José Ricardo recorre de decisão da CCJ que deu parecer contrário a projetos pela questão política, e não pela constitucionalidade

O deputado José Ricardo Wendling (PT) irá recorrer à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) contra os pareceres contrários da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), em reunião na semana passada, a proposituras de sua autoria. Ele irá solicitar a revisão dessa decisão, baseado no Regimento Interno da Casa, determinando um novo relator e uma nova análise na Comissão. “A CCJR não tem competência para tratar do mérito e da questão política, devendo se a ter à questão jurídica e de constitucionalidade. Com isso, a Comissão ‘enterra’ projetos que poderiam ser mais debatidos e aprofundados em plenário”, declarou ele, que também está solicitando cópia desses pareceres.

José Ricardo não estava presente nessa reunião, porque foi indicado oficialmente para representar a Assembleia numa Audiência Pública na Câmara Municipal de Manaus.

Os projetos de oposição, dentre eles quatro do deputado, foram rapidamente “derrubados” pelo mérito ou questão política, e não pela constitucionalidade: Projeto de Resolução nº 23, altera o Regimento Interno da Aleam, estabelecendo que a Comissão de Economia também promova audiências públicas para discutir as leis orçamentárias estaduais; PEC que obriga a divulgação dos nomes das pessoas inscritas e contempladas nos programas sociais do Governo do Amazonas; PEC para ajudar a agilizar os prazos de análises e de julgamentos das prestações de contas das prefeituras dos Municípios do Amazonas, bem como da própria administração do Governo do Estado, pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE); e que prevê a implantação dos Conselhos Escolares na rede estadual de ensino do Amazonas.

“É um absurdo ver projetos de tamanha relevância social sendo derrubados pela situação, como ‘rolo compressor’, sem qualquer discussão. Um flagrante desrespeito e uma intenção deliberada contra os projetos da oposição”, afirmou José Ricardo, ressaltando que qualquer deputado tem a prerrogativa de apresentar uma PEC, que prevê alterações na estrutura da administração, diferente de um Projeto de Lei, que não pode prever gastos ao executivo. “Essas PECs, na CCJR, devem ser analisadas quanto à constitucionalidade e não quanto ao mérito, que devem ser avaliados posteriormente, numa comissão especial”.

Mais infração ao Regimento

De acordo com o parlamentar, a CCJ também infringiu o artigo 42 do Regimento, que prevê no parágrafo único, do inciso IV, que os projetos em pauta devem ser divulgados aos seus autores com antecedência mínima de dois dias. “Recebi em meu gabinete um ofício divulgando horas antes a pauta da reunião ordinária da CCJR. E quanto às pautas extraordinárias, não tomamos nem conhecimento, em que projetos polêmicos foram submetidos à votação e arquivados”.

Ele argumentou que ao desrespeitar o Regimento Interno não foi dado a ele o conhecimento da extra-pauta e o direito de discutir e defender o seu projeto.

Secretário geral da Presidência da República abre encontro do Governo do Estado com movimentos sociais

O secretário geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho, fará a palestra de abertura do 1º Encontro Estadual com Movimentos Sociais para Articulação de Políticas Públicas, evento que o Governo do Amazonas irá realizar, por meio da Secretaria de Articulação de Políticas Públicas aos Movimentos Sociais e Populares (Searp), nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro, das 8h30 às 16h30, no auditório Belarmino Lins, na Assembléia Legislativa do Amazonas (Aleam).

Os debates entre os movimentos sociais e os governos federal e estadual serão norteados por quatro eixos que terão como principais temas o “Plano Brasil Sem Miséria”, os programas “Minha Casa, Minha Vida” e “Territórios da Cidadania” e o projeto “Mobilização Social para Segurança Pública com Cidadania”, que está inserido no Programa “Ronda no Bairro”, do Governo do Estado.

Na abertura do encontro, o secretário geral da Presidência da República irá abordar o tema “Participação Social para a Construção de Políticas Públicas”, que, em seguida, será debatido pelos participantes. Outras atividades, como painéis e trabalhos em grupo, também farão parte do evento.

O titular da Searp, Zeca do PT, diz que o Governo do Estado terá mais oportunidades de aprofundar o diálogo com os movimentos sociais. “A oportunidade é de interagir com os movimentos e, para isso, vamos abordar as principais reivindicações cobradas por eles, dentro dos assuntos que serão discutidos no encontro”, enfatiza.

