Umas das preocupações apontadas pelo Prefeito de Maués, Padre Carlos Goés (PT), são as madeireiras que persistem na exploração da Floresta e as consequências que isso decorre para o meio ambiente, este produto é extraído com autorização “legal” da União. Há também o caso do garimpo desativado, dentro do município, que pode ocasionar, de igual forma, danos ao meio ambiente, assunto que ainda será apurado pela Prefeitura, além desses temas, o número de desapropriações na área rural, formam o leque de questões que estão sendo resolvidas nesta gestão. Outro destaque é a Prefeitura itinerante e o atendimento a população rural. (Fonte: Blog da Floresta).
Jornalistas colocam seu bloco na rua hoje: "Imprensa que eu gosto".

Está confirmada a tradicional festa de Carnaval dos Jornalistas 2014. Hoje, 04, terça-feira de carnaval, a partir das 16h, no Butiquim da Kamélia do Olímpico Clube, com entrada franca ao público, grandes atrações como a bateria do Império da Kamélia, estão programadas para os jornalistas e convidados cair na folia.
O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Amazonas, Wilson Reis, vai recepcionar a categoria e os amigos.
Em decisão inédita, todas as escolas são campeãs do carnaval de Manaus
| As notas foram queimadas |
Na tarde desta segunda-feira (3), no Sambódromo, um resultado inédito deu o título de campeã à todas escolas de samba do Grupo Especial de Manaus. O motivo foram os vários problemas enfrentados pelas oito agremiações carnavalescas, indo do atraso no repasse das verbas públicas ao forte temporal ocorrido sábado, dia do desfile.
As notas e recursos não foram considerados durante apuração. A decisão foi tomada em reunião entre os presidentes de todas as agremiações. De acordo com o presidente da Comissão Executiva do Carnaval 2014, Antônio Rodrigues, esta é a primeira vez que todas as escolas são campeãs na festa da capital amazonense.
JUIZ PROÍBE VENDA DE BEBIDA E DÁ PRAZO PARA ÍNDIOS PERMANECEREM EM EIRUNEPÉ
Uma portaria inédita assinada no último dia 21 de fevereiro pelo juiz estadual Leoney Figliuolo Harraquian, da Comarca de Eirunepé (AM), proíbe a venda de bebidas alcoólicas a indígenas e restringe a permanência deles no prazo máximo de 48 horas na sede da cidade. Localizado na bacia do rio Juruá, Eirunepé fica a 1.150 quilômetros de Manaus em linha reta. A decisão judicial vem causando críticas dos índios e está sendo questionada por funcionários da Funai (Fundação Nacional do Índio).
Na portaria, o juiz Leoney Figliuolo Harraquian adverte a Funai a providenciar o retorno dos indígenas, assim que estes receberem seus benefícios sociais na cidade, às suas aldeias em até dois dias sob pena de multa de R$ 100 mil. Os índios só poderão ficar mais tempo na cidade em casos de necessidade, como doenças.
O juiz diz, na portaria, que sua medida foi tomada devido o “excessivo uso de bebida alcoólica por parte dos indígenas que chegam de suas comunidades a fim de receber seus benefícios, permanecendo na cidade de Eirunepé sem condições de higiene, hospedagem e alimentação, muitas das vezes abandonando suas crianças”.
Em Eirunepé vive uma população de cerca de cinco mil índios das etnias kulina e kanamari. As terras indígenas estão localizadas a longas distâncias da cidade. De canoa ou embarcação de pequeno porte, as viagens levam no mínimo três dias.
O coordenador técnico e único funcionário da Funai em Eirunepé, Arquimimo Amaral da Silva, admite a existência de alcoolismo em grupos de índios (uma minoria, segundo ele) que vão à cidade, mas diz que, apesar de “bem intencionado”, o juiz Leoney Figliuolo Harraquian tomou uma medida “extrema, precipitada e que rotulou todos os indígenas de alcoólatras”.
