Devolução do mandato de Jango, uma medida de justiça


Por proposta dos senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), o Congresso anulou a sessão que declarou vago o cargo de presidente da República realizada na madrugada de 1º para 2 de abril de 1964, sob a justificativa ilegal de que Jango fugira do país, quando ele ainda se encontrava no Rio Grande do Sul.

A declaração de vacância da Presidência da República foi feita pelo então presidente do Congresso, senador Auro de Moura Andrade (SP), sob a justificativa de que Goulart viajara para o exterior sem autorização do Parlamento. Jango, contudo, naquela madrugada ainda estava no Rio Grande do Sul em busca de apoio de aliados, ante a iminência de ser detido pelas forças golpistas.

Presidenta Dilma e governo presentes

A sessão solene do Congresso contou com a presença da presidenta Dilma Rousseff, ministros de Estado e vários outros integrantes do governo. No ato, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), destacou que a devolução simbólica do cargo ao ex-presidente equivale a uma declaração do Congresso de que Jango foi uma vítima que tentou resistir ao golpe militar, não um fugitivo.

“Como presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, em nome da instituição, peço desculpas pela inverdade patrocinada pelo Estado contra um ilustre brasileiro, um nacionalista, patriota, reformista, e que, talvez, tenha conseguido reunir uma das melhores equipes de governo na história do Brasil”, acentuou Renan Calheiros.

O filho de Jango, João Vicente Goulart, destacou que a deposição não foi um ato direto contra o presidente, mas contra as reformas de base que ele enviara ao Congresso Nacional no ano do golpe. “A história de Jango hoje se coloca acima dos partidos políticos. Repito as palavras que disse quando me despedi pela segunda vez, em São Borja (mês passado), do meu pai: Jango, a democracia venceu”, afirmou João Vicente ao receber o documento de devolução simbólica do mandato de seu pai.

O Brasil continua a espera de reformas básicas

Irônico, se não trágico para nossa história, é o que lembrou na cerimônia o filho do ex-presidente: quase 50 anos depois do golpe, o Brasil ainda não conseguiu fazer reformas básicas como as propostas por seu pai naquele ano e continua necessitando e à espera de reformas como a política, a agrária, a tributária, e a educacional, dentre outras.

No mês passado os restos mortais do ex-presidente João Goulart foram levados a Brasília para exames no Instituto Nacional de Criminalística (INC) do Departamento da Polícia Federal, e no início deste mês levados de volta para São Borja (RS), onde foram enterrados com honras militares. O exame vai esclarecer se o ex-presidente morreu de um ataque cardíaco, em 1976, quando vivia no exílio, na Argentina, ou se foi assassinado pela ditadura militar. Um ex-agente da repressão na ditadura uruguaia diz que Jango foi envenenado.

Ao participar da cerimônia de ontem, um dos autores do projeto que anulou a deposição de Jango, o senador Pedro Simon, lembrava que a sessão que a sessão daquela madrugada foi convocada de última hora exclusivamente para depor o ex-presidente. “Foi engraçado porque nada foi colocado em votação. Ele (Moura Andrade) só deu a comunicação e o resultado”, disse. Simon lembrou, ainda, que na ocasião o então deputado Tancredo Neves (PSD-MG) leu uma mensagem da Casa Civil informando sobre o paradeiro de Jango, mas foi ignorada pelos parlamentares.

A devolução simbólica do manto de Jango faz justiça ao único presidente brasileiro a morrer no exílio e ao mandatário menos estudado em nossa história, já que a ditadura não lhe deu nunca a mínima trégua, encarregando-se de estigmatizá-lo o tempo todo. E, na definição de seu chefe da Casa Civil, Darcy Ribeiro, Jango caiu menos por seus defeitos e mais por suas qualidades, pelas reformas que pretendia fazer no país.

Inscrições abertas em Concurso Público para professores da capital e interior na UEA


A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) está com inscrições abertas para o cargo de Professor da Carreira do Magistério Público Superior em Concurso Público para a Escola Superior de Tecnologia (EST) e para o Centro de Estudos Superiores de Parintins (Cesp). As inscrições seguem até o dia 17 de janeiro de 2014, em conformidade aos editais 08/2013 e 09/2013.

