Avião faz pouso de emergência em uma praia na Somália.

Um avião turboélice modelo Fokker 50 realizou uma aterrissagem forçada em uma faixa de areia na Somália após apresentar falha técnica pouco tempo depois de sair do solo.

O voo, identificado pelo registro 6O-YAS e pertencente à companhia StarSky Airlines, havia partido de Mogadíscio quando a tripulação decidiu retornar às pressas ao aeroporto de origem. Durante a tentativa de retorno, a aeronave não conseguiu permanecer na área operacional, ultrapassou os limites do aeródromo, desceu por um declive e só parou próximo ao mar.

O incidente causou apreensão, mas todos os 55 ocupantes saíram ilesos. O equipamento aéreo ficou imobilizado em um trecho raso da praia, chamando a atenção de moradores e equipes locais.

Redução da jornada de trabalho terá impacto positivo na distribuição da renda a favor dos trabalhadores mais pobres.


A possível redução da jornada de trabalho no Brasil pode ter um impacto direto na redistribuição de renda, beneficiando principalmente trabalhadores que hoje enfrentam rotinas mais longas e com menor remuneração. Essa é a principal conclusão de um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que será divulgado nesta terça-feira (10).

A constatação é baseada em dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) de 2023, utilizada como referência para mapear o perfil dos trabalhadores brasileiros em diferentes regimes de contratação. Segundo o levantamento, jornadas mais extensas tendem a predominar em setores caracterizados por salários mais baixos e maior rotatividade de mão de obra.

O estudo também aponta que contratos de 40 horas semanais aparecem com mais frequência entre ocupações que oferecem salários médios mais elevados. A nota técnica do Ipea indica, portanto, uma relação clara entre a duração do expediente e a qualidade das condições de trabalho, sugerindo que reduzir o tempo máximo semanal poderia diminuir desigualdades estruturais do mercado de trabalho brasileiro.

Hugo Motta envia proposta de fim de escala 6x1 para a CCJ.


O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou nesta segunda-feira (9) a proposta de fim da escala 6x1 para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

“Decidi colocar em pauta a discussão sobre a PEC 6x1, uma demanda antiga da classe trabalhadora que almeja a redução da jornada de trabalho. Nós sabemos que essa é uma matéria que impacta diretamente a nossa economia, por isso a necessidade de ouvir todos os setores na busca da elaboração de uma proposta o mais justa possível”, afirmou Motta.

ASSÉDIO SEXUAL EM ESCOLAS CÍVICO-MILITARES.


Uma reportagem da BBC News Brasil revelou denúncias de assédio sexual feitas por alunas de escolas cívico-militares no Paraná. Meninas relataram toques inadequados e comportamentos abusivos praticados por policiais que atuavam dentro das escolas. Os casos estão sob investigação e correm em segredo de Justiça, mas acendem um alerta grave sobre a presença de militares no cotidiano escolar.

Essas denúncias reforçam o que alertamos desde o início: militarizar escolas não é política de educação, é risco. Desde a implantação desse modelo bolsonarista no estado, pelo governo de Ratinho Jr., afirmamos com firmeza que escola precisa ser espaço de cuidado, aprendizagem e proteção. Quem educa é professor. Disciplina não pode significar medo, silêncio ou violação de direitos.

A defesa da educação pública, democrática e segura é uma pauta central. Seguimos em alerta e acompanhando de perto os desdobramentos dessas denúncias, que infelizmente vêm se tornando recorrentes. Proteger crianças e adolescentes é prioridade absoluta. Escola não é quartel.

Por: Carol Dartora.

Professora morta a facadas por aluno em faculdade de Porto Velho.



A professora de Direito Juliana Santiago morreu na noite de sexta-feira (6) após ser atacada por um aluno dentro de uma sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), instituição particular localizada em Porto Velho. O caso é investigado como feminicídio.

