Corpo encontrado no Rio Amazonas é de cantor desaparecido em naufrágio.


O corpo encontrado pelas equipes do Corpo Bombeiros Militar do Amazonas no Rio Amazonas, nesta segunda-feira (16), é do cantor Fernando Grandêz, um dos desaparecidos da embarcação Lima de Abreu XV, que naufragou na última sexta-feira (13).

A informação foi confirmado por Cristian Martins, vice-prefeito e secretário de Assistência Social de Nova Olinda do Norte. Segundo o parlamentar, o corpo foi enviado ao IML (Instituto Médico Legal) e um laudo pericial confirmou que as características do corpo coincidiam com as do músico.

Buscas por desaparecidos

Em razão do acidente, o Governo do Amazonas montou um força-tarefa para auxiliar nas buscas pelas vítimas. A operação mobiliza 44 bombeiros militares, incluindo 21 mergulhadores, além de três embarcações, três ambulâncias e três drones. Uma equipe especializada enviada de Itacoatiara também realiza varreduras ao longo do Rio Amazonas na tentativa de localizar as vítimas.

Duas pessoas morreram já no dia do naufrágio. Na manhã de segunda, durante o quarto dia de buscas, o corpo de Fernando foi encontrado.

O naufrágio aconteceu enquanto os passageiros viajavam na lancha rápida que saiu de Manaus com destino ao município de Nova Olinda do Norte, no encontro entre os rios Negro e Solimões.

No dia, duas pessoas morreram, 71 foram resgatadas e outras seis desapareceram. Agora, com o encontro do corpo do cantor, subiu para três o número de mortos. Além de Fernando, uma criança de três anos e uma mulher ainda não identificada tiveram a morte confirmada.

A Polícia Civil do Amazonas informou que o piloto da embarcação foi preso em flagrante por homicídio culposo, e responderá em liberdade após pagamento de fiança. O caso seguirá sob investigação da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros.

Fonte: CNN Brasil

Conheça as principais placas tectônicas da Terra.


As placas tectônicas são grandes blocos de camadas litosféricas que se movem constantemente umas em relação às outras. O movimento das placas tectônicas é causado pelas forças do interior da Terra, especialmente em altas temperaturas.

A movimentação das placas resulta na formação de montanhas, fossas oceânicas, atividades vulcânicas, terremotos e tsunamis.

Tipos de placas:
  • Oceânicas: encontram-se no assolho oceânico.
  • Continentais: situam-se sob os continentes.
  • Oceânicas e continentais: situam-se sob o continente e no assoalho oceânico.
Os movimentos realizados pelas placas tectônicas ocorrem em virtude das altas temperaturas existentes no interior da Terra.

A crosta terrestre encontra-se sobre o manto, camada da Terra composta por magma. O intenso calor provoca a movimentação circular do manto em correntes de convecção. Esse movimento convectivo transfere calor do núcleo (camada mais interna da Terra) para as camadas mais externas, provocando a movimentação das placas, levando à junção ou à separação dos continentes.

Placas no Brasil - O Brasil situa-se no centro da Placa Sul-Americana, que possui uma área de 43,6 milhões de quilômetros quadrados e, aproximadamente, 200 quilômetros de espessura. Essa placa move-se para o oeste, afastando-se da Dorsal Mesoatlântica e aproximando-se das Placas de Nazca e do Pacífico.

Por estar localizado exatamente no centro da Placa Sul-Americana, o Brasil quase não sofre grandes abalos. Há no país ocorrências de sismos de pequena magnitude, decorrentes do desgaste da placa

Bombeiros encontram corpo durante buscas por vítimas do naufrágio no Amazonas.



O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) encontrou, nesta segunda-feira (16), o corpo de uma pessoa durante as buscas pelos sete desaparecidos no naufrágio da lancha Lima de Abreu XV. Não foi confirmado, porém, se o corpo encontrado é de um dos sete passageiros que estão desaparecidos.

De acordo com o CBMAM, o corpo foi localizado no Rio Amazonas e está sendo levado para a base fluvial da corporação, no Porto de Manaus, e será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, 71 pessoas foram resgatadas com vida. Das outras 9 pessoas, segundo o relatório do Instituto Médico Legal (IML), ao menos duas morreram – uma criança de 3 anos e a jovem Lara Bianca, de 22 anos – até a confirmação, 7 ainda continuam estão desaparecidas.

