Na Nova Zelândia, grupo de pais busca frear o “genocídio” de pessoas com síndrome de Down



Por: Lúcio Carvalho

Enquanto a evolução da ciência avança na direção de novas terapias que poderão melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas com Síndrome de Down em todo o mundo, como visto recentemente na matéria da revista do jornal The New York Times, “Um medicamento para a síndrome de Down” , a mesma ciência põe em risco milhões de novas vidas de bebês em gestação com a trissomia*.

Para fazer frente ao que qualifica como “extermínio” de bebês com Síndrome de Down antes do nascimento, o grupo Savingdowns, da Nova Zelândia, entrou com queixa contra o país no Tribunal de Justiça Internacional em Haia, na Holanda.

Segundo o grupo Savingdowns, o novo programa de triagem pré-natal financiado pelo governo neozelandês identifica gravidezes de bebês com Síndrome de Down que são encaminhadas para o aborto seletivo (O aborto é permitido na Nova Zelândia).

Formado por pais e irmãos de pessoas com Síndrome de Down, o Savingdowns tem a missão de defender a vida das pessoas comSíndrome de Down, desde a concepção até a morte natural, para que sejam livres de qualquer forma de discriminação. O aborto seletivo é o que chamam de “cúmulo da discriminação”.

Mike Sullivan, engenheiro civil autônomo, professor de Yoga e porta-voz da Savingdowns, que vive na Nova Zelândia, com a mulher Rae e Rebecca, filha de três anos que tem Síndrome de Down, apareceu no documentário Down, fala sobre a ameaça e os efeitos sociais que a triagem pré-natal tem representado para a comunidade de pessoas com Síndrome de Down.

Por que você acha que o governo está impedindo os bebês com síndrome de Down de nascer?

Ignorância, medo, preconceito e razões econômicas. Há uma presunção falsa de que as pessoas com Síndrome de Down têm menos valor e são menos humanos do que os outros. Por isso elas são direcionadas para o aborto seletivo. Esta noção é basicamente fundada na ignorância e no medo.

Em última análise, é uma questão econômica. Em um relatório para a Unidade Nacional de Triagem Neonatal da Nova Zelândiahá uma passagem que é autoexplicativa “O custo econômico da triagem compensam os recursos elevados associados às necessidades de cuidados ao longo da vida de um indivíduo com Síndrome de Down”. O governo investe US$ 75.000 para detectar cada bebê com Síndrome de Down no útero. Quaisquer problemas médicos que podem exigir cuidados seriam detectados no pré-natal, que é centrado na vida. O governo está investindo para evitar nascimentos por razões econômicas.

Como surgiu a ideia de ir ao Tribunal de Justiça Internacional?

Inicialmente uma das nossas apoiadoras começou uma discussão em torno do uso da “eugenia”. Ela argumentou que era “genocídio”.“Geno” é para “constituição genética” em grego e “Cide” – latim para “matança de” – portanto, “genocídio” é a matança de pessoas com base em sua constituição genética. Então me deparei com o artigo sobre o genocídio e crimes contra a humanidade em relação às pessoas com deficiência, que me deu a ideia de levar o caso ao tribunal.

Baseados em quê vocês estão apelando para o Tribunal de Justiça Internacional?

Nossos motivos são violações dos artigos 6 e 7 do Estatuto de Roma através da perseguição de um grupo identificável da população civil (aqueles com Síndrome de Down) através de medidas que impeçam o seu nascimento.

Nosso argumento é que as pessoas com Síndrome de Down são um grupo estável e permanente e, como tal, constitui o status de um grupo protegido. No acórdão do Tribunal De Justiça Internacional Akayesa, datado de 02 de setembro de 1998, relativo ao genocídio em Ruanda, a definição de um grupo protegido foi reconhecido para ser aplicado a qualquer grupo estável e permanente. O artigo 701 do referido juízo diz “A Câmara concluiu que era necessário, acima de tudo, respeitar a intenção dos redatores da Convenção sobre Genocídio, que, de acordo com trabalhos preparatórios, foi claramente de proteger qualquer grupo estável e permanente”.

Além disso, como as pessoas com Síndrome de Down são geneticamente ligadas por ter em comum um terceiro cromossomo 21 e partilhar as mesmas características físicas, podem ser definidas tanto como um grupo étnico quanto racial: nos dois casos são pessoas distinguidas com base em características genéticas e físicas comuns, segundo qualquer definição de dicionário.

Vocês tentaram falar com as autoridades da Nova Zelândia antes de recorrer ao Tribunal De Justiça Internacional?

