Margarida Maria Alves foi uma líder camponesa e a primeira mulher a presidir o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba. Lutou por direitos trabalhistas como carteira assinada, 13º salário e jornada fixa, enfrentando latifundiários. Ela perdeu sua vida em 12 de agosto de 1983, tornando-se símbolo da luta rural e inspirando a Marcha das Margaridas.
Ela presidiu o Sindicato de Alagoa Grande por 23 anos, movendo mais de 600 ações trabalhistas, denunciando o trabalho análogo à escravidão e defendendo a reforma agrária.
Reivindicava direitos básicos para os camponeses e denunciava abusos sexuais cometidos por patrões contra mulheres no campo.
Perdeu sua vida com um tiro no rosto, à queima-roupa, na presença de seu marido e filho, na porta de casa. A ocorrência repercutiu internacionalmente.
Legado: Sua frase "Da luta não fujo. É melhor morrer na luta do que morrer de fome" tornou-se um lema. Em sua homenagem, a Marcha das Margaridas ocorre a cada 4 anos em Brasília, sendo uma das maiores manifestações de mulheres da América Latina.

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