MOÇÃO DE REPÚDIO AS MORTES DE TRABALHADORES E TRABALHADORAS RURAIS E URBANOS
“A criação geme em dores de parto” (Rm 8,22)
A Pastoral Operária do Brasil reunida na 17ª Assembleia, em São Paulo/SP, de 23 a 26 de junho de 2011, em comunhão fraterna com 80 delegados(as) de 43 Dioceses e todo o povo de Deus, apresenta ao país Moção de Repúdio aos casos de violência e mortes, atingindo povos originários da floresta, pequenos agricultores e quilombolas.
Por isso, vimos através desta, denunciar que muitas mortes no campo eram anunciadas e de conhecimento dos agentes públicos. Mortes estas fruto da ganância e da exploração do sistema capitalista que transforma tudo em mercadoria. Que pela buscas do lucro tem destruído os recursos naturais, expulsando milhares de pequenos agricultores, indígenas e povos tradicionais.
Queremos denunciar as esferas do estado e do poder judiciário pela omissão diante das graves ameaças sofridas pelos (as) trabalhadores e trabalhadoras e por seus familiares, pois muito destes agressores até recebem benefícios fiscais do próprio estado para destruir a fauna e flora da região.
Exigimos justiça pelo sangue derramado por milhares de camponeses e camponesas, quilombolas e povos originários da floresta que sofrem ameaças e mortes. Além disso, cobramos proteção aos ameaçados e suas famílias, respeito aos pequenos agricultores, assentados, atingidos por barragem e povos indígenas.
Cobramos amplo apoio dos governos estaduais, do governo federal e do Ministério Público nas investigações e punição dos envolvidos pelo poder judiciário, para que não continue reinando a impunidade, principal causa de violência no campo.
Exigimos urgência da reforma agrária, demarcação das terras indígenas, titularização das terras quilombolas e políticas agrícolas voltadas aos pequenos agricultores, que respeite a diversidade regional, ecossistemas e biomas.
Como profetas que somos, a luz do Evangelho lutamos pela vida, que é dom gratuito de Deus. Neste sentindo, manifestamos a nossa solidariedade às famílias enlutadas e aos povos da floresta.
Como cristãos que somos, em nome da Classe Operária, afirmamos: “se calarem a voz dos profetas as pedras gritarão”, pois a paz é fruto da justiça.
Pastoral Operária do Brasil: 40 anos de lutas.
São Paulo, 26 de junho de 2011

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