Indígena aprovada no Sisu antes de concluir Ensino Médio garante vaga na Ufam.


Há exatos 40 dias, a jovem indígena Emanuelle Õkapa deu início à realização de um sonho de infância: estudar para se tornar uma bióloga. Essa conquista só foi possível graças a uma atuação conjunta da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) e da Defensoria Pública da União (DPU).

Isso porque a estudante, da etnia Apurinã, nascida e criada em Tapauá, foi aprovada pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para cursar o bacharelado em Ciências Biológicas em Manaus antes de concluir o Ensino Médio.

Dado o curto prazo para a matrícula e o fato de ela ainda não ter completado os 18 anos, a família buscou a ajuda da Defensoria Pública para recorrer ao Judiciário a fim de garantir a vaga e a realização de um exame final extraordinário que permitiu a conclusão antecipada do 3º ano na escola, o que possibilitou que ela iniciasse a graduação.

O caso de Emanuelle chegou à DPE-AM por meio da unidade da Defensoria em Tapauá no início do ano. A mãe da jovem, Isa Santarém, conta que procurou a instituição por orientação do diretor da escola onde a primogênita estudava.

“Fui no mesmo dia até a Defensoria e já me informei sobre quais documentos seriam necessários e tudo mais”, recorda a mãe. Ela lembra que o prazo, entre a publicação da lista de aprovados e a data final para a realização da matrícula, era de apenas cinco dias.

Diante da urgência, o defensor público Renato Fernandes ressaltou que a situação exigiu articulação institucional e a atuação coordenada.

“A adolescente já havia sido convocada para matrícula, mas ainda precisava cursar o terceiro ano do Ensino Médio. Se nada fosse feito, ela perderia a vaga. Nós estruturamos o mandado de segurança pedindo a aplicação de uma prova para aferição de conhecimento e a reserva da vaga na universidade até a emissão do certificado”, detalha o defensor.

Petição na Justiça Federal

Como o processo, além da Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc), envolvia a Ufam, cuja competência jurisdicional é da Justiça Federal, a DPU precisou ser acionada.

Por meio da atuação do defensor público federal João Thomas Luchsinger, a DPU formalizou a petição na Justiça Federal com base na minuta elaborada pela DPE-AM.

Emanuelle diz que os momentos entre a aprovação no Sisu e a efetivação da matrícula foram de aflição. “Eu tive muito medo de perder a vaga, mas minha mãe me deu muita força, dizendo que iriamos conseguir por meio da Defensoria. Foi muito legal ver a maneira como asseguraram os meus direitos para eu poder estar aqui hoje”, ressalta a jovem universitária.

Após a decisão favorável do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), Emanuelle fez a prova, foi aprovada e pôde dar sequência aos procedimentos para iniciar a graduação em Manaus.

Estratégia jurídica

Estudantes aprovados em universidades antes da conclusão do Ensino Médio costumam recorrer ao exame supletivo para obter certificação antecipada. No entanto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) vedou a emissão de certificado por meio de supletivo para jovens com menos de 18 anos, o que inviabilizou essa alternativa para Emanuelle.

Diante disso, a Defensoria Pública adotou outra estratégia jurídica. O pedido apresentado não buscou supletivo, mas a aplicação de uma avaliação extraordinária pela própria rede estadual de ensino, nos moldes de avanço de série. Como se trata do último ano do Ensino Médio, a aprovação na prova resulta na certificação regular.

O desfecho favorável estabelece um parâmetro no Amazonas, que poderá ser aplicado em novos casos de alunos aprovados precocemente em universidades.

Segundo o defensor público Renato Fernandes, o processo foi considerado, desde o início, um caso complexo. Para que a Emanuelle conseguisse efetivar a matrícula no curso, a reunião da documentação necessária e a atuação da Defensoria foram uma corrida contra o tempo.

