IZABEL PIMENTEL: Do Brasil à Antártida, aos 60 anos e sozinha.


A brasileira Izabel Pimentel escreveu mais um capítulo impressionante no mar. Ela se tornou a primeira brasileira a velejar sozinha do Brasil até a Antártica sem escalas — enfrentando uma das rotas mais perigosas do planeta, a temida Passagem de Drake.

Foram dias de isolamento total, cercada por gelo à deriva, icebergs e condições extremas, onde qualquer erro pode ser decisivo. Mesmo com toda a experiência, a travessia exigiu preparo físico e mental no limite.

Durante a jornada, ela chegou a enfrentar tempestades, temperaturas congelantes e até problemas técnicos no barco, tudo isso completamente sozinha em alto-mar.

Um detalhe que chama ainda mais atenção: Izabel completou 60 anos durante a expedição, justamente em uma das regiões mais inóspitas do mundo.

A conquista se soma a uma trajetória já histórica — ela foi a primeira brasileira a cruzar o Atlântico e também a dar a volta ao mundo em solitário, consolidando seu nome entre os maiores da vela oceânica.

Mais do que um recorde, a jornada reforça o protagonismo feminino em um dos esportes mais extremos do mundo e mostra que limites podem ser redefinidos, mesmo nas condições mais desafiadoras.
Fonte: Terra

NEM TODOS MORREM - Por Odenildo Sena.


O que a gente costuma chamar de coincidência sempre mexe um pouco com minhas crenças e descrenças nas coisas desse velho e misterioso mundo. Acabo de viver um desses episódios.

Minha Mãe e heroína maior partiu em 1995, aos 89 anos, afetada pelo avançado estado da doença de Parkinson. À época, eu estava na Paulicéia Desvairada dando conta das pesquisas e da escrita de minha tese de doutoramento na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC). Contando com o tempo do mestrado, concluído em dezembro de 1987, posso dizer com orgulho que fui filho da PUC por sete anos, sempre como bolsista da velha Capes.

Lembro-me daquele sábado, no início da tarde, quando o telefone tocou, o filho mais velho que estava comigo atendeu e disse que era de Manaus. Fui arremessado contra a parede com a notícia de que Mãe acabara de dar seu derradeiro suspiro. Fazia uma semana que eu tinha ouvido sua voz pela última vez. Era hábito meu ligar para ela sempre aos domingos. E eu me lembro de que o mote para iniciarmos era sempre o mesmo: “Como você está, minha velhinha?”

A princípio, mergulhei numa profunda tristeza que logo se misturou a um conflito interior que demorei algum tempo para dele emergir com uma decisão. Não, eu não iria correr para o aeroporto na tentativa de chegar a tempo para o enterro de Mãe. Me recusava a ver minha velhinha inerte recolhida à morbidez de um caixão. Porque aquela, para mim, não seria ela. De jeito nenhum.

E não era por entrar em negação. Era pela necessidade que eu sentia de querer guardar comigo o que ela fora, não o que ela tinha passado a ser depois do telefonema. E assim o fiz. Tanto que, tendo voltado para Manaus, depois da defesa da tese, nunca me permiti visitar seu túmulo no cemitério, lugar que considero o espaço mais impróprio para reverenciar os que partiram.

Quanto à coincidência a que me referi na abertura deste texto e que me embalou sem escala na direção do episódio da partida de Mãe, deu-se hoje com a leitura de uma crônica de Clarice Lispector escrita em 1968. Para falar da perda de San Tiago Dantas, amigo seu muito querido, Clarice inicia o texto afirmando que “Não, nem todo o tipo de lucidez é frieza”. E termina justificando o porquê. Decidira não ir ao enterro do amigo, “porque nem todos morrem”.

Me fez tão bem ao coração esse encontro casual com Clarice! Chego a viajar no mistério de que em 1968 ela tenha escrito aquela crônica para mim, para eu ler somente em 2026 e para me fazer voltar ao ano de 1995. Me confirmou a certeza de que aquela decisão, lá atrás, tinha sido fruto da lucidez, nunca da minha frieza. Afinal, Mãe não tinha morrido, como não morreu até hoje. Só deixará esse mundo quando partirmos. Juntos.

LIVROS MAIS RECENTES DO AUTOR:
  1. Memórias de menino. Manaus: Editora Valer, 2025.
  2. O último biribá - Contos & crônicas para embalar esperanças. Manaus: Editora Valer, 2023.
  3. A felicidade precisa de loucura - Uma sinfonia do meu tempo em 115 crônicas escolhidas. Manaus: Editora Valer, 2022.
  4. Aprendiz de escritor - Sobre livros, leituras & escritos. Manaus: Editora Valer, 2020.
  5. No tempo de eu menino. Manaus: Editora Valer, 2015.
  6. Palavra, poder e ensino da língua, 3a. edição. Manaus: Editora Valer, 2019.
  7. A engenharia do texto - Um caminho rumo à prática da boa redação, 4a. edição. Manaus: Editora Valer, 2011.

