Na Ilha do Marajó (PA), longe de sinal de celular, longe de internet, longe de quase tudo, uma diretora decidiu que uma aprovação importante demais não podia esperar.
A estudante Jarina Serra, jovem ribeirinha, ainda não sabia que tinha conquistado uma vaga no curso de Letras – Língua Portuguesa da Universidade Federal do Pará. Não tinha como saber. Em casa, não há celular nem conexão.
Então a gestora fez o que poucos fariam: atravessou a distância para levar a notícia com a própria voz.
Quando chegou, não veio séria, nem formal. Veio cantando a “Marcha do Vestibular”, de Pinduca. A cena parecia festa antes mesmo de a jovem entender o motivo. E quando entendeu… travou. Riu, chorou, ficou sem saber o que fazer de tanta alegria.
O momento foi gravado por Lizandra Tuany, filha da gestora, e já passou de 1 milhão de visualizações nas redes.
O campus da universidade fica em outra cidade, o que significa mais um desafio pela frente.
Mas ninguém deixou ela sozinha.
A gestora e professores já estão se organizando para ajudar com a matrícula e moradia, para que o sonho continue.
Num país onde nem todo mundo tem sinal, ainda bem que existe gente que vira ponte.
Fonte: Só Notícia Boa

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