O casal de ex-religiosos Tomás Camargos e Massiel Pérez viralizou nas redes sociais após anunciar o início de seu relacionamento amoroso.
Ambos decidiram abandonar os respectivos votos e a vida clerical na Igreja Católica após sete anos de dedicação e estudos teológicos, período em que se conheciam apenas como amigos de seminário.
A transição para a vida secular ocorreu após um período de reflexão pessoal de ambos sobre a vocação religiosa e o celibato.
Após deixarem as ordens de forma independente, os dois se reencontraram fora do ambiente eclesiástico e decidiram assumir publicamente o romance.
O que é o Celibato
O celibato religioso é a escolha de viver sem casamento e sem relações sexuais, geralmente como forma de dedicação integral a Deus e ao serviço religioso. É importante diferenciar celibato religioso, celibato sacerdotal e castidade, pois não são conceitos exatamente iguais.
O que significa abandonar o celibato?
O chamado abandono do celibato ocorre quando uma pessoa que assumiu formalmente uma vida celibatária decide deixar essa condição para constituir família ou viver uma relação conjugal.
No caso da Igreja Católica de rito latino, o celibato é uma disciplina tradicional para os sacerdotes, mas não é considerado pela própria Igreja uma exigência da natureza do sacerdócio. O Concílio Vaticano II reconheceu que existem sacerdotes casados nas tradições das Igrejas Orientais.
Celibato não é um dogma
Essa distinção é importante. A Igreja Católica considera o celibato sacerdotal um dom e uma disciplina eclesiástica, e não um dogma de fé. A encíclica Sacerdotalis Caelibatus, de Paulo VI, reconhece que o Novo Testamento não impõe o celibato aos ministros, embora apresente a continência como uma vocação
Em uma data que ficaria marcada para sempre na história da Amazônia, 24 de agosto de 1932, as águas tranquilas do Rio Amazonas, em frente à cidade de Itacoatiara, tornaram-se o palco de um confronto naval sangrento. A batalha, um desdobramento da Revolução Constitucionalista que abalava o Brasil, opôs forças rebeldes, que haviam partido de Óbidos, no Pará, às tropas legalistas do governo de Getúlio Vargas.
O Estopim da Revolta no Norte
A insatisfação com o governo Vargas, que havia eclodido com força em São Paulo, encontrou eco em um longínquo rincão do país. Em 19 de agosto de 1932, militares do 4º Grupo de Artilharia de Campanha, sediados na histórica Fortaleza de Óbidos, no Pará, rebelaram-se em apoio ao movimento constitucionalista. Liderados pelo tenente-coronel Alderico Pompo de Oliveira, os revoltosos tomaram o controle da cidade, prenderam as autoridades locais e rapidamente se apossaram de embarcações civis que navegavam pelo rio.
O objetivo dos rebeldes era ambicioso: subir o Rio Amazonas, tomar as principais cidades em seu caminho e, por fim, conquistar a capital do estado, Manaus, garantindo o controle da região para a causa revolucionária. Para isso, transformaram os navios a vapor “Jaguaribe” e “Andirá”, que vinham de Óbidos, em embarcações de guerra improvisadas, armando-os com os canhões e metralhadoras da fortaleza.
A Tensão em Itacoatiara e a Resposta Legalista
A notícia do avanço da flotilha rebelde causou pânico nas cidades amazonenses. Após dominarem Parintins, os revoltosos seguiram em direção a Itacoatiara, então um estratégico entreposto comercial. A população local, temendo um ataque, fugiu para a mata, enquanto o prefeito e capitão da Polícia Militar, Gonzaga Tavares Pinheiro, organizava a resistência, ciente de que suas forças em terra seriam insuficientes para deter os navios.
Alertado sobre a grave ameaça, o governo do Amazonas, em Manaus, agiu rapidamente. Enviou dois navios pertencentes à companhia de navegação Lloyd Brasileiro, o “Baependi” e o “Ingá”, para interceptar os rebeldes. Estas embarcações, embora também não fossem navios de guerra de origem, eram maiores, mais velozes e mais bem preparadas para o combate, estando sob o comando do capitão de fragata Alberto de Lemos Basto.