Exoneração de comissionados por governador em exercício do Rio já chega a 500 cargos.


Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) e governador em exercício do estado do Rio de Janeiro, publicou, sexta-feira, um decreto no Diário Oficial suspendendo por 30 dias novas contratações e licitações em curso no órgão. A mesma medida foi estendida às secretarias estaduais de Infraestrutura e Obras Públicas e das Cidades. A segunda pasta foi comandada por Douglas Ruas (PL), que deixou o cargo para entrar na corrida pelo governo do Rio e, ontem, foi eleito presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Pela primeira vez desde que assumiu, com a renúncia do governador Cláudio Castro, em 23 de março, Couto despachou ontem no Palácio Guanabara, em Laranjeiras. Até então, tratava dos assuntos do Executivo e do Judiciário em seu gabinete no Fórum, no Centro.

Subsecretarias extintas

A tesoura do governador interino segue afiada. Em outro decreto, Couto determinou a extinção de três subsecretarias da Casa Civil, incluindo todas as suas estruturas subordinadas, sob o argumento de reorganização administrativa sem aumento de despesas: as subsecretarias adjunta de Projetos Especiais, de Gastronomia e de Ações Comunitárias e Empreendedorismo.

O fim das subsecretarias resultou nas exonerações de Tiago Moura Costa de Bulhões (subsecretário de Gastronomia); Flavio Ribeiro de Araujo Cid (subsecretário-adjunto de Projetos Especiais); e Marise Halabi Miranda (subsecretária de Ações Comunitárias e Empreendedorismo), além de outros 380 funcionários desses setores.

Com as demissões na Secretaria de Governo, também publicadas anteontem, já são cerca de 500 funcionários comissionados, nomeados pela administração do ex-governador, dispensados. E o pente-fino continua. Ontem à noite, um novo afastamento na Cedae: depois da mudança na presidência — Agnaldo Ballon, indicado por Castro, foi substituído por Rafael Rolim —, é certa a saída de Antonio Carlos dos Santos da diretoria administrativa e financeira da estatal. Novos cortes serão publicados nos próximos dias no Diário Oficial, à medida que a varredura avance.

Em mais um ato, trocou o comando do Fundo Único de Previdência Social do Estado (Rioprevidência). Para a presidência, o governador em exercício oficializou Felipe Derbli de Carvalho Baptista, também vindo dos quadros da Procuradoria-Geral do Estado (PGE). Baptista entrou no lugar de Nicholas Cardoso, que substituía interinamente Deivis Marcon Antunes.

Já a decisão em relação aos contratos e às licitações, segundo o texto do decreto de ontem, tem como objetivo a “racionalização das despesas públicas” e a adequação à realidade orçamentária e financeira do estado. A medida faz parte de um movimento de revisão da estrutura administrativa do Executivo.

O ato do governador, no entanto, prevê exceções, como contratos com vencimento nos próximos 60 dias ou situações emergenciais. Nessas hipóteses, a liberação dependerá de autorização específica da Secretaria da Casa Civil, com posterior submissão a Couto, para decisão final sobre a retomada do processo.

O DER publicou nove contratações ao custo previsto de R$ 418,5 milhões nos últimos dias. Seis delas não tinham previsão de licitação por serem consideradas emergenciais pelo órgão: três intervenções em encostas de estradas estaduais e três pacotes de obras de pavimentação na Região Metropolitana e no interior.

Procurados, o DER-RJ e as secretarias das Cidades e de Infraestrutura não informaram a relação de novos contratos, as licitações em curso e os seus valores.

Couto e Castro: reunião

No Palácio Guanabara, Couto promoveu ontem reuniões e, pela manhã, despachou com os secretários da Casa Civil, Flávio Willeman, e de Governo, Roberto Lisandro Leão. “Eles trataram de assuntos da gestão e das ações em curso para reorganização administrativa, racionamento de despesas, orçamento e eficiência da máquina pública”, diz a nota do estado.

Fora da agenda oficial, Cláudio Castro e Ricardo Couto se reuniram por volta das 15h de ontem na sede do Tribunal de Justiça. O encontro, que não constava nos compromissos públicos de ambos, foi marcado por um clima de tensão e cobranças sobre os rumos da administração do estado.

De acordo com interlocutores do governo ouvidos, a iniciativa da reunião partiu de Couto. O governador em exercício teria ligado para Castro, solicitando o encontro presencial para tratar especificamente do processo de cortes orçamentários e exonerações de cargos que vem sendo implementado nas últimas semanas.