“Quando a matrícula na Ufam começou, a Emanuelle ainda não tinha concluído o Ensino Médio. Trabalhamos na orientação dela e da mãe para o preenchimento dos documentos corretos e corremos contra o tempo para acionar todas as instituições envolvidas. Era um caso que envolvia o sonho de uma adolescente e isso mexe muito com a gente, porque sabemos da importância do acesso ao Ensino Superior. Quando saiu a liminar, foi emocionante”, ressaltou.

A parceria com a DPU foi essencial para a resolução do processo, visto que a Ufam não é de competência do Estado. Para o defensor público da União João Thomas Luchsinger, a atuação conjunta teve um final feliz para todos os envolvidos.

“A sensação é de missão cumprida. Esse foi um caso emocionante, onde notamos essa falha da Universidade Federal do Amazonas em reconhecer a trajetória da nossa assistida, que estudou integralmente em uma escola pública a vida toda. Faltou uma atenção maior para o potencial da Emanuelle, que, sem a atuação conjunta das Defensorias, talvez não pudesse realizar o seu sonho de viver a ciência”, ressaltou.

Fonte: 

China socorre Cuba com parques solares.


Em apenas 12 meses, Cuba vive uma virada histórica no seu sistema elétrico graças à construção de 75 parques solares pela China. A ilha, que enfrentava apagões de até 20 horas por dia por causa das restrições ao petróleo impostas pelos Estados Unidos, passa por uma verdadeira revolução energética baseada em fontes renováveis. Com a nova infraestrutura, várias regiões cubanas deixaram para trás a rotina de racionamento constante, filas por combustível e noites inteiras no escuro, entrando em uma fase de maior estabilidade no fornecimento de energia.

Os parques solares foram construídos em ritmo acelerado e já estão interligados à rede elétrica nacional. Eles ajudam a reduzir a dependência do petróleo importado, item diretamente afetado pelo bloqueio americano. Antes, qualquer problema no abastecimento de combustível resultava em longos cortes de energia para a população, afetando hospitais, escolas, comércio, indústria e até a conservação de alimentos em casa. Agora, com a energia solar ganhando protagonismo, o país consegue diversificar sua matriz e diminuir a vulnerabilidade externa.

Esse movimento também traz impactos econômicos importantes. Com menos gastos em combustíveis fósseis e menos perdas produtivas causadas pelos apagões, Cuba ganha fôlego para direcionar recursos a outras áreas estratégicas. Ao mesmo tempo, a parceria com a China fortalece a presença do país asiático no Caribe e mostra como a tecnologia de energia limpa pode ser usada como ferramenta geopolítica. Cada parque solar instalado representa não só energia renovável, mas também um passo rumo à independência energética e a um futuro menos refém de sanções.

A experiência cubana evidencia como investimentos em fontes sustentáveis podem transformar a realidade de um país em pouco tempo, mesmo sob forte pressão internacional. A mudança não resolve todos os desafios, mas altera profundamente o cotidiano de milhões de pessoas que, até pouco tempo atrás, conviviam com a incerteza diária de ter ou não luz em casa.

FALTA DE PROFESSORES E TÉCNICOS: Situação da UEA de Tefé.



Salas vazias e aulas suspensas fazem parte da rotina de estudantes do Centro de Estudos Superiores de Tefé, da Universidade do Estado do Amazonas. A falta de professores já afeta os cursos de Letras e Biologia, com pelo menos três docentes a menos em cada área. Sem acompanhamento adequado, alunos relatam dificuldades em pesquisas e projetos, o que compromete a formação acadêmica.

No curso de Biologia, o laboratório está fechado desde o ano passado e ainda precisa de reforma e de um técnico para voltar a funcionar. O problema, segundo estudantes e professores, se arrasta há meses e já impacta o calendário. Em reunião recente, a comunidade acadêmica cobrou a contratação imediata de profissionais e o cumprimento de direitos da categoria. Enquanto isso, a incerteza segue afetando quem depende da universidade.

Estudantes de Rio Preto da Eva vão participar da Olimpíada Internacional de Matemática.


