quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Advogado que disse ter sido estuprado por Adail Pinheiro no CPE deve ser transferido.

Adail está preso no CPE desde fevereiro de 2014

O Comando de Policiamento Especializado (CPE) da Polícia Militar quer a transferência do advogado R.L.B. que denunciou o ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro, na última sexta-feira (21), por estupro. Conforme o boletim de ocorrência registrado pelo advogado no 10º Distrito Integrado de Polícia (DIP), no Alvorada, na Zona Centro-Oeste, Adail teria colocado sonífero na comida dele e depois consumado o ato. A suposta vítima teria transtornos psicológicos e seria dependente químico.

O comandante do CPE, Cleitman Oliveira, informou que o advogado aparenta estar em crise de abstinência e necessita passar por um acompanhamento especializado em uma clínica para dependentes químicos ou hospital de custódia. “Hoje (ontem) mesmo enviamos o pedido de transferência dele à Justiça porque o estado dele é visivelmente preocupante. Não há como deixá-lo aqui nessas condições”, explicou o tenente-coronel.

De acordo com a Polícia Civil, o caso será apurado com cautela em um Inquérito Policial. Ainda nesta semana, o delegado Walter Cabral, titular do 10º DIP, pretende convocar tanto o advogado quanto Pinheiro, para prestar esclarecimentos sobre o caso. Cabral também aguarda pelo resultado do exame de corpo de delito, feito na última sexta-feira, no Instituto Médico Legal (IML), que pode confirmar se houve ou não a agressão. 

O denunciante chegou no CPE na semana passada e dividiu a cela com Adail Pinheiro apenas uma noite. Ele foi preso quase um mês depois de ter tentado matar uma mulher no bairro Compensa, na Zona Oeste. Na época, ele atacou a vítima com uma faca e fugiu do local. Testemunhas relataram na delegacia que o advogado é uma pessoa problemática e agressiva, mas não passava por nenhum tratamento médico.

Providências

Os advogados de Adail Pinheiro disseram, hoje (24), que estão tomando as providências e que vão processar o advogado por denunciação caluniosa. A defesa de Adail Pinheiro alega que a vítima está em crise de abstinência.

Fonte: http://acritica.uol.com.br/noticias/adail_0_1418258208.html