Theresa Kachindamoto, a chefe de uma tribo de cerca de um milhão de pessoas no Malawi, preocupou-se com a realidade expressiva dos casamentos infantis no país e decidiu começar a tentar reverter a situação. Hoje, com 64 anos, já conseguiu anular mais de mil cerimónias.
Neste país africano, metade das jovens casa-se com menos de 18 anos e apenas 45% permanece nas escolas após o oitavo ano, avança a agência da saúde sexual e reprodutiva das Nações Unidas.
Kachindamoto assumiu a liderança da tribo Ngoni, no distrito de Dedza, no centro do Malawi, em 2015. Foi a primeira mulher a ocupar o posto e percebeu que precisava de mudar costumes enraizados, como os casamentos infantis. O objetivo sempre foi proteger as futuras mulheres, explica o site Mundo Negro. A estratégia da chefe da tribo para acabar com o casamento infantil envolve a sensibilização para a educação para as mulheres, nomeadamente após a fase da adolescência.
Através de doações, a mulher conseguiu realizar inspeções regulares nas escolas para garantir que todas as meninas frequentavam as aulas.
Fonte: Frente Sulamericana.

Nenhum comentário:
Postar um comentário