Quatro alunos da rede municipal de Rio Preto da Eva foram selecionados para representar o Brasil da Olimpíada Internacional de Matemática. A competição acontece entre os dias 3 e 7 de maio, na França. A escola é a única da rede municipal do Amazonas classificada.

Os estudantes são do 8º e 9º ano da Escola Municipal Alegria de Saber, que vem se destacando pelos resultados. A seleção ocorreu após avaliação interna entre os alunos com melhor desempenho. A equipe segue o formato exigido, com dois meninos e duas meninas.A competição exige raciocínio lógico, estratégia e trabalho em equipe.

Os alunos estão em preparação intensa, com estudos no contraturno e treinamentos específicos. Mesmo durante as férias, a rotina foi mantida para garantir bom desempenho.

O feito reforça a força da educação pública nos municípios do Amazonas. Em 2025, a escola já havia conquistado destaque em uma olimpíada no Japão. Agora, os estudantes levam o nome do município para mais um desafio internacional.

Fonte: Portal do Ozy

DIA 19 DE ABRIL: Dia dos povos originários.


Os povos indígenas são os habitantes originários do Brasil, somando cerca de 1,6 milhão de pessoas e 300 etnias, conforme o Censo 2022. Eles possuem grande diversidade cultural, linguística e territorial, com forte concentração na região Norte. São fundamentais para a preservação ambiental e identidade nacional, lutando pela garantia de seus territórios.

19 de abril, “Dia dos Povos Indígenas” (Lei 14.402/2022), reflete o reconhecimento da diversidade de 391 etnias e 295 línguas. Este dia é um momento crucial de reflexão sobre a diversidade cultural, resistência e a luta contínua pelos direitos dos povos originários. A data convida a combater preconceitos, valorizar saberes ancestrais e reconhecer a urgência da demarcação territorial.

Principais Aspectos dos Povos Indígenas no Brasil:
  • População e Diversidade: Com cerca de 1,6 milhão de indivíduos. As maiores etnias incluem os Tikuna, Kokama, Makuxi e Guarani Kaiowá.
  • Distribuição Territorial: A maioria se concentra na região Norte (37,4%), mas estão presentes em todo o país. As terras indígenas são fundamentais para a proteção da biodiversidade em biomas como Amazônia e Mata Atlântica.
  • História e Resistência: Estima-se que mais de 1.000 etnias ocupavam o território antes de 1500, sofrendo reduções populacionais significativas devido a doenças e conflitos com a colonização.
  • Cultura e Tradições: A cultura é rica, baseada na oralidade, com fortes rituais, pinturas corporais e profunda conexão com a natureza.
  • Legado e Influência: A cultura brasileira herdou vocabulário (ex: mandioca, jacaré, peteca), alimentos (açaí, tapioca, peixes) e hábitos como o uso de redes.
  • Desafios Atuais: A luta pela demarcação de terras, proteção contra invasões, garimpo ilegal e o acesso a direitos básicos são os maiores desafios.

Principais Povos Indígenas (em população - Censo 2022):
Mais do que celebração, a data enfatiza a necessidade de demarcação territorial, vista como lugar de resistência, identidade e cuidado com a terra. A data reforça que os povos indígenas não estão derrotados; eles estão em constante mobilização (“quarto poder”) contra violações de direitos. A data enfatiza a importância de valorizar a história e a contribuição indígena na formação da sociedade brasileira, indo além de estereótipos.

PRESIDENTE MUNDIAL DA IGREJA ADVENTISTA CHEGA A MOÇAMBIQUE.


Desde que assumiu a liderança mundial em julho de 2025, o Pastor Erton Köhler, presidente da Conferência Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia, chega a Moçambique para liderar o Mega Evangelismo Impacto Moçambique 2026, de 10 à 23 de Maio do ano em curso, no Campo do Estrela Vermelha, em Maputo.

Ao lado do Pastor. Harrington S. Akombwa, presidente da Divisão da África Austral e Oceano Índico, o líder mundial vai pregar todas as noites, das 18h às 20h, sob o lema “CRISTO A NOSSA ESPERANÇA”.

