A Campanha Nacional do Desarmamento - Tire uma arma do futuro do Brasil, lançada em maio, já recolheu 17,6 mil armas de fogo e cadastrou mais de 1,4 mil postos de coleta por todo País, até o início de agosto. Os revólveres foram os tipos recolhidos mais comuns (cerca de 10 mil), especialmente os de calibre 38. Também foram entregues 2.132 espingardas e 1.728 pistolas, além de 53 fuzis. São Paulo é o estado que lidera a lista de recolhimento, com 4.906 entregas, seguido por Rio de Janeiro (2.457) e Rio Grande do Sul (2.362). De acordo com o Mapa da Violência 2011, elaborado em parceria pelo Ministério da Justiça e o Instituto Sangari, o número de mortes por armas de fogo caiu 11% nos anos de 2004 e 2005, quando 500 mil unidades foram recolhidas. Informações da Polícia Federal mostram que 80% das armas apreendidas com criminosos são de fabricação nacional. Na maioria das vezes, têm origem legal e, posteriormente, são desviadas para o crime. Mesmo dentro de casa, as armas representam perigos. Com frequência, provocam acidentes com crianças ou são utilizadas em situações de descontrole. A ação de prevenção é realizada em paralelo à atuação das polícias, do monitoramento de fronteiras, de políticas contra a violência e o crime organizado.
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