Para as vagas previstas no edital 08/2013, a inscrição deve ser efetuada por meio de entrega do Requerimento de Inscrição e de documentos constantes no edital na EST, localizada na Avenida Darcy Vargas, bairro Parque 10 de Novembro, em Manaus, no horário das 8h às 12h e das 14h às 18h.

Já para a vaga no edital 09/2013, o candidato deve realizar a inscrição no Cesp, localizado na Estrada Odovaldo Novo, no bairro Djard Vieira, no município de Parintins e na reitoria da Universidade, situada na Avenida Djalma Batista, bairro Flores, em Manaus, no horário de 8h às 12h e das 14h às 18h.

O nome e a convocação de cada etapa serão divulgados neste portal e nos quadros de avisos da Unidade Acadêmica onde o concurso for realizado. Os concursos serão realizados em três etapas: prova escrita, prova didática e exame de títulos. As taxas de inscrições dos certames são de R$ 200 a R$250 de acordo com os cargos pretendidos.

Os dois editais oferecem um total de 28 vagas com remuneração que varia de R$ 4.536,00 a R$ 7.897,29.

Mega-Sena acumula pela sétima vez e pode pagar R$ 53 milhões no sábado


A Mega-Sena acumulou pelo sétimo sorteio seguido no concurso 1.558, realizado excepcionalmente nesta quinta-feira (19), em Osasco (Grande SP). Agora, a Mega poderá pagar um prêmio de R$ 53 milhões no próximo sábado. 

As dezenas sorteadas foram: 07 - 15 - 17 - 31 - 42 - 54. O prêmio sorteado hoje era de R$ 44 milhões. Ao todo 186 apostadores acertaram a Quinta e levam R$ 18.644,94 cada. Outros 11.538 jogadores acertaram a Quadra e faturam R$ 429,38 cada.

Nesta semana, para compensar a falta de concurso na semana do Natal, serão realizados três sorteios. O primeiro deles foi realizado na terça-feira (17) e o último está marcado para sábado (21). Normalmente, a Mega-Sena tem apenas dois concursos semanais (quartas e sábados).

A aposta mínima custa R$ 2 e pode ser feita até as 19h (horário de Brasília) do dia do concurso em qualquer uma das mais de 12.600 lotéricas do país.

Um apostador de Boa Vista (RR) foi o último a acertar o prêmio máximo da Mega-Sena e ganhou R$ 2,8 milhões no concurso 1.551, realizado no dia 27 de novembro. 

Leia mais em: http://zip.net/bvlSJj

Juíza nega recondução de prefeito ao cargo no município de Codajás




A juíza da 7ª zona eleitoral de Codajás, Suzi Irlanda Araújo Granja da Silva, negou o pedido de recondução ao cargo do prefeito cassado Abraham Lincoln Dib Bastos (PSD). Ele foi eleito em 2012 e teve o registro de candidatura cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Segundo a juíza, a não recondução do prefeito é para que não se crie um clima de instabilidade política no município.

“O que se observa é que o requerente (Abraham Lincoln), na tentativa de retornar ao cargo, tem dirigido sucessivos pedidos às instâncias eleitorais, todas sem êxito. E agora, pretende uma recondução que sequer seria cabível, pois não tendo o TSE reformado por completo ou anulado sua decisão, esta deve prevalecer”, disse na decisão publicada nesta quarta-feira no Diário de Justiça Eletrônico (DJE).

Com a cassação do prefeito, assumiu a prefeitura o segundo colocado no pleito de 2012, Joel Gomes (PT). Abraham Lincoln recorreu ao TSE e argumentou que ainda cabe recurso à decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que o tornou inelegível e motivou a cassação. O TSE remeteu o processo ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).

Prejuízo de R$ 1,182 milhão com remédios é investigado no Amazonas

Auditoria do SUS detectou perdas elevadas com o desperdício de remédios adquiridos pela Susam

Erro na programação de compras da Secretaria de Saúde, em 2006, causou a perda dos remédios que foram incinerados, identificou o Tribunal de Contas da União (TCU).

