Getúlio Vargas: assassinato ou suicídio?


Getúlio Dornelles Vargas nasceu em 19 de abril de 1882, em São Borja, no Rio Grande do Sul, e se tornou um dos políticos mais importantes e polêmicos da história do Brasil.

Advogado de formação, chegou ao poder em 1930, à frente de um movimento armado que ficou conhecido como Revolução de 1930 e que pôs fim à chamada República Velha, período em que paulistas e mineiros se revezavam no comando do país.

Primeiro, chefiou um governo provisório. Depois, em 1934, foi eleito presidente pela Assembleia Constituinte. Em 1937, com o apoio dos militares, deu um golpe e instalou o Estado Novo, uma ditadura que fechou o Congresso, censurou a imprensa e perseguiu, prendeu e exilou opositores.

Foi nesse período que surgiram medidas que até hoje fazem parte da vida dos brasileiros, como o salário mínimo, a carteira de trabalho e a Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT, de 1943. Em seu governo, as mulheres também conquistaram o direito ao voto, em 1932, e o país ganhou a Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda.

Por isso, Vargas ficou conhecido por muitos como o "pai dos pobres", enquanto seus críticos o lembram como um ditador.

Em 1945, foi afastado do poder pelos próprios militares, mas voltou nos braços do povo: em 1950, venceu as eleições presidenciais pelo voto direto. Nesse segundo mandato, criou a Petrobras, em 1953, sob o lema "O petróleo é nosso".

O governo, no entanto, enfrentou forte oposição, principalmente do jornalista e político Carlos Lacerda, além de denúncias de corrupção e da pressão de setores das Forças Armadas.

A crise chegou ao auge em 5 de agosto de 1954, quando Lacerda sofreu um atentado na Rua Tonelero, no Rio de Janeiro, então capital do país. Ele foi ferido no pé, mas o major da Aeronáutica Rubens Vaz, que o acompanhava, morreu.

As investigações apontaram que o crime havia sido organizado por Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal do presidente. Embora não houvesse prova de que Vargas soubesse do plano, a pressão pela sua renúncia cresceu, e militares de alta patente passaram a exigir a sua saída.

Na madrugada de 24 de agosto de 1954, Vargas participou de uma reunião tensa com seus ministros e, em seguida, recolheu-se ao quarto, no Palácio do Catete. Pela manhã, por volta das 8h30, familiares e funcionários do palácio ouviram um disparo. Ao entrarem no quarto, encontraram o presidente deitado na cama, de pijama, ferido com um tiro no peito e com una arma ao lado. Ele morreu aos 72 anos.

Sobre a mesa, estava uma carta de despedida, que ficou conhecida como carta-testamento, na qual ele acusava grupos nacionais e estrangeiros de agir contra ele e o povo brasileiro. A frase final se tornou uma das mais famosas da política nacional: "Saio da vida para entrar na história".

A notícia provocou uma onda de comoção e revolta em todo o país. Multidões tomaram as ruas, jornais de oposição foram atacados, e Carlos Lacerda precisou deixar o Brasil por um tempo.

A versão oficial, aceita pela maioria dos historiadores, é a de que o tiro partiu das mãos do próprio presidente, que “desistiu da vida” diante da crise.

Mesmo assim, ao longo das décadas surgiram diversas teorias. Alguns defendem que Vargas teria sido assassinado e que a cena teria sido montada para parecer obra dele mesmo. Outros questionam a autoria da carta-testamento, já que o texto foi datilografado e não escrito à mão, e há registros de que um assessor teria ajudado a redigi-lo. Nenhuma dessas teorias, porém, foi comprovada até hoje.

Setenta e dois anos depois, Getúlio Vargas continua a dividir opiniões. Para uns, foi o presidente que deu direitos aos trabalhadores e modernizou o país. Para outros, foi um ditador que governou sem respeitar a democracia. O certo é que, como ele mesmo escreveu, saiu da vida para entrar na história.

Fonte: Crimes & Mistérios.

Como está o desenvolvimento humano por estado brasileiro?

Quanto mais forte a cor, maior o índice dentro de cada faixa.

