terça-feira, 17 de junho de 2014

As hostilidades no Itaquerão pegaram mal contra os que as promoveram.

Dilma se encontra com o presidente da Fifa, Joseph Blatter, em Zurique, na Suíça

Menos de uma semana depois das hostilidades, com xingamentos e palavras de baixo calão contra a presidenta Dilma Rousseff, partidas de camarotes VIPs do Itaquerão, na estreia do Brasil na Copa do Mundo 5ª feira pp. virou unanimidade nacional o repúdio ao ato e gestos daquele dia e a solidariedade à presidenta da República.

Poucas vezes antes se viu unanimidade tão grande no país. Um jornalista que manifestou apoio às hostilidades e outro que ficou no meio do caminho não voltaram a se manifestar, candidatos que justificaram os atos no 1º momento recuaram, o restante da oposição tem condenado o protesto e quatro dias depois está claro que ele se iniciou na ala ocupada por uma elite que assistia ao jogo Brasil x Croácia no estádio do Corínthians.

Oposição quer democracia, desde que sem povo, diz Dilma

A presidenta voltou a tratar do assunto ontem, com uma precisa análise do que o motivou. No vídeo de apoio à candidatura de Alexandre Padilha a governador de São Paulo pelo PT, exibido na convenção realizada ontem, a presidenta elencou melhorias na qualidade de vida dos brasileiros, promovidas pelas governos petistas – aumento da renda e do emprego, entre outras – e as apontou como as causas dos xingamentos.

O Brasil, destacou a presidenta, é hoje “um país em que mulheres, negros, jovens e crianças, a maioria mais pobre, passaram a ter direitos que sempre foram negados. É isso que vaiam e xingam. É isso que não suportam.” Ela lembrou, também, a resistência e reações provocadas ao seu decreto regularizando os conselhos de participação popular junto a órgãos do governo – regulamenta a política nacional de participação social – como exemplo a provocar esse tipo de reações.

Dilma Rousseff afirmou que seus críticos defendem “uma democracia sem povo” e lembrou: “Alguns conselhos já existem desde 1937. Funcionam e prestam bons serviços, trazendo sugestões para as políticas de governo. Não substituem o Congresso e nem o Judiciário, mas são essenciais para ampliar a democracia no País. Para nós do PT, quanto mais participação popular, quanto mais democracia, melhor para o Brasil. A democracia que eles (os adversários) defendem não tem povo. Nós governamos pelo povo e para o povo.”