Segundo Arquimimo Silva, a decisão causou uma grande insatisfação na população indígena que não ingere bebida alcoólica e que se sentiu prejudica pela portaria.
Duas mulheres indígenas da etnia kulina ouvidas também questionaram a decisão. “Existe uma discriminação tão grande contra nós, agora seremos mais ainda discriminadas”, disse Marta de Oliveira Kulina, 39 anos.
Silva informou que já existe uma lei federal de 1973 (Estatuto do Índio) que proíbe a venda de bebidas alcoólicas a indígenas e o que o juiz fez foi repetir uma legislação. Para ele, o que precisa ser feito é fiscalizar a comercialização e punir os responsáveis pela venda.
O maior questionamento contra a portaria, porém, refere-se ao tempo que os índios poderão ficar na cidade. “O juiz atribuiu a Funai uma atitude sobre a qual ela não tem poder legal de exercer. A Funai não tem a prerrogativa de obrigar os índios a voltarem para suas aldeias. Não tenho como pegar um índio pelo braço e mandar ele voltar. O que o juiz fez foi jogar a responsabilidade para a vítima”, disse.
O coordenador técnico ressalta ainda que os índios não vão à cidade apenas para retirar benefícios sociais, mas tentar ter acesso a políticas públicas e expedir documentos pessoais. A demora no atendimento resulta na permanência deles na cidade. Ele diz que os índios aproveitam a estada na cidade para abrir conta em banco e tirar documentos, como registro de nascimento e título de eleitor. Silva conta que o Rani (Registro Administrativo Indígena) e os processos para o INSS, que cabem à Funai, em geral são feitos no mesmo dia. Já outros documentos chegam a ser deferidos em 40 dias.
“O cartório nem sempre funciona. No banco, os funcionários acabam pedindo mais documentos e o índio tem que voltar no outro dia. Quando o INSS defere um benefício social, todo o processo até o saque do beneficiário leva em média 25 dias. Então, o índio tem que continuar mais tempo na cidade. Não tem como ele retornar para aldeia e depois voltar novamente, pois além de viagem ser longa, é muita cara. Quando não pode pagar combustível, ele vem no remo, em viagens que levam três, quatro, cinco dias”, disse Arquimimo.
“Situação humilhante”
Em entrevista, Leoney Figliuolo Harraquian disse que assinou a portaria como “um alerta” para que a Funai tome providências e assim evite deixar indígenas em situação “degradante, sem higiene e sem alimentação” em Eirunepé.
“Eles ficam perambulando pela rua, bebendo muito e acabam brigando. Não tem local adequado, as crianças são abandonadas. É uma situação humilhante. Fico com pena deles. Joguei essa portaria para ver se a Funai toma uma providência”, disse o juiz.
A decisão de Harraquian não é fruto apenas de sua observação. Ele contou que muitas pessoas da cidade lhe procuraram, pedindo para que tomasse providências em relação aos indígenas.
O juiz, que está em Manaus, retorna a Eirunepé no próximo dia 15 para voltar a discutir o assunto com a Funai. Indagado sobre como se dará a fiscalização da portaria, ele afirmou que também encaminhou a decisão a outros órgãos da cidade, inclusive ao comando da polícia. “Olha, não tem como cumprir rigorosamente essa portaria. Espero que a Funai fique alerta. Tenho certeza que isso será resolvido. Não estou impedindo que o índio fique na cidade. Quero que ele fique em Eirunepé, mas de forma digna”, disse.
Stephan Dienst, um linguista que atua junto aos índios kanamari, entrou com uma representação na semana passada no Ministério Público Federal do Amazonas pedindo providências para derrubar a portaria.
“Quando soube dessa portaria encaminhei uma denúncia ao Ministério Público Federal. Não se pode tirar dos índios o direito de ir e vir. Se eles quiserem ficar um mês na cidade, podem. Um juiz não pode baixar uma portaria que viola a constituição federal apenas para resolver um problema que deve ser resolvido por todos os órgãos e não apenas pela Funai”, disse Dienst, que coordena a Associação das Comunidades Kanamari de Flecheira.
