terça-feira, 25 de outubro de 2016

Deputado cobra da Prefeitura solução definitiva com relação aos bueiros sem tampa, que podem ter feito a terceira vítima somente neste ano

  

No último domingo (23), o pequeno Gustavo da Silva Araújo, de 6 anos, caiu num bueiro sem tampa, na rua Louro Chumbo, bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte de Manaus, durante forte chuva, e está até hoje desaparecido. 

De acordo com José Ricardo Wendling (PT), mais uma criança é vítima de bueiro aberto, podendo ser a terceira morte somente este ano, por falta de ação da Prefeitura de Manaus com relação ao saneamento básico, um direito essencial para a saúde, bem-estar e proteção da população, e à falta de locais para o esporte e lazer dessas crianças.

Em abril deste ano, o pequeno André Pereira morreu ao cair num bueiro, no Mutirão; e, em maio, Guilherme Guerreiro morreu no bairro do Alvorada, ao cair num igarapé. “Uma irresponsabilidade do atual prefeito, que não pode alegar desconhecimento do perigo, pois os fatos foram noticiados por toda a imprensa. Nessa época, chegou a admitir que existiam cerca de 1 mil bueiros sem tampa em toda as cidade. E até hoje não sabemos o que foi feito por essa gestão inoperante”, afirmou ele, solidarizando-se com os amigos e familiares de Gustavo e dizendo que irá cobrar a responsabilidade do prefeito Artur Neto e do secretário de Obras.

Juntamente com o vereador Bibiano, o parlamentar ingressou com representação no Ministério Público do Estado (MPE), em maio deste ano, solicitando a apuração da omissão da Prefeitura com relação à vulnerabilidade dos bueiros devido à falta de manutenção. E, segundo o Diário Oficial do Ministério Público do dia 11/07/2016, a representação foi acatada pelo promotor de Justiça, Paulo Stélio, que instaurou inquérito para a verificação de possíveis irregularidades quanto à execução de obras de vedação dos bueiros abertos e requisitou da Seminf o levantamento, por bairro, dos bueiros que se encontram sem tampa, bem como as providências adotadas para evitar acidentes com pessoas que transitam nas suas imediações. “Vamos aguardar a apuração do MPE para que os culpados sejam responsabilizados”.

Fonte: Assessoria de Comunicação