Ao final do encontro será redigido um documento indicativo de prioridades dos movimentos sociais que será entregue aos gestores de cada programa debatido para servir de subsídio para a construção de políticas públicas.

Os participantes vão receber certificação, desde que comprovada a participação nos dois dias do evento.

Inscrição:

A inscrição pode ser feita através do site www.searp.am.gov.br, no link Fale conosco, É só preencher o formulário e enviar. Os interessados, também, podem fazer a inscrição por telefone: (92) 3236-6007 das 8h às 17h até o dia 29.

SUS trata 97% dos diagnosticados com Aids

Estudo da ONU aponta modelo de prevenção e assistência do SUS como um dos melhores do mundo.

O tratamento antirretroviral pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é oferecido a 97% dos brasileiros diagnosticados com Aids. O dado integra o último relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids (Unaids), divulgado em 21 de novembro. Neste documento, os investimentos e as práticas do governo brasileiro no tratamento da Aids são destacados. 

A Unaids aponta o modelo do Brasil de prevenção do HIV e assistência como um dos melhores do mundo, especialmente em relação a populações mais vulneráveis. Para o diretor do Unaids no Brasil, Pedro Chequer, o resultado se deve às ações relacionadas à Aids serem políticas de Estado. O SUS tem investido na prevenção e ampliação da testagem, do acesso ao tratamento antirretroviral, além de capacitar profissionais de saúde, o que mantém sob controle a epidemia de aids no Brasil. 

Teste - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destaca o “Fique Sabendo”, uma estratégia do SUS para estimular e facilitar a realização do teste de Aids pela população. “Estamos investindo na expansão da testagem rápida para garantir que o diagnóstico seja o mais breve possível, com ações do Fique Sabendo. Quanto mais cedo o vírus é descoberto, mais cedo tem início o tratamento, proporcionando qualidade de vida para quem vive com a doença”, explicou.

Cai número de novos casos e de morte entre crianças até cinco anos

O Boletim Epidemiológico Aids/DST 2011, divulgado nesta segunda-feira (28), revela que a taxa de transmissão da mãe infectada para a criança diminuiu em 41% nos últimos 12 anos. Já o coeficiente de mortalidade nesta faixa etária caiu em 62,5%. 

A estimativa de pessoas infectadas pelo HIV continua estável em cerca de 0,6% da população. Já o número de novos casos notificados teve uma pequena redução: em 2009, a taxa era de 18.8/100 mil habitantes e caiu para 17,9/100 mil, em 2010. Essa queda, em números absolutos, mostra que no ano passado foram 34,2 mil novos casos de Aids, ante 35,9 mil em 2009. De 1980 a junho de 2011, 608.230 pessoas foram infectadas. 

No ano passado, o número de pessoas que morreram em decorrência da doença foi de 11.965, um pouco menor que em 2009, quando morreram 12.097. O total de pessoas vítimas da Aids desde 1980, em todo o País, é 241.469.

Campanha - Nos últimos 12 anos, a porcentagem de casos na população de 15 a 24 anos caiu, mas não igualmente. Entre os homossexuais nesta faixa etária houve aumento de 10,1%. No ano passado, para cada 16 homossexuais de 15 a 24 anos vivendo com aids, havia 10 heterossexuais. Essa relação, em 1998, era de 12 para 10. Este público será priorizado pelo ministério na campanha do Dia Mundial de Luta.

Vereador petista que denunciava corrupção do DEM foi assassinado




Na manhã de ontem, segunda-feira (28), foi encontrado morto em sua casa o vereador Marcelino Chiarello, do PT de Chapecó (SC). Marcelino, 44 anos, professor, era um dos maiores denunciantes dos casos de corrupção envolvendo a prefeitura local, que tem ramificações com esquemas do estado. A prefeitura é comandada por José Cláudio Caramori, do Democratas (DEM).

SRTE registra aumento no número de haitianos trabalhando no Amazonas

Por: Gisa Prazeres . portal@d24am.com

O número de vagas ofertadas nesta terça-feira pode aumentar, porque o Sintracomec está negociando com outras empresas para participarem do encontro.

Números do setor de emissão de Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), da Superintendência Regional de Trabalho e Emprego do Amazonas (SRTE/AM), revelam que até julho desse ano, foram expedidas 974 carteiras de trabalho para estrangeiros, no Estado, sendo 730 para haitianos, o equivalente a 75% das emissões.

