Todas às quartas-feiras defronte ao Tacacá da Gisela Largo de São Sebastião - Manaus - Amazonas | ||
| Dia | Hora | Apresentação |
| 3 | 19h | Antonio Pereira |
| 10 | 19h | Márcia Siqueira |
| 17 | 18h | Maca Simone Ávila |
| 24 | 19h | Lucinha Cabral |
| 31 | 19h | Chico da Silva |
Shows do Tacacá na Bossa de agosto 2011
E SE … ENTÃO... INOVAÇÃO
Por: Jonas Gomes da Silva*
Recentemente viajei de barco ao Município de Novo Airão, a fim de prestigiar um evento cultural que escolhelheu os grupos folclóricos que irão representar o Amazonas nacionalmente em 2012. Os fatos que ocorreram durante o percurso da viagem me fizeram refletir sobre as inúmeras oportunidades de inovação que poderíamos realizar em nosso Estado, as quais compartiho com os leitores nas próximas linhas.
Ao chegar com a minha filha, esposa e amigos, às 22h, ao pequeno porto de São Raimundo, situado perto da ponte de mesmo nome, me veio alguns questionamentos: (1) E se desde 28 de janeiro de 1808, quando o Imperador D. João VI decretou a abertura dos portos às nações amigas, as políticas públicas de investimentos fossem capazes de eficientemente (bom uso dos recursos sem desperdício e corrupção) modernizar os nossos portos, será que mais turístas e investimentos não estariam vindo para o Estado? (2) E se houvesse sintonia entre as gestões dos portos e das Prefeituras Municipais, através de seus Planos de Desenvolvimentos e Zoneamento Portuário (PDZP) e Diretor Urbano (PDU), será que nossos portos estariam menos congestionados e sem habitações desordenadas, sendo um belo cartão postal aos que aqui chegam via fluvial? (3) E se houvesse fomento a pesquisas para caracterizar os principais problemas e necessidades locais dos portos, a fim de propor a implementação de tecnologias ou inovações necessárias para a adequação dos portos aos novos desafios da região, será que não ajudaria os tomadores de decisão a modernizá-los? (4) E se houvesse uma boa relação entre a academia e os gestores dos portos será que não haveria claros benefícios mútuos? Enquanto a academia pode produzir ciência e formar pessoal altamente capacitado, os portos podem receber os benefícios de gerenciar suas operações de maneira eficiente, ecológica e socialmente responsável;
Depois de encontrar o barco, todos arrumaram suas redes e partimos rumo a Novo Airão. Perto das 1h15 da madrugada, uma forte ventania e chuva alcançaram o barco, cujo motor de energia não funcionou obrigando o capitão a momentaneamente desligar o motor geral para evitar colisão com a terra ou com algum objeto flutuante tendo em vista que a visibilidade era quase zero. Graças a uma lanterna, conseguimos visualizar que não estávamos perto de terra e as 2h45 conseguimos escapar da chuva e continuar a viagem normalmente. Fora as questões de segurança, um pouco precária no barco, o colunista ficou questionando se existia pesquisa local para desenvolver equipamentos ou sensores que permitissem ao capitão de qualquer embarcação, identificar em viagens noturnas os obstáculos que estão pela frente, sua dimensão e localização, a fim de evitar colisões e mortes, tão comuns em nossa região.
Recentemente viajei de barco ao Município de Novo Airão, a fim de prestigiar um evento cultural que escolhelheu os grupos folclóricos que irão representar o Amazonas nacionalmente em 2012. Os fatos que ocorreram durante o percurso da viagem me fizeram refletir sobre as inúmeras oportunidades de inovação que poderíamos realizar em nosso Estado, as quais compartiho com os leitores nas próximas linhas.