IZABEL PIMENTEL: Do Brasil à Antártida, aos 60 anos e sozinha.


A brasileira Izabel Pimentel escreveu mais um capítulo impressionante no mar. Ela se tornou a primeira brasileira a velejar sozinha do Brasil até a Antártica sem escalas — enfrentando uma das rotas mais perigosas do planeta, a temida Passagem de Drake.

Foram dias de isolamento total, cercada por gelo à deriva, icebergs e condições extremas, onde qualquer erro pode ser decisivo. Mesmo com toda a experiência, a travessia exigiu preparo físico e mental no limite.

Durante a jornada, ela chegou a enfrentar tempestades, temperaturas congelantes e até problemas técnicos no barco, tudo isso completamente sozinha em alto-mar.

Um detalhe que chama ainda mais atenção: Izabel completou 60 anos durante a expedição, justamente em uma das regiões mais inóspitas do mundo.

A conquista se soma a uma trajetória já histórica — ela foi a primeira brasileira a cruzar o Atlântico e também a dar a volta ao mundo em solitário, consolidando seu nome entre os maiores da vela oceânica.

Mais do que um recorde, a jornada reforça o protagonismo feminino em um dos esportes mais extremos do mundo e mostra que limites podem ser redefinidos, mesmo nas condições mais desafiadoras.
Fonte: Terra

NEM TODOS MORREM - Por Odenildo Sena.


O que a gente costuma chamar de coincidência sempre mexe um pouco com minhas crenças e descrenças nas coisas desse velho e misterioso mundo. Acabo de viver um desses episódios.

Minha Mãe e heroína maior partiu em 1995, aos 89 anos, afetada pelo avançado estado da doença de Parkinson. À época, eu estava na Paulicéia Desvairada dando conta das pesquisas e da escrita de minha tese de doutoramento na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC). Contando com o tempo do mestrado, concluído em dezembro de 1987, posso dizer com orgulho que fui filho da PUC por sete anos, sempre como bolsista da velha Capes.

Lembro-me daquele sábado, no início da tarde, quando o telefone tocou, o filho mais velho que estava comigo atendeu e disse que era de Manaus. Fui arremessado contra a parede com a notícia de que Mãe acabara de dar seu derradeiro suspiro. Fazia uma semana que eu tinha ouvido sua voz pela última vez. Era hábito meu ligar para ela sempre aos domingos. E eu me lembro de que o mote para iniciarmos era sempre o mesmo: “Como você está, minha velhinha?”

A princípio, mergulhei numa profunda tristeza que logo se misturou a um conflito interior que demorei algum tempo para dele emergir com uma decisão. Não, eu não iria correr para o aeroporto na tentativa de chegar a tempo para o enterro de Mãe. Me recusava a ver minha velhinha inerte recolhida à morbidez de um caixão. Porque aquela, para mim, não seria ela. De jeito nenhum.

E não era por entrar em negação. Era pela necessidade que eu sentia de querer guardar comigo o que ela fora, não o que ela tinha passado a ser depois do telefonema. E assim o fiz. Tanto que, tendo voltado para Manaus, depois da defesa da tese, nunca me permiti visitar seu túmulo no cemitério, lugar que considero o espaço mais impróprio para reverenciar os que partiram.

Quanto à coincidência a que me referi na abertura deste texto e que me embalou sem escala na direção do episódio da partida de Mãe, deu-se hoje com a leitura de uma crônica de Clarice Lispector escrita em 1968. Para falar da perda de San Tiago Dantas, amigo seu muito querido, Clarice inicia o texto afirmando que “Não, nem todo o tipo de lucidez é frieza”. E termina justificando o porquê. Decidira não ir ao enterro do amigo, “porque nem todos morrem”.