Segundo testemunhas, o ataque ocorreu após o fim da aula. O aluno do 5º período de Direito, João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, aguardou o momento em que a professora ficou sozinha na sala e iniciou uma discussão. Em seguida, ele atacou Juliana com uma faca.

Juliana foi socorrida por alunos da instituição e levada ao Hospital João Paulo II. No entanto, ela morreu antes de receber atendimento médico.

Após o crime, o aluno tentou fugir, mas foi contido por outro estudante, que é policial militar. Imagens feitas por pessoas que estavam no local mostram o momento em que o suspeito é rendido logo após o ataque.

Em depoimento, João afirmou que manteve um relacionamento com a professora por cerca de três meses e que cometeu o crime por vingança, após saber que ela teria retomado o relacionamento com o ex-marido.

O suspeito também declarou que a faca usada no crime teria sido dada pela própria professora. Segundo ele, um dia antes do ataque, Juliana entregou um doce de amendoim dentro de uma vasilha, acompanhada da faca. A informação segue sob investigação.

O Centro Universitário Aparício Carvalho divulgou uma nota de pesar e suspendeu as aulas por três dias. Outras instituições de ensino e entidades também se manifestaram lamentando a morte da professora e repudiando o crime.

O corpo de Juliana Santiago foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) na tarde de sábado (7) e, em seguida, transladado para Salvador, na Bahia.

DPE-AM alerta para risco ambiental grave no lixão de Iranduba.


A inspeção técnica realizada sexta-feira (6) no lixão a céu aberto de Iranduba, localizado no Ramal do Creuza, confirmou o agravamento da degradação ambiental, a contaminação de um curso d’água e a inviabilidade técnica de implantação de um aterro sanitário no local. A vistoria foi conduzida pela Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT-AM/RR), do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

A ação resulta da mobilização de moradores de comunidades rurais do município. No dia 28 de janeiro, a DPE-AM, em Manaus, recebeu mais de 100 manifestantes de Iranduba que denunciaram a piora acelerada do lixão após promessas não cumpridas pelo prefeito Augusto Ferraz (União Brasil).

Desde 2023, audiências públicas, recomendações e visitas técnicas já apontavam riscos ao meio ambiente, à saúde pública e ao lençol freático. Ainda assim, sem medidas efetivas, o lixão segue operando de forma irregular há décadas, o que amplia os danos ambientais e os impactos sociais.
Área degradada cresce e atinge igarapé

Mesmo sob chuva, a equipe da DPE-AM utilizou um drone para mapear a área degradada durante a inspeção. Segundo o defensor público Carlos Almeida Filho, titular da Defensoria Pública Especializada em Interesses Coletivos (DPEIC), o lixão ocupa atualmente uma extensão significativamente maior do que a registrada na última vistoria, realizada há três anos.

Além disso, a inspeção constatou o assoreamento total de um igarapé atingido pelo avanço dos resíduos. “O igarapé que a gente tinha visto em 2023 já se encontra completamente assoreado, a água está completamente verde”, disse Almeida, ao apontar evidências de contaminação ambiental no Ramal do Creuza e no entorno.

Providências podem incluir ações judiciais

De acordo com o defensor, a DPE-AM aguarda os pareceres técnicos do Ipaam e da Sema para consolidar um relatório técnico de engenharia. O documento irá embasar a definição das próximas medidas. “Com base nesse relatório, vamos saber se as providências serão emergenciais e judiciais ou administrativas. Mas uma coisa é fato: a situação do lixão é realmente complicada e exige providência urgente”, afirmou.

Carlos Almeida também rebateu a narrativa divulgada pela Prefeitura de Iranduba sobre a suposta implantação de um aterro sanitário público no local. Conforme o defensor, não há viabilidade técnica nem lógica para esse tipo de empreendimento na área atualmente degradada.

“O aterro pressupõe proteção do lençol freático. Isso significaria remover toda essa massa de lixo, o que é absolutamente inviável. Qualquer aterro sanitário precisa ser planejado para outro local”, declarou.

