STF condena Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses de prisão por coação em processo sobre trama golpista.


A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta terça-feira (16) o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL) por tentativa de interferir no julgamento do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na trama golpista.

Eduardo Bolsonaro foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão. A pena deverá começar a ser cumprida em regime semiaberto. Também ficará inelegíve por 12 anos, sem poder ser eleito até 2038.


O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo na Primeira Turma do STF, votou pela condenação e foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, que é o presidente da Primeira Turma.

Fonte: G1.

O ÍNDIO DO BURACO NÃO ESTAVA SOZINHO?


A reportagem da jornalista Jullie Pereira, publicada pela InfoAmazônia e reproduzida pelo Instituto Humanitas Unisinos (IHU), traz uma revelação capaz de reescrever um dos capítulos mais dolorosos da história indígena brasileira. O homem que o país conheceu como “Índio do Buraco”, apontado durante anos como o último sobrevivente do povo Tanaru, talvez não tenha sido o derradeiro representante de sua etnia.

Durante décadas, a história pareceu encerrada. O indígena isolado de Rondônia transformou-se em símbolo de resistência e também em testemunha silenciosa de um genocídio. Quando morreu, em 2022, muitos acreditaram que os Tanaru haviam desaparecido para sempre. Era o fim oficial de um povo.

Mas a floresta amazônica tem o hábito de guardar segredos que desafiam as certezas dos gabinetes.

Segundo a investigação conduzida por indigenistas do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a família de Mercedes Guaratira pode ser descendente direta dos Tanaru. Mercedes, falecida em 2015, passou a vida afirmando aos filhos que havia nascido às margens do rio Tanaru e que sua gente foi obrigada a fugir de massacres, doenças e perseguições promovidas durante o avanço da ocupação da região.

Se confirmada, a descoberta derruba uma das narrativas mais repetidas dos últimos anos. O povo considerado extinto continuaria vivo na memória, nos descendentes e nas histórias transmitidas de geração em geração. A morte do “Índio do Buraco” deixaria de representar o ponto final de uma etnia para se tornar apenas uma vírgula numa história muito maior.

Há uma ironia profunda nisso tudo. O Brasil sempre foi eficiente para registrar desaparecimentos indígenas. Muito menos eficiente para reconhecer sobrevivências. Enquanto documentos decretavam o fim dos Tanaru, uma mulher contava aos filhos, dentro de casa, que pertencia exatamente ao povo que os registros oficiais julgavam desaparecido.

Talvez o maior buraco dessa história não seja aquele cavado pelo indígena solitário nas matas de Rondônia. Talvez seja o vazio deixado por décadas de negligência, silêncio e incapacidade de ouvir aqueles que carregavam a memória viva de seu próprio povo.

E se os Tanaru sobreviveram, ainda que fragmentados pelo tempo e pela violência, a história brasileira terá de admitir algo desconfortável: os povos indígenas resistem muito mais do que as versões oficiais costumam reconhecer.

Fonte: Reportagem de Jullie Pereira, publicada pela InfoAmazônia em 18 de setembro de 2025 e reproduzida pelo Instituto Humanitas Unisinos (IHU).
Por: João Guató

Quando uma aldeia indígena decide seguir a Bíblia: igreja adventista mais isolada do Brasil.

No extremo norte do Amapá, a história da Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) na Aldeia Tawari desafia a lógica do evangelismo tradicional: foram os próprios membros do povo Palikur que saíram em busca da Igreja, não o contrário. Localizada na Terra Indígena Uaçá, próxima à fronteira com a Guiana Francesa.

Para chegar até lá, é necessário viajar até o Oiapoque e enfrentar cerca de dez horas de barco pelos rios amazônicos. Apesar da distância, a fé permanece viva entre as 13 famílias Palikur que habitam a aldeia.

A história começou nas décadas de 1980 e 1990, quando membros da comunidade Palikur conheceram os ensinamentos bíblicos sobre o sábado e passaram a observá-lo. Mais tarde, o cacique Emílio, conhecido como Simeão, descobriu a existência de uma igreja que também guardava o sábado e foi procurá-la. A iniciativa abriu caminho para a chegada do pastor Raimundo Cutrim, que realizou os primeiros batismos nas águas do rio, ao lado da comunidade.

