Quando pensamos em terremotos devastadores, logo lembramos do Japão, Chile, Indonésia ou México. Mas o Brasil também sente a Terra tremer. A diferença está principalmente na nossa posição geológica, observe no mapa.
O Brasil está localizado no interior da Placa Sul-Americana, longe das principais zonas onde as placas tectônicas se encontram. Por isso, a atividade sísmica por aqui é geralmente muito menor do que em países situados nas bordas das placas.
Mas isso não significa que o território brasileiro esteja completamente livre de terremotos. Mesmo no interior de uma placa, enormes forças continuam atuando sobre a crosta terrestre. Ao longo de milhões de anos, essas tensões podem se acumular e reativar antigas falhas geológicas, provocando terremotos.
E o Brasil já teve um exemplo impressionante: Em 31 de janeiro de 1955, um terremoto de aproximadamente magnitude 6,2 ocorreu na região de Serra do Tombador, no Mato Grosso. O tremor foi sentido a centenas de quilômetros de distância e é considerado o maior terremoto já registrado no território brasileiro.
Isso mostra algo fascinante: Estar no interior de uma placa tectônica reduz significativamente a atividade sísmica, mas não significa que a Terra esteja parada.
A maioria dos tremores brasileiros é pequena e passa despercebida pela população. Ainda assim, de tempos em tempos, a energia acumulada nas profundezas encontra uma antiga fraqueza da crosta e a Terra lembra que está viva.
E talvez essa seja uma das coisas mais fascinantes do nosso planeta: mesmo quando tudo parece imóvel, o chão sob nossos pés está em constante movimento.

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