segunda-feira, 16 de junho de 2014

Prefeitura de Manaus determina devolução do valor de ingressos da Copa após apuração do Ministério Publico.

Segundo o prefeito, a nova metodologia de gestão será implantada em 506 escolas da rede municipal

A prefeitura de Manaus anunciou, na noite desta segunda-feira (16), que os secretários que receberam ingressos para a Copa do Mundo comprados pela Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) deverão devolver aos cofres públicos os valores correspondentes aos ingressos recebidos. Ao todo, foram gastos R$ 139,4 mil em oito entradas a cada um aos 41 vereadores e 21 secretários municipais, com direito a acompanhante para os quatro jogos do Mundial na Arena da Amazônia.

Após a denúncia da imprensa sobre a compra dos ingressos, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) decidiu apurar o ato da Manauscult. Para o promotor de Justiça da 57ª Promotoria, Antônio Mancilha, há indícios de irregularidades.

Com a decisão do MPE de investigar o caso, o prefeito Artur Neto se reuniu com o secretariado. "Fizemos uma reunião e ficou decidido que todos os secretários vão devolver o valor aos cofres públicos. Não devemos ocupar o Ministério Público com coisas pequenas", disse o prefeito, por meio de assessoria de imprensa.

Ainda segundo a prefeitura, o valor dos 328 ingressos destinados aos vereadores deverá ser ressarcido pela Câmara Municipal de Manaus (CMM). Em entrevista, a secretária municipal de Comunicação, Mônica Santaella, afirmou que o presidente da CMM deve se reunir com os vereadores para decidir como será efetuada a devolução da quantia. Questionada sobre os 48 ingressos excedentes, tendo em vista que foram comprados 544 e os entregues a vereadores e secretários somam 496, a secretária explicou que as entradas foram dadas a outros gestores municipais, que também devem devolver o dinheiro.

A secretária informou ainda desconhecer como será efetuada a devolução do valor. Não há informações sobre como a população poderá acompanhar para checar se o dinheiro voltou aos cofres públicos. "A Procuradoria Geral do Município deverá nos orientar. Não sabemos ainda se isso entrará no Diário Oficial do Município", afirmou Santaella.