Me fez tão bem ao coração esse encontro casual com Clarice! Chego a viajar no mistério de que em 1968 ela tenha escrito aquela crônica para mim, para eu ler somente em 2026 e para me fazer voltar ao ano de 1995. Me confirmou a certeza de que aquela decisão, lá atrás, tinha sido fruto da lucidez, nunca da minha frieza. Afinal, Mãe não tinha morrido, como não morreu até hoje. Só deixará esse mundo quando partirmos. Juntos.

LIVROS MAIS RECENTES DO AUTOR:
  1. Memórias de menino. Manaus: Editora Valer, 2025.
  2. O último biribá - Contos & crônicas para embalar esperanças. Manaus: Editora Valer, 2023.
  3. A felicidade precisa de loucura - Uma sinfonia do meu tempo em 115 crônicas escolhidas. Manaus: Editora Valer, 2022.
  4. Aprendiz de escritor - Sobre livros, leituras & escritos. Manaus: Editora Valer, 2020.
  5. No tempo de eu menino. Manaus: Editora Valer, 2015.
  6. Palavra, poder e ensino da língua, 3a. edição. Manaus: Editora Valer, 2019.
  7. A engenharia do texto - Um caminho rumo à prática da boa redação, 4a. edição. Manaus: Editora Valer, 2011.

Exoneração de comissionados por governador em exercício do Rio já chega a 500 cargos.


Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) e governador em exercício do estado do Rio de Janeiro, publicou, sexta-feira, um decreto no Diário Oficial suspendendo por 30 dias novas contratações e licitações em curso no órgão. A mesma medida foi estendida às secretarias estaduais de Infraestrutura e Obras Públicas e das Cidades. A segunda pasta foi comandada por Douglas Ruas (PL), que deixou o cargo para entrar na corrida pelo governo do Rio e, ontem, foi eleito presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Pela primeira vez desde que assumiu, com a renúncia do governador Cláudio Castro, em 23 de março, Couto despachou ontem no Palácio Guanabara, em Laranjeiras. Até então, tratava dos assuntos do Executivo e do Judiciário em seu gabinete no Fórum, no Centro.

Subsecretarias extintas

A tesoura do governador interino segue afiada. Em outro decreto, Couto determinou a extinção de três subsecretarias da Casa Civil, incluindo todas as suas estruturas subordinadas, sob o argumento de reorganização administrativa sem aumento de despesas: as subsecretarias adjunta de Projetos Especiais, de Gastronomia e de Ações Comunitárias e Empreendedorismo.

O fim das subsecretarias resultou nas exonerações de Tiago Moura Costa de Bulhões (subsecretário de Gastronomia); Flavio Ribeiro de Araujo Cid (subsecretário-adjunto de Projetos Especiais); e Marise Halabi Miranda (subsecretária de Ações Comunitárias e Empreendedorismo), além de outros 380 funcionários desses setores.

Com as demissões na Secretaria de Governo, também publicadas anteontem, já são cerca de 500 funcionários comissionados, nomeados pela administração do ex-governador, dispensados. E o pente-fino continua. Ontem à noite, um novo afastamento na Cedae: depois da mudança na presidência — Agnaldo Ballon, indicado por Castro, foi substituído por Rafael Rolim —, é certa a saída de Antonio Carlos dos Santos da diretoria administrativa e financeira da estatal. Novos cortes serão publicados nos próximos dias no Diário Oficial, à medida que a varredura avance.

Em mais um ato, trocou o comando do Fundo Único de Previdência Social do Estado (Rioprevidência). Para a presidência, o governador em exercício oficializou Felipe Derbli de Carvalho Baptista, também vindo dos quadros da Procuradoria-Geral do Estado (PGE). Baptista entrou no lugar de Nicholas Cardoso, que substituía interinamente Deivis Marcon Antunes.

Já a decisão em relação aos contratos e às licitações, segundo o texto do decreto de ontem, tem como objetivo a “racionalização das despesas públicas” e a adequação à realidade orçamentária e financeira do estado. A medida faz parte de um movimento de revisão da estrutura administrativa do Executivo.

