A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) existiu de 1922 a 1991 e ocupava uma enorme extensão territorial entre a Europa Oriental e o norte da Ásia. Apesar de aparecer nos mapas como um único país, ela era uma federação formada por 15 repúblicas soviéticas, entre elas Rússia, Ucrânia, Belarus, Cazaquistão e as três repúblicas bálticas.
Durante grande parte do século XX, a URSS foi uma das principais potências mundiais. Depois da Segunda Guerra Mundial, tornou-se protagonista da Guerra Fria, período de intensa rivalidade política, militar, econômica e tecnológica com os Estados Unidos e seus aliados.
Mas por que a URSS desapareceu?
Nas décadas finais de sua existência, a União Soviética enfrentou sérios problemas econômicos e políticos. Ao mesmo tempo, movimentos por maior autonomia e independência ganharam força em várias repúblicas. Em 1991, esse processo se acelerou e culminou na dissolução da União Soviética. Documentos das Nações Unidas descrevem a dissolução como a transformação da URSS em 15 repúblicas independentes.
Em 24 de dezembro de 1991, o presidente russo Boris Yeltsin informou ao secretário-geral das Nações Unidas que a Federação Russa continuaria a participação da União Soviética na ONU, inclusive no Conselho de Segurança. Por isso, a Rússia passou a ocupar o lugar anteriormente exercido pela URSS nesses órgãos.
O enorme território destacado como URSS nos mapas antigos não corresponde simplesmente à Rússia atual. Ele abrangia as 15 repúblicas que compunham a União Soviética. Com a dissolução de 1991, essas repúblicas passaram a constituir Estados independentes, alterando profundamente o mapa político da Europa Oriental, do Cáucaso e da Ásia Central.
É por isso que comparar um mapa da URSS com o mapa atual mostra uma transformação tão impressionante: onde antes havia uma única união política, hoje existem 15 países independentes.

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