Desdobramentos do acidente

A empresa Lima de Abreu Navegações afirmou em nota, no dia da tragédia, que as condições da lancha estavam dentro da regularidade. “A embarcação encontrava-se devidamente regular, com documentação válida, inspeções atualizadas e operando em conformidade com as normas da navegação”, explicou.

José Pedro da Silva Gama, de 42 anos, era o comandante da lancha e foi preso em flagrante no porto de Manaus, onde foi encontrado com outros sobreviventes. Porém, após pagar a fiança, foi liberado e responderá por homicídio culposo. A Justiça solicitou prisão preventiva do piloto ainda no sábado (14).

Fonte: https://jovempan.com.br/noticias/brasil/bombeiros-encontram-corpo-durante-buscas-por-vitimas-do-naufragio-no-am.html

Saiba por que o STF considerou inepto o relatório da PF sobre Toffoli.


O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu na 5ª feira (12.fev) afastar a arguição de suspeição contra o ministro Dias Toffoli por sua relatoria nas investigações sobre o Banco Master. Toffoli deixou o caso depois da reunião entre os ministros, mas nota sobre o encontro fala em extinção do processo apresentado pela PF. 

O pedido de suspeição de Toffoli foi apresentado em um relatório de 200 páginas que resumia as apurações da corporação ao longo do inquérito da operação Compliance Zero.

Um dos pontos tratados na reunião dos ministros foi a legalidade de uma investigação sobre um integrante da Corte. Segundo os ministros, não é possível buscar informações e provas contra os magistrados sem autorização prévia. Autoridades com prerrogativa de foro no topo do comando da República só podem ser alvo de um relatório da PF se houver autorização prévia.

Mnaus-Tabatinga: percurso de rio mais longo do mundo.



A viagem de barco regular entre Manaus (AM) e Tabatinga (AM), percorrendo cerca de 1.573 km pelo rio Amazonas. É considerada um dos percursos sobre o rio mais longo e demorado do mundo. Essa viagem dura aproximadamente 7 dias e 6 noites (subindo o rio) ou 3 a 4 dias (descendo o rio), sendo realizada por barcos regionais.

A maioria dos viajantes utiliza redes no convés principal, mas há opção de camarotes com ar-condicionado e com refeições incluídas. A jornada passa por vilarejos, com paisagens inesquecíveis é uma experiência cultural sobre os rios.

Em Manaus, os barcos costumam sair do Porto do São Raimundo ou da Manaus Moderna. Em Tabatinga, o embarque é no Porto Brás.

A utilização intensiva de barcos no Amazonas é a principal forma de locomoção e logística na região, impulsionada por fatores geográficos, econômicos e culturais.

Os rios funcionam como "ruas" e rodovias em uma vasta área territorial onde a construção de estradas é difícil ou inviável, tornando o barco o meio mais natural e óbvio de locomoção.

Itacoatiara lidera no Amazonas cancelamento de licenças de pescadores.


O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) oficializou, o cancelamento definitivo de 76.665 licenças de pescadores profissionais no Brasil.

No Amazonas, Itacoatiara lidera a lista de exclusões, impactando quem não regularizou pendências após suspensões no final de 2025.

A medida segue a portaria MPA 127/2023, que anula registros de profissionais que não comprovaram exercício da pesca ou deixaram de atualizar o cadastro. Com isso, perdem o direito de vender legalmente sua produção e acessar benefícios como o seguro-defeso.

“Essa decisão é fundamental para proteger a política pública pesqueira de fraudes. Nosso compromisso é assegurar que o registro seja transparente e reflita, de fato, os direitos de quem vive da pesca”, afirmou Carolina Dória, secretária nacional de Registro, Monitoramento e Pesquisa da Pesca.

A fiscalização federal atua em parceria com a Polícia Federal para investigar acessos irregulares e fraudes nos sistemas de monitoramento. Licenças também foram canceladas por óbito dos titulares ou determinações judiciais.

O MPA informou que não há recursos, pois os profissionais listados perderam o prazo para recorrer da suspensão prévia.

Fonte: Pedra Pintada FM.

Justiça acata pedido do MPAM e suspende obras de aterro sanitário em Iranduba.


A Justiça do Amazonas determinou a paralisação imediata das obras de instalação de um aterro sanitário no município de Iranduba, após pedido do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM). A decisão, proferida em regime de plantão pela Vara Cível da Comarca de Iranduba, reconhece a existência de fortes indícios de ilegalidade no licenciamento ambiental concedido à empresa Norte Ambiental Tratamento de Resíduos Ltda.