A indústria pesqueira e a construção civil são os setores que mais absorvem a mão-de-obra haitiana em função da baixa escolaridade exigida para desempenhar as funções, segundo a Delegacia de Imigração da Polícia Federal (Delemig) ao informar que há cerca de 2,7 mil haitianos, no Amazonas, dos quais 2,3 mil vivem em Manaus e 420 aguardam atendimento para registro, em Tabatinga (a 1.108 quilômetros a oeste de Manaus).

Oportunidade

Cerca de 250 vagas de emprego na construção civil para haitianos serão ofertadas em assembleia, às 15h desta terça-feira, no auditório da Paróquia de São Geraldo, no bairro de mesmo nome, zona centro-sul. Ao todo, são sete empresas e construtoras do ramo que oferecem as vagas com salários que variam de R$ 669 a R$ 1.105.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sintracomec/AM), existem entre 400 a 600 haitianos trabalhando no setor, em Manaus.

PT vai elaborar programa de governo


O PT começa nesta semana, a caminhada rumo a prefeitura de Manaus. Vai elaborar, primeiramente, um programa de governo com a sociedade e só depois então, definirá seu pré-candidato a Prefeito da capital. A orientação foi aprovada nas plenárias de fim de semana, supervisionadas pelo dirigente nacional Jorge Coelho. A informação foi divulgada pelo vereador Waldemir José na tribuna da Camara Municipal de Manaus.

Campeões da miséria

Por: Francisco Praciano*

Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, fundação pública vinculada ao governo federal, divulgou, há poucos dias, os resultados de uma pesquisa sobre a situação socioeconômica do Estado do Amazonas.

Apesar de termos, aqui na capital do nosso estado, um parque industrial que fatura algo em torno 60 bilhões de reais por ano, os dados divulgados pelo IPEA mostram, friamente, que ainda convivemos com os piores índices de mortalidade infantil de todo o país, sustentamos o vergonhoso número de 648 mil pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza e somos o Estado brasileiro que, nos últimos 30 anos, apresentou a menor redução de desigualdade na distribuição de renda. Além disso, somente 34% dos domicílios amazonenses possuem saneamento adequado, isto é, estão ligados à rede de esgoto sanitário e à rede de água e têm seus lixos coletados pelos serviços de limpeza pública.

Na área da educação, segundo o censo 2010 do IBGE, 230 mil amazonenses são pessoas analfabetas, assim consideradas por terem mais de 15 anos de idade e não saberem ler ou escrever um simples bilhete.

Ao citar os recentes dados do IPEA e do IBGE para o Amazonas, não posso deixar de mencionar, também, o relatório publicado em dezembro de 2010 pela Advocacia-Geral da União (AGU) que apontava o Amazonas como o campeão das ações ajuizadas contra prefeitos, ex-prefeitos e servidores públicos, com base em condenações do Tribunal de Contas da União.

As pesquisas do IPEA, do IBGE e da AGU mostram a relação direta entre os nossos péssimos índices socioeconômicos e os desvios de recursos públicos praticados por muitos dos nossos governantes locais que, a cada ano, nos deixam mais perto de um outro título, tão vergonhoso quanto o de campeões da corrupção: o título de campeões nacionais da baixa qualidade de vida, do subdesenvolvimento econômico e da miséria.

* Publicado na terça-feira, 22 de novembro de 2011, no Jornal Dez Minutos.

MDA lança Plano Safra da Agricultura Familiar no Amazonas

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) lança na segunda-feira (28) o Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/2012 para o estado do Amazonas. O evento acontece às 10 horas, no auditório da sede do governo (avenida Brasil sem número, Compensa) e terá a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence.

O Plano destinará R$ 100 milhões para ações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Este valor será dividido igualmente entre operações de investimento e operações de custeio. Os recursos encontram-se disponíveis nas instituições financeiras desde 1º de julho.


O Amazonas também terá novidades sobre o programa Terra Legal: a assinatura das ordens de serviço dos contratos de georreferenciamento com as empresas vencedoras do pregão. Esta fase abrangerá a medição de mais de 14 mil km, em 14 municípios do estado: 2,6 mil km nos municípios de Canutama, Humaitá, Lábrea, Manicoré e Tapauá; cerca de 4,2 mil km nos limites de Itacoatiara, Maoé e Nova Olinda do Norte; outros 4,2 mil km entre Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva e São Sebastião do Uatumã; 3,3 mil km entre Canutama, Caruari e Tapauá. O georreferenciamento é a etapa, exigida pela legislação, que confirma os limites das propriedades e torna possível a concessão dos títulos as seus legítimos donos.