O Ministério Público do Estado (MP-AM) abriu inquérito civil para investigar um prejuízo de US$ 505.393,60 (equivalente a R$ 1.182.619,62) em desperdício de medicamentos. Segundo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), os remédios foram adquiridos pela Secretaria de Estado da Saúde (Susam) à Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS), em 2006.

A 77ª Promotoria de Justiça Especializada de Proteção ao Patrimônio Público (Prodep) informou que o Departamento Nacional de Auditoria do SUS relatou possíveis irregularidades quanto ao elevado nível de perdas de medicamentos incinerados em razão de erro na programação de compras da Susam, naquele ano. Os dados foram encaminhados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), pedindo providências ao MP-AM.

Prestação de contas

Segundo o relatório, a inspeção realizada em 24 e 25 de agosto de 2006 também apontou irregularidades na prestação de contas do Termo de Cooperação no valor de US$ 505.393,60, entre a Susam e a Opas/OMS. O MPE solicitou ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) que envie informações sobre o repasse do dinheiro.

O promotor de Justiça Edilson Queiroz Martins explicou que a perda dos medicamentos foi comprovada pelo TCU. Ele disse que solicitou ao secretário de Estado da Saúde, Wilson Alecrim, que informe quais remédios foram incinerados, e também aguarda outros dados complementares do TCU e TCE para concluir a investigação. “Conforme o resultado do inquérito, os gestores terão que ressarcir o patrimônio público”, disse.

Em nota, a Susam informou que esperará pela notificação do MPE sobre a abertura do inquérito para se manifestar.

Aos 26 anos, militante é a mais jovem integrante da Executiva do PT

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Conheça a trajetória da amazonense Anne Karolyne Moura, eleita com base no sistema de cotas para jovens, mulheres e negros do partido. 

Ver a batalha diária da mãe, solteira e com três filhas para sustentar, inspirou Anne Karolyne Moura a querer militar pela emancipação da mulher em seu estado natal, o Amazonas. “Sempre vi minha mãe batalhando pelas coisas e nos passando essa força. Ela nunca estudou feminismo, mas conseguiu transmitir a ideia de autonomia, uma vontade que fez eu me voltar à minha comunidade e às muitas mães solteiras que temos aqui.”

Nova secretária nacional de desenvolvimento econômico do Partido dos Trabalhadores, Anne, de 26 anos, é também o nome mais jovem a compor a Comissão Executiva Nacional do PT. Nomeada para o cargo no V Congresso do PT, realizado na semana passada em Brasília, Anne faz parte de uma nova geração de jovens, mulheres e negros que chegaram à Executiva Nacional do partido por meio da política de cotas aprovada no ano passado e prevista no regulamento do Processo de Eleições Diretas (PED 2013). O documento, em seu 4º artigo, prevê que “as direções partidárias, delegações e cargos com função específica de secretarias deverão ter paridade de gênero”, com 50% das vagas para mulheres. Além disso, 20% dos membros dos diretórios devem ter menos de 30 anos de idade e a composição final do Diretório Nacional deve reservar 20% de suas vagas para negros e índios.

Para Anne, a principal razão para ela ter sido eleita é seu histórico. “Não havia na região ninguém com as características da minha trajetória, de movimento estudantil e de luta pela juventude indígena e pelo empoderamento das jovens mulheres”, afirma. Antes de chegar à Executiva Nacional do PT, pela chapa Partido que Muda o Brasil (composta pelas correntes Construindo Um Novo Brasil, Partido dos Trabalhadores de Lutas e de Massas e Novo Rumo), Anne trabalhou com diferentes movimentos sociais de sua região. Na agenda, conferências para a construção de lideranças femininas aptas a disputar a presidência de grêmios estudantis e centros acadêmicos, além da reivindicação por direitos indígenas, quilombolas e ambientais.