A medida foi concedida no âmbito de uma ação anulatória de ato administrativo cumulada com obrigação de não fazer, proposta pelas 1ª e 2ª Promotorias de Justiça do município contra a empresa, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e o Município de Iranduba.

O juiz Felipe Nogueira Cadengue de Lucena deferiu tutela provisória de urgência, determinando o embargo de toda e qualquer obra, atividade de terraplanagem ou supressão de vegetação relacionada ao empreendimento.

De acordo com a decisão, o Ipaam concedeu a Licença de Instalação nº 0099/2024-82 em desacordo com sentença anterior da Justiça, que já havia ordenado a interrupção do processo de licenciamento ambiental do mesmo empreendimento. Além disso, foi constatada a inexistência da certidão de viabilidade ambiental expedida pelo Município de Iranduba — documento obrigatório, conforme a Resolução nº 237/1997, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

A irregularidade foi confirmada após diligência realizada pelas PJs na última quinta-feira (12/02), que identificou o início das obras, com terraplanagem e supressão de vegetação nativa. Na ocasião, o secretário municipal de Meio Ambiente informou que o município não havia emitido a certidão exigida.

Outro ponto destacado na decisão judicial foi a suposta irregularidade na realização da audiência pública do empreendimento, que ocorreu na sede do município, e não na comunidade diretamente afetada, em afronta à Resolução Conama nº 09/1987.

Atuação do MPAM sobre o aterro sanitário

A ação foi proposta a partir da atuação conjunta das 1ª e 2ª Promotorias de Justiça da Comarca de Iranduba, sob a titularidade dos promotores Gérson de Castro Coelho e Leonardo Abinader Nobre.

A diligência em campo foi realizada pelo promotor Leonardo Abinader, que constatou pessoalmente o avanço das obras.

As Promotorias apontaram à Justiça que a continuidade das atividades representava risco de dano ambiental irreversível, em razão da perda de vegetação, comprometimento do solo, dos recursos hídricos e do ecossistema local. A decisão judicial reforça que, em matéria ambiental, não se aplica a teoria do fato consumado, conforme entendimento consolidado do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Multa em caso de continuidade das obras do aterro sanitário

A decisão fixou multa diária de R$ 50 mil, solidariamente, à empresa Norte Ambiental e ao Ipaam, em caso de descumprimento da ordem judicial. Também foi determinado que o instituto apresente, em até 15 dias, cópia integral do processo administrativo de licenciamento.

O Município de Iranduba e os demais réus foram citados para apresentação de defesa. A Polícia Militar do Amazonas e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente foram oficiadas para fiscalizar o cumprimento do embargo.

Fonte: https://realtime1.com.br/justica-acata-pedido-do-mpam-e-suspende-obras-de-aterro-sanitario-em-iranduba/

Em 1936, Getúlio Vargas entregou aos nazistas uma mulher grávida.


Olga Benário, judia, estrangeira, militante política e grávida, foi presa no Rio de Janeiro e deportada para a Alemanha nazista por ordem do governo de Getúlio Vargas.

Olga era esposa de Luís Carlos Prestes e participara de movimentos revolucionários. Para o regime brasileiro da época, ela não era apenas uma prisioneira, era um problema político a ser eliminado, mesmo sabendo que judeus eram perseguidos, presos e mortos na Alemanha de Hitler, o Brasil decidiu entregá-la.

Organizações e intelectuais pediram que Olga permanecesse no país, o pedido foi ignorado.
Na Alemanha, Olga foi encarcerada, interrogada e mantida sob vigilância, em 1937, deu à luz sua filha dentro da prisão.

Pouco depois, foi separada da criança, que só sobreviveu graças à pressão diplomática internacional e acabou enviada ao Brasil anos mais tarde.

Olga permaneceu presa até 1942, quando foi assassinada em uma câmara de gás no campo de concentração de Ravensbrück, destinado principalmente a mulheres.

Sua morte não foi um acidente histórico, foi o resultado direto de uma decisão estatal consciente.

Durante décadas, o episódio foi silenciado, tratado como detalhe inconveniente da política brasileira.

Hoje, Olga Benário é lembrada como símbolo de resistência, dignidade e alerta: quando o Estado escolhe a conveniência política em vez da vida humana, todos perdem.

