A Bahia é líder absoluta na produção de sisal no Brasil, responsável por aproximadamente 94,5% de toda a safra nacional e detentora de cerca de 90% da produção mundial. A cultura, conhecida como o "ouro verde do sertão", movimenta milhões.
O cultivo está fortemente concentrado no Território do Sisal, que abrange cerca de 20 municípios no semiárido baiano, onde a atividade é a base da agricultura familiar. O estado baiano produz em média 140 mil toneladas de fibras por ano, cultivadas por milhares de famílias.
A fibra é processada para a fabricação de cordas, fios, cordéis agrícolas, tapetes, carpetes e artesanato. Cerca de metade do sisal produzido é exportado para outros países.
A extração, que no passado era altamente artesanal, modernizou-se com o uso de máquinas desfibradeiras (conhecidas como "máquinas paraibanas"), que elevaram o rendimento diário de um trabalhador de 20 kg para até 400 kg de fibra.
Contudo, o sisal já se tornou parte da cultura do sertão baiano, que teve o município de Santaluz como a primeira cidade a investir no plantio em grande escala do sisal, e espalhou para várias regiões, tornando uma das maiores produtoras de sisal do mundo.
Fonte: Jeito Nordestino.

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