O mapa mostra o IDH, indicador que reúne educação, renda e longevidade. Nos dados de 2024, os 26 estados e o Distrito Federal estão nas faixas de desenvolvimento humano alto ou muito alto.

1. O que é IDH?

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é um indicador utilizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), por meio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), para avaliar as condições de desenvolvimento e qualidade de vida da população de um país, estado ou município.

O IDH foi criado para ampliar a avaliação do desenvolvimento, que anteriormente considerava principalmente o crescimento econômico e a renda.

Seu objetivo é mostrar que o desenvolvimento de uma sociedade não depende apenas da riqueza produzida, mas também das condições de saúde, educação e vida das pessoas.

2. Quais são as três dimensões do IDH? O IDH considera três dimensões fundamentais:
  • Saúde - Avaliada pela expectativa de vida ao nascer, ou seja, quantos anos uma pessoa pode esperar viver, considerando as condições de mortalidade.
  • Educação - Avaliada pela média de anos de estudo dos adultos e pela expectativa de anos de escolaridade das crianças.
  • Renda - Avaliada pela Renda Nacional Bruta (RNB) per capita, considerando o poder de compra da população.
3. Classificação do IDH - O índice varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior é o desenvolvimento humano.

Os 2 maiores no Brasil:
• Distrito Federal: 0,866
• São Paulo: 0,838

Os 2 menores em cada estado:
• Maranhão: 0,745
• Alagoas: 0,746

Fonte: Radar IDH 2012–2024 — PNUD, Fundação João Pinheiro e IBGE, publicado em maio de 2026.

Bahia e Sergipe só passaram a pertencer ao Nordeste em 1970.


A Bahia passou a integrar oficialmente a Região Nordeste a partir de 1970, após uma reformulação na divisão territorial do Brasil realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Antes de 1970 a Bahia e Sergipe faziam parte da Região Leste, agrupadas com estados como Minas Gerais, Espírito Santo e (posteriormente) o Rio de Janeiro.

O IBGE mudou a metodologia para incorporar critérios socioeconômicos, de integração de mercados e de planejamento regional (impulsionado também pela atuação da SUDENE Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste).

Com essa mudança, a Bahia e Sergipe foram oficialmente transferidas para a Região Nordeste, consolidando os 9 estados que formam a região atualmente.

Quem criou estas grandes estatais brasileiras?


Você sabia que algumas das maiores empresas e instituições do Brasil foram criadas há mais de 100 anos? Ao longo da história, diferentes governos fundaram organizações que ajudaram a transformar a economia, a indústria, a tecnologia e a infraestrutura do país.

1. Dom João VI — Banco do Brasil (1808) - Criado durante o período em que a família real portuguesa estava no Brasil, o Banco do Brasil surgiu para atender às necessidades financeiras da época e se tornou uma das instituições bancárias mais antigas do país.

2. Dom Pedro II — Caixa Econômica (1861) - Durante seu reinado, foi fundada a Caixa Econômica, com o objetivo de incentivar a poupança e oferecer serviços financeiros, especialmente para a população de menor renda.

3. Getúlio Vargas — Industrialização brasileira - Seu governo foi responsável pela criação de importantes empresas e instituições:
• CSN (1941): impulsionou a produção de aço no Brasil.
• Vale (1942): criada para explorar recursos minerais.
• BNDES (1952): fundado como BNDE para financiar o desenvolvimento econômico.
• Petrobras (1953): criada para fortalecer a indústria nacional do petróleo.

4. João Goulart — Eletrobras (1962) - A Eletrobras foi constituída durante seu governo para fortalecer o setor elétrico brasileiro, coordenando investimentos na geração e transmissão de energia. Sua criação havia sido autorizada em 1961, durante o governo de Jânio Quadros.

5. Regime militar (1964–1985) - Nesse período, foram criadas empresas que tiveram grande importância no avanço tecnológico e na infraestrutura nacional:
• Embraer (1969): desenvolvimento da indústria aeronáutica.
• Telebras (1972): expansão das telecomunicações.
• Infraero (1972): administração da infraestrutura aeroportuária.
• Embrapa (1973): pesquisa científica e inovação na agropecuária.
• Dataprev (1974): processamento de dados e tecnologia para a administração pública.