Vários contatos foram feitos diretamente com o Ministro da Saúde, que se recusou a reconhecer as nossas preocupações.

A questão foi levantada formalmente através da Comissão de Direitos Humanos da Nova Zelândia, que determinou que as pessoas com Síndrome de Down não são protegidas nos termos do artigo 6 do Estatuto de Roma. Depois o assunto foi levado ao Diretor para Procedimentos de Direitos Humanos da Nova Zelândia. Ele também determinou que as pessoas com Síndrome de Down não são protegidas nos termos do artigo 6 do Estatuto de Roma, mas indicou que se eles estivessem protegidos pelo Estatuto de Roma, o programa de triagem que facilitasse o aborto seletivo de tal grupo com base em sua identidade seria uma violação do Estatuto de Roma.

Você sabe a reação de seu governo com relação à queixa ao Tribunal Internacional?

Eles negam as nossas reivindicações.

O que vocês esperam com estas ações?

Esperamos que o Tribunal exija que a Nova Zelândia suspenda a prática do aborto seletivo de pessoas com Síndrome de Down, conforme previsto em suas obrigações sob o Tratado de Roma.

Há adultos com Síndrome de Down envolvidos na campanha? O que eles pensam sobre isso?

Sim, mas não como signatários da queixa.

trissomia consiste na presença de três (e não duas, como seria normal) cromossomas de um tipo específico num organismo.

O fracasso do Império

Por: Robert Fisk - The Independent
Os palestinos não conseguirão seu estado essa semana. Mas provarão – se obtiverem votos suficientes na Assembleia Geral e se Mahmoud Abbas não sucumbir à sua subserviência característica ante o poder de EUA-Israel – que já fizeram por merecer ser estado. E estabelecerão para os árabes o que Israel gosta de chamar – enquanto amplia suas colônias em terra roubada – “fatos em campo”: nunca mais EUA e Israel estalarão os dedos e verão árabes bater continência perfilados. Os EUA perderam a aposta que fizeram para o Oriente Médio. Acabou: fim do “processo de paz”, do “mapa do caminho”, do “acordo de Oslo”. Esse fandango todo já é história.

Pessoalmente, acredito que “Palestina” é estado-fantasia, impossível de ser criado agora, uma vez que Israel já roubou quase toda a terra dos árabes, para os projetos coloniais dos israelenses. Basta que se dê uma olhada na Cisjordânia. Colônias em massa, exclusivas para judeus, as perniciosas restrições que impedem palestinos de construírem casas de mais de um piso, e a destruição, como castigo, do sistema de esgotos urbanos, os “cordões sanitários” ao lado da fronteira com a Jordânia, as estradas exclusivas para colonos israelenses, tudo isso converteu o mapa da Cisjordânia em pára-brisa esfacelado de carro detonado. Às vezes, suspeito que a única força que impede que de um ainda “Grande Israel” é a obstinação daqueles incansáveis palestinos. 

Mas, agora, estamos falando de um assunto ainda mais sério. Essa votação na ONU – na Assembleia Geral e no Conselho de Segurança; em certo sentido, nem faz diferença – dividirá o ocidente: EUA de um lado; árabes, de outro. Abrirá em fendas as divisões que há dentro da União Europeia, entre europeus do leste e europeus do oeste; entre Alemanha e França (Alemanha apoiando Israel pelas razões históricas de sempre; a França atormentada pelo sofrimento dos palestinos). E, claro, entre Israel e a União Europeia. 

Décadas de poder, brutalidade e colonização, pelos militares israelenses; milhões de europeus, já conscientes da responsabilidade histórica que pesa sobre eles pelo holocausto de judeus e conhecedores da violência das nações muçulmanas, já não se deixam acovardar na crítica, por medo de serem ofendidos, acusados de antissemitismo. Há racismo no ocidente – e temo que sempre haverá – contra muçulmanos e africanos e judeus. Mas as colônias israelenses na Cisjordânia nas quais não podem viver árabes palestinos muçulmanos são o quê, além de expressão de racismo? 

Israel sofre parte dessa tragédia, é claro. O insano governo israelense levou os israelenses por esse caminho de perdição, que se viu adequadamente sintetizado no medo que lhes causou a democracia na Tunísia e no Egito. O principal aliado de Israel é hoje a Arábia Saudita, o que é caso exemplar de toda essa insensatez. E a cruel recusa, por Israel, a desculpar-se pela matança de nove turcos, ano passado, em ataque contra a Flotilha da Paz em Gaza, e de cinco policiais egípcios durante incursão de palestinos em Israel. 