Ao chegar com a minha filha, esposa e amigos, às 22h, ao pequeno porto de São Raimundo, situado perto da ponte de mesmo nome, me veio alguns questionamentos: (1) E se desde 28 de janeiro de 1808, quando o Imperador D. João VI decretou a abertura dos portos às nações amigas, as políticas públicas de investimentos fossem capazes de eficientemente (bom uso dos recursos sem desperdício e corrupção) modernizar os nossos portos, será que mais turístas e investimentos não estariam vindo para o Estado? (2) E se houvesse sintonia entre as gestões dos portos e das Prefeituras Municipais, através de seus Planos de Desenvolvimentos e Zoneamento Portuário (PDZP) e Diretor Urbano (PDU), será que nossos portos estariam menos congestionados e sem habitações desordenadas, sendo um belo cartão postal aos que aqui chegam via fluvial? (3) E se houvesse fomento a pesquisas para caracterizar os principais problemas e necessidades locais dos portos, a fim de propor a implementação de tecnologias ou inovações necessárias para a adequação dos portos aos novos desafios da região, será que não ajudaria os tomadores de decisão a modernizá-los? (4) E se houvesse uma boa relação entre a academia e os gestores dos portos será que não haveria claros benefícios mútuos? Enquanto a academia pode produzir ciência e formar pessoal altamente capacitado, os portos podem receber os benefícios de gerenciar suas operações de maneira eficiente, ecológica e socialmente responsável;
Depois de encontrar o barco, todos arrumaram suas redes e partimos rumo a Novo Airão. Perto das 1h15 da madrugada, uma forte ventania e chuva alcançaram o barco, cujo motor de energia não funcionou obrigando o capitão a momentaneamente desligar o motor geral para evitar colisão com a terra ou com algum objeto flutuante tendo em vista que a visibilidade era quase zero. Graças a uma lanterna, conseguimos visualizar que não estávamos perto de terra e as 2h45 conseguimos escapar da chuva e continuar a viagem normalmente. Fora as questões de segurança, um pouco precária no barco, o colunista ficou questionando se existia pesquisa local para desenvolver equipamentos ou sensores que permitissem ao capitão de qualquer embarcação, identificar em viagens noturnas os obstáculos que estão pela frente, sua dimensão e localização, a fim de evitar colisões e mortes, tão comuns em nossa região.
Ao sairmos da região chuvosa, um céu bem estrelado apareceu, fazia muito tempo que não contemplava as constelações e as estrelas cadentes. E se nos principais barcos acontecesse oficinas de astronomia, com direito a lunetas, binóculos e telescópios? E se houvesse pelo menos um barco com equipamentos de astronomia viajando pelos interiores da Amazônia, não somente para fazer pesquisa, mas também para popularizar a astronomia para os interioranos e também fazê-los viajar pelo universo das estrelas? Será que não estaríamos de forma divertida, despertando a vocação científica de nossos moradores, bem como conhecendo as suas histórias, lendas e conhecimentos tradicionais relativo ao céu, terra e água?
Raiando a aurora do sábado do dia nove de julho/2011, fiquei positivamente surpreendido com o porto de Novo Airão, bem diferente do porto que partimos. Após pesquisar alguns hotéis, escolhemos a Pousada Recanto das Orquídeas, um estabelecimento que chamou a atenção pelas plantas, flores e orquídeas que rodeiam cada quarto do recinto. Tivemos o prazer de conhecer e conversar com o Senhor Luís Carlos de Mattos Areosa, proprietário do imóvel e ex-prefeito do município, o qual nos atendeu com uma educação diferenciada e que infelizmente veio a falecer na noite de domingo, momento em que estávamos torcendo pelo nosso grupo folclórico. Sua morte repentina me fez refletir sobre os encontros que temos durante a vida e o legado que deixamos para as futuras gerações. E se cada gestor agisse pensando no longo prazo e não apenas nos quatro ou oito anos de governo? Será que nossos sistemas governamentais não teriam criado uma ambiência favorável à inovação?