O coordenador regional da Funai em Atalaia do Norte, Bruno Pereira, disse que o juiz agiu com a visão do preconceito”, expondo os indígenas e deixando-os acuados e cerceando o direito deles de ir e vier”. Ele afirmou que a Funai também está tomando medidas para derrubar a portaria.
Pereira reconhece que o problema do alcoolismo existe, mas deve ser combatido não apenas pela Funai e sim por vários órgãos. “Seria mais simples se o juiz entendesse os problemas antes de assinar a portaria, mas ele usou o pior expediente. Para se resolver seria necessária uma ação articulada entre todos os entes públicos e não apenas a Funai. O atendimento é precário em todos os setores”, disse.
Falta de estrutura
A Coordenação Técnica (CT) da Funai em Eirunepé tem apenas um funcionário concursado (Silva), que responde por uma população de aproximadamente 5,7 mil indígenas de 38 aldeias dos municípios de Envira, Itamarati, Ipixuna e Eirunepé, localizadas na bacia do rio Juruá. A CT é subordinada à Coordenação Regional da Funai, cuja sede fica localizada no município de Atalaia do Norte. As viagens de Atalaia até Eirunepé são possíveis apenas pelo rio (leva vários dias) ou por avião fretado.
Arquimimo Amaral da Silva reconhece que há um alto índice de alcoolismo entre os indígenas e tenta, dentro de suas possibilidades, realizar atividades preventivas. Na semana passada, a Funai realizou um palestra com a organização Alcoólicos Anônimos com um grupo de indígenas.
Ele conta que, em parceria com a Polo Base da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), que fica na sede de Eirunepé, a Funai deverá realizar um levantamento sobre os indígenas que ficam em trânsito na sede municipal para assim identificar as dificuldades que estão sendo enfrentadas por eles.
Um dos grandes desafios para tentar solucionar o problema do alcoolismo – assim como outras doenças – é a falta de estrutura de saúde na região. O único polo base da Sesai está localizado na sede de Eirunepé. Equipes de saúde ficam apenas esporadicamente nas aldeias.
“Poucas aldeias têm postos saúde, por isso os índios são obrigados a vir para a cidade. Muitos vêm com seus próprios recursos, a remo, de canoa, ou em ‘rabetinhas’ (canoa a motor) com gasolina emprestada. As aldeias não têm rádio de comunicação e isso dificulta as remoções. A situação de educação é outro problema. Apenas duas aldeias têm escolas. Ou seja, é todo um conjunto de ações que deveriam ser desencadeadas”, contou Arquimimo.
Mulheres kulina questionam
Funcionária da Casa de Saúde Indígena (Casai) em Eirunepé, Erondina Araújo da Silva, 48 anos, da etnia kulina, disse que é preciso tomar providências em relação aos indígenas que sofrem de alcoolismo, mas que não concorda com a medida judicial.
“Muitos índios vão parar no aterro da cidade e na beira do rio. Mas daí assinar um documento como desse juiz é demais. Os índios ficam muito tempo na cidade porque precisam tirar documento. Nisso, muitos comerciantes aproveitam para vender bebida para eles”, disse Erondina, que nasceu na aldeia Piau.
Marta Zacarias de Oliveira, 39 anos, que estava de passagem por Eirunepé antes de voltar para sua aldeia, disse que a portaria é discriminatória.
“O índio é livre para andar em qualquer canto. Quando ele vem para a cidade, fazer suas coisas, tudo é muito demorado. Além de ser desrespeito, ele ainda sofre preconceito e é mal tratado”, diz Marta, que é conselheira distrital de saúde indígena.