Por tudo isso, adeus aos únicos aliados que Israel ainda tinha na região, Turquia e Egito, no curto espaço de 12 meses. No governo de Israel há hoje gente inteligente, potencialmente equilibrados, como Ehud Barak, e loucos, como o ministro dos Negócios ExterioresAvigdor Lieberman (...). Sarcasmos à parte, os israelenses merecem coisa melhor. 

O estado de Israel talvez tenha sido criado por ato injusto – a Diáspora Palestina é prova disso – mas foi criado por ato legal. Os fundadores foram perfeitamente capazes de construir acordo com o rei Abdullahda Jordânia depois da guerra 1948-49 para dividir a Palestina entre judeus e árabes. Mas foi a ONU, que se reuniu para decidir o destino da Palestina dia 29/11/1947, quem deu a Israel sua legitimidade, com EUA como primeira nação a votar a favor de criar-se o estado de Israel. E agora – por uma suprema ironia da história –, Israel quer impedir que a ONU garanta legitimidade aos árabes palestinos e os EUA serão a primeira nação a votar contra essa legitimidade justa.
 
Israel não tem direito de existir? É a velha armadilha, estupidamente repetida pelos assim ditos “apoiadores de Israel”, também para mim, pessoalmente, muitas vezes repetida, embora, ultimamente, cada vez menos frequentemente. Cabe aos estados – que não são seres humanos – assegurar a outros estados o direito de existir. Para que indivíduos façam a mesma coisa, é indispensável que considerem um mapa. Porque, afinal, onde, exatamente, geograficamente, fica Israel?
 
Israel é a única nação do planeta que não sabe e não diz onde está sua fronteira leste. Acompanha a velha linha do armistício da ONU, a fronteira de 1967, que Abbas tanto ama e Netanyahu tanto odeia? Exclui toda a Cisjordânia palestina menos as colônias exclusivas para israelenses... Ou exclui toda a Cisjordânia? 
Mostrem-me mapa do Reino Unido que inclua Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte, e o Reino Unido tem direito de existir. Mas mostrem-me mapa do RU que pretenda incluir no RU os 26 condados da Irlanda independente e mostre que Dublin seria cidade britânica, não cidade irlandesa, e direi não: essa nação não tem direito de existir nessas fronteiras inchadas. No caso de Israel, aí está a razão pela qual quase todas as embaixadas ocidentais, inclusive as embaixadas dos EUA e da Grã-Bretanha, estão instaladas em Telavive, não em Jerusalém.
 
No novo Oriente Médio, com o Despertar Árabe e a revolta de povos livres que exigem dignidade e liberdade, esse voto da ONU – aprovado pela Assembleia Geral, vetado pelos EUA se for para o Conselho de Segurança – constitui uma espécie de pino que faz girar tudo que a ele esteja ligado: vira-se aí uma página, e marca-se também o fracasso do império.
 
A política externa dos EUA tornou-se de tal modo presa a Israel, tão temerosos, tão assustadiços ante Israel tornaram-se quase todos os deputados, deputadas, senadores e senadoras dos EUA – a ponto de amarem mais Israel que os EUA –, que os EUA, essa semana, deixarão de ser a nação que gerou Woodrow Wilson e seus 14 princípios de autodeterminação, não o país que combateu o nazismo e o fascismo e o militarismo japonês, não o farol da liberdade que, como nos dizem, os seus Pais Fundadores representaram –, e se revelarão ao mundo como estado autista, intratável, acovardado, cujo presidente, depois de prometer novo afeto ao mundo muçulmano, é forçado a apoiar uma potência ocupante contra um povo que nada pede além do reconhecimento do estado independente ao qual tem perfeito direito.
 
Será o caso de dizer “pobre velho Obama”, como eu disse em outros tempos? Acho que não. Bom de retórica, vão, superficial, distribuindo fingido respeito em Istanbul e no Cairo poucos meses depois de eleito, essa semana o mesmo Obama comprovará que a reeleição parece-lhe mais importante que o futuro do Oriente Médio; que sua ambição pessoal de continuar no poder supera, em importância, os sofrimentos de um povo que sobrevive sob ocupação. Nesse específico contexto, chega a ser bizarro que alguém que se apresenta como homem de tão altos princípios aja tão covardemente. Para o novo Oriente Médio, onde árabes exigem para eles os mesmos direitos e liberdades dos quais Israel e EUA dizem-se campeões, é tragédia profunda.
 