Henrique Leôncio, líder da aldeia e diretor da igreja local, recorda esse período com gratidão. "Nos anos 90, meu pai pediu esse evangelho para a nossa comunidade. A mensagem chegou até nós e até hoje seguimos obedecendo à Palavra de Deus."

Leôncio também destaca o apoio recebido ao longo dos anos. "Agradecemos à missão. As equipes chegam aqui, conversam conosco e ensinam como andar no caminho de Jesus. Como dirigente da igreja, agradeço a Deus por isso."

Fonte:  https://noticias.adventistas.org/.../quando-uma-aldeia.../

ZONA RURAL DE ITACOATIARA: Alunos da Escola Estadual Anília Nogueira da silva sem transporte.


Pais, estudantes e moradores da comunidade Nossa Senhora das Graças, na Costa da Conceição, zona rural de Itacoatiara, realizaram segunda-feira (15) uma manifestação para cobrar a volta do transporte escolar fluvial e melhorias na estrutura da Escola Estadual Anilia Nogueira da Silva. Os alunos estão sem frequentar as aulas por falta de meio para locomoção.

Segundo os comunitários, o transporte escolar está suspenso por falta de pagamento aos responsáveis pelas embarcações, o que tem afetado a frequência dos alunos e comprometido o calendário escolar. A escola atende cerca de 100 estudantes do ensino fundamental e médio, distribuídos nos três turnos, além de alunos de 11 comunidades ribeirinhas.

Com cartazes nas mãos, os manifestantes denunciaram que muitos estudantes estão perdendo aulas e, em alguns casos, sendo transferidos para escolas municipais. Algumas famílias também estariam pagando do próprio bolso o deslocamento dos filhos.

“Nosso maior objetivo hoje é buscar melhorias no transporte escolar. Nossos filhos estão ficando sem aula. A aprendizagem acontece presencialmente. A gente quer resposta da Seduc”, afirmou Marivone Nogueira, mãe de aluna e representante comunitária.

A situação preocupa ainda mais estudantes do 3º ano do ensino médio, que se preparam para vestibulares e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A estudante Eloá Portela Pinheiro, de 17 anos, contou que perdeu a segunda fase do Processo Seletivo Contínuo (PSC) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) por não conseguir se deslocar até a cidade.

“Às vezes a gente vem um dia e passa a semana toda sem aula. Eu perdi a segunda fase do PSC porque não consegui ir”, disse a estudante.

Além da falta de transporte, moradores denunciam as condições da estrutura da escola, que funciona em um prédio de madeira considerado provisório pela comunidade.

Segundo os moradores, a antiga escola de alvenaria foi demolida com a promessa de uma nova construção, mas, cerca de nove anos depois, a obra não teria sido iniciada.

A comunidade também reclama da qualidade da água consumida pelos estudantes e da falta de segurança na unidade. Moradores pedem uma vistoria do Corpo de Bombeiros e afirmam que a estrutura de madeira apresenta riscos.

“Muitos estudantes já foram prejudicados, inclusive perderam provas importantes. A gente pede um prédio escolar novo”, disse Vanessa Nogueira, mãe de aluna.

Fonte: G1 Amazonas

CABO VERDE: um dos menores países da África.


Cabo Verde é um arquipélago formado por dez ilhas vulcânicas localizado no Oceano Atlântico, com 4.033 quilômetros da costa da África Ocidental. Com uma população de pouco mais de meio milhão de habitantes, o país destaca-se pela estabilidade política, pela rica herança cultural e pela forte influência da colonização portuguesa, refletida no idioma oficial e em diversas manifestações culturais.

Sua economia é fortemente baseada no turismo, nos serviços e nas remessas enviadas pela diáspora cabo-verdiana espalhada pelo mundo. Além de suas belas praias e paisagens vulcânicas, Cabo Verde é reconhecido internacionalmente pela música, especialmente os gêneros morna e coladeira, que expressam a identidade e a história do povo cabo-verdiano.

Cabo Verde é formado por um arquipélago de 10 ilhas principais e vários ilhéus, sendo as mais conhecidas:
  • Santiago
  • São Vicente
  • Santo Antão
  • Sal
  • Boa Vista
  • Fogo
Fonte: Geografia Oline.