Justiça de São Paulo suspendeu as regras de comportamento dos alunos das escolas cívico-militares.


A Justiça de São Paulo suspendeu as regras de comportamento dos alunos das escolas cívico-militares, implementadas pelo governador, atendendo a pedido do Ministério Público e da Defensoria Pública. A juíza Paula Narimatu, da 13ª Vara de Fazenda Pública da capital, considerou as normas potencialmente discriminatórias contra grupos minoritários.

Na decisão, a magistrada destacou que exigências sobre “cores naturais” e “tonalidades discretas” nos cabelos, além da proibição de “adereços do estilo terêrê”, podem impactar indiretamente manifestações culturais afro-brasileiras, como tranças tradicionais. As normas também afetariam desproporcionalmente estudantes LGBT+, violando o princípio constitucional da não-discriminação e o Estatuto da Igualdade Racial.

A juíza criticou a elaboração das diretrizes pela Secretaria da Educação sem participação da comunidade escolar, contrariando normas do Conselho Estadual de Educação que reservam ao Conselho de Escola a elaboração do regimento. A Seduc-SP tem 48 horas para suspender as regras sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

A decisão também proibiu militares de ministrarem aulas nas escolas cívico-militares, restringindo-os a atividades de monitor: apoio em programas como Conviva e Proerd, orientação em segurança escolar, promoção de cultura de paz e acionamento da PM quando necessário. Qualquer extrapolação dessas competências configura ilegalidade, segundo a juíza.

A Seduc informou que ainda não foi notificada, mas que a suspensão não afeta a lei que criou o programa nem impede as atividades dos monitores militares. A secretaria nega atuação pedagógica dos militares e afirma que a implantação seguiu consultas públicas com as comunidades escolares.

AÇÃO ANTRÓPICA CAUSA TRAGÉDIA AMBIENTAL NA ÁSIA.


Até poucas décadas atrás, este era o quarto maior mar (lago) interior do planeta, um gigante que sustentava cidades pesqueiras inteiras e recebia turistas em balneários movimentados. O Mar de Aral, que se estendia entre o Cazaquistão e o Uzbequistão, praticamente desapareceu, transformando-se num deserto salgado onde navios enferrujam em meio às dunas.

Por séculos, suas águas foram vitais para o comércio regional e para o equilíbrio ecológico da Ásia Central. Mas, na década de 1960, a União Soviética decidiu desviar os dois rios que o alimentavam, o Amu Dária e o Syr Dária, para irrigar plantações de algodão em áreas áridas. Esse “ouro branco”, como era chamado, tornou-se prioridade econômica, enquanto o mar secava em silêncio.

O impacto foi devastador. Em poucas décadas, o nível do Aral caiu mais de 20 metros, sua superfície reduziu em mais de 90% e a salinidade aumentou tanto que os peixes desapareceram. As cidades pesqueiras, como Moynaq, no Uzbequistão, perderam milhares de empregos. Onde antes se capturavam mais de 40 mil toneladas de peixe por ano, restou apenas poeira.

A catástrofe não foi apenas econômica. Com o recuo das águas, o leito seco expôs toneladas de sedimentos impregnados por fertilizantes e pesticidas usados nas lavouras. O vento espalhou essa poeira tóxica pela região, causando problemas respiratórios, cânceres e complicações na gravidez entre as populações locais. A biodiversidade também colapsou: espécies de peixes endêmicas foram extintas e aves migratórias abandonaram a região.

Nos anos 2000, esforços internacionais tentaram reverter parte do desastre. O Cazaquistão, com apoio do Banco Mundial, construiu a barragem de Kok-Aral, que conseguiu recuperar uma fração do norte do mar, reduzindo a salinidade e trazendo de volta algumas espécies de peixe. Mas a maior parte do Aral, especialmente no lado uzbeque, segue perdida, um cemitério salgado onde barcos enferrujados se tornaram monumentos de uma tragédia ambiental feita pelo homem.

Hoje, o Mar de Aral é lembrado como um dos maiores desastres ecológicos do século XX e um alerta sobre como decisões políticas e econômicas podem redesenhar um ecossistema inteiro em poucas décadas, deixando cicatrizes que talvez nunca desapareçam.

Corpo encontrado no Rio Amazonas é de cantor desaparecido em naufrágio.

O corpo encontrado pelas equipes do Corpo Bombeiros Militar do Amazonas no Rio Amazonas, nesta segunda-feira (16), é do cantor Fernando Gran...