Ao retornar para Manaus, a Ponte Manaus Iranduba chamou a atenção de todos os passageiros. Olhando o modelo de ponte adotado, me questionava: E se o mastro central de 165m de altura, tivesse sido projetado para ser além de sustendo, também ter um acabamento que representasse uma grande estátua do índio AJURICABA? E se cada pilar da ponte representasse um município do Amazonas, todo grafitado por artístas locais, contendo direção, estatisticas e as potencialidades da cidade? E se, a exemplo da Ponte de Yokohama do Japão, a parte inferior da ponte fosse composta de pequenos observatórios, onde os turístas poderiam ter acesso ao topo do Ajuricaba para visualizar toda a região do Rio Negro e a cidade de Manaus? E se você leitor questionasse, fiscalizasse e apontasse melhoria, então a inovação teria mais chance de florescer, pois enquanto isso não acontece, muitos aditivos serão criados para saquear o nosso erário e enriquecer o bolso de poucos em nome do desenvolvimento.
Raiando a aurora do sábado do dia nove de julho/2011, fiquei positivamente surpreendido com o porto de Novo Airão, bem diferente do porto que partimos. Após pesquisar alguns hotéis, escolhemos a Pousada Recanto das Orquídeas, um estabelecimento que chamou a atenção pelas plantas, flores e orquídeas que rodeiam cada quarto do recinto. Tivemos o prazer de conhecer e conversar com o Senhor Luís Carlos de Mattos Areosa, proprietário do imóvel e ex-prefeito do município, o qual nos atendeu com uma educação diferenciada e que infelizmente veio a falecer na noite de domingo, momento em que estávamos torcendo pelo nosso grupo folclórico. Sua morte repentina me fez refletir sobre os encontros que temos durante a vida e o legado que deixamos para as futuras gerações. E se cada gestor agisse pensando no longo prazo e não apenas nos quatro ou oito anos de governo? Será que nossos sistemas governamentais não teriam criado uma ambiência favorável à inovação?
Ao retornar para Manaus, a Ponte Manaus Iranduba chamou a atenção de todos os passageiros. Olhando o modelo de ponte adotado, me questionava: E se o mastro central de 165m de altura, tivesse sido projetado para ser além de sustendo, também ter um acabamento que representasse uma grande estátua do índio AJURICABA? E se cada pilar da ponte representasse um município do Amazonas, todo grafitado por artístas locais, contendo direção, estatisticas e as potencialidades da cidade? E se, a exemplo da Ponte de Yokohama do Japão, a parte inferior da ponte fosse composta de pequenos observatórios, onde os turístas poderiam ter acesso ao topo do Ajuricaba para visualizar toda a região do Rio Negro e a cidade de Manaus? E se você leitor questionasse, fiscalizasse e apontasse melhoria, então a inovação teria mais chance de florescer, pois enquanto isso não acontece, muitos aditivos serão criados para saquear o nosso erário e enriquecer o bolso de poucos em nome do desenvolvimento.
*Dr. Em Engenharia de Produção e Professor da UFAM.
E-mail: gomesjonas@hotmail.com
E-mail: gomesjonas@hotmail.com
Projetos selecionados do Comunidade Cidadã somam R$ 4,6 bilhões
O objetivo dos projetos reunidos no Eixo Comunidade Cidadã, do PAC 2, é ampliar a presença do Estado nos bairros populares, com maior cobertura de serviços de saúde, educação, cultura e esporte. Do total previsto de R$ 24 bilhões de orçamento, já foram selecionados projetos que somam R$ 4,6 bilhões.
Neste eixo estão previstas duas ações em saúde, a construção de Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e de Unidades Básicas de Saúde (UBS), totalizando R$ 6,5 bilhões em investimentos. Até julho desse ano, R$ 440 milhões em obras foram selecionados. Com esse recurso, serão construídas 119 UPA, em 96 municípios, de todos os estados brasileiros. Nas UPA e UBS, os cidadãos terão pronto atendimento e acompanhamento básico e integral de saúde. Com a população mais bem assistida, a demanda na emergência de grandes hospitais tende a diminuir.
Crianças
Neste eixo estão previstas duas ações em saúde, a construção de Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e de Unidades Básicas de Saúde (UBS), totalizando R$ 6,5 bilhões em investimentos. Até julho desse ano, R$ 440 milhões em obras foram selecionados. Com esse recurso, serão construídas 119 UPA, em 96 municípios, de todos os estados brasileiros. Nas UPA e UBS, os cidadãos terão pronto atendimento e acompanhamento básico e integral de saúde. Com a população mais bem assistida, a demanda na emergência de grandes hospitais tende a diminuir.
