SALAZAR: Herói ou bandido?


O vereador atropelou a vítima, passou com o carro em cima do indivíduo, saiu do carro e descarregaou a pistola com 9 balas no pente, no corpo do atropelado, que agonizava no chão, sendo duas balas certeiras atingindo a cabeça do atropelado e as outras sete atingindo o tórax e o rosto da vítima e ainda tem a cara de pau de alegar legítima defesa.

O vereador Alexandre da Silva Salazar, conhecido como Sargento Salazar (PL), está no centro de um grave caso judicial. Ele enfrenta acusações de homicídio qualificado, um crime hediondo que pode acarretar uma pena de até 30 anos de prisão, caso seja condenado. O parlamentar chegou a ser absolvido de forma sumária, mas o MPAM recorreu e o TJAM acatou o recurso e colocou novamente o político no banco dos réus.

O homicídio qualificado (Artigo 121, § 2º do Código Penal Brasileiro) diferencia-se do homicídio simples pelas circunstâncias que agravam a conduta do autor, revelando maior desvalor pela vida humana.

Se uma ou mais dessas circunstâncias forem comprovadas no julgamento, a pena pode ser significativamente aumentada, chegando ao máximo de 30 anos de reclusão.

As acusações contra Salazar fazem parte de um processo que apura a morte de Felipe Kevin de Oliveira, ocorrida em 24 de junho de 2019, no bairro Colônia Terra Nova, zona Norte de Manaus. De acordo com o MP, Salazar havia presenciado um roubo em uma parada de ônibus. O militar perseguiu e atropelou o assaltante. Em seguida, em posse de uma arma de fogo, Salazar atirou contra a vítima, que faleceu em decorrência dos ferimentos.

Segundo o MP, a vítima foi atingida por nove disparos de arma de fogo, sendo dois na região da cabeça, o que, na avaliação do órgão, indicaria intenção de matar e possível excesso na ação policial. Em trecho do acórdão, o Ministério Público argumenta que “a multiplicidade de tiros em regiões vitais indica animus necandi, extrapolando o uso moderado dos meios necessários”.

A defesa do vereador alega legítima defesa e o caso segue no Tribunal de Justiça do Amazonas. Se condenado, pode significar o fim da carreira politica de Alexandre Salazar.

Por:  Luiz Tadeu Peres

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