O Confronto nas Águas do Amazonas
Na manhã de 24 de agosto, a pequena frota rebelde, composta pelo “Jaguaribe” e o “Andirá”, chegou a Itacoatiara e ancorou em frente à cidade. Pouco depois, no horizonte, surgiram o “Baependi” e o “Ingá”, navegando a toda velocidade. O confronto era inevitável.
A batalha foi curta, durando menos de uma hora, mas de uma violência inédita para a região. As forças legalistas, superiores em poder de fogo e tática, levaram a melhor. A estratégia decisiva foi o abalroamento. O “Baependi” e o “Ingá” investiram com suas proas contra os cascos mais frágeis dos navios rebeldes.
O “Jaguaribe” foi o primeiro a ser atingido e afundou rapidamente nas águas barrentas do Amazonas. Em seguida, foi a vez do “Andirá”, que, após ser severamente danificado, também naufragou. O combate resultou na morte de aproximadamente 60 pessoas, entre combatentes de ambos os lados e civis a bordo das embarcações rebeldes.
O Legado da Batalha
A vitória das forças legalistas na Batalha Naval de Itacoatiara foi um golpe decisivo para o movimento rebelde na Amazônia. O afundamento de sua flotilha improvisada impediu o avanço sobre Manaus e efetivamente encerrou a participação da região na Revolução Constitucionalista de 1932.
Hoje, um monumento em Itacoatiara relembra o confronto, um testemunho silencioso do dia em que o maior rio do mundo se tornou um campo de batalha e a cidade se viu no centro de um dos momentos mais turbulentos da história do Brasil.
A abertura de um inquérito civil pelo Ministério Público Federal (MPF) para apurar a precariedade das rodovias federais em Roraima coloca sob os holofotes a situação crítica da BR-174.
Com mais de 700 quilômetros de extensão, a rodovia é o único elo terrestre de integração de Manaus com Boa Vista, estendendo-se às fronteiras com a Guiana e a Venezuela.
Impacto econômico e cadeia de suprimentos
O trecho que corta o município de Presidente Figueiredo, no limite entre o Amazonas e Roraima, abriga empreendimentos estratégicos diretamente afetados pelos gargalos logísticos:
Mineração Taboca: polo de extração mineral recentemente adquirido por capital chinês, dependente do escoamento rodoviário contínuo.
Agroindústria Jayoro: produtora de cana-de-açúcar, etanol e derivados que abastecem a indústria de bebidas e o polo de concentrados da Zona Franca de Manaus (ZFM).
Turismo ecológico: principal vetor da economia local de Presidente Figueiredo, prejudicado pela deterioração do pavimento e risco de acidentes.
O candidato ao Governo do Amazonas Omar Aziz (PSD) participou, na noite de sábado (22 de agosto), de uma caminhada pelas ruas de Itacoatiara, a cerca de 176 quilômetros de Manaus.
O ato reuniu uma multidão e contou com a presença do prefeito Mário Abrahim, do deputado estadual Thiago Abrahim, do deputado federal Adail Filho e do senador Eduardo Braga.
Após a caminhada, o candidato discursou para a população e apresentou propostas voltadas às áreas de saúde, segurança pública, cultura, educação profissional e tecnologia.
Na saúde, Aziz anunciou o projeto para a construção de um hospital com 150 leitos, destinado ao atendimento de média e alta complexidade, além de uma maternidade para o município.
Na área da segurança pública, Aziz afirmou que pretende realizar concurso para a contratação de 600 guardas municipais em Itacoatiara. No plano de governo, o estado ficará responsável por custear a formação, os equipamentos e a estrutura necessária para o trabalho da guarda.
O candidato também anunciou a intenção de abrir concursos para cinco mil policiais militares e para investigadores. A proposta inclui ainda o funcionamento das delegacias em regime de 24 horas.
Um pai se tornou conhecido na internet depois de ir trabalhar usando um par de asas feitas pela filha pequena. Ele atua na manutenção de linhas de energia em altura e, quando a menina descobriu o que o pai fazia, ficou preocupada com a possibilidade de uma queda.
A solução que ela encontrou foi simples: confeccionou umas asas para ele. Na cabeça da criança, o acessório ajudaria a manter o pai seguro durante o serviço.
