Projetos tentam flexibilizar direitos dos trabalhadores


Sob a lógica de redução dos encargos trabalhistas, parlamentares vinculados ao setor empresarial estão investindo sobre direitos dos trabalhadores. São exemplos disto, entre outros, os projetos de lei (PL) 948/2011 e 951/2011, apresentados respectivamente pelos deputados Laércio Oliveira (PR-SE) e Júlio Delgado (PSB-MG).

O primeiro, PL 948, sob relatoria do deputado Sandro Mabel (PR-GO) na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, tem por finalidade impedir que o empregado demitido possa reclamar na Justiça do Trabalho qualquer direito trabalhista que não tenha sido expressamente ressalvado no momento da rescisão contratual.

O texto, além de tentar valer-se da desatenção, ingenuidade ou desinformação do empregado, representa uma afronta ao princípio prescricional, previsto no inciso XXIX do artigo 7º da Constituição, segundo o qual é direito do trabalhador propor "ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho".

O segundo projeto, o PL 951, sob relatoria do deputado Jorge Corte Real (PTB-PE) na Comissão de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, destina-se a criar um simples trabalhista para as pequenas e microempresas, com a redução dos direitos trabalhistas dos empregados desses estabelecimentos.

A proposta consiste em flexibilizar os direitos trabalhistas dos empregados de pequenas e microempresas, com redução dos encargos e custos da contratação, mediante acordo ou convenção coletiva específica ou, ainda, por negociação direta entre empregado e empregador, que terão prevalência sobre qualquer norma legal.

O projeto, objetivamente, pretende incluir os direitos trabalhistas entre os incentivos previstos no artigo 179 da Constituição, segundo o qual "A União, os estados, o Distrito Federal e os municípios dispensarão às microempresas e às empresas de pequeno porte, assim definidas em lei, tratamento jurídico diferenciado, visando a incentivá-las pela simplificação de suas obrigações administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias, ou pela eliminação ou redução destas por meio de lei."

O dispositivo constitucional em questão, entretanto, não tem esse alcance. Ele foi concebido para permitir aos entes federativos proporcionarem tratamento jurídico diferenciado voltado para a simplificação das obrigações administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias, sem qualquer menção ou margem para alcançar os direitos trabalhistas, que estão protegidos como cláusula pétrea no artigo 7º, do titulo II da Constituição, que trata dos Direitos e Garantias Fundamentais.

Portanto, querer extrapolar os comandos constitucionais de proteção às empresas de pequeno porte, especialmente o inciso IX do artigo 170, que recomenda "tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País", e o artigo 179, para incluir os direitos trabalhistas é forçar a barra.

Essa tentativa, aliás, não é original. Nos governos FHC e Lula houve tentativas idênticas, no primeiro caso no momento de criação do estatuto das pequeno e microempresas e, no segundo, quando da votação da lei do Supersimples, oportunidade em que a equipe econômica pressionou sem sucesso o então relator, deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), para reduzir os direitos trabalhistas.

O movimento sindical deve ficar atento. Os setores interessados na flexibilização estão se rearticulando, com uma série de iniciativas, como a rejeição da convenção 158 da OIT, a aprovação do projeto de terceirização e a proposta (PL 1.463/11) de criação do Código de Trabalho, além da apresentação dos projetos aqui comentados, ambos sob relatorias de lideranças sindicais patronais com mandato na Câmara.

30 vereadores faltam à sessão na Câmara de Manaus

Um ano antes das eleições municipais, parlamentares desaparecem e sessão não aconteceu por falta de quorum.

Foto: Euzivaldo Queiroz

Um dia depois de colocar em pauta um projeto que amplia o número de vereadores de 38 para 41, a Câmara Municipal de Manaus (CMM) deixou de realizar a sessão plenária de ontem (5) por falta de quórum.

A dois dias do fim do prazo para quem deseja concorrer nas Eleições de 2012 se filiar a Partidos Políticos, os parlamentares se mostram mais preocupados em fazer “arranjos” que lhes garantam a reeleição ano que vem do que cumprir o papel para o qual foram escolhidos pelo povo.