Marta concorda que o consumo de bebida está “muito forte” entre os índios e que é preciso tomar providências para evitá-lo. “Os índios que viajam para a cidade não têm controle. Os brancos não estão nem aí, vendem a bebida assim mesmo. Mas alguém pergunta para o índio por que ele bebe? Como ele poderá ser tratado se nas aldeias não tem posto de saúde, não tem remédio. Eu fico muito triste com tudo isso”, relata Marta.
Fonte: http://amazoniareal.com.br/juiz-proibe-venda-de-bebida-e-da-prazo-para-indios-permanecerem-em-cidade-do-am/
50 anos: está na hora de exumar as Reformas de Base de Jango
João Vicente Goulart tinha apenas sete anos quando foi obrigado a trocar a Granja do Torto numa noite, refugiar-se em São Borja e de lá partir para o exílio no Uruguai. Junto da mãe, Maria Thereza, e da irmã, Denise Goulart, apenas um ano mais nova que ele, o plano daquela noite era aguardar a chegada do pai, João Goulart, na estância no interior gaúcho. Jango, no entanto, só pode reencontrar a família quatro dias depois, no Uruguai. Era o início de um exílio sem retorno. Era o começo de 21 anos de ditadura militar no Brasil.
O empresário formado em filosofia, João Vicente, rememora os tempos de exílio e fala sobre o pai, um dos políticos de carreira mais meteórica no país. Próximo do presidente Getúlio Vargas, de quem era vizinho em São Borja e por quem foi lançado na política, Jango foi seu ministro do Trabalho aos 35 anos, duas vezes vice-presidente da República eleito pelo voto direto (de JK e de Jânio Quadros) e aos 42 anos, em 1961, tornava-se presidente da República. Foi deposto três anos depois pelo golpe militar de 1964. A mãe de João Vicente, Maria Tereza Fontella Goulart, foi a mais jovem e é considerada a mais bela primeira-dama do país.
João Vicente evoca conselhos que recebia do pai. Hoje à frente do Instituto João Goulart, instituição que reúne documentos, programas, fotos e vídeos de Jango, ele conta sobre a luta que trava na reconstrução da memória e, sobretudo, o imenso legado de seu pai para o Brasil. Jango fez história até no momento do seu sepultamento, quando sua filha, Denise, estendeu sobre o caixão uma faixa contendo apenas uma palavra, ANISTIA – a primeira que aparecia publicamente sobre o movimento, ainda em plena ditadura militar.
Um legado detratado pelos golpistas de 1964 que começa a ser reparado, 50 anos depois. Um passo importante neste sentido foi a devolução simbólica do mandato de Jango pelo governo Dilma no ano passado. Na cerimônia, João Vicente mandou sua mensagem ao pai: Jango, a democracia venceu! A história de Jango ainda está para ser escrita e será, certamente, quando a verdade sobre a sua morte aparecer e se souber se ele teve morte natural ou foi assassinado. Após a exumação do corpo do ex-presidente, o país aguarda o resultado final das investigações conduzidas no Brasil e, agora, também na Argentina.
João Vicente, porém, afirma que não apenas o corpo de Jango deve ser exumado, mas também as reformas de base propostas por ele. Reformas que devolveram a esperança para o povo brasileiro e que, segundo João Vicente, precisam ser implementadas para que tenhamos um país que efetivamente atenda as necessidades de seu povo.
Surge, pela 1ª vez, o nome de um militar torturador de Rubens Paiva
O coronel (reformado) do Exército Armando Avólio Filho contou em depoimento à Comissão Nacional da Verdade (CNV) ter visto por uma porta entreaberta, em janeiro de 1971, um colega de DOI-CODI-Rio, o tenente identificado como Antônio Fernando Hughes de Carvalho (já falecido), torturando um preso político que, pelas características físicas, era o ex-deputado Rubens Paiva, morto sob tortura, nas dependências daquele órgão de repressão da ditadura militar.