Nem todas essas empresas permanecem sob controle do Estado. Algumas foram privatizadas, enquanto outras passaram por mudanças em suas estruturas e atividades.

A história dessas instituições mostra como diferentes períodos políticos contribuíram para o desenvolvimento econômico e tecnológico do Brasil.

ELEIÇÕES AMERICANAS: Trump em desespero.


Eleições de Meio de Mandato nos EUA (Midterms): Os eleitores americanos vão às urnas hoje em uma votação crucial que pode redefinir o Congresso (disputando todas as 435 cadeiras da Câmara e 35 do Senado) e o restante do mandato de Donald Trump.

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), pediu nesta 2ª feira (2.nov.2026) à Suprema Corte dos Estados Unidos que bloqueasse temporariamente a contagem de votos por correspondência de mais de 20.000 eleitores registrados na Califórnia. Segundo autoridades federais, esses eleitores provavelmente não são cidadãos norte-americanos.

A solicitação foi feita às vésperas das eleições de meio de mandato, marcadas para 3ª feira (3.nov.2026). O Departamento de Justiça pediu uma medida cautelar para suspender a apuração dos votos contestados até que a cidadania de cada eleitor seja individualmente verificada. Um tribunal federal de apelações havia rejeitado pedido semelhante na 6ª feira (30.out.2026).

"TODOS NEGROS": Policial conduzia sete homens amarrados pelo pescoço.


“Meu pai é trabalhador. Olha aqui a carteira dele.” Selma da Silva Santos chorava diante dos policiais, tentando provar que seu pai não era criminoso. Mas os agentes ignoraram seus apelos. Naquela operação, homens negros estavam sendo amarrados uns aos outros pelo pescoço, como nos tempos da escravidão. O mais revoltante é que isso aconteceu em 1982, no Brasil, 94 anos depois da Lei Áurea.

A cena ocorreu durante uma batida da Polícia Militar nos morros da Coroa e Cachoeira Grande, no Rio de Janeiro, quando o país ainda vivia sob a ditadura militar.

Segundo a reportagem publicada na época, 18 homens foram detidos numa operação que supostamente pretendia combater o tráfico de drogas. Alguns sequer tiveram a oportunidade de buscar seus documentos antes de serem levados.

Enquanto os policiais conduziam os detidos por cordas amarradas ao pescoço, mães, esposas e filhas protestavam, exibindo carteiras de trabalho para demonstrar que seus familiares eram trabalhadores.

Entre elas estava Terezinha Jesus América, de 60 anos, que implorava pela libertação do filho José Maria Américo, de 28.

Ele havia conseguido um novo emprego e começaria a trabalhar no dia seguinte. A mãe explicava, chorando, que precisava da ajuda dele para pagar as despesas de casa.

A justificativa apresentada pelos policiais tornou a situação ainda mais absurda.

O tenente Luís Cláudio, responsável pela operação, afirmou que não havia algemas suficientes e que, por isso, precisavam constranger psicologicamente os detidos.

Moradores que protestavam também foram ameaçados de prisão.

Foi nesse contexto que surgiu a fotografia que chocaria o Brasil, registrada por Luiz Morier, do Jornal do Brasil.

A imagem mostrava sete homens negros ligados por uma corda, enquanto um policial segurava uma das extremidades. A cena lembrava os registros de pessoas escravizadas conduzidas por seus captores no século XIX.

Mas havia um detalhe que tornava tudo ainda mais grave: posteriormente, constatou-se que os homens fotografados eram trabalhadores e não possuíam antecedentes criminais. Eles acabaram liberados.

A fotografia foi publicada na primeira página do Jornal do Brasil em 30 de setembro de 1982, provocou indignação e conquistou o Prêmio Esso de Fotografia em 1983.

O registro ficou conhecido como “Todos Negros”.