Bióloga do INPA ganha Prêmio Ávaro Alberto de 2026 do CNPq.


Maria Teresa Fernandez Piedade, bióloga do INPA, é a vencedora do Prêmio Almirante Álvaro Alberto de 2026, a maior honraria da ciência brasileira, concedida pelo CNPq em parceria com a Marinha do Brasil. A pesquisadora lidera o grupo Ecologia, Monitoramento e Uso Sustentável de Áreas Úmidas, o Maua, e dedica-se às pesquisas na Amazônia há quase cinco décadas. A trajetória começou em São Carlos, num curso de Biologia, com um sonho que parecia distante. Terminou — até aqui — numa cerimônia no Rio de Janeiro, com um diploma, uma medalha e R$ 200 mil de reconhecimento pela obra de uma vida inteira.

O objeto central de sua pesquisa são as áreas úmidas amazônicas, um sistema que a maioria das pessoas não vê, mas do qual depende profundamente. Maria Teresa explica que a água sobe e desce ao longo do ano transformando os sistemas de forma única, gerando adaptações nos organismos, influenciando cadeias alimentares inteiras e regulando os estoques de carbono da região de maneira que não existe em nenhum outro lugar do planeta. Esses ambientes não são apenas ecossistemas. São infraestrutura climática. São os rios voadores que levam água do Norte para o Sul e o Sudeste do Brasil.

O alerta que ela carrega consigo é direto e respaldado por décadas de dados. Estudando os efeitos da Hidrelétrica de Balbina, construída no Rio Uatumã no Amazonas, a pesquisadora documentou que em mais de 125 quilômetros de área, as florestas vêm morrendo gradualmente em 30 anos, por falta de regularidade no suprimento de água que passou a responder à demanda energética. E ela vai além: a sociedade brasileira depende inteiramente do balanço hídrico amazônico, e as ações humanas deletérias estão aprofundando a degradação desses ambientes numa corrida contra o tempo.

A maior premiação da ciência brasileira foi para quem estuda o que mantém o Brasil vivo. Não é coincidência. É reconhecimento.

Fonte: Agência Brasil/EBC

Países com mais títulos da Copa da FIFA.



O Brasil é o maior vencedor isolado da Copa do Mundo FIFA, com 5 títulos conquistados (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002). Logo atrás estão Alemanha e Itália, com 4 troféus cada.

O ranking dos países campeões:
  • Brasil: 5 títulos
  • Alemanha: 4 títulos (1954, 1974, 1990 e 2014)
  • Itália: 4 títulos (1934, 1938, 1982 e 2006)
  • Argentina: 3 títulos (1978, 1986 e 2022)
  • Uruguai: 2 títulos (1930 e 1950)
  • França: 2 títulos (1998 e 2018)
  • Espanha: 1 título (2010)
  • Inglaterra: 1 título (1966).
Distribuição dos títulos por continente:
  • América do Sul: 10 títulos (Brasil 5, Argentina 3, Uruguai 2)
  • Europa: 12 títulos (Alemanha 4, Itália 4, França 2, Inglaterra 1, Espanha 1)
A seleção da Argentina é a atual campeã do mundo, após conquistar a Copa de 2022 no Catar.

Reino Unido vai banir menores de 16 anos das redes sociais.


O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou nesta segunda-feira (15/6) que vai proibir menores de 16 anos de usar as principais plataformas de redes sociais, incluindo TikTok, Facebook, Instagram e X, o antigo Twitter. Aplicativos de mensagens como o WhatsApp não serão afetados.

Crianças e parte dos adolescentes também não poderão mais fazer transmissões ao vivo nem conversar com estranhos em aplicativos de jogos. A regulamentação deve ser implementada até o Natal, com efeitos práticos previstos para o início de 2027, segundo o primeiro-ministro.

O governo britânico também informou que avalia a adoção de toques de recolher noturnos para interromper o que chamou de "uso infinito da internet". A medida poderia ser aplicada não apenas a menores de 16 anos, mas também a adolescentes de até 18 anos.