Seu histórico de militância, entretanto, remonta à adolescência. Inspirada pelo tio Jessé, com quem começou a acompanhar as reuniões do PT em Manaus aos 15 anos, Anne envolveu-se no movimento secundarista, quando ainda estudava na Escola Estadual Angelo Ramazzotti, no bairro de Adrianópolis. Moradora de Coroado, bairro na periferia da capital amazonense, a filha da auxiliar de enfermagem Jerônima e do gráfico Amarildo tem quatro irmãos, sendo dois por parte de pai. Esperou fazer 16 anos para se filiar ao partido e, aos 18, se tornou membro da juventude petista. Em 2007, passou no vestibular de enfermagem na Universidade do Estado do Amazonas e, quando completou 22 anos, tornou-se secretária estadual de juventude do PT, cargo no qual ajudou a coordenar a primeira conferência nacional de juventude em 2008, em Brasília. “Foi memorável. Conseguimos levar atores que não imaginávamos, como coletivos ambientais e também indígenas”, lembra.

O passo seguinte foi aceitar o convite para a Secretaria Nacional da Juventude do partido, a partir do qual assumiu a pasta de Mobilização, paralelamente à atuação como diretora de Meio Ambiente na União Nacional dos Estudantes.

Desafio. À frente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do PT, criada no ano passado, a amazonense quer pautar a discussão por dois caminhos: ao agregar a palavra “sustentável” à noção de desenvolvimento, por meio do diálogo com comunidades locais incorporado a projetos; e também na elaboração de uma ferramenta que permita à geração atual entender as transformações socioeconômicas decorrentes de políticas públicas e programas sociais dos governos Lula e Dilma, como Bolsa Família, Prouni e Minha Casa Minha Vida.

“Quero criar uma ferramenta de fácil acesso e compreensão, com documentos, dados, textos e material audiovisual. Falta para a minha geração essa capacidade de analisar”, avalia. “Temos de disputar esse jovem, que não lê jornal, que recebe as coisas via Facebook, que tem preguiça de ir a uma reunião política porque acha chata. A minha expectativa nesse novo trabalho é conseguir falar numa outra língua”, diz.

José Ricardo critica parecer que rejeitou as emendas ao Orçamento Estadual


O orçamento impositivo já é realidade no Amazonas, haja vista que o Poder Executivo mais uma vez impôs sua vontade ao Poder Legislativo recusando todas as 160 emendas apresentadas pelos deputados ao Orçamento Estadual de 2014. O deputado José Ricardo, que propôs o maior número de emendas aos R$14,6 bilhões, questionou a falta de fundamentação jurídica do relatório da Comissão de Finanças Públicas (CFP) da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).

De acordo com o relatório da CFP, não há nenhuma inconstitucionalidade identificada pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), e, portanto o motivo apontado para derrubar as emendas é que as mesmas já estariam atendidas na proposta do governo. A justificativa foi considerada absurda para o parlamentar 

“A Comissão de Finanças mostra que a forma que se elaborou o parecer é um verdadeiro descaso, é uma falta de compromisso, não tem nenhuma preocupação em tentar aprovar as emendas que vieram da população. É inacreditável a submissão da Assembleia”, criticou.

Entre as 106 emendas propostas por José Ricardo estão os auxílios transporte e alimentação aos professores da rede pública estadual, e plano de saúde a estes profissionais; a reforma e ampliação dos hospitais, e concurso público para a área da saúde.

Pesquisa não retrata realidade

O deputado José Ricardo questionou, durante o pequeno expediente de hoje (18), a situação apontada pela pesquisa CNI/Ibope, publicada nesta semana pela imprensa, em que a área da saúde no Amazonas aparece num nível satisfatório. “Dizer que a saúde no Estado ‘vai muito bem’ é um desrespeito à população amazonense que diariamente padece com o abandono da saúde. É dessa forma que o grupo político está tratando o povo. Esse grupo está há 31 anos no poder e o quadro da saúde continua o mesmo”, expôs.

O parlamentar disse ainda que, os dados dessa pesquisa são opostos as informações que constam no Atlas de Acesso à Justiça, lançado na última segunda-feira (16) pelo Ministério da Justiça, em que o Amazonas está como o 3º Estado do país com pior acesso à Justiça, à frente apenas do Pará e do Maranhão. A colocação dos Estados leva em consideração o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e as informações sobre órgãos e instituições essenciais para o funcionamento do Poder Judiciário. Alguns dos critérios para medir o IDH são: o Nível de saúde, Grau de Escolaridade, Renda. “Como é possível os indicadores do 'Atlas' apontarem que o IDH do Amazonas está entre os piores do país e a pesquisa Ibope afirmar o contrário”, acentuou.