Na reportagem original, uma das mulheres tentava convencer os policiais de que seu filho precisava trabalhar no dia seguinte. Outra erguia a carteira profissional do pai, procurando provar sua inocência.

Quase um século depois da abolição, aquelas famílias ainda precisavam apresentar documentos para defender seus parentes, enquanto homens negros eram conduzidos pelas ruas com cordas amarradas ao pescoço.

FONTES:
• Jornal do Brasil — PM prende e leva favelados pelo pescoço; reportagem de J. Paulo da Silva, 30 de setembro de 1982.
• Câmara Municipal de São Paulo — Anais da 649ª Sessão Ordinária, 30 de setembro de 1982. Reprodução da reportagem original do Jornal do Brasil.
• Instituto Moreira Salles — Luiz Morier, Testemunha Ocular.
• Associação Brasileira de Imprensa — Todos negros, 2006.
• Ynaê Lopes dos Santos — Ventre do Brasil. Instituto Moreira Salles, 2022.

CONHEÇA A HISTÓRIA DE GERALDO ALCKMIN: UM POLÍTICO QUE PASSOU DE ADVERSÁRIO A VICE-PRESIDENTE DE LULA.


Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho é uma das figuras mais experientes da política brasileira. Médico de formação, antigo governador do estado de São Paulo e atual vice-presidente da República Federativa do Brasil, a sua trajectória é marcada por décadas de participação na vida pública, disputas eleitorais, mudanças partidárias e importantes transformações nas suas alianças políticas.

ORIGENS E VIDA FAMILIAR

Geraldo Alckmin nasceu no dia 7 de Novembro de 1952, em Pindamonhangaba, no interior do estado de São Paulo, Brasil. É filho de Geraldo José Rodrigues Alckmin, veterinário, e de Myriam Penteado, professora. Cresceu numa família de raízes humildes e recebeu uma educação de forte influência católica. É casado com Maria Lúcia Ribeiro Alckmin, conhecida como Lu, com quem teve três filhos: Sophia, Geraldo e Thomaz. Em 2015, a família sofreu uma perda dolorosa com a morte do filho Thomaz, num acidente de helicóptero.

FORMAÇÃO ACADÉMICA E PROFISSIONAL

Alckmin estudou Medicina na Faculdade de Medicina de Taubaté, atualmente integrada na Universidade de Taubaté, tendo concluído a formação em 1977. Posteriormente, especializou-se em Anestesiologia no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo e também realizou formação em Acupuntura. Apesar de ter construído uma carreira política de grande dimensão, manteve ligação à área da Medicina, tendo exercido atividade profissional e participado em atividades académicas.

O INÍCIO DA SUA VIDA POLÍTICA

A sua entrada na política aconteceu em 1972, quando tinha apenas 19 anos e ainda frequentava a faculdade de Medicina. Filiou-se no Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido que fazia oposição ao regime militar brasileiro. No mesmo ano, foi eleito vereador de Pindamonhangaba, tornando-se o candidato mais votado daquela eleição e chegando à presidência da Câmara Municipal. Em 1976, candidatou-se à prefeitura da sua cidade natal e venceu as eleições, tornando-se um dos mais jovens prefeitos do município. Exerceu o cargo entre 1977 e 1982. A partir daí, começou a construir uma carreira política que o levaria aos principais centros de decisão do Brasil.

DE DEPUTADO ESTADUAL A CONSTITUINTE

Em 1982, foi eleito deputado estadual de São Paulo. Quatro anos depois, em 1986, conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados, participando na Assembleia Nacional Constituinte responsável pela elaboração da Constituição brasileira de 1988.

Durante a sua passagem pelo Congresso Nacional, participou em trabalhos legislativos ligados à saúde, à previdência social e à assistência social.

Também esteve associado à elaboração de iniciativas legislativas que contribuíram para a criação do Código de Defesa do Consumidor e para a legislação brasileira sobre benefícios previdenciários e assistência social.

Em 1988, participou na fundação do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), ao lado de importantes figuras políticas, entre elas Mário Covas, Fernando Henrique Cardoso, Franco Montoro e José Serra.