Crianças
Até julho desse ano, foram selecionados 1.484 projetos de creches e pré-escolas, beneficiando 1.040 municípios de 26 estados, o que representa investimentos de mais de R$ 2 bilhões. Até 2014, serão investidos R$ 7,6 bilhões para a construção de 6 mil unidades. E para aquelas que já estão na escola, o PAC2 tem a meta de construir quadras esportivas em todas as escolas com mais de 500 alunos, com investimento da ordem de R$ 4,1 bilhões até 2014. Serão 6.116 novas quadras cobertas e 4 mil coberturas para quadras já existentes. Já foram selecionados 750 projetos para construção de novas quadras em 468 municípios de 24 estados, somando investimentos de R$ 359 milhões.
Novos espaços públicos para os jovens também estão previstos com as Praças dos Esportes e da Cultura, que combinam assistência social com lazer e cultura. Em 2011, já foram selecionadas 401 praças, distribuídas em 362 municípios. Esses investimentos somam R$ 901 milhões, ou 56,3% do valor total previsto.
Fonte: http://www.secom.gov.br
Luz Para todos realiza 132 mil ligações em 2011
O compromisso de universalizar o acesso à energia elétrica e abastecimento de água está presente no PAC2, que reúne no mesmo eixo as iniciativas no Nordeste Setentrional e demais regiões onde há escassez, além de revitalizar bacias e irrigação. O programa Luz Para Todos tem como meta realizar 813 mil ligações nos próximos quatro anos. Deste total, cerca de 31% (257 mil ligações) atenderão ao programa Brasil Sem Miséria, beneficiando pessoas em situação de extrema pobreza. O programa já fez 132 mil ligações em 2011.
PAUL KRUGMAN: "Podemos estar perto de reviver a crise de 1930"
Para aqueles que conhecem a história da década de 1930, o que está ocorrendo agora é muito familiar. Se alguma das atuais negociações sobre a dívida fracassar, poderemos estar perto de reviver 1931, a bancarrota bancária mundial que alimentou a Grande Depressão. Mas se as negociações tiverem êxito, estaremos prontos para repetir o grande erro de 1937: a volta prematura à contração fiscal que terminou com a recuperação econômica e garantiu que a depressão se prolongasse até que a II Guerra Mundial finalmente proporcionasse o "impulso" que a economia precisava.
Esta é uma época interessante, e digo isso no pior sentido da palavra. Agora mesmo estamos vivendo, não uma, mas duas crises iminentes, cada uma delas capaz de provocar um desastre mundial. Nos EUA, os fanáticos de direita do Congresso podem bloquear um necessário aumento do teto da dívida, o que possivelmente provocaria estragos nos mercados financeiros mundiais. Enquanto isso, se o plano que os chefes de Estado europeus acabam de pactuar não conseguir acalmar os mercados, poderemos ter um efeito dominó por todo o sul da Europa, o que também provocaria estragos nos mercados financeiros mundiais.
Somente podemos esperar que os políticos em Washington e Bruxelas consigam driblar essas ameaças. Mas há um problema: ainda que consigamos evitar uma catástrofe imediata, os acordos que vêm sendo firmados dos dois lados do Atlântico vão piorar a crise econômica com quase toda certeza.
De fato, os responsáveis políticos parecem decididos a perpetuar o que está sendo chamado de Depressão Menor, o prolongado período de desemprego elevado que começou com a Grande Recessão de 2007-2009 e que continua até o dia de hoje, mais de dois anos depois de que a recessão, supostamente, chegou ao fim.
Falemos um momento sobre por que nossas economias estão (ainda) tão deprimidas. A grande bolha imobiliária da década passada, que foi um fenômeno tanto estadunidense quanto europeu, esteve acompanhada por um enorme aumento da dívida familiar. Quando a bolha estourou, a construção de residências desabou, assim como o gasto dos consumidores na medida em que as famílias sobrecarregadas de dívidas faziam cortes.