Na avaliação do deputado esses indicadores reforçam a necessidade de melhorias nas políticas públicas do Estado, como a ampliação de atendimento à saúde e de mais juízes de 1º grau para atender a população. 

Fonte: Assessoria de Comunicação

Carros novos terão mais segurança a partir de 2014


A exigência de freios ABS (evitando o travamento das rodas) e airbag (bolsas que inflam em coliões) feita pelo governo dá mais segurança ao motorista.

A nova regra do Contran passa a valer em janeiro de 2014. “A preocupação é que esses equipamentos de segurança vão subir preço, e claro que isso vai talvez atrapalhar um pouco as vendas do próximo ano. Mas, como a indústria já estava em parte preparada para isso, vamos seguir adiante”, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

As montadoras, porém querem redução do imposto de importação sobre peças não produzidas aqui, como forma de compensação. Ano após ano, inclusive, as montadoras têm pleiteado diversos incentivos do governo.

O governo já decidiu que o IPI (Imposto sobre Produção Industrial) será elevado em 2014, como previsto.

Comissão da Verdade investiga trabalho de general francês


Paul Aussaresses ensinou técnicas de combate a guerrilhas aos oficiais brasileiros; pesquisador ressaltou ainda o apoio da França aos regimes da América Latina.

A Comissão da Verdade da Assembleia Legislativa de São Paulo ouviu nesta terça-feira 17 especialistas na história do general francês Paul Aussaresses, militar que entre 1973 e 1975 esteve no Brasil ensinando técnicas de tortura e combate a guerrilhas aos oficiais brasileiros e de países da América Latina. Aussaresses morreu no dia 4 deste mês.

Os debatedores que participaram da audiência pública concordam que a participação francesa nas ditaduras militares na América Latina é pouco conhecida, sobretudo no Brasil. “Achei bastante material na imprensa argentina sobre a atuação dessa escola do terror que se implantou em toda a América Latina, mas não acho quase nada na imprensa brasileira”, disse o pesquisador e ex-ouvidor da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Fermino Fechio.

Aussaresses veio ao país como adido militar. “É um eufemismo para colaboração estrita de informações e controle dos exilados”, explicou Leneide Duarte-Plon, jornalista e escritora. O general deu aulas no Centro de Instrução de Guerra (CIG), que ainda existe em Manaus. Fermino explica que a escola, hoje, é famosa por oferecer bons cursos de sobrevivência da selva. O centro surgiu para proteger as fronteiras brasileiras, porém, a partir de 1973, passou a ser uma “escola do terror”.

Fermino defendeu que os documentos referentes às atividades da escola naquela época sejam divulgados. “Não sabemos quantos oficiais foram formados. No site da escola de Manaus se diz que foram 400 estrangeiros treinados, mas eu acho que foram até mais. Só o Chile mandava de um a 12 oficiais por mês”.

O pesquisador questiona a falta de informações sobre o trabalho do CIG durante a ditadura. “O que a escola tem a esconder? Já se passou tanto tempo e o Brasil precisa saber da sua história. Quem é que fez curso lá? Quais foram os instrutores? Por que essa escola foi direcionadas para ser uma escola do terror?” Fermino contou que já foram solicitadas cópias dos documentos à Comissão Nacional da Verdade, mas acredita que nenhum desses dados tenha sido divulgado.

Segundo Leneide Duarte-Plo, que está escrevendo um livro sobre Aussaresses, a polêmica em torno dele teve início em 2000, quando o jornal francês Le Monde publicou uma entrevista chocante com uma ex-torturada por soldados franceses durante o conflito da Argélia, responsabilizando o general. No final daquele mesmo ano, Aussaresses reapareceu na imprensa reconhecendo as torturas praticadas e dizendo não se arrepender delas. “Ele diz que a tortura pode ser necessária”, conta ela.

Posteriormente, explica Leneide Duarte-Plo, Aussaresses escreve mais três livros em que admite e detalha execuções sumárias que praticou. Nas publicações, ele faz revelações como o envolvimento de militares brasileiros, que teriam colaborado ativamente no golpe militar chileno. O general francês chegou a ser processado por apologia à guerra, mas recebeu anistia.