Aprofundar as políticas públicas para estruturar a produção e a organização econômica são alguns dos objetivos do Plano Safra, além de garantir renda aos produtores com a Política de Garantia de Preços Mínimos da Agricultura Familiar (PGPM-AF). Dessa forma, o produtor tem a certeza de receber o preço mínimo do produto, pré-fixado no início da safra. Esse mecanismo possibilita ainda a compra, a preços justos, de produtos que serão destinados aos estoques governamentais. Para este ano, o Governo Federal disponibilizou R$ 300 milhões para a iniciativa.

Outra política de apoio à comercialização, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), também será reforçado no Amazonas. Até o final de 2011, o programa disponibilizará no estado R$ 6,5 milhões.

Essas medidas são qualificadas pela Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). Nessa safra, serão ampliados os serviços de acesso às tecnologias de gestão e organização produtiva. Jovens, mulheres e comunidades tradicionais terão ações diferenciadas. Os serviços da Ater serão reforçados ainda esse ano no estado do Amazonas com a liberação de 4,7 milhões, entre convênios e contratos.

Juros menores

O Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/2012 aperfeiçoa as políticas públicas implantadas nos últimos anos para este segmento produtivo. Ele combina apoio ao aumento da produção de alimentos, à geração de renda no campo e à promoção da organização econômica dos agricultores e familiares, assentados da reforma agrária e povos e comunidades tradicionais. Nas operações de investimento do Pronaf, a taxa de juros máxima foi reduzida de 4% para 2% ao ano. Também foi adotada a taxa de 1% ao ano/agricultor para operações do Mais Alimentos de até R$ 10 mil.

Todas as linhas de investimento do Pronaf, inclusive a Mais Alimentos, têm juros anuais de 1% para financiamentos até R$ 10 mil e 2% ao ano para valores compreendidos entre R$ 10 mil e R$ 130 mil. Os prazos de pagamento vão até dez anos, com três anos de carência.

Agricultura familiar

No estado do Amazonas, existem 61.843 estabelecimentos de agricultura familiar. Isso representa, em dados percentuais:

- 93% dos estabelecimentos agropecuários do estado; 
- 41% da área total dos estabelecimentos agropecuários; 
- 91% do pessoal ocupado no meio rural (243.828); 
- 83% do valor bruto da produção agropecuária do estado.

A agricultura familiar amazonense responde pela produção, no estado, dos seguintes itens e quantidades percentuais:

- feijão (98%); 
- mandioca (95%); 
- arroz em casca (77%); 
- milho em grão (92%); 
- café (92%); 
- suínos (84%); 
- leite (65%).

O Censo Agropecuário do IBGE aponta que a agricultura familiar brasileira conta com mais de 4,3 milhões de unidades produtivas, o que corresponde a 84% do número de estabelecimentos rurais do Brasil. Este segmento produtivo responde por 10% do Produto Interno Bruto (PIB), 38% do valor bruto da produção agropecuária e 74,4% da ocupação de pessoal no meio rural (12,3 milhões de pessoas).

“Liberdade de expressão tem que ter duas mãos”

Rui Falcão dá entrevista no seminário.

Ao lançar o debate sobre um novo marco regulatório para as comunicações, com a realização sexta-feira de um seminário sobre o assunto em São Paulo, o PT procura instigar, mais uma vez, a discussão do tema, já amplamente tratado na Constituinte.

A questão, como bem resume bem Rui Falcão, presidente nacional do PT, é urgente. “Hoje estamos na fase da convergência tecnológica. O Brasil enquanto 6ª. economia do mundo não pode prescindir de ter uma regulação para a mídia”, diz. E argumenta: “Onde não tem regulação, quem domina é o mercado. É a lei do mais forte. E é isso que queremos?”, questiona ele.

Para Rui, o marco regulatório terá condições de introduzir uma série de questões, como a defesa da empresa nacional. “Desde a pequena empresa até as representadas pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT)”, ressalta. Ele explica que o governo já tem em mãos o ante-projeto deixado pelo ex-ministro da Comunicação Social do governo Lula, Franklin Martins.