Dos 38 vereadores da CMM, apenas oito se encontravam na Casa ontem, quando o vereador Massami Miki (PSL), que é o 2º vice-presidente da Casa, atropelou as normas legais, e deu início à sessão.

O Regimento Interno do Parlamento Municipal exige um mínimo de 13 vereadores para deliberação de projetos. Alertado da irregularidade pelo vereador de oposição Joaquim Lucena (PSB), o presidente em exercício encerrou a reunião.

Joaquim Lucena acusou os colegas de parlamento de estarem mais interessados na reeleição do que nas discussões sobre os problemas da cidade.

“Um político populista preocupa-se com as próximas eleições. Um político estadista preocupa-se com as próximas gerações”, discursou o vereador. Apesar do vazio no plenário, o painel eletrônico da CMM registrava a presença de 35 vereadores.

O presidente da CMM, Isaac Tayha (PSD), era um dos vereadores que tinham a presença registrada, mas que estavam longe da Casa.

Ele deixou de presidir os trabalhos do Parlamento Municipal para fazer claque para o governador Omar Aziz, na entrega do título de Cidadão do Amazonas ao secretário de Estado da Educação, Gedeão Amorim, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM). Isaac é um dos parlamentares arrebanhados pelo governador para o PSD, partido criado há uma semana.

O vereador da base de apoio ao prefeito Amazonino Mendes (PDT), Wilton Lira (PTB), ainda tentou convencer Massami Miki de que os colegas estavam no prédio da CMM, atendendo ao público nos gabinetes.

“É bom lembrar que o trabalho do parlamentar não se resume somente ao plenário. Temos que atender as pessoas e isso não poder ser feito no plenário”, justificou Lira, em processo de filiação ao PDT.

Miki rebateu a alegação lembrando Lira que é preciso obedecer ao Regimento Interno. “Os vereadores têm a obrigação de permanecer no plenário no horário regimental, que é das 9h às 11h”, respondeu. Das 9h às 10h30 foi realizada uma tribuna popular sobre o desarmamento infantil, proposta pela vereadora Socorro Sampaio (PPS). Após a discussão, o espaço foi esvaziado.

Projeto tem trâmite normal 
A Câmara Municipal de Manaus (CMM) quer criar mais três vagas de vereadores para a próxima legislatura. Na última terça-feira, começou a tramitar na Casa Legislativa o projeto que amplia de 38 para 41 o número de parlamentares.

O presidente da CMM, Isaac Tayah, defendeu que o Projeto de Emenda à Lei Orgânica do Município (Loman) que aumenta o número de assentos na Casa partiu de um consenso entre os líderes dos partidos que compõem o parlamento municipal.

“Todos os líderes assinaram o projeto”, disse.

Ao contrário do que informaram a Procuradoria da CMM e a Direção de Comunicação da Casa, Tayah negou ontem que a matéria esteja tramitando em regime de urgência.

“Não cabe urgência em projetos que alteram a Loman. Ele seguirá a tramitação normal, com análise das comissões e as votações em plenário”, afirmou.

Ele lembrou que as despesas com os salários e verba de gabinete dos novos vereadores terão que se encaixar no orçamento da Casa, hoje em torno de R$ 80 milhões.

Quem estava no plenário da CMM 
Até às 11h10, quando a reunião foi encerrada, encontravam-se no plenário os seguintes vereadores: Lúcia Antony (PCdoB), Joaquim Lucena (PSB), Waldemir José (PT), Ademar Bandeira (PT), Roberto Sabino (PRTB), Wilton Lira (PTB), Marize Mendes e Massami Miki (PSL). Trinta estavam ausentes.