Em vez de tratar o presente como brincadeira ou deixá-lo em casa, o homem colocou as asas nas costas e foi trabalhar. Fotografias dele no alto, com o pequeno par de asas artesanais, se espalharam e geraram grande repercussão.
Para a maioria das pessoas, tratava-se apenas de um presente infantil. Para a filha, representava proteção. Para o pai, provavelmente servia como lembrete de que alguém em casa esperava por seu retorno em segurança. Em alguns momentos, ser pai significa usar as asas que a criança inventou.
Theresa Kachindamoto, a chefe de uma tribo de cerca de um milhão de pessoas no Malawi, preocupou-se com a realidade expressiva dos casamentos infantis no país e decidiu começar a tentar reverter a situação. Hoje, com 64 anos, já conseguiu anular mais de mil cerimónias.
Neste país africano, metade das jovens casa-se com menos de 18 anos e apenas 45% permanece nas escolas após o oitavo ano, avança a agência da saúde sexual e reprodutiva das Nações Unidas.
Kachindamoto assumiu a liderança da tribo Ngoni, no distrito de Dedza, no centro do Malawi, em 2015. Foi a primeira mulher a ocupar o posto e percebeu que precisava de mudar costumes enraizados, como os casamentos infantis. O objetivo sempre foi proteger as futuras mulheres, explica o site Mundo Negro. A estratégia da chefe da tribo para acabar com o casamento infantil envolve a sensibilização para a educação para as mulheres, nomeadamente após a fase da adolescência.
Através de doações, a mulher conseguiu realizar inspeções regulares nas escolas para garantir que todas as meninas frequentavam as aulas.
A pintura rupestre conhecida como “O Beijo” é um dos maiores símbolos da arqueologia brasileira e está localizada no Parque Nacional da Serra da Capivara, no estado do Piauí.
Encontrada no Sítio Boqueirão da Pedra Furada, a pintura mostra duas figuras com os rostos tão próximos que parecem se tocar, o que popularizou a ideia de que esta seria a representação de um beijo mais antiga do mundo.
Segundo estimativas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a pintura pode ter cerca de 12 mil anos. A descoberta reforça a importância da Serra da Capivara, reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Mundial desde 1991, é considerada a maior concentração de sítios arqueológicos pré-históricos das Américas, com centenas de pinturas rupestres.
O indigenista e doutor honoris causa pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Egydio Schwade, defendeu em Manaus a criação de uma espécie de “Constituição aldeã”, como forma de ampliar a proteção aos direitos territoriais e culturais dos povos indígenas.
A declaração foi feita durante o lançamento do livro “Memória das lutas: a construção do indigenismo encarnado”, realizado no auditório Solimões da Ufam. A obra reúne 28 relatos sobre a resistência e a luta pela sobrevivência dos povos indígenas.
Morador de Presidente Figueiredo (AM), Schwade contrapôs a proposta à chamada Constituição Cidadã de 1988 e afirmou que ainda há desafios para garantir, na prática, a proteção dos territórios e das culturas indígenas.
O presidente Lula (PT) decidiu não participar do primeiro debate entre os candidatos à Presidência, marcado pela Band para domingo (23). Segundo relatos da campanha, a avaliação é de que o formato criaria uma situação desequilibrada, com Lula como principal alvo de adversários majoritariamente posicionados à direita. Também provocou insatisfação a decisão de incluir Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), cujos partidos não atingem o número de parlamentares que torna obrigatório o convite pela legislação eleitoral. A campanha questiona por que abrir exceção para essas candidaturas e não fazer o mesmo com candidatos de partidos de esquerda sem representação mínima, como UP, PCB e PSTU. A possibilidade de Lula participar do último debate do primeiro turno, marcado pela Globo para 1º de outubro, permanece em discussão.
A ausência de Lula deve esvaziar também a participação de Flávio Bolsonaro (PL). O senador já havia anunciado que sua estratégia seria comparecer aos debates em que o presidente estivesse presente. “Onde Lula estiver, nós estaremos”, afirmou na semana passada. Sem Lula, a avaliação do grupo de Flávio é de que ele se tornaria o principal alvo dos demais candidatos de direita. A Band, por sua vez, mantém o debate para as 20h de domingo, em parceria com TV Cultura, TV Gazeta e Jovem Pan, mesmo diante das ausências dos dois candidatos que atualmente lideram as pesquisas.