Uma disputa territorial centenária entre Pará e Mato Grosso voltou à pauta após reunião com o ministro do STF, Flávio Dino. O conflito envolve uma área de cerca de 2,2 milhões de hectares (22 mil km²) na divisa entre os dois estados — considerada estratégica pelo avanço do agronegócio.
Segundo informações de Heber Geiros, o impasse tem origem em uma convenção assinada em 1900, que definiu a fronteira com base no Salto das Sete Quedas, no rio Teles Pires. A localização exata desse ponto, no entanto, segue sendo motivo de divergência até hoje.
O que está em jogo:
• A área fica entre municípios como Jacareacanga e Novo Progresso (PA) e Apiacás e Paranaíta (MT)
• Mato Grosso defende que houve erro histórico na definição do ponto geográfico.
• O Pará sustenta a manutenção da divisão atual, já consolidada pelo IBGE.
Em 2020, o STF decidiu por unanimidade a favor do Pará, rejeitando ação movida por Mato Grosso. Mesmo assim, o estado vizinho tenta reabrir o caso.
Como saída, Flávio Dino teria sugerido a possibilidade de um plebiscito para encerrar o impasse.
O pano de fundo é econômico: a região é uma fronteira agrícola em expansão, com alto valor para produção de grãos. Uma eventual mudança de território pode significar bilhões em arrecadação e impacto direto sobre produtores e propriedades rurais.
Nos bastidores, a disputa segue intensa — e longe de um desfecho definitivo.









