No bolso, havia apenas 36 centavos e um cartão de gasolina da Mobil. Nada mais. Nenhum plano. Nenhuma rede de apoio. Apenas a decisão que mudaria tudo.

Saiu em silêncio do Statler Hilton. Não chamou um táxi. Não pediu ajuda. Não havia ninguém para quem ligar.

Correu pela autoestrada 30, no escuro, desviando do trânsito, quase sendo atingida por um caminhão. Cada passo era instinto puro. Não era fuga — era sobrevivência. Do outro lado da estrada, o Ramada Inn.

O gerente reconheceu-a imediatamente, mesmo ferida, mesmo sem glamour. Deu-lhe um quarto no 11º andar e colocou um guarda à porta.

Durante três dias, Tina permaneceu escondida ali. Machucada demais para comer direito. Deixando o corpo começar, lentamente, a cicatrizar.

Poucas semanas depois, pediu o divórcio. Quando lhe perguntaram o que queria após 16 anos de casamento, a resposta silenciou a sala: não queria casa, nem dinheiro, nem direitos autorais. Queria apenas o nome: Tina Turner.

Um nome criado para controlá-la — e agora a única coisa que ela levaria para reconstruir a própria vida.
Saiu com dívidas, um embargo fiscal do IRS e uma indústria convencida de que estava acabada. Tinha quase 40 anos, era uma mulher negra em um mercado obcecado pela juventude e não possuía direitos sobre grande parte da música que ajudou a criar. As probabilidades eram brutais.

Mas Tina recusou-se a desaparecer. Aproximou-se do budismo de Nichiren, cantando diariamente para encontrar forças. Aceitou todo trabalho possível: programas de auditório, salões de hotel, feiras do interior, eventos corporativos. Limpou casas entre apresentações. Enquanto o mundo a chamava de “passado”, ela se reconstruía em silêncio, peça por peça.

Então veio 1984, aos 44 anos, lançou Private Dancer. E tudo mudou. O álbum vendeu mais de 12 milhões de cópias. What’s Love Got to Do with It chegou ao primeiro lugar das paradas — seu primeiro grande sucesso solo. Vieram três prêmios Grammy, o Live Aid, Mad Max: Beyond Thunderdome. O mundo, finalmente, viu quem ela sempre foi.

Sua segunda vida artística durou décadas. Turnês históricas. Estádios lotados. Doze Grammys no total. Mais de 100 milhões de discos vendidos. Uma carreira reconstruída nos próprios termos. E o amor também a encontrou. Erwin Bach conheceu Tina em um aeroporto em 1986 e nunca mais saiu de sua vida. Quando os rins dela falharam, ele não hesitou: ofereceu um dos seus. Em 2017, cumpriu a promessa e salvou-lhe a vida.

Em 24 de maio de 2023, Tina Turner faleceu em paz, na Suíça, aos 83 anos, com Erwin ao seu lado.

Fazendeiro é preso suspeito de provocar incêndio em área de mata no Amazonas.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações começaram após denúncias de que proprietários de terras e fazendeiros estariam colocando fog...