Ainda assim, tudo poderia ter ido bem se outros importantes atores econômicos tivessem aumentado seu gasto e preenchido o buraco deixado pela crise imobiliária e pelo retrocesso no consumo. Mas ninguém fez isso. As empresas que dispõem de capital não viram motivos para investi-lo em um momento no qual a demanda dos consumidores estava em queda.
Os governos tampouco fizeram muito para ajudar. Alguns deles – os dos países mais débeis da Europa e os governos estaduais e locais dos EUA – viram-se obrigados a cortar drasticamente os gastos diante da queda da receita. E os comedidos esforços dos governos mais fortes – incluindo aí o plano de estímulo de Obama – apenas conseguiram, no melhor dos casos, compensar essa austeridade forçada.
De modo que temos hoje economias deprimidas. O que propõem fazer a respeito os responsáveis políticos? Menos que nada. A desaparição do desemprego da retórica política da elite e sua substituição pelo pânico do déficit tem verdadeiramente chamado a atenção. Não é uma resposta à opinião pública. Em uma sondagem recente da CBS News/The New York Times, 53% dos cidadãos mencionava a economia e o emprego como os problemas mais importantes que enfrentamos, enquanto que somente 7% mencionava o déficit. Tampouco é uma resposta à pressão do mercado. As taxas de juro da dívida dos EUA seguem perto de seus mínimos históricos.
Mas as conversações em Washington e Bruxelas só tratam de corte de gastos públicos (e talvez de alta de impostos, ou seja, revisões). Isso é claramente certo no caso das diversas propostas que estão sendo cogitadas para resolver a crise do teto da dívida nos EUA. Mas é basicamente igual ao que ocorre na Europa.
Na quinta-feira, os “chefes de Estado e de Governo da zona euro e as instituições da UE” – esta expressão, por si só, dá uma ideia da confusão que se tornou o sistema de governo europeu – publicaram sua grande declaração. Não era tranquilizadora. Para começar, é difícil acreditar que a complexa engenharia financeira que a declaração propõe possa realmente resolver a crise grega, para não falar da crise europeia em geral.
Mas mesmo que pudesse, o que ocorreria depois? A declaração pede drásticas reduções do déficit “em todos os países salvo naqueles com um programa” que deve entrar em vigor “antes de 2013 o mais tardar”. Dado que esses países “com um programa” se veem obrigados a observar uma estrita austeridade fiscal, isso equivale a um plano para que toda a Europa reduza drasticamente o gasto ao mesmo tempo. E não há nada nos dados europeus que indique que o setor privado esteja disposto a carregar o piano em menos de dois anos.
Para aqueles que conhecem a história da década de 1930, isso é muito familiar. Se alguma das atuais negociações sobre a dívida fracassar, poderemos estar perto de reviver 1931, a bancarrota bancária mundial que tornou grande a Grande Depressão. Mas se as negociações tiverem êxito, estaremos prontos para repetir o grande erro de 1937: a volta prematura à contração fiscal que terminou com a recuperação econômica e garantiu que a depressão se prolongasse até que a II Guerra Mundial finalmente proporcionasse o impulso que a economia precisava.
Mencionei que o Banco Central Europeu – ainda que, felizmente, não a Federal Reserve – parece decidido a piorar ainda mais as coisas aumentando as taxas de juros?
Há uma antiga expressão, atribuída a diferentes pessoas, que sempre me vem à mente quando observo a política pública: “Você não sabe, meu filho, com que pouca sabedoria se governa o mundo”. Agora, essa falta de sabedoria se apresenta plenamente, quando as elites políticas de ambos os lados do Atlântico arruínam a resposta ao trauma econômico fechando os olhos para as lições da história. E a Depressão Menor continua.
(*) Professor de Economía em Princeton e Prêmio Nobel 2008.