Na origem de tudo estão os fracassos dos EUA, que não se ergueram para enfrentar Israel e que não insistiram em obter acordo de paz justo na “Palestina”, atrelados ao herói da guerra do Iraque, Blair. Os árabes também são responsáveis, por terem permitido que as ditaduras durassem tanto tempo, tentando conter dunas de areia com falsas fronteiras, velhos dogmas e petróleo (e que ninguém acredite que alguma “nova” “Palestina” seria um paraíso para seu próprio povo).
 
Israel também é responsável, porque é dever de Israel acolher respeitosamente o pedido dos palestinos que requerem à ONU que reconheça o estado palestino e que cumpra todas as suas obrigações de garantir, com o reconhecimento, como de tantos outros estados-membros, segurança e paz também aos palestinos. Mas não. O jogo está perdido. O poder político dos EUA no Oriente Médio será essa semana neutralizada em benefício de Israel. Um grande sacrifício em nome da liberdade...

Afastamento ou não de Rafinha Bastos será decidido neste domingo


Rafinha Bastos, Marcelo Tas e Marco Luque

A decisão sobre o afastamento ou não de Rafinha Bastos da apresentação do “CQC” será tomada neste domingo, durante um almoço, em Paris. O diretor Hélio Vargas já está lá e o vice Marcelo Meira, acompanhado de Diego Barredo – um dos diretores do programa, está viajando neste momento para a capital francesa. Todos irão participar da Mipcom, com início na segunda-feira, em Cannes.

Antes, porém, o caso Rafinha Bastos será analisado entre os três. A repercussão do que ele disse sobre Wanessa Camargo, que “comeria ela e o bebê” no programa do último 19, foi muito grande, por parte dos familiares da cantora, amigos como o ex-jogador Ronaldo e sua mulher Bia Antony e até mesmo do seu companheiro de bancada Marco Luque.

A princípio, fala-se num castigo, afastamento até segunda ordem para dar uma satisfação à sociedade e ao mercado. No entanto, alguns diretores da própria emissora entendem que a sua saída deve acontecer em definitivo.

Na última segunda-feira, 26, os diretores Hélio Vargas e Tadeu Jungle, antes do “CQC” entrar no ar, tiveram uma conversa séria com Rafinha sobre o lamentável episódio e já naquele momento se cogitava o seu afastamento como medida punitiva. E durante toda essa semana, os executivos da emissora sempre deixaram claro que o caso ainda não estava totalmente contornado.

Rafinha, nos últimos tempos, teve outras atitudes polêmicas. Foi acusado de fazer apologia ao estupro. "Mulheres feias deveriam agradecer caso fossem estupradas, afinal os estupradores estavam lhes fazendo um favor, uma caridade", disse. A declaração causou investigação por parte do Ministério Público Federal.

Também houve um episódio com a apresentadora Daniela Albuquerque, com pedidos de desculpas no programa seguinte. Depois da exibição de um vídeo em que Daniela aparecia com dificuldades em falar a palavra “Octógono”.

Audiência discutirá beneficiamento, industrialização e comercialização das frutas regionais do Amazonas

Presidente da Comissão de C&T
Às 14h da próxima segunda-feira (3), será realizada a Audiência Pública “Beneficiamento, Industrialização e Comercialização de Frutas Regionais”, uma iniciativa da Comissão de Ciência e Tecnologia, da qual o deputado José Ricardo Wendling (PT) é presidente, em conjunto com a Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca, Abastecimento e Desenvolvimento. A discussão acontecerá no Auditório Beth Azize – 4º andar – da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam).

Para José Ricardo, é importante esse debate para que a sociedade tenha conhecimento sobre o que é produzido no Estado por meio das frutas regionais. “Esse ramo precisa de mais incentivo para que seja, num futuro próximo, uma nova alternativa econômica para a região, além da Zona Franca de Manaus (ZFM)”, declarou ele, que defende novas políticas econômicas para o Amazonas, principalmente no entorno da Região Metropolitana de Manaus (RMM), já que hoje há uma total dependência da ZFM. 