Avólio é ex-integrante do Pelotão de Investigações Criminais da Polícia do Exército (PIC-PE) e segundo revelou no depoimento, o tenente Hughes pulava sobre o corpo do preso que torturava, na carceragem do DOI-CODI-Rio, do então I Exército – hoje comando Militar do Leste – na rua Barão de Mesquita, na Tijuca.
No depoimento à CNV, Avólio confessa que tempos depois, ao tomar conhecimento do desaparecimento do ex-deputado, percebeu que a vítima torturada por Hughes, um homem branco e forte, era o ex-deputado Rubens Paiva, assassinado no local naqueles dias. Com a revelação e o nome dado por Avólio, tem-se conhecimento de praticamente tudo o que aconteceu e envolveu o assassinato do ex-deputado, menos o que fizeram com seus restos mortais, ou onde o sepultaram – se o sepultaram.
A tragédia de Rubens e da família Paiva
Rubens Paiva foi preso em casa, no Leblon, dia 20 de janeiro de 1971, por uma equipe do Centro de Informações de Segurança da Aeronáutica (CISA), entregue no mesmo dia ou no seguinte ao DOI-CODI e desde então consta na lista dos desaparecidos com sumiço provocado pela ditadura militar.
Paiva foi levado sob a acusação – nunca formalizada – de trazer correspondência de exilados no Chile para brasileiros, como o ex-vice-prefeito do Rio Paiva Muniz, a quem receberia em casa no dia em que em que foi levado. A mulher, Eunice, e a filha, Eliana, de 15 anos, também foram presas – a garota foi libertada 24 horas depois, mas mas Eunice ficou 15 dias presa no DOI-CODI da Barão de Mesquita.
No depoimento agora, 33 anos depois, à CNV, Avólio, que como Hughes era tenente à época, contou que logo após testemunhar a cena do espancamento, a tortura, chamou seu chefe imediato, o então major Ronald José Baptista de Leão, e levou o caso ao comandante do DOI, o também major José Antônio Nogueira Belham, e ao comandante da PE, coronel Ney Fernandes Antunes. Em carta à Comissão, Leão confirmou o episódio – Leão morreu no início deste ano.
Citados na tortura e morte de Paiva eram dos órgãos de repressão
Hughes vinha do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR) e foi descrito no depoimento de Avólio como um “militar loiro”. O banco de dados digital do projeto Brasil Nunca Mais confirma que ele participava de ações da repressão contra a esquerda atuando em parceria com militares do CISA.
O depoimento de Avólio foi prestado à CNV no ano passado, ao ex-procurador geral da República Cláudio Fontelles, então membro da Comissão. Fontelles também ouviu o general (reformado) José Antônio Nogueira Belham. O general disse estar de férias quando da prisão e desaparecimento de Rubens Paiva, sendo substituído pelo major Francisco Demiurgo Santos Cardoso. Mas mostrou documento à CNV pelo qual, em determinados dias daquele janeiro, teve as férias suspensas para o cumprimento de missão especial e por ela chegou a receber diárias.
Conab doará 45 mil cestas de alimentos para comunidades indígenas
A Companhia Nacional de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (Conab-MS), em parceria com a Fundação Nacional do Índio (Funai), doará aproximadamente 45 mil cestas de alimentos para a população indígena de Mato Grosso do Sul ao longo do primeiro semestre deste ano. As doações ocorrerão em três etapas. A primeira, já em execução, abrange 27 aldeias. Jaguapiré, Cerrito, Guaimbé, Sombrerito, Urucuti, Rancho Jacaré e Sassoro já começaram a receber as cestas.
Os produtos são adquiridos da agricultura familiar, por meio da Compra Direta, e também via Bolsas de Mercadorias (leilão eletrônico), com recursos do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). A Funai é responsável pela mediação entre a transportadora e os índios, certificando-se de que os caminhões conseguirão entrar nas comunidades e garantindo que a população já cadastrada no sistema receba corretamente as cestas.