Esta é uma época interessante, e digo isso no pior sentido da palavra. Agora mesmo estamos vivendo, não uma, mas duas crises iminentes, cada uma delas capaz de provocar um desastre mundial. Nos EUA, os fanáticos de direita do Congresso podem bloquear um necessário aumento do teto da dívida, o que possivelmente provocaria estragos nos mercados financeiros mundiais. Enquanto isso, se o plano que os chefes de Estado europeus acabam de pactuar não conseguir acalmar os mercados, poderemos ter um efeito dominó por todo o sul da Europa, o que também provocaria estragos nos mercados financeiros mundiais.
Somente podemos esperar que os políticos em Washington e Bruxelas consigam driblar essas ameaças. Mas há um problema: ainda que consigamos evitar uma catástrofe imediata, os acordos que vêm sendo firmados dos dois lados do Atlântico vão piorar a crise econômica com quase toda certeza.
De fato, os responsáveis políticos parecem decididos a perpetuar o que está sendo chamado de Depressão Menor, o prolongado período de desemprego elevado que começou com a Grande Recessão de 2007-2009 e que continua até o dia de hoje, mais de dois anos depois de que a recessão, supostamente, chegou ao fim.
Falemos um momento sobre por que nossas economias estão (ainda) tão deprimidas. A grande bolha imobiliária da década passada, que foi um fenômeno tanto estadunidense quanto europeu, esteve acompanhada por um enorme aumento da dívida familiar. Quando a bolha estourou, a construção de residências desabou, assim como o gasto dos consumidores na medida em que as famílias sobrecarregadas de dívidas faziam cortes.
Ainda assim, tudo poderia ter ido bem se outros importantes atores econômicos tivessem aumentado seu gasto e preenchido o buraco deixado pela crise imobiliária e pelo retrocesso no consumo. Mas ninguém fez isso. As empresas que dispõem de capital não viram motivos para investi-lo em um momento no qual a demanda dos consumidores estava em queda.
Os governos tampouco fizeram muito para ajudar. Alguns deles – os dos países mais débeis da Europa e os governos estaduais e locais dos EUA – viram-se obrigados a cortar drasticamente os gastos diante da queda da receita. E os comedidos esforços dos governos mais fortes – incluindo aí o plano de estímulo de Obama – apenas conseguiram, no melhor dos casos, compensar essa austeridade forçada.
De modo que temos hoje economias deprimidas. O que propõem fazer a respeito os responsáveis políticos? Menos que nada. A desaparição do desemprego da retórica política da elite e sua substituição pelo pânico do déficit tem verdadeiramente chamado a atenção. Não é uma resposta à opinião pública. Em uma sondagem recente da CBS News/The New York Times, 53% dos cidadãos mencionava a economia e o emprego como os problemas mais importantes que enfrentamos, enquanto que somente 7% mencionava o déficit. Tampouco é uma resposta à pressão do mercado. As taxas de juro da dívida dos EUA seguem perto de seus mínimos históricos.
Mas as conversações em Washington e Bruxelas só tratam de corte de gastos públicos (e talvez de alta de impostos, ou seja, revisões). Isso é claramente certo no caso das diversas propostas que estão sendo cogitadas para resolver a crise do teto da dívida nos EUA. Mas é basicamente igual ao que ocorre na Europa.
Na quinta-feira, os “chefes de Estado e de Governo da zona euro e as instituições da UE” – esta expressão, por si só, dá uma ideia da confusão que se tornou o sistema de governo europeu – publicaram sua grande declaração. Não era tranquilizadora. Para começar, é difícil acreditar que a complexa engenharia financeira que a declaração propõe possa realmente resolver a crise grega, para não falar da crise europeia em geral.
Mas mesmo que pudesse, o que ocorreria depois? A declaração pede drásticas reduções do déficit “em todos os países salvo naqueles com um programa” que deve entrar em vigor “antes de 2013 o mais tardar”. Dado que esses países “com um programa” se veem obrigados a observar uma estrita austeridade fiscal, isso equivale a um plano para que toda a Europa reduza drasticamente o gasto ao mesmo tempo. E não há nada nos dados europeus que indique que o setor privado esteja disposto a carregar o piano em menos de dois anos.