Consulta pública

Seu conteúdo está em processo de revisão pelo governo de Dilma Rousseff. “Sabemos que uma vez formulada, a presidenta deverá encaminhar a sua versão definitiva de projeto de lei à consulta pública”. Segundo Rui, no entanto, ainda que o partido apóie o governo, tem a sua própria agenda. E quer discutir a questão, inclusive para contribuir com o governo.

Rui tem dito o que eu também afirmo neste blog. Ao propor a discussão sobre a regulação da mídia, não nos propomos a controlar ninguém. “Mas também não queremos que os grandes meios de comunicação controlem a opinião da população”, diz Rui. Para o PT e para seu presidente, “liberdade de expressão tem que ter duas mãos. Tanto para quem recebe, quanto para quem produz informação”.

Conforme diz o dirigente do nosso partido, as pessoas também devem ser livres para ampliar sua participação nas múltiplas versões sobre a realidade. “Temos hoje, no Brasil, liberdade de expressão como nunca houve. E ela deve ser ampliada com responsabilidade social”, resume Rui.

Produção regional

Especialmente no caso das TVs e rádios, concessões públicas que são. “É importante que se garanta mais abertura a versões diversas: mais produção regional, que hoje é uma dificuldade, em função da formação de redes nacionais.”

Quanto às críticas da imprensa à discussão da regulação da mídia, Rui é taxativo: “Nosso papel não é ficar julgando a imprensa. Mas é importante é que se diga que, assim como ela é crítica, também pode e de deve ser objeto de crítica”.

Em cinco anos, venda de matéria-prima da agricultura familiar para produção de biodiesel aumenta 17 vezes

Expectativa é chegar a R$ 1,2 bilhões até o final do ano em grãos, com o Selo Combustível Social.

As compras pelas usinas de biodiesel de matéria prima da agricultura familiar no primeiro semestre deste ano somaram R$ 859 milhões. Até o final do ano, as vendas podem chegar a R$ 1,2 bilhão, 13% mais do que em 2010, quando o mercado deu um salto de 56% em relação a 2009: de R$ 677,34 milhões para R$ 1,058 bilhão. Se comparado com os R$ 68,57 milhões de 2006, o crescimento é de 17 vezes (veja gráfico). 

De acordo com o coordenador de Biocombustiveis da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Marco Antônio Viana Leite, a consolidação da participação da agricultura familiar ocorre simultaneamente ao aumento do cooperativismo motivado pela demanda gerada pelas usinas. O número de cooperativas do Programa Nacional de Uso e Produção de Biodiesel passou de quatro, em 2006, para as atuais 70. 

O Selo Combustível Social ocupa o espaço de outros fornecedores, pois as vendas crescem ano a ano mesmo sem um aumento da mistura com o derivado de petróleo, que continua em 5%. “Não há perspectiva de passar a 6% ainda, pois está sendo feito um trabalho de consolidar o Selo Social nos leilões antes de expandir o programa”, afirma Leite. 

Palma - Leite prevê que um salto será dado por volta de 2014, quando cerca de dois mil produtores entregarão as primeiras safras de óleo de palma (dendê), que estão sendo plantadas agora com apoio do programa. As palmeiras levam três anos para começar a produzir e há outros usos para óleo, principalmente como alimento, que terão prioridade sobre o combustível. 

A palma é a oleaginosa de maior produtividade de bioenergia, com um rendimento de 4 a 6 toneladas de óleo por hectare plantado. O incentivo está sendo oferecido para o plantio de 10 hectares por propriedade, nas regiões previstas pelo zoneamento da palma, sem derrubar mata nativa para a expansão da lavoura. 

Mamona - As compras de mamona, em sua maioria no Nordeste e Semiárido, passaram de R$ 5,1 milhões em 2008 (1,8% do total) para R$ 26,7 milhões em 2009 (3,8% do total) e para R$ 46,3 em 2010 (4,4% do total). Do total da área produzida de mamona no Brasil em 2010, quase 50% foi da agricultura familiar participante do programa.

"BALA MATA FOME?" "Mataram um estudante. Podia ser seu filho".

No fim da tarde de 28 de março de 1968, centenas de estudantes se reuniam no Calabouço, um restaurante popular no centro do Rio de Janeiro. ...