Fonte: Ascom/Conab
"CAI O CASTELO DE CARTAS DO MINISTRO BARBOSA"
Por Breno Altman
As palavras finais do presidente da corte suprema, depois da decisão que absolveu os réus da AP 470 do crime de quadrilha, soaram como a lástima venenosa de um homem derrotado, inerte diante do fracasso que começa a lhe bater à porta. A arrogância do ministro Barbosa, abatida provisoriamente pelo colegiado do STF, aninhou-se em ataque incomum à democracia e ao governo.
"Sinto-me autorizado a alertar a nação brasileira de que este é apenas o primeiro passo", discursou o relator da AP 470. "Esta maioria de circunstância foi formada sob medida para lançar por terra todo um trabalho primoroso, levado a cabo por esta corte no segundo semestre de 2012."
Sua narrativa traz uma verdade, um insulto e uma fantasia.
Tem razão quando vê risco de desmoronamento do processo construído sob sua batuta. A absolvição pelo crime de quadrilha enfraquece fortemente a acusação. Se não há bando organizado, perde muito de sua credibilidade o roteiro forjado pela Procuradoria Geral da República e avalizado por Barbosa. A peça acusatória, afinal, apresentava cada passo como parte minuciosa de um plano concebido e executado de forma coletiva, além de permanente, com o intuito de preservação do poder político. Se cai a tese de quadrilha, mais cedo ou mais tarde, as demais etapas terão que ser revistas. Essa é a porção verdadeira de sua intervenção matreira.
A raiva de Barbosa justifica-se porque, no coração desta verdade, está a neutralização da principal carta de seu baralho. O ex-ministro José Dirceu foi condenado sem provas materiais ou testemunhais, como bem salientou o jurista Ives Gandra Martins, homem de posições conservadoras e antipetistas. A base de sua criminalização foi uma teoria denominada "domínio do fato": mesmo sem provas, Dirceu era culpado por presunção, oriunda de sua função de líder da eventual quadrilha. Absolvido do crime fundante, a existência de bando, como pode o histórico dirigente petista estar condenado pelo delito derivado? Se não há quadrilha, inexiste liderança de tal organização. A própria tese condenatória se dissolve no ar. O que sobra é um inocente cumprindo pena de maneira injusta e arbitrária.
Derrotado, Barbosa recorreu a um insulto: acusa o governo da República de ter ardilosamente montado uma "maioria de circunstância", como se a fonte de sua indicação fosse distinta dos demais. Aponta o dedo ao Planalto sem provas e sem respeito pela Constituição. Atropela a independência dos poderes porque seu ponto de vista se tornou minoritário. Ao contrário da presidente Dilma Rousseff, que manteve regulamentar distância das decisões tomadas pelo STF, mesmo quando eram desfavoráveis a seus companheiros, incorre em crime de Estado ao denunciar, através de uma falácia, suposta conspiração da chefe do Executivo.
A conclusão chorosa de seu discurso é uma fantasia. Não se pode chamar de "trabalho primoroso" uma fieira de trapaças. O presidente do STF mandou para um inquérito secreto, inscrito sob o número 2474, as provas e laudos que atestavam a legalidade das operações entre Banco do Brasil, Visanet e as agências de publicidade do sr. Marcos Valério. Omitiu ou desconsiderou centenas de testemunhas favoráveis à defesa. Desrespeitou seus colegas e tratou de jogar a mídia contra opiniões que lhe contradiziam. Após obter sentenças que atendiam aos objetivos que traçara, lançou-se a executá-las de forma ilegal e imoral.
Waldemir cobra a instalação do Plano de Mobilidade urbana para Manaus
Durante a reunião da Comissão de Transporte, Viação e Obras Públicas da Câmara Municipal de Manaus (CTVOP/CMM), realizada na manhã de sexta-feira (28), com o superintendente municipal de transporte urbano (SMTU) Pedro Carvalho, para tratar dos primeiros resultados do uso da faixa exclusiva para os ônibus na Avenida Constantino Nery, o vereador Waldemir José (PT) defendeu a implantação do plano de mobilidade urbana para cidade e aprovou a criação da faixa azul.