Para aqueles que conhecem a história da década de 1930, isso é muito familiar. Se alguma das atuais negociações sobre a dívida fracassar, poderemos estar perto de reviver 1931, a bancarrota bancária mundial que tornou grande a Grande Depressão. Mas se as negociações tiverem êxito, estaremos prontos para repetir o grande erro de 1937: a volta prematura à contração fiscal que terminou com a recuperação econômica e garantiu que a depressão se prolongasse até que a II Guerra Mundial finalmente proporcionasse o impulso que a economia precisava.
Mencionei que o Banco Central Europeu – ainda que, felizmente, não a Federal Reserve – parece decidido a piorar ainda mais as coisas aumentando as taxas de juros?
Há uma antiga expressão, atribuída a diferentes pessoas, que sempre me vem à mente quando observo a política pública: “Você não sabe, meu filho, com que pouca sabedoria se governa o mundo”. Agora, essa falta de sabedoria se apresenta plenamente, quando as elites políticas de ambos os lados do Atlântico arruínam a resposta ao trauma econômico fechando os olhos para as lições da história. E a Depressão Menor continua.
(*) Professor de Economía em Princeton e Prêmio Nobel 2008.
PAC investe R$ 86,4 bilhões no primeiro semestre
Cronograma está em dia para 89% do investimento previsto para 2011-2014
Os dados do primeiro balanço do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC2) revelam que foram investidos R$ 86,4 bilhões em obras nas áreas de transporte, saneamento, habitação, energia, mobilidade urbana, recursos hídricos e equipamentos de serviços sociais, culturais, esportivos e de saúde. Dos investimentos monitorados, estão sendo executados em dia 89% do previsto a partir dos recursos do Orçamento Geral da União (OGU) Fiscal e Seguridade, estatais e setor privado. Estão em estado de atenção 8% do valor total do orçamento; 2% têm execução preocupante e 1% foi concluído.
No monitoramento do PAC, o critério de valores investidos é considerado o mais adequado porque não iguala obras e ações de grande complexidade com obras de menor amplitude. Segundo o critério por número de obras, 9% foram concluídas, 76% estão em ritmo adequado, 12% necessitam de atenção e 3% estão com execução considerada preocupante.
O PAC2 investirá R$ 955 bilhões entre 2011 e 2014. Nesse período, o valor para conclusão de obras é de R$ 708 bilhões ou 74% do total previsto. As demais obras, 26% do total, serão concluídas após 2014, uma previsão de execução de R$ 247 bilhões. Entre elas, estão grandes obras de infraestrutura em andamento no Brasil, como: Usina Hidrelétrica Belo Monte, Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro e Ferrovia de Integração do Centro-Oeste.
Estágios
Os empreendimentos que já foram concluídos entre janeiro e junho de 2011 somam R$ 45,7 bilhões. Essas obras fazem parte dos programas Cidade Melhor, que teve R$ 26,5 milhões para saneamento e prevenção em áreas de risco, e o Minha Casa, Minha Vida, que recebeu R$ 38 bilhões. A área de transportes teve R$ 6,1 milhões executados em portos e aeroportos. O setor de energia executou R$ 7,7 bilhões em geração, transmissão e empreendimentos de refino e produção de óleo e gás.
As obras e ações do PAC percorrem diversos estágios até que sejam executadas fisicamente, entre elas: elaboração e aprovação de projeto, aprovação do licenciamento ambiental, licitação, contratação e execução do empreendimento ou ação. Desse modo, a evolução dos estágios é um importante indicador de problemas que devem ser atacados para que as obras e ações mantenham seus cronogramas.
O indicador de estágios das ações monitoradas, considerando seus valores, demonstra que até o dia 30 de junho deste ano 56% estavam em obras, 30% em fase de projeto ou licenciamento, 13% em licitação de obra e 1% estavam concluídas.