VICE-GOVERNADOR E GOVERNADOR DE SÃO PAULO

Em 1994, foi eleito vice-governador de São Paulo, integrando a chapa liderada por Mário Covas. Os dois foram reeleitos em 1998. Com o afastamento de Covas por motivos de saúde, Alckmin assumiu o Governo do Estado em Janeiro de 2001. Após a morte de Mário Covas, em Março daquele ano, passou a exercer definitivamente a chefia do Executivo estadual. Em 2002, foi eleito governador nas urnas, consolidando a sua liderança política em São Paulo.

Em 2010, regressou ao Governo paulista através de uma nova eleição e foi reeleito em 2014. Ao longo da sua carreira, governou o estado durante quatro períodos, considerando a sua passagem pelo cargo entre 2001 e 2006 e os dois mandatos de 2011 a 2018. Durante os seus governos, promoveu políticas de concessões e parcerias com a iniciativa privada, investimentos em infra-estruturas e projectos nas áreas dos transportes e do abastecimento de água. A sua administração também enfrentou críticas e conflitos, nomeadamente relacionados com a crise hídrica de 2014 e 2015, a educação pública e as relações com os funcionários do Estado.

AS DISPUTAS PELA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Em 2006, Geraldo Alckmin decidiu disputar a Presidência da República pelo PSDB, enfrentando precisamente Luiz Inácio Lula da Silva, que procurava a reeleição. A disputa chegou à segunda volta, mas Lula venceu e garantiu a continuidade do seu Governo. Em 2008, Alckmin voltou a concorrer a um cargo executivo, desta vez à Prefeitura de São Paulo, mas não conseguiu vencer. Em 2018, voltou a disputar a Presidência da República, novamente pelo PSDB. Nessa eleição, terminou na quarta posição, com aproximadamente 4,76% dos votos válidos. Entre 2017 e 2019, também exerceu a presidência nacional do PSDB, partido ao qual esteve ligado durante mais de três décadas.

A SAÍDA DO PSDB E A APROXIMAÇÃO COM LULA

Em 2021, depois de mais de 30 anos de militância, Geraldo Alckmin deixou o PSDB, partido que ajudara a fundar. Em Março de 2022, filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), num contexto de negociações políticas para integrar uma candidatura presidencial liderada por Lula da Silva. A decisão chamou a atenção da política brasileira, sobretudo porque Alckmin tinha sido adversário direto de Lula na eleição presidencial de 2006.

A antiga rivalidade deu lugar a uma aliança política construída em torno de uma frente ampla, que reuniu diferentes partidos e setores da sociedade brasileira.

Em Julho de 2022, a candidatura Lula-Alckmin foi oficialmente apresentada. A composição procurava ampliar o diálogo político e reunir apoios para além da base tradicional do Partido dos Trabalhadores.

A CHEGADA À VICE-PRESIDÊNCIA DO BRASIL

Nas eleições presidenciais de 2022, Lula da Silva e Geraldo Alckmin venceram a disputa contra Jair Bolsonaro e foram eleitos presidente e vice-presidente da República, respectivamente. A 1 de Janeiro de 2023, Alckmin tomou posse como vice-presidente do Brasil, assumindo também o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

No Governo, passou a desempenhar funções de representação institucional e articulação política, além de participar na condução de políticas relacionadas com a indústria, o comércio, os serviços e o desenvolvimento econômico. A sua experiência como antigo governador e dirigente partidário tornou-o uma figura importante na composição política e institucional do Executivo brasileiro.

UMA TRAJETÓRIA MARCADA PELA TRANSFORMAÇÃO POLÍTICA

A história de Geraldo Alckmin demonstra uma carreira política construída ao longo de várias décadas. Começou como vereador numa cidade do interior, passou pela prefeitura, pelo Parlamento, pela Assembleia Constituinte, pelo Governo de São Paulo e chegou à Vice-Presidência da República. Um dos capítulos mais conhecidos da sua trajectória é precisamente a passagem de adversário eleitoral de Lula da Silva para seu companheiro de chapa presidencial.

