O Sinteam (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas) informou nesta segunda-feira (6) que ingressou na Justiça com um mandado de segurança para pedir o restabelecimento imediato do plano de saúde dos servidores da Seduc (Secretaria de Estado de Educação) do Amazonas, suspenso desde 2 de abril.
Segundo o sindicato, a ação pede prioridade no atendimento de trabalhadores em tratamento oncológico, gestantes em acompanhamento pré-natal, pacientes em psicoterapia e dependentes, com atenção especial a crianças neurodivergentes que necessitam de terapias contínuas.
Na manhã de segunda-feira (6), trabalhadores da educação realizaram manifestação em frente à sede do governo do Estado, em Manaus, para protestar contra a suspensão do benefício. O grupo cobrou a retomada dos atendimentos e o pagamento da data-base da categoria, vencida em 1º de março, ainda sem anúncio de reajuste salarial.
Segundo o sindicato, a suspensão do plano está relacionada à falta de repasses do governo estadual à operadora Hapvida. Um documento obtido pela entidade mostra oito parcelas em aberto, que somam aproximadamente R$ 52 milhões.
“Esta é a quarta vez que nossos atendimentos são suspensos por falta de pagamento por parte do governo do Estado. Dinheiro tem. Queremos saber por que deixam a saúde faltar. O plano de saúde é uma conquista dos trabalhadores em educação. É um desrespeito conosco”, afirmou a presidente do sindicato, Ana Cristina Rodrigues.
Segundo a sindicalista, a suspensão ocorre em meio ao aumento de afastamentos por problemas de saúde mental entre servidores da educação. Dados da Junta Médica Estadual mostram que, somente em 2025, 6.735 servidores da Seduc foram afastados por esse motivo.
Diante da situação, o sindicato convocou uma assembleia geral para esta terça-feira (7) quando professores, pedagogos, merendeiros e servidores administrativos devem discutir os próximos encaminhamentos do movimento.
Fonte: Amazonas Atrual.

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