"Estão querendo comprar o PT com uma secretaria"


O vereador Waldemir José, um dos petistas da casa, já deixou bem claro que é contra qual­quer tipo de aliança com o PDT do prefeito Ama­zonino Mendes. Ademar Ban­deira, líder do PT na CMM, ad­mitiu que ocor­reram ar­tic­u­lações para o PT as­sumir a Sec­re­taria Mu­nic­ipal de Habitação a ser criada pelo prefeito Ama­zonino, uma pasta que ele con­sidera im­por­tante. "Sou contra essa manobra de se criar a sec­re­taria com o fim de tentar com­prar o PT, que é um par­tido de massa. Por que só agora re­solveram criar essa sec­re­taria, isso é uma manobra epré eleição”, ad­verte o outro petista Ademar Ban­deira, que com­par­tilha os mesmos pontos de vista de Waldemir quando o as­sunto é a aliança pré-eleitoral com o prefeito de Manaus.

"Não serei vice do Ama­zonino ou do Braga", desabafa Praciano


Saudado ontem por um jor­nal­ista do site como fu­turo "vice-prefeito", Fran­cisco Pra­ciano pareceu não gostar: "Voces estão doidos me jogar de qual­quer maneira nesse barco", protestou. O repórter disse que era apenas uma brin­cadeira. E ele, que havia li­gado de Brasília para o nosso site, aproveitou a deia: "Não serei vice dos srs. Ama­zonino Mendes ou Ed­uardo Braga". Pra­ciano disse que é can­didato a prefeito de Manaus e seu par­tido terá que rever a questão de apoio a Ama­zonino Mendes. "Só serei can­didato para rep­re­sentar o meu par­tido nas eleições para o posto de prefeito de Manaus", destacou Pra­ciano.

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras

A partir da próxima segunda-feira (dia 10) e até o dia 28 de novembro, estão abertas as inscrições para a 2ª edição do Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras, criado para estimular e incentivar as expressões artísticas de estética negra. Trata-se de uma realização da Fundação Cultural Palmares, do Ministério da Cultura, e do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves (Cadon), com o patrocínio da Petrobras. Os projetos inscritos serão avaliados por uma comissão de membros indicados, e serão considerados os critérios de excelência artística, histórica e efetiva contribuição artística para a cultura afro-brasileira, pertinência do conteúdo à questão afro-brasileira, qualificação dos profissionais e viabilidade técnica de execução. Após a divulgação dos resultados, será realizada uma cerimônia de premiação para os vinte projetos vencedores. O lançamento desta nova edição foi feito, no dia 28 de setembro, no Palácio da Cultura Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, em evento que reuniu 200 pessoas envolvendo a classe artística, os representantes políticos e a sociedade civil carioca. Na abertura da cerimônia, a atriz Iléa Ferraz levantou aplausos com a apresentação cênico-musical de uma adaptação especial da obra A Botija de Ouro, de Joel Rufino. Este ano, este importante Prêmio Nacional é dedicado às comemorações do Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), para o combate ao racismo. As inscrições só podem ser feitas pelo site premio afro

Candidatos do Enem podem tirar dúvidas em site

Foto:Assessoria de Comunicação

Está no ar o hotsite desta edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Lá, os inscritos podem tirar dúvidas e conferir locais de prova. O candidato saberá também quais documentos serão aceitos para a realização do exame, os objetos que devem levar e aqueles que não serão permitidos. Terá ainda informações sobre as provas de redação e de língua estrangeira. É possível também conferir dicas para o estudante se programar e participar do processo com tranquilidade. A página traz ainda acesso ao endereço onde o inscrito pode conferir o município no qual fará a prova e imprimir o cartão de confirmação de inscrição. O candidato pode ainda assistir a um vídeo de três minutos com as principais orientações sobre o processo. O Enem será realizado em 1.599 municípios de todo o Brasil. Farão as provas 5.366.780 pessoas, em 22 e 23 de outubro. Recomenda-se que os estudantes cheguem até meio-dia ao local de prova. Os portões de acesso serão fechados pontualmente às 13h, horário de Brasília.