A sua história também permite compreender uma característica importante da democracia representativa: as alianças políticas podem mudar, antigos adversários podem estabelecer entendimentos e diferentes correntes partidárias podem construir projectos comuns, sem que isso apague as divergências do passado. Geraldo Alckmin é, assim, uma figura que ocupa um lugar relevante na história política contemporânea do Brasil, tanto pela longevidade da sua carreira como pelas transformações que marcaram o seu percurso.

Avião com grávida e criança de 5 anos cai e fica de cabeça para baixo no Amazonas.



Um avião de pequeno porte ficou de cabeça para baixo após sofrer um acidente na manhã deste domingo (1º), na rodovia Transamazônica (BR-230), entre os municípios de Humaitá e Apuí, no interior do Amazonas. As três pessoas que estavam a bordo ficaram feridas, entre elas uma criança de 5 anos e uma mulher grávida de aproximadamente nove semanas.

Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram a aeronave com o bico voltado para o chão, em uma área de mata às margens de uma pista de barro. Segundo testemunhas, o avião estaria em procedimento de decolagem quando ocorreu o acidente. Os ocupantes pertencem à mesma família.

As vítimas foram identificadas como Marcela Pereira Pinheiro, de 35 anos, grávida de aproximadamente nove semanas; Beatriz Pinheiro Fagundes, de 5; e Elson Fagundes de Oliveira, de 45 anos.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), a criança sofreu uma ruptura no diafragma, que provocou o deslocamento do fígado, e apresentava estado de saúde grave. Elson teve um corte profundo na testa. Marcela não apresentava ferimentos aparentes e recebeu atendimento, além de acompanhamento psicológico.

Após o acidente, motoristas que passavam pela rodovia retiraram os ocupantes da aeronave e iniciaram o deslocamento em um veículo particular em direção a Humaitá.

Nas proximidades da balsa, uma equipe do Hospital Municipal encontrou as vítimas e assumiu o transporte até a unidade de saúde. Os bombeiros também foram acionados para prestar apoio, mas não precisaram atuar diretamente no resgate.

Segundo a corporação, a aeronave não apresentava vazamento de combustível nem oferecia risco imediato que exigisse intervenção no local.

FAB investiga acidente

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foram acionados para apurar o acidente envolvendo a aeronave de matrícula PU-BLR, em Humaitá.

Uma equipe do Sétimo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa VII), sediado em Manaus, realizou a Ação Inicial, procedimento que envolve a coleta de informações, a preservação de elementos e a análise dos danos causados à aeronave.

Fonte: https://www.itatiaia.com.br/brasil/norte/am/aviao-com-gravida-e-crianca-de-5-anos-cai-e-fica-de-cabeca-para-baixo-no-amazonas/

"BALA MATA FOME?" "Mataram um estudante. Podia ser seu filho".


No fim da tarde de 28 de março de 1968, centenas de estudantes se reuniam no Calabouço, um restaurante popular no centro do Rio de Janeiro. Ali comiam alunos pobres, principalmente secundaristas, que são os estudantes do antigo segundo grau, e vestibulandos. A comida era barata, mas ruim, e o lugar era sujo e sem condições adequadas.

Por isso os estudantes organizavam passeatas com frequência para protestar, e foi o que aconteceu naquele dia. Dessa vez, porém, viaturas da polícia cercaram o local de surpresa. Os estudantes reagiram jogando pedras, e a Polícia Militar respondeu com rajadas de metralhadora.

Seis pessoas ficaram feridas. Uma delas foi atingida no peito e não resistiu: Edson Luís de Lima Souto, de apenas 18 anos. Segundo os relatos da época, o tiro partiu do comandante da tropa, o aspirante da PM Aloísio Raposo.

Edson era um menino pobre de Belém, no Pará, que tinha se mudado para o Rio com o sonho de terminar os estudos.

Ele fazia faxina no Calabouço em troca da comida e nem era ligado a movimentos políticos.
Naquele dia, ele estava ali jantando, como em qualquer outro, quando foi surpreendido pelo tiro.