Conforme aliados de Castro, durante a conversa, porém, o ex-governador teria manifestado insatisfação com a forma como os cortes estão sendo realizados, queixando-se de que a atual narrativa do governo passa uma imagem negativa de sua gestão e sugere um descontrole financeiro, que ele contesta.

Ainda durante a tarde no TJ-RJ, Couto recebeu os deputados Guilherme Delaroli e Douglas Ruas, ambos da bancada do PL, para tratar da eleição para presidente da Alerj. No fim da tarde, retornou ao Palácio Guanabara.

Fonte: O Globo.

TRANSAMAZÔNICA: 75 anos depois não foi concluída.


A Rodovia Transamazônica (BR-230) não é totalmente asfaltada devido a uma combinação de desafios técnicos, financeiros e ambientais, incluindo solo argiloso instável, chuvas intensas que destroem o pavimento e altos custos de manutenção.

A construção da rodovia Transamazônica (BR-230) começou oficialmente em 10 de outubro de 1970, com a cerimônia simbólica em Altamira, Pará, liderada pelo presidente Emílio Garrastazu Médici. A obra foi lançada no contexto da ditadura militar com o objetivo de integrar o Norte ao restante do país e povoar a região amazônica.

O projeto, iniciado na década de 70, sofre com questões de licenciamento, impactos ecológicos e, principalmente, a falta de recursos contínuos para cobrir sua extensão colossal.
A rodovia passa por áreas de floresta com solo argiloso e lençol freático alto, o que torna o pavimento frágil e sujeito a deformações.

O regime de chuvas intensas na Amazônia destrói o asfalto rapidamente, tornando a manutenção cara e complexa.

Falta de verbas e planejamento de infraestrutura de longo prazo sofreram com crises econômicas, resultando em obras fragmentadas e paralisações. A rodovia começa em Cabedelo, na Paraíba, e termina em Lábrea (AM), com cerca de 4.260 km de extensão.

Embora grandes trechos, principalmente no Pará, ainda sejam de terra, a pavimentação completa da rodovia é considerada estratégica para a integração da região Norte e o escoamento de produção.

Por unanimidade, STF derruba lei que proíbe cotas em universidades de SC.


O STF derrubou por unanimidade (10 a 0), ontem, dia 17 de abril de 2026, a Lei Estadual 19.722/2026 de Santa Catarina, que proibia cotas raciais em universidades públicas e privadas que recebem verbas estaduais. A corte considerou a norma inconstitucional, reafirmando o compromisso com ações afirmativas e a redução de desigualdades.

Lei Derrubada: A Lei nº 19.722/2026, sancionada em janeiro pelo governador Jorginho Mello, proibia cotas raciais, permitindo apenas reserva de vagas para pessoas com deficiência ou critérios socioeconômicos.

Decisão do STF: O relator, ministro Gilmar Mendes, e todos os ministros votaram pela inconstitucionalidade, suspendendo a vedação a ações afirmativas no ensino superior

Justificativa: A corte destacou que a proibição violava diretrizes de igualdade e inclusão social.

Outras Leis: Santa Catarina também conta com normas como a Lei nº 19.776/2026, que gera divergências sobre gênero na educação, e a Lei nº 19.236/2025, que proíbe o assédio comercial por telemarketing para crédito consignado a idosos.

A decisão do STF sobre a Lei 19.722/2026 segue a jurisprudência nacional de defesa das cotas raciais como ferramenta de inclusão.

Rio Parnaíba divide o estado do Maranhão e do Piauí.


O rio Parnaíba, também conhecido como Velho Monge, é um curso de água que divide politicamente os estados do Maranhão e do Piauí. É o maior rio genuinamente nordestino sendo navegável em toda sua extensão.

O Rio Parnaíba é a divisa natural entre os estados do Maranhão e Piauí. Além de sua função como limite territorial, esse rio tem grande relevância para a região Nordeste, pois contribui para o abastecimento de água, a agricultura e a organização das atividades humanas ao seu redor. Com mais de 1.400 km de extensão, ele nasce no sul do Piauí e segue em direção ao Oceano Atlântico, onde forma um delta, destacando-se como um dos principais rios do Nordeste brasileiro.

Fonte: Geografia oline.

Gilmar Mendes pede à PGR que investigue relator da CPI do Crime Organizado.


O pedido do ministro do STF para apurar a conduta do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) veio à tona na noite desta quarta-feira, 15. 

A solicitação ocorre após o parlamentar propor no relatório final da CPI, que foi rejeitado pela comissão, o indiciamento de Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e do procurador-geral Paulo Gonet.

Gilmar Mendes pediu que o Ministério Público apure o possível enquadramento do senador na lei que trata de abuso de autoridade. 