Mais informações acesse: http://www.enem.inep.gov.br/

GREVE DOS CORREIOS: Maioria rejeita acordo e mantém greve

As assembleias estaduais realizadas nesta quarta-feira (5), em sua maioria, decidiram não aceitar a proposta formalizada na terça-feira, durante reunião de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho, com isso, os funcionários dos Correios mantêm a greve iniciada no dia 14 de setembro. “Agora temos que reforçar a mobilização e lutar até o final”, diz o secretário geral da Fentect, José Rivaldo da Silva.

Estados como Minas, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná, Acre, Sergipe, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraíba, Bahia, Amazonas, Rio de Janeiro e DF foram contrários a proposta costurada entre a Federação Nacional dos Empregados em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), entidade representante dos sindicatos da categoria, e a diretoria da Empresa de Correios e Telégrafos, formulada na reunião da última terça-feira, com mediação da ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Maria Cristina Peduzzi. O entendimento buscava uma solução para o impasse e também para que o dissídio coletivo não fosse a julgamento. Trinta e cinco sindicatos integram a Fentect e seriam necessários 18 votos para referendar o acordo.

Mantida a greve, agora os funcionários dos correios aguardam até a próxima segunda-feira (10) quando será feito, no TST, o sorteio do relator do processo do dissídio para o julgamento no tribunal. A proposta encaminhada e rejeitada nas assembleias previa reposição da inflação de 6,87% retroativo a agosto e ainda um aumento real de R$ 80 a partir de outubro. Dos 21 dias da greve, 15 seriam compensados em finais de semanas e seis seriam descontados a partir de janeiro de 2012 parcelado em 12 vezes.

Nas reivindicações da categoria, que tem sua data-base em agosto, os trabalhadores pedem aumento salarial linear de R$ 200, reposição da inflação em 7,16% e piso salarial de R$ 1.635. Um dos pontos nevrálgicos da situação é a posição da ECT em descontar os dias de greve.

“É preciso um olhar prioritário para a educação”, defende José Ricardo

A educação no Amazonas precisa de um olhar prioritário do poder público, avaliou o deputado José Ricardo Wendling (PT). Ele fez a afirmação nesta quarta-feira (5), no plenário da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), lembrando que o Estado tem indicadores preocupantes na área educacional, ocupando a 25ª posição no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) no ano de 2009, perdendo apenas para os estados do Acre e de Roraima; e se encontrando nessa mesma posição quando o assunto era o valor investido por aluno na educação básica.

De acordo com o deputado, é justa a homenagem promovida pela Assembleia ao professor Gedeão Amorim, atual secretário de Estado da Educação (Seduc), que contribui para a educação no Estado. Mas ressaltou que os educadores da rede estadual de ensino também devem ser valorizados: hoje não recebem vale-alimentação e vale-transporte, não têm plano de saúde e nem reajuste por progressão horizontal, como ainda direito de usufruir da Hora de Trabalho Pedagógica (HTP), que prevê um terço da carga horária destinada ao planejamento e à preparação das aulas.

“Além disso, o Governo do Estado não valoriza os professores quando não convoca os novos concursados para assumir vagas nas escolas, e sim profissionais contratados temporariamente (de 2008 a 2011, foram convocados cerca de 10 mil profissionais por processo seletivo), gerando um drama social. Porque na hora que decidir chamar os concursados, terá que demitir os temporários, que ficarão desempregados e sem direitos trabalhistas”, alertou o parlamentar, salientando que a quantidade de vagas do atual concurso (7,5 mil) já é inferior à necessidade da rede estadual.

José Ricardo elencou ainda alguns projetos de lei de sua autoria, todos em sintonia com o Plano Nacional de Educação (PNE), e que estão atualmente em tramitação na Aleam, como forma de contribuir com a melhoria da educação no Amazonas: 1) obrigar que cada escola da rede estadual tenha um psicólogo, já que na rede particular chega a existir mais de um profissional da psicologia, auxiliando alunos e professores; 2) determinar que as escolas tenham conselhos escolares, fortalecendo a gestão democrática do ensino público e incentivando a organização estudantil; 3) limitar o número máximo de aluno em sala de aula, como forma de melhorar a concentração e o aprendizado, refletindo na melhoria dos indicadores educacionais; e 4) prever que os gestores escolares sejam escolhidos por meio do Processo Seletivo para a Escolha de Gestores (Proseg), como mérito do educador e não mais como indicação política.