As autoridades também estudam impor restrições ao uso de chatbots de inteligência artificial por essa faixa etária. Mais detalhes deverão ser divulgados em julho.

Em comunicado à imprensa, Starmer descreveu a segurança online das crianças como "um dos maiores debates da nossa época". Segundo o governo britânico, a decisão foi tomada após a realização de uma pesquisa na qual cerca de 90% dos pais apoiaram a idade mínima de 16 anos para o acesso às redes, enquanto 85% afirmaram que os riscos superam os benefícios.

Fonte: BBC

Criador do rope jump morreu aos 35 anos após falha durante salto.


A tragédia que matou Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21, após falha durante a prática de rope jump (ou rope jumping) no interior de São Paulo reacendeu o debate sobre os riscos da modalidade. O episódio também traz à tona um detalhe marcante da história do esporte: seu criador, Dan Osman, morreu durante um salto em 1998.

Quem foi Dan Osman? Nascido em 1963, Dan Osman construiu fama inicialmente como escalador e praticante de free solo, modalidade em que o atleta sobe paredões sem cordas de proteção. Fora das montanhas, trabalhava como carpinteiro.

Durante os anos 1980 e 1990, tornou-se conhecido por realizar ascensões extremamente rápidas e arriscadas em formações rochosas da Califórnia. Entre suas façanhas mais famosas estão as escaladas das rotas Atlantis, em Yosemite, e Bear's Reach, em Lover's Leap. Sua subida em Bear's Reach, por exemplo, foi concluída em pouco mais de 4 minutos.

LUZEIRO ADVENTISTA: A missão nos rios da Amazônia que transforma vidas até hoje.


A trajetória dos hospitais adventistas relembra como o cuidado integral, iniciado com as lanchas médico-missionárias, cresceu ao longo dos anos e se tornou uma rede de saúde comprometida em servir, curar e salvar.

O Luzeiro é uma das mais importantes iniciativas missionárias da história da Igreja Adventista do Sétimo Dia na Amazônia. Seu nome significa "portador de luz" ou "farol", simbolizando a missão de levar saúde, esperança e o evangelho às populações ribeirinhas isoladas da região amazônica.

O início da missão

A história começou em 4 de julho de 1931, quando os missionários norte-americanos Leo Halliwell e Jessie Halliwell inauguraram o Luzeiro I. O casal percebeu que milhares de pessoas viviam às margens dos rios amazônicos sem acesso a médicos, medicamentos, educação e assistência espiritual.

Jessie, que era enfermeira, tratava doenças tropicais, enquanto Leo atuava como pastor e evangelista. Juntos, transformaram o barco em uma verdadeira clínica flutuante e centro missionário.

O Luzeiro foi projetado para servir como:
  • Consultório médico;
  • Consultório odontológico;
  • Farmácia;
  • Residência missionária;
  • Centro de evangelismo.
Ao chegar às comunidades, a equipe oferecia consultas, medicamentos, educação sanitária e estudos bíblicos. Muitas localidades receberam pela primeira vez atendimento médico através do Luzeiro.

Impacto espiritual

Além dos atendimentos de saúde, os barcos Luzeiro ajudaram a fundar igrejas, escolas e postos missionários em diversas comunidades amazônicas. Muitas famílias conheceram o cristianismo adventista por meio desse trabalho.

Os ribeirinhos frequentemente aguardavam a chegada do barco às margens dos rios, pois sabiam que ele trazia ajuda, medicamentos e mensagens de esperança.

A expansão da frota

Após o sucesso do Luzeiro I, outras embarcações foram construídas. Ao longo das décadas surgiram mais de 25 barcos Luzeiro, que navegaram pelos rios Amazonas, Solimões, Negro e inúmeros afluentes.

Atualmente, embarcações como os Luzeiros mais recentes continuam prestando assistência médica, odontológica e espiritual às populações ribeirinhas.

Legado

O projeto Luzeiro tornou-se um símbolo da obra médico-missionária adventista na Amazônia e é reconhecido como uma das iniciativas humanitárias mais duradouras da região. Em 2021, a Igreja Adventista celebrou os 90 anos desse ministério, destacando seu impacto na saúde, educação e evangelização dos povos amazônicos.

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