INOCENTOU O PCC: Alessandro Vieira publicou na noite desta quarta-feira, 15, um vídeo onde explica porque a CPI não indiciou Marcinho VP, Marcola, e outros nomes no relatório final.

África e suas riquezas.


África é o terceiro continente mais extenso com cerca de 30 milhões de quilômetros quadrados, cobrindo 20,3% da área total da terra firme do planeta. É o segundo continente mais populoso da Terra mais de um bilhão de pessoas, representando cerca de um sétimo da população mundial, e 54 países independentes. A África é maior que a Europa e os Estados Unidos juntos.

- A África possui aproximadamente 60% das terras agrícolas do mundo.
- A África possui 90% de suas reservas de matérias-primas.
- A África possui 40% das reservas mundiais de ouro.
- A África possui 33% de suas reservas de diamantes.
- A África, especialmente no Congo, possui 80% das reservas mundiais de coltan.
- A África possui 60% das reservas mundiais de cobalto (usado na produção de baterias de automóveis).
- A África é rica em petróleo e gás natural.
- A África (Namíbia) possui um dos maiores litorais do mundo. 
- A África também é rica em manganês, ferro e madeira.
- A África cobre uma área de aproximadamente 31 milhões de km² (30.415.875 km²).
- A África tem uma população de 1,5 bilhão de habitantes.
- A República Democrática do Congo possui vários rios importantes.
- A África fornece plantas para 30.000 medicamentos que o Ocidente modificou em seus laboratórios.
- A África  possui uma população global jovem que chegará a 2,5 bilhões até 2050.

As terras agrícolas da República Democrática do Congo poderiam alimentar toda a África.
As terras aráveis da África poderiam ser cultivadas para alimentar o mundo inteiro.
A África é um continente culturalmente diverso em termos de dança, música, arquitetura, escultura e muito mais.

O continente africano é um grande produtor e exportador de produtos agrícolas. Se a África assumir seus próprios negócios e meios de produção, rapidamente se tornará uma potência global, e o resto do mundo se tornará um país do terceiro mundo.

Disputa entre Pará e Mato Grosso volta ao centro do debate.


Uma disputa territorial centenária entre Pará e Mato Grosso voltou à pauta após reunião com o ministro do STF, Flávio Dino. O conflito envolve uma área de cerca de 2,2 milhões de hectares (22 mil km²) na divisa entre os dois estados — considerada estratégica pelo avanço do agronegócio.

Segundo informações de Heber Geiros, o impasse tem origem em uma convenção assinada em 1900, que definiu a fronteira com base no Salto das Sete Quedas, no rio Teles Pires. A localização exata desse ponto, no entanto, segue sendo motivo de divergência até hoje.

O que está em jogo:
• A área fica entre municípios como Jacareacanga e Novo Progresso (PA) e Apiacás e Paranaíta (MT)
• Mato Grosso defende que houve erro histórico na definição do ponto geográfico.
• O Pará sustenta a manutenção da divisão atual, já consolidada pelo IBGE.

Em 2020, o STF decidiu por unanimidade a favor do Pará, rejeitando ação movida por Mato Grosso. Mesmo assim, o estado vizinho tenta reabrir o caso.

Como saída, Flávio Dino teria sugerido a possibilidade de um plebiscito para encerrar o impasse.

O pano de fundo é econômico: a região é uma fronteira agrícola em expansão, com alto valor para produção de grãos. Uma eventual mudança de território pode significar bilhões em arrecadação e impacto direto sobre produtores e propriedades rurais.

Nos bastidores, a disputa segue intensa — e longe de um desfecho definitivo.

Conheça o cinturão dos desertos da Terra.


O “cinturão dos desertos” é uma faixa contínua de áreas áridas e semiáridas que se estende principalmente pelo Hemisfério Norte, conectando grandes desertos como o Deserto do Saara, o Deserto da Arábia, o Deserto de Lut e o Deserto de Gobi. Essa distribuição não é aleatória: ela está diretamente relacionada à circulação geral da atmosfera, especialmente às zonas de alta pressão subtropical próximas aos 30° de latitude.

Nessas regiões, o ar desce (movimento subsidente), dificultando a formação de nuvens e reduzindo drasticamente as chuvas. Além disso, fatores como continentalidade (distância dos oceanos), barreiras orográficas e correntes marítimas frias também reforçam a aridez. Por isso, esses desertos formam uma espécie de “faixa global” contínua, evidenciando como os processos climáticos atuam em escala planetária na organização das paisagens.

Fonte: Geografia Oline.

IZABEL PIMENTEL: Do Brasil à Antártida, aos 60 anos e sozinha.

A brasileira Izabel Pimentel escreveu mais um capítulo impressionante no mar.  Ela se tornou a primeira brasileira a velejar sozinha do Bras...