Até breve, Amazonino!

Por: Valdnor M. Santarem - e-mail: valdnor@yahoo.com.br

“Bebida é água, comida é pasto. Você tem fome de quê? Você tem sede de quê?”

s últimas notícias sobre o PT são demasiadamente tristes para alguns e extremamente alegres para outros. Segundos os jornais, o PT poderá decidir caminhar com um dos maiores administradores públicos, o senhor Amazonino Mendes, nas eleições de 2012. Não será a primeira experiência de alguns militantes do PT numa coligação com os grandes administradores do Amazonas. Em 2008 e em 2010, alguns estavam de mãos dadas com Eduardo Braga e Omar Aziz, todos alegres e felizes, como a chapeuzinho vermelho na floresta repleta de lobos. E essa“maldita paixão” quase custou a reeleição de um deputado estadual do PT. Lembram? 

O atual “proprietário” do PT, senhor Waldemir Santana, que preside a CUT, o Sindicato dos Metalúrgicos, o PT municipal e outras “coisas inominadas”, já disse que é fã de Amazonino e, na atual administração municipal, emplacou um de seus pupilos na Secretaria Municipal do Trabalho. Sua declaração causou mal estar na ala radical do PT, formada por alguns raivosos, defensores do “PT de raiz”, mas que detestam novos filiados no partido. Eles se esqueceram de que a democracia petista reside na seguinte máxima: filie o maior número possível de pessoas, depois abra para discussão e votação. Sem errar, o resultado recairá sobre a minoria que não filiou ninguém! 

A ala raivosa do PT é formada por alguns grupos: “maoístas”; “trotskistas”; “marxistas”; “petropolitanos”; “igrejistas”, “mensageiros”; “democratas, mas socialistas”, “solitários” e “órfãos de pai e mãe”. E possui três parlamentares, cada um numa esfera do Legislativo brasileiro. É o único coletivo com representação nos três parlamentos: federal (Câmara dos Deputados); estadual (Assembléia Legislativa) e municipal (Câmara Municipal).

No federal, a representação é do candidato mais votado do último pleito. Que sonhava, ou ainda sonha, em ser candidato a prefeito. Está muito bem nas pesquisas, dos outros! É um desses generais que espera pela iniciativa e pelo entusiasmo da tropa para iniciar uma guerra. Um general sem iniciativa, avesso ao que se convencionou chamar de líder. Não faz política interna no PT, pois detesta reuniões. Também acredita que seus guerreiros não gostariam de assumir cargos federais, logo, não se move para isso. Talvez esta seja uma das causas do silêncio de sua tropa, cada vez mais distante de suas pretensões. No estadual, a representação do grupo é de um sujeito calmo, mas que também tem esquecido o PT. Tomara que não se esqueça de seus guerreiros! No municipal, a representação do grupo é de um sujeito também calmo, que sofre de alguns vícios, mas que um dia poderão ser sanados.

Todos esses parlamentares são orientados, pelo menos acredito nisso, por um demiurgo (caso esteja profanando, perdoe-me!). Ele vê a relação entre parlamento e sociedade baseada num pragmatismo diário, com temas previamente escolhidos, no calor da insônia ou do café da manhã. Essa relação é fundada numa tríade: corrupção, transporte e Ministério Público. Tais assuntos, segundo ele, permeiam “as mentes e os corações dos eleitores”. Por vezes, surgem alguns temas que fogem à tríade, o que o obriga ao redesenho da pauta diária: água, CPI de alguma coisa, devolução de dinheiro público disso e daquilo etc.

O demiurgo detesta planejamento. Tal palavra é como o alho para um vampiro. Por isso, não se faz planejamento a curto, médio e longo prazo. O demiurgo também detesta qualquer estratégia que vincule os gabinetes dos parlamentares à disputa de poder no PT. Talvez, por isso, a representação desses parlamentares no partido não seja 0,5% de suas representações junto à sociedade. Daí surge um dilema: os eleitores de Manaus votam nas reuniões internas do PT? Eu não sei. Pensava que sim, por isso, só agora me espertei pra isso, diria o demiurgo! 

