O que está por trás da onde de migração para Espanha?


Milhares de emigrantes europeus desesperados, partiram da Europa, em busca de refúgio, na Àfrica, durante a Segunda Guerra Mundial - há cerca de 80 anos. Não há relatos de - durante a travessia - os africanos terem deixado morrer, um único, que seja.

Foram recebidos humanamente e, muitos ficaram, para todo o sempre. Nunca foram objeto de discursos de òdio, xenofobia, perseguidos ou humilhados. Ninguém os acusou de serem 'invasores'. Na sua situação de penúria, não foram atacados, ou devolvidos. Ao contrário. Graças a hospitalidade e solidariedade africana, mesmo tendo chegado sem absolutamente nada, usando apenas recursos locais, nos países de acolhimento, reconstruiram as suas vidas, com todo o comforto e dignidade. Os seus descendentes continuam lá - até ficaram com Ceuta, hoje, território espanhol - na Àfrica.

Entretano, numa ironia do 'destino', num trajeto inverso, milhares de soldados africanos, foram levados para a Europa e, colocados na linha da frente, para confrontar e combater as forças de Adolph Hitler, e ajudar a libertar aos seus opressores, das garras do odioso regime nazifascistas. Reconhecimento nas páginas da história? Nada. 

Foi assim que a Europa (e os seus povos), se recuperou da devastação, fome, doença, desemprego, pobreza, perseguição, insegurança, abusos dos direitos humanos. 

A propósito do recente surto de refugiados, do Marrocos para Ceuta, tendo analisado minuciosamente alguns dos detalhes, fica aqui uma pergunta: não estariamos aqui, perante um esquema preparado intencionalmente, para comprometer políticamente, ao atual Primeiro-Ministro espanhol, Pedro Sanchez, devido a sua política migratória, relativamente progressista? A memória histórica curta.

Por: Joao Carlos Gomes

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