O Brasil vivia a ditadura militar, período iniciado em 1964 em que o país foi governado por generais, sem eleições livres para presidente e com forte repressão a quem protestava.

Com medo de que a polícia sumisse com o corpo, os colegas carregaram Edson até a Assembleia Legislativa, onde 55 deputados estavam reunidos em sessão.

A sessão foi interrompida, e o corpo do estudante ficou estendido no saguão do prédio, à vista de todos. Assim ninguém poderia negar o que a polícia tinha feito.

Os estudantes decretaram greve geral, os teatros cancelaram seus espetáculos e centenas de pessoas passaram a noite no velório.

Na manhã seguinte, os jornais do Rio estampavam na primeira página a palavra "Assassinato". O país se perguntava como um estudante inocente, que não era militante, tinha sido morto daquela forma. 

Às 16h, mais de 50 mil pessoas acompanharam o cortejo até o cemitério São João Batista, em Botafogo. O caixão, coberto com a bandeira do Brasil, foi carregado por estudantes, deputados e artistas, enquanto a multidão cantava o Hino Nacional e moradores jogavam rosas do alto dos prédios.

Nos cartazes se lia "Os velhos no poder, os jovens no caixão", "Bala mata fome?" e a frase que virou símbolo do caso: "Mataram um estudante. Podia ser seu filho".

Uma semana depois, na missa de sétimo dia na Igreja da Candelária, a cavalaria da polícia cercou e atacou as pessoas que saíam da igreja. 

Os protestos se espalharam pelo país e, em junho, levaram à Passeata dos Cem Mil, a maior manifestação contra a ditadura até então.

A resposta do governo veio em 13 de dezembro de 1968, com o AI-5, o Ato Institucional número 5, um decreto que deu poderes quase totais aos militares. Com ele, o governo podia fechar o Congresso, cassar políticos e prender pessoas sem direito de defesa, e começava ali a fase mais dura do regime.

O Calabouço foi fechado, e ninguém foi punido pela morte de Edson. Por décadas, o caso ficou sem reconhecimento oficial.

Em 2025, a Assembleia Legislativa do Rio aprovou a inclusão do nome de Edson Luís no Livro dos Heróis e Heroínas do Estado.

A atualização mais recente veio em 30 de junho de 2026, quando o governo federal entregou à família a certidão de óbito retificada, numa cerimônia no Rio de Janeiro.

Retificar a certidão é corrigir o documento oficial que registra a morte.

Agora ele afirma que Edson morreu de forma violenta, causada pelo próprio Estado brasileiro durante a ditadura. Mais de 58 anos depois, o país reconheceu oficialmente que aquele tiro no Calabouço foi um crime do regime.

Fonte: Crimes e mistérios.

Ação Popular pede suspensão de salário do senador Flávio Bolsonaro.


Dois advogados entraram, na sexta-feira (30), com uma ação popular para pedir que sejam interrompidos os pagamentos de subsídios e verbas públicas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O parlamentar fugiu para os Estados Unidos, na última terça-feira (27), depois de perder a eleição presidencial e de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que o obrigava a entregar seus passaportes para a Polícia Federal (PF).

O processo foi distribuído para a 6ª Vara Federal do Rio de Janeiro. Os autores da ação, os advogados Leonardo Nicolau Passos Marinho e Rodrigo da Silva Roma, argumentam que sua permanência no exterior inviabiliza o exercício do mandato popular e lesa o erário, além de ferir a moralidade administrativa.

Segundo eles, a manutenção dos pagamentos e das estruturas de gabinete para o senador, que afirmou publicamente que "liderará a oposição" ao governo, a partir do exterior, representa desvio de finalidade dos recursos do Senado.

O pedido é para que seja interrompido o pagamento do salário, a verba de gabinete, o auxílio-moradia e a cota parlamentar (CEAPS) do congressista.

Fonte: Agência Brasil.

Getúlio Vargas: assassinato ou suicídio?

Getúlio Dornelles Vargas nasceu em 19 de abril de 1882, em São Borja, no Rio Grande do Sul, e se tornou um dos políticos mais importantes e ...