Foram convidados para a Audiência Pública, dentre outros órgãos e instituições: Secretaria de Produção Rural (Sepror), Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Secretaria de Planejamento do Estado do Amazonas (Seplan), Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/AM), Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento (Sempab), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Além disso, também deverão estar presentes: Superintendência Federal de Agricultura no Estado do Amazonas, Companhia Nacional de Abastecimentos (Conab), Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), Instituto Federal do Amazonas (Ifam), DR Concentrados de Alimentos da Amazônia – Duas Rodas, Cupuaçu do Amazonas, Indústria, Comércio e Serviço – Cupuama, Nexa Indústria e Comércio de Alimentos da Amazônia Ltda, Empresa de Bebidas, Alimentos e Derivados da Amazônia (Oiram), Amacon – Amazonas Bebidas e Concentrados Ltda, Arosuco Aromatizado e Sucos S.A e Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (Faea).
Fonte: Assessoria de Comunicação

Os royalties do pré-sal investidos em educação, ciência, tecnologia e inovação


A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) promoveram quinta-feira (29.9), um ato público em favor da destinação de parte expressiva dos royalties do pré-sal para investimentos em educação e em ciência, tecnologia e inovação. O evento ocorreu na Câmara dos Deputados.

Em discurso na tribuna da Câmara, o deputado Francisco Praciano (PT-AM) sugeriu que os recursos do pré-sal contribuam para a constituição de uma matriz energética sustentável e limpa. "O pré-sal, que no longo prazo não tem sustentabilidade, por se tratar de um produto sujo e finito, tem que patrocinar inclusive pesquisa e inovação para uma matriz energética de produção limpa", alertou Praciano.

Toda essa mobilização é por que está previsto para ser votado no dia 5 de outubro, o projeto de lei nº 8.051/2010, que determinará as regras de partilha dos royalties provenientes da exploração de petróleo na camada do pré-sal.

De acordo com a presidente da SBPC, Helena Nader, a proposta dos cientistas é que os royalties do pré-sal sejam utilizados para resolver duas questões importantíssimas para o futuro do Brasil: “melhorar a qualidade do ensino público e dotar as instituições de pesquisa e empresas das condições necessárias para promover a inovação tecnológica”, disse ela.

Começou hoje o curso Gênero e Economia Solidaria

Começou dia 01 de outubro, sábado, no CEFAM (Centro de Formação da Arquidiocese de Manaus), o Curso Extensão sobre Gênero e Economia Solidaria, promovido pelo Grupo de Estudos e Observatório Social: Gênero, Política e Poder (GEPOS), da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), em parceria com um o Fórum Permanente das Mulheres de Manaus (FPMM).

O objetivo do curso é aprofundar os modelos de economia solidária na perspectiva dos estudos de gênero na Amazônia, enfatizando o papel da mulher nessas novas práticas de produção e geração de renda que privilegia o trabalho coletivo, a autogestão, a justiça social, o cuidado com o meio ambiente, a responsabilidade para com as gerações futuras e o consumo consciente.

A ementa do curso contempla os estudos de gênero como interpretação das relações sociais e suporte para a elaboração de experiências de Economia Solidária. O feminismo como ciência. A Economia Solidária como uma economia possível, diferente da proposta da economia capitalista. Gênero e Economia Solidária como modalidades de participação e intervenção nos processos sociais e políticos. O ecofeminismo, as Etnopráticas e as novas tecnologias sociais na Amazônia como suporte para a Economia Solidária. Intersecção de gênero, etnicidade e trabalho. O associativismo e o cooperativismo como bases de uma economia possível na Amazônia.

Projeto de Lei estabelece punições para estudantes que desrespeitarem professores

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 267/11, da deputada Cida Borghetti (PP-PR), que estabelece punições para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento de instituições de ensino. Em caso de descumprimento, o estudante infrator ficará sujeito a suspensão e, na hipótese de reincidência grave, encaminhamento à autoridade judiciária competente. A proposta muda o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) para incluir o respeito aos códigos de ética e de conduta como responsabilidade e dever da criança e do adolescente na condição de estudante.

De acordo com a autora, a indisciplina em sala de aula tornou-se algo rotineiro nas escolas brasileiras e o número de casos de violência contra professores aumenta assustadoramente. Ela diz que, além dos episódios de violência física contra os educadores, há casos de agressões verbais, que, em muitos casos, acabam sem punição.

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

REDE TAPIRI FAZ ENCONTRO

A Rede Tapiri de Comercialização Solidária realiza Encontro para avaliar a Feira de Agroecologia e Economia Solidária. Além disso, fará o planejamento das próximas ações.

Local: Sede do Movimento Comunitário Vida e Esperança – MCVE;
Endereço: Rua 07 de Setembro s/n Terra Nova I;
Data: 04/10/11;
Horário: das 9 às 12h;
Ônibus: 301, 822, 500, 030 e 034;
Referência: em frente a Igreja Católica Nossa Senhora do Rosário.