Aussaresses fala que era bom amigo do falecido general João Baptista Fiqueiredo, que presidiu o país de 1979 a 1985, durante o regime militar, e foi chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI), e de Sérgio Paranhos Fleury, o delegado que comandou o Departamento de Ordem Política e Social (Dops) de São Paulo, um dos centros de tortura da ditadura militar. Fleury, que morreu em 1979, dirigia pessoalmente as sessões de tortura, sendo responsável por vários homicídios decorrentes da ação ilegal.

Uma Família Humana: Pão e Justiça para todas as pessoas - Por Júlio Lázaro Torma*


A Cáritas Internacional e o Papa Francisco, lançaram no último dia 10 de Dezembro, dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Nada mais oportuno do que a Campanha Mundial contra a Fome e a Miséria.

Nós seres humanos formamos uma grande família e moramos numa mesma casa comum que é o planeta terra. Onde nesta casa comum, moram 7 bilhões de habitantes, sendo que destes 842 milhões sofrem de fome no mundo.

Somos uma família desigual e desunida, como nos mostra o Relatório da Riqueza Global do Banco Credit Suisse (Suiça), sobre a riqueza produzida em todo o mundo no ano de 2013, que foi de US$ 214 trilhões.

Se está riqueza fosse partilhada para todos os 7 bilhões de seres humanos, cada um receberia em parcelas iguais US4 56.600. A divisão da riqueza chega a ser gritante,onde 10% mais ricos controlam 86% da riqueza mundial, no caso só 32 milhões de adultos possuem 41% da riqueza mundial. 

No outro extremo temos dois terços de adultos da humanidade ou seja 3,2 bilhões que só conseguem dividir 3% da riqueza mundial.

O Brasil, mesmo com uma boa parcela saindo da linha da pobreza, somos o país mais injusto, desigual, doente e depredador, estamos no podium do Relatório da ONU, em 3º pior índice de desigualdade do mundo.

Segundo o IBGE, 57 milhões de pessoas vivem em estado de pobreza, sobrevivendo com meio salário minimo. Os 20% dos mais ricos detém 63,8% da renda nacional, 20% dos mais pobres acessam 2,5% de toda a riqueza produzida no país.

E das 51 milhões de famílias, somente 5 mil se apropriaram-se de 45% de toda a riqueza e renda nacional.
O mundo tem capacidade de produzir na agropecuária o que daria para alimentar em torno de 12 bilhões de pessoas, mais do que toda a população mundial.

A fome e a injustiça social é a maior violação dos direitos humanos, não basta afirmar que "todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos" (art. 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos). Mas cabe empenharmos, nos a fim de garantir condições reais para que a igualdade, a justiça e a equidade se estabeleçam.

A concentração da terra, água, alimentos e da tecnologia nas mãos de poucos que ficam cada vez mais ricos,a custa dos pobres que ficam cada vez mais pobres,aumentando a multidão de famintos e miseráveis.

O desperdicio e o apodrecimento dos alimentos em silos e depositos, esperando o aumento do valor no mercado mundial.O desperdicio de alimento caindo no transporte ou gasto em luxuosas festas poderiam alimentar a grande massa de famintos e miseráveis. O alimento concentrado e desperdiçado não nos pertence, mas pertence aos pobres e famintos que estão ao nosso lado e que não os conhecemos.

Faz se cada vez mais urgente a concretização e a realização de uma ampla e radical reforma agrária e agrícola, como o incentivo a agricultura familiar e camponesa, que promova de fato a desconcentração da riqueza e da terra.

Que dá uma vida digna para todos os seres humanos.

Só teremos de fato justiça, quando o alimento estiver em todas as mesas e em todos os lares desta família comum que é a humanidade, onde todos nós somos irmãos.
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   * Membro do Colegiado Nacional da Pastoral Operária

"TODOS NEGROS": Policial conduzia sete homens amarrados pelo pescoço.

“Meu pai é trabalhador. Olha aqui a carteira dele.” Selma da Silva Santos chorava diante dos policiais, tentando provar que seu pai não era ...