Para o vereador Waldemir José, a iniciativa da Prefeitura é válida, uma vez que essa medida prioriza o transporte público. “Temos que entender que a prioridade é o transporte público. A crise na mobilidade urbana está também em torno dos carros particulares. Por esse motivo, defendo que o Poder Público um sistema de transporte mais atrativo. Em São Paulo, o uso de corredores exclusivos está sendo aprovado pela população”, disse o parlamentar pontuando que existem muitos carros transitando na cidade pela falta de transporte público de qualidade para população.
Ele lembrou, ainda, que o plano de mobilidade urbana é essencial para que os investimentos feitos no sistema de transporte tenham continuidade sempre que houver mudanças de gestão, o que evitará grandes prejuízos à população.
Além disso, com base na experiência de ir de ônibus até o SMTU e nas fiscalizações nas estações das linhas 609, 612, 610, 601 e 604, Waldemir José relatou a Pedro Carvalho as dificuldades que os usuários do transporte coletivo da cidade enfrentam todos os dias e afirmou que um dos maiores problemas desse serviço é a falta de fiscalização por parte da Prefeitura.
“As empresas fazem o que querem e não obedecem a horários de saídas estabelecidos pelo SMTU. As empresas ditam as regras, o que não pode ocorrer no serviço público. Não encontramos nenhum fiscal nessas estações. Falta a presença da Prefeitura cobrando das empresas que cumpram o horário de saída. Levemos em consideração que a população paga diariamente pela utilização completa da frota e não pela metade”, relatou Waldemir.
ANIVERSÁRIO DA ZONA FRANCA DE MANAUS - Francisco Praciano
Semana passada, a Zona Franca de Manaus completou 47 anos. Ao longo de todo esse tempo, apesar dos constantes ataques (internos e externos) que tem sofrido, a ZFM tem se mantido como um modelo vitorioso de desenvolvimento, não só para o Amazonas mas também para inúmeros outros Estados da região Norte, propiciando centenas de milhares de empregos, geração de renda e proteção à nossa floresta.
Eu, que há pouco mais de 40 anos vim de fora, atraído pelas chances de trabalho por ela oferecidas, posso afirmar que sei muito bem o que a Zona Franca representa para cada cidadão que aqui reside. Somos o que somos - no que diz respeito a emprego, renda, educação, saúde, lazer, etc. – por causa da Zona Franca de Manaus.
Tenho certeza de que venceremos, no Congresso Nacional, a batalha atual de sua prorrogação e que tanto o Amazonas quanto o restante do país continuarão se beneficiar dos benefícios por ela gerados.
Parabéns a todos aqueles que, por meio de suas profissões ou ofícios, têm ajudado na manutenção, no fortalecimento e no sucesso da Zona Franca de Manaus. Parabéns, em especial: aos trabalhadores do Polo Industrial de Manaus; aos demais trabalhadores (do comércio, da indústria e da área de serviços) de Manaus; aos inúmeros professores e pesquisadores das nossas Universidades que têm dedicado grande parte de suas produções intelectuais ao aprimoramento do modelo; a todos os servidores públicos (secretários de Estado, técnicos da Suframa, procuradores de Justiça, etc.) e agentes políticos que têm se dedicado a defendê-la, administrativa ou judicialmente, dos constantes ataques internos e externos. Parabéns, igualmente, aos empresários que continuam a acreditar nesse modelo de desenvolvimento e, por conta disso, aqui investem e mantém suas empresas.
Parabéns, da mesma forma, à Presidente Dilma, tanto pela apresentação da PEC que prorroga sua vigência até 2073, quanto pela sua defesa, na Europa, em razão dos ataques desferidos pelos países da União Europeia.
Parabéns, por fim, ao povo amazonense pelo aniversário da ZONA FRANCA DE MANAUS.
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