Recursos federais não preveem aterro

A avaliação reforça informações divulgadas pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) no dia 30 de janeiro. Segundo o órgão, os R$ 5 milhões da Caixa Econômica Federal anunciados pela prefeitura não se destinam à construção de um aterro sanitário.

Os recursos são voltados à execução do Projeto de Recuperação de Área Degradada (PRAD) no local onde funciona o lixão, o que contradiz a propaganda institucional da gestão municipal.

Inclusão dos catadores entra no debate

Durante a inspeção, o Ministério Público do Trabalho dialogou com catadores de resíduos que atuam no lixão. O procurador Rafael Feres de Souza Hanna afirmou que a atuação do MPT prioriza a proteção das condições de trabalho e a inclusão socioeconômica da categoria.

“É uma categoria que tem muita dificuldade de informação, que é muito relegada. É muito vista sob um viés assistencialista. O MPT trabalha na profissionalização dessa categoria e na intermediação com os outros órgãos para que os catadores possam finalmente serem contratados e remunerados pelo serviço mesmo da catação e não somente pela venda do produto da catação, que é a realidade atual [em Iranduba]”, explicou.

O procurador lembrou que o município descumpre a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que determinou o fechamento dos lixões e a implantação da coleta seletiva, com prazos já superados. O MPT aguarda o relatório ambiental da DPE-AM para avaliar a celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com medidas progressivas de inclusão dos catadores, fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e estrutura adequada de trabalho.

Demanda por apoio técnico especializado

A defensora pública do município de Iranduba, Camila Campos, destacou que a inspeção confirmou a complexidade do problema e a necessidade de aprofundamento técnico. “A questão ambiental não pode ser deixada de lado. Precisamos de uma análise mais detalhada da engenharia e de todos os envolvidos para definir as medidas necessárias para salvaguardar o meio ambiente”, afirmou.

Segundo ela, a DPE-AM está em fase inicial de levantamento técnico e articula uma atuação conjunta com órgãos ambientais e de controle, alinhada às demandas da população e de lideranças comunitárias.

Fonte: https://emtempo.com.br/448378/amazonas/dpe-am-alerta-para-risco-ambiental-grave-no-lixao-de-iranduba/

MONTE RORAIMA: Fronteira de três países.

 
O Monte Roraima é uma formação geológica única no mundo: um platô com topo completamente plano a 2.810 metros de altitude. O mais impressionante é que seu cume marca exatamente a tríplice fronteira entre três países.

Se você olhar o mapa do Monte Roraima, verá que o platô se estende pelos territórios do Brasil, Venezuela e Guiana simultaneamente. É possível literalmente estar em três países ao mesmo tempo quando você está no topo da montanha.

A maior parte do trekking para subir o monte ocorre pelo lado venezuelano, mas o próprio platô da montanha atravessa as três nações. Para brasileiros, a jornada normalmente envolve ir até Boa Vista, depois três horas de carro até a fronteira com a Venezuela, e mais 20 minutos até Santa Elena.

O Monte Roraima inspirou o livro "O Mundo Perdido" de Arthur Conan Doyle e serviu de inspiração para o filme "Up - Altas Aventuras" da Pixar, sendo um dos lugares mais místicos e únicos da América do Sul.

Foragida da tentativa de golpe de 8 de janeiro é presa.


A mulher presa pela Polícia Federal ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Confins, em Minas Gerais, após ser deportada dos Estados Unidos, é Raquel de Souza Lopes, de 54 anos. Cozinheira, natural de Santa Catarina, ela foi condenada pela Justiça brasileira a 17 anos de prisão por envolvimento direto nos atos golpistas de 8 de Janeiro.

Raquel responde por crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada e dano qualificado ao patrimônio público.