Internet popular começa a ser oferecida em 344 municípios a partir de hoje

A partir de hoje (1º), moradores de 344 municípios poderão contratar internet com velocidade de 1 megabit por segundo (Mbps) a R$ 35, dentro do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). As empresas de telefonia fixa que firmaram termos de compromisso com o governo para participar do programa confirmaram o início das ofertas, encaminhando ao Ministério das Comunicações a lista de municípios a serem atendidos na primeira fase.

A expectativa é que até o final do ano o número de municípios atendidos chegue a 544. O valor do serviço pode chegar a R$ 29,90 nos estados onde haverá isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Os termos de compromisso firmados com as empresas de telefonia Oi, Telefônica, Algar Telecom e Sercomtel determinam os principais requisitos a serem cumpridos pelas empresas, como preço e velocidade. Também estabelecem que as operadoras não poderão fazer venda casada, ou seja, obrigar o consumidor a comprar outro produto além da conexão à internet, mas poderão ofertar internet móvel onde não for possível por meio da fixa.

A operadora Oi informou disse nesta sexta-feira (30) que já começou a oferecer, em 100 municípios, o serviço de internet chamado Oi Velox nos moldes do PNBL. A empresa também vai oferecer um pacote de serviço que inclui a internet e o telefone fixo por até R$ 69,90 mensais, ou R$ 64,80 nos estados com isenção de ICMS. O modem será cedido em regime de comodato, e o provedor de acesso à internet não será cobrado. Até o fim do ano, as ofertas do Oi Velox serão estendidas para outras 200 cidades e, até o fim de 2014, a todos os 4.800 municípios da área de atuação da empresa.

A Telefônica também iniciou ontem a oferta de banda larga dentro do PNBL, direcionando o serviço para 229 cidades do estado de São Paulo. Segundo a empresa, o pacote que inclui telefonia fixa e internet custará a partir de R$ 57,30. No caso da banda larga fixa, a oferta é um valor de R$ 29,80 e não inclui, promocionalmente, nenhum tipo de limite de downloads. A Telefônica também já oferece, por meio de sua empresa de telefonia móvel, a Vivo, internet móvel a R$ 29,90 em mais de 1,5 mil cidades onde a operadora possui rede 3G.

As operadoras de telefonia móvel TIM e Claro também já firmaram acordo com o governo para oferecer internet por meio da tecnologia 3G com velocidade de 1 Mbps a preços populares. No caso da TIM, as primeiras localidades atendidas são do Distrito Federal e de Goiás e a expectativa é contemplar 1.000 cidades até 2012. A Claro já está oferecendo internet móvel para os 515 municípios onde já tem cobertura 3G.

Na próxima semana, o Ministério das Comunicações vai publicar na internet uma lista completa dos municípios onde já está havendo oferta de banda larga a preços populares. Nesta quinta-feira (29), o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, garantiu que o governo vai acompanhar e cobrar das empresas o cumprimento do termo de compromisso. Segundo ele, as empresas estão oferecendo o serviço antes mesmo do prazo estabelecido pelo ministério.
Fonte: Agência Brasil

Parintins e Alvarães entre as 300 cidades mais dinâmicas do mundo

O município de Parintins é mais uma vez destaque por estar entre as 300 cidades mais dinâmicas do mundo em 2011. O prefeito em exercício, Messias Cursino, recebeu a notícia com muita alegria, ontem pela manhã. Para se chegar a esses resultados foi realizada uma pesquisa sobre qualidade de vida coordenada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU). Dados como proteção social, desenvolvimento econômico e educação foram levados em conta para o levantamento.

No Amazonas, apenas Parintins e Alvarães foram destaque. Entre os dias 24 e 26 de outubro o prefeito Bi Garcia, o prefeito de Alvarães Mario Tomás Litaiff e o presidente da Associação Amazonense dos Municípios (AAM), Jair Souto, participarão em Colônia, na Alemanha, da 17ª edição do Meeting Dynamic City The World 2011 (Reunião da Cidade mais Dinâmica do Mundo 2011), durante a Feira Internacional de Tecnologia e Urbanismo da Europa. O Meeting City Dinamics World 2011 vai mostrar as potencialidades de cada um desses municípios da lista.

EXEMPLO DE SUPERAÇÃO: De porteiro a professor.

Mesmo com uma rotina tão exigente, Erwin conseguiu se manter entre os melhores alunos da instituição. Para tornar o sonho possível, recebeu ...