Agora que o “dono do partido” está prestes a levar o PT para os braços e o colo do Amazonino, os raivosos estão latindo. E o dono do partido, rindo de todos! Amazonino prometeu criar uma nova secretaria para acomodar os novos aliados. Será a Secretaria Municipal de Habitação. O novo secretário será o “dono dos votos” que permite a maioria no DM para Waldemir Santana. Outros cargos serão criados para outros grupos do PT. Assim, as lideranças desses grupos ficaram em silêncio e se absterão do processo eleitoral, deixando a futura coligação, entre PT e Amazonino, praticamente consolidada. Ah, seu eu fosse a Mãe Diná! 

Quero manifestar meu apoio incondicional ao Amazonino! Caso o PT decida apóia-lo, colocarei meu nome à disposição para ser Vice-Prefeito. Serei a voz dos sem vozes no partido e na administração municipal. Prometo defender a ética, a moralidade pública e a impessoalidade na prefeitura. Prometo lutar para indicar um padre para coordenar a Comissão de Licitação. Também prometo ser um bom general, do tipo que empolga seus guerreiros, que orienta, que discute, que planeja, que sempre está à frente das batalhas. Que passa fome e frio com seu comandados. Que divide o pouco e se alegra com o muito.

Até breve, é hora de chorar pelo leite derramado! Snif, snif, snif!

Novos tempos!


Por: Francisco José (Pe. Zezinho)

As ferramentas da internet serão cada vez mais usadas para os mais variados fins. Um deles que já se firmou na rede e só tende a crescer são os blogs. E nesse tempo de interação do mercado com os clientes, os "políticos" pegam carona na onda e também eles abrem suas portas via a rede mundial de computadores, criando seus blogs.

As empresas buscam nas ferramentas da internet conquistar e fidelizar seus clientes; já os "políticos" apostam nela como forma de chegar até os eleitores, conquistar votos e ouví-los. Pode ser um bom caminho, principalmente para quem está buscando trabalhar em favor do povo. Caso contrário, o tiro pode acertar o próprio pé.

Foi de olho nessa relação com o eleitor que o deputado estadual José Ricardo (http://www.blogdojosericardo.com.br/), um dos melhores homens na Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas, abriu a porta aos votantes que navegam nessas banzerentas águas do rio internético. Particularmente espero que mais representantes do povo utilizem a internet para estarem próximos de vozes que precisam ouvir.

Parabéns ao deputado José Ricardo e sua equipe!

Waldemir José: "Se não há dinheiro para CPI, por que há para se criar novas cadeiras?"


O vereador Waldemir josé con­siderou muito es­tranho que a Ca­mara Mu­nic­ipal de Manaus tenha din­heiro para pagar tres novos vereadores que vão to­talizar custos de quase R$ 200 mil men­sais, se alega não ter re­cursos para re­alizar uma CPI. Por ini­cia­tiva do pres­i­dente da Casa, Isaac Tayah, as tres novas cadeiras se­riam cri­adas e doc­u­mento neste sen­tido já foi en­cam­in­hado hoje ao TRE so­lic­i­tando a cri­ação de mais tres vagas, com base no cresci­mento pop­u­la­cional de Manaus. "Está pare­cendo que a ale­gação de que não havia din­heiro para a CPI do Trans­porte Co­le­tivo era uma balela, um sim­ples pre­texto para não mexer numa si­tu­ação tão espin­hosa para certos caciques", destaca Waldemir José, que assim, deve ser o único vereador contra a cri­ação de novas cadeiras.

EXEMPLO DE SUPERAÇÃO: De porteiro a professor.

Mesmo com uma rotina tão exigente, Erwin conseguiu se manter entre os melhores alunos da instituição. Para tornar o sonho possível, recebeu ...