Nos arredores de Manaus (AM), os rios Negro e Solimões protagonizam um dos fenômenos naturais mais famosos do mundo: o Encontro das Águas.
Mesmo após se encontrarem, as águas dos dois rios seguem lado a lado por aproximadamente 6 quilômetros, formando uma nítida divisão entre o preto e o marrom antes de finalmente se misturarem.
Por que isso acontece?
Rio Negro:
• Águas escuras, ricas em matéria orgânica dissolvida.
• Temperatura média de cerca de 28 °C.
• Baixa concentração de sedimentos.
• Correnteza mais lenta, em torno de 2 km/h.
• Águas naturalmente mais ácidas.
Rio Solimões:
• Águas turvas, carregadas de sedimentos trazidos da Cordilheira dos Andes.
• Temperatura média de cerca de 22 °C.
• Maior densidade.
• Correnteza mais rápida, entre 4 e 6 km/h.
A combinação dessas diferenças de temperatura, velocidade, densidade, acidez (pH) e quantidade de sedimentos faz com que as águas não se misturem imediatamente, criando um contraste impressionante que pode ser observado até do espaço.
É a partir da confluência dos rios Negro e Solimões que o curso d'água passa a ser chamado de Rio Amazonas.
O Rio Amazonas percorre milhares de quilômetros até desaguar no Oceano Atlântico e é reconhecido como o maior rio do mundo em volume de água e o maior sistema de drenagem do planeta. Além disso, muitos estudos modernos também o apontam como o rio mais longo da Terra, embora essa comparação com o Nilo ainda seja debatida por pesquisadores.
O Encontro das Águas é um dos maiores símbolos da Amazônia e um exemplo extraordinário de como a geografia e a hidrologia podem criar paisagens únicas na natureza.
Fonte: Mais Geografia.

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