A condenação foi imposta ainda em 2023, quando ela passou a cumprir prisão domiciliar na cidade de Joinville (SC), monitorada por tornozeleira eletrônica.

Em março de 2024, mesmo com recursos pendentes, Raquel rompeu o equipamento de monitoramento e fugiu do país. O primeiro destino foi a Argentina. Diante da fuga, o Brasil emitiu mandado de prisão contra ela.

Com o início de operações das autoridades argentinas para localizar brasileiros procurados, Raquel deixou o país e iniciou uma rota clandestina pela América do Sul. Registros de imigração indicam que ela entrou no Peru em novembro daquele ano, seguiu para a Colômbia, depois México, e, em janeiro de 2025, cruzou ilegalmente a fronteira com os Estados Unidos pelo Texas.

Nos EUA, Raquel foi presa pela Polícia de Imigração e Alfândega (ICE) por entrada irregular.

Após mais de um ano presa em um centro de detenção no Texas, ela foi incluída em um voo de deportados para o Brasil. Ao desembarcar em Confins, foi imediatamente presa pela Polícia Federal em cumprimento ao mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal.

Agora, Raquel será encaminhada ao sistema prisional brasileiro para iniciar o cumprimento da pena de 17 anos de reclusão imposta pelos crimes ligados aos ataques contra as sedes dos Três Poderes.

Fonte: Metrópoles

EXEMPLO DE SUPERAÇÃO: Da limpeza à estudante da UFJF.


Aos 50 anos, Cláudia Dias da Silva mudou completamente sua trajetória. Durante 15 anos, ela passou pelos corredores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) com baldes e vassouras nas mãos. Hoje, percorre os mesmos caminhos com caderno e mochila, vivendo uma nova fase como estudante da graduação em Ciências Humanas.

A caminhada até chegar à universidade não foi fácil. Ela precisou parar de estudar ainda na infância para ajudar no sustento da família, só conseguiu retomar a vida escolar aos 47 anos e terminou o ensino médio ao lado da própria filha.

Flavio Dino suspende ‘pinduricalhos’ aos Três Poderes.


O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o dia 25 de fevereiro o julgamento definitivo acerca da suspensão de verbas indenizatórias irregulares, popularmente chamado de ‘pinduricalhos’, na esfera dos Três Poderes (05/Fev). A análise ocorre após o ministro Flávio Dino conceder medida liminar que determina a interrupção de pagamentos sem base legal no prazo de 60 dias. A votação dos magistrados deve ser realizada em sessão presencial para validar ou derrubar a determinação monocrática que atinge esferas federais, estaduais e municipais.

Impacto no teto remuneratório

A decisão foca nos chamados penduricalhos, benefícios que elevam a remuneração de servidores públicos acima do teto constitucional de R$ 46,3 mil. O ministro Flávio Dino apontou a existência de gratificações incompatíveis com a Constituição Federal, citando exemplos de benefícios extras concedidos no final do ano. “Há um fenômeno da multiplicação anômala de verbas indenizatórias incompatíveis com a Constituição”, disse Flávio Dino.

Abrangência da medida

A suspensão determinada deve ser aplicada em todo o território nacional, alcançando os poderes Judiciário, Executivo e Legislativo. O magistrado também oficiou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que apure a concessão desses valores a magistrados em unidades da federação específicas.

O julgamento presencial no final do mês deve selar o entendimento da Corte sobre a constitucionalidade dessas verbas. A medida busca garantir que nenhum servidor receba valores superiores ao subsídio dos ministros do Supremo, que serve como referência para o funcionalismo público.

Fonte: https://www.politicadistrital.com.br/flavio-dino-suspende-pinduricalhos-aos-tres-poderes-e-stf-agenda-julgamento-para-25-de-fevereiro/

Avião faz pouso de emergência em uma praia na Somália.

Um avião turboélice modelo Fokker 50 realizou uma aterrissagem forçada em uma faixa de areia na Somália após apresentar falha técnica pouco ...