Crescimento do PIB será de 4,5% a 5,5% neste ano
O Brasil tem todas as condições macroeconômicas para manter o crescimento na faixa dos 4,5% a 5,5%, sem pressões inflacionárias ou desequilíbrios externos relevantes, segundo o balanço do primeiro semestre do PAC2. O documento leva em consideração o cenário externo preocupante, com a crise da dívida dos Estados Unidos e com os problemas econômicos na zona do euro, porém, avalia que o Brasil permanecerá entre os países emergentes dinâmicos, ao lado da China, Índia e de outras economias que respondem pela maior parte do dinamismo econômico global.
As obras e ações do PAC percorrem diversos estágios até que sejam executadas fisicamente, entre elas: elaboração e aprovação de projeto, aprovação do licenciamento ambiental, licitação, contratação e execução do empreendimento ou ação. Desse modo, a evolução dos estágios é um importante indicador de problemas que devem ser atacados para que as obras e ações mantenham seus cronogramas.
O indicador de estágios das ações monitoradas, considerando seus valores, demonstra que até o dia 30 de junho deste ano 56% estavam em obras, 30% em fase de projeto ou licenciamento, 13% em licitação de obra e 1% estavam concluídas.
Crescimento do PIB será de 4,5% a 5,5% neste ano
O Brasil tem todas as condições macroeconômicas para manter o crescimento na faixa dos 4,5% a 5,5%, sem pressões inflacionárias ou desequilíbrios externos relevantes, segundo o balanço do primeiro semestre do PAC2. O documento leva em consideração o cenário externo preocupante, com a crise da dívida dos Estados Unidos e com os problemas econômicos na zona do euro, porém, avalia que o Brasil permanecerá entre os países emergentes dinâmicos, ao lado da China, Índia e de outras economias que respondem pela maior parte do dinamismo econômico global.
Fórum de Combate à Corrupção do Amazonas realiza reunião hoje
O Fórum Estadual de Combate à Corrupção do Amazonas realiza Reunião Ampliada hoje (29/07), sexta-feira, às 14h, no Sindicato dos Jornalistas do Amazonas, sito à Praça Santos Dumont, 15, centro. No encontro será debatido a seguinte Pauta:
- Processo da Emparsanco;
- Denúncia de Manacapuru;
- Calendário de atividades do segundo semestre; e
- Funcionamento do Fórum.
Agricultores realizam Ato Público em defesa da vida e da terra do Tarumã
Hoje pela manhã, na calçada que divide as pistas da Avenida Constantino Nery, próximo ao viaduto do Boulevard, trabalhadores e trabalhadoras das Comunidades do Tarumã realizarm um ato de protesto, distribuindo alimentos produzidos nas suas terras.
O ato visa reforçar e apoiar as famílias que produzem na mencionada área. Segundo Lobato, uma das lideranças do movimento, o Governador e o Prefeito colocam toda estrutura do Estado e da Prefeitura para tirar as famílias que lutam pelo direito a terra e defendem grileiros que se apropriam de grandes lotes de terra para especular.
Assim, a comunidade Novo Paraíso, do Tarumã, num gesto nobre e solidário, distribuiu 09 toneladas de alimentos de alta qualidade e sem agrotóxico e protestou também pela falta de moradia.
Waldemir José critica a reunião do Plano Diretor
Durante a sessão plenária de hoje na Câmara Municipal de Manaus (CMM), o vereador Waldemir José (PT), criticou a metodologia utilizada na primeira audiência pública realizada nesta terça-feira (26), para tratar da revisão do Plano Diretor da Cidade de Manaus.
Segundo Waldemir, um dos maiores problemas na audiência de ontem foi a ausência da população, que ficou de fora da discussão dos assuntos de interesse da coletividade manauense. “Não basta apenas divulgar o calendário. É preciso políticas de sensibilização da importância da participação popular nessas audiências. A população tem de ser ouvida para que saibamos o que é melhor para todos e para cidade Manaus”, disse.
Para o petista, o tempo limitado e a abordagem dos temas sem levar em conta a cidade como um todo, impede a discussão aprofundada dos problemas que o município enfrenta, esvaziando o sentido real das audiências públicas.
Fonte: Assessoria de Comunicação
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