O ato do governador, no entanto, prevê exceções, como contratos com vencimento nos próximos 60 dias ou situações emergenciais. Nessas hipóteses, a liberação dependerá de autorização específica da Secretaria da Casa Civil, com posterior submissão a Couto, para decisão final sobre a retomada do processo.

O DER publicou nove contratações ao custo previsto de R$ 418,5 milhões nos últimos dias. Seis delas não tinham previsão de licitação por serem consideradas emergenciais pelo órgão: três intervenções em encostas de estradas estaduais e três pacotes de obras de pavimentação na Região Metropolitana e no interior.

Procurados, o DER-RJ e as secretarias das Cidades e de Infraestrutura não informaram a relação de novos contratos, as licitações em curso e os seus valores.

Couto e Castro: reunião

No Palácio Guanabara, Couto promoveu ontem reuniões e, pela manhã, despachou com os secretários da Casa Civil, Flávio Willeman, e de Governo, Roberto Lisandro Leão. “Eles trataram de assuntos da gestão e das ações em curso para reorganização administrativa, racionamento de despesas, orçamento e eficiência da máquina pública”, diz a nota do estado.

Fora da agenda oficial, Cláudio Castro e Ricardo Couto se reuniram por volta das 15h de ontem na sede do Tribunal de Justiça. O encontro, que não constava nos compromissos públicos de ambos, foi marcado por um clima de tensão e cobranças sobre os rumos da administração do estado.

De acordo com interlocutores do governo ouvidos, a iniciativa da reunião partiu de Couto. O governador em exercício teria ligado para Castro, solicitando o encontro presencial para tratar especificamente do processo de cortes orçamentários e exonerações de cargos que vem sendo implementado nas últimas semanas.

Conforme aliados de Castro, durante a conversa, porém, o ex-governador teria manifestado insatisfação com a forma como os cortes estão sendo realizados, queixando-se de que a atual narrativa do governo passa uma imagem negativa de sua gestão e sugere um descontrole financeiro, que ele contesta.

Ainda durante a tarde no TJ-RJ, Couto recebeu os deputados Guilherme Delaroli e Douglas Ruas, ambos da bancada do PL, para tratar da eleição para presidente da Alerj. No fim da tarde, retornou ao Palácio Guanabara.

Fonte: O Globo.

TRANSAMAZÔNICA: 75 anos depois não foi concluída.


A Rodovia Transamazônica (BR-230) não é totalmente asfaltada devido a uma combinação de desafios técnicos, financeiros e ambientais, incluindo solo argiloso instável, chuvas intensas que destroem o pavimento e altos custos de manutenção.

A construção da rodovia Transamazônica (BR-230) começou oficialmente em 10 de outubro de 1970, com a cerimônia simbólica em Altamira, Pará, liderada pelo presidente Emílio Garrastazu Médici. A obra foi lançada no contexto da ditadura militar com o objetivo de integrar o Norte ao restante do país e povoar a região amazônica.

O projeto, iniciado na década de 70, sofre com questões de licenciamento, impactos ecológicos e, principalmente, a falta de recursos contínuos para cobrir sua extensão colossal.
A rodovia passa por áreas de floresta com solo argiloso e lençol freático alto, o que torna o pavimento frágil e sujeito a deformações.

O regime de chuvas intensas na Amazônia destrói o asfalto rapidamente, tornando a manutenção cara e complexa.

Falta de verbas e planejamento de infraestrutura de longo prazo sofreram com crises econômicas, resultando em obras fragmentadas e paralisações. A rodovia começa em Cabedelo, na Paraíba, e termina em Lábrea (AM), com cerca de 4.260 km de extensão.

Embora grandes trechos, principalmente no Pará, ainda sejam de terra, a pavimentação completa da rodovia é considerada estratégica para a integração da região Norte e o escoamento de produção.

Indígena aprovada no Sisu antes de concluir Ensino Médio garante vaga na Ufam.

Há exatos 40 dias, a jovem indígena Emanuelle Õkapa deu início à realização de um sonho de